Foto oficial de Julio Croda

Julio Croda

Médico infectologista, pesquisador da Fiocruz

Em exercício desde 2010
Biografia

Resumo biográfico

Julio Croda é um médico infectologista e pesquisador brasileiro, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Ficou conhecido nacionalmente na pandemia de covid-19, depois de deixar o cargo de diretor de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, em março de 2020, e se tornou uma das vozes mais ouvidas da imprensa sobre covid, dengue, mpox e vacinas. Nas buscas, as pessoas procuram quem é Julio Croda, onde ele trabalha, sua formação e o que ele diz sobre dengue e vacinas. Origem e carreira Croda é baiano e fez carreira em São Paulo antes de se mudar para Mato Grosso do Sul, onde vive há mais de dez anos, segundo o Campo Grande News (02/01/2021), que informou que ele tinha 42 anos no início de 2021. Antes de chegar a Campo Grande, foi coordenador do curso de medicina da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em Dourados (Douranews, 06/04/2020). Já era conhecido internacionalmente por pesquisas sobre tuberculose, segundo O Globo (23/02/2022). É professor do curso de medicina da UFMS e pesquisador da Fiocruz em Mato Grosso do Sul. Ministério da Saúde Na gestão do ministro Luiz Henrique Mandetta, Croda chefiou o Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde. Quando a pandemia começou, no início de 2020, comandava um centro de operações de emergência que reunia representantes de vários ministérios (g1, 28/04/2020). Segundo o ministério, ele estendeu sua permanência a pedido da pasta para o enfrentamento da covid-19 (Douranews, 06/04/2020). Deixou o governo no fim de março de 2020, por não concordar com as diretrizes do governo federal, sobretudo em relação ao isolamento social (Correio, 08/06/2020). Em abril, assumiu a coordenação de especialistas da Fiocruz e da UFMS no enfrentamento da doença. Em junho de 2020, em entrevista ao podcast do jornal Correio, de Salvador, alertou que a população pobre seria a que mais sofreria com o coronavírus (Correio, 08/06/2020). Pandemia de covid-19 Fora do governo, Croda passou a comentar a pandemia na imprensa. Em abril de 2020, defendeu lockdown em Manaus e Fortaleza, que registravam crescimento de casos e falta de leitos. "Eu recomendaria o lockdown para Manaus e Fortaleza porque, se você não tem capacidade de ter mais leitos, tem que aumentar as medidas de isolamento", disse ao g1 (28/04/2020). Em fevereiro de 2021, durante a crise de oxigênio no Amazonas, alertou que, sem medidas mais restritivas, outras cidades entrariam em colapso como Manaus (IHU, 08/02/2021). Em abril de 2021, quando o Brasil passou de 400 mil mortes, afirmou que a marca não significava que o pior havia passado, por causa da falta de vacinas e do espalhamento de variantes (O Globo, 29/04/2021). Com a Fiocruz e o Instituto Sabin de Vacinas, coordenou um estudo para avaliar se doses de reforço fracionadas das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca teriam a mesma resposta imunológica e menos reações adversas, o que poderia multiplicar a oferta de vacinas (Brasil de Fato, 06/07/2022). Em fevereiro de 2022, previu que a covid-19 caminharia para se tornar endêmica, com aumentos sazonais, e que o uso de máscaras poderia ser relaxado aos poucos. "Eu diria que estamos caminhando para o fim da pandemia e vamos entrar numa fase endêmica, com períodos sazonais epidêmicos, como já acontece com a gripe e a dengue", disse ao Globo (23/02/2022). Na mesma entrevista, defendeu ampliar a quarta dose para os idosos, em especial os que haviam tomado três doses da CoronaVac. Na época, presidia a Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT). Mpox Em julho de 2022, depois de a Organização Mundial da Saúde declarar emergência internacional por causa da varíola dos macacos (mpox), Croda disse à CNN Brasil que o país deveria se preparar para um aumento exponencial de casos e criticou a falta de coordenação, comunicação e treinamento por parte do Ministério da Saúde (CNN Brasil, 25/07/2022). Dengue Croda coordenou na UFMS um estudo em parceria com a farmacêutica japonesa Takeda, fabricante da vacina Qdenga, incorporada ao SUS em dezembro de 2023. Para ele, ter a vacina disponível foi "uma revolução no cenário epidemiológico" (IHU, 22/01/2024). Em fevereiro de 2025, comentou os resultados do método Wolbachia, que usa mosquitos com uma bactéria que reduz a transmissão do vírus, em Campo Grande: "O método mudou o padrão da doença" (RCN67, 20/02/2025). Em janeiro de 2026, avaliou que a dengue ainda será um desafio por décadas, mesmo com vacinas e novas tecnologias, e lembrou que o pico de 2024 coincidiu com o El Niño (Metrópoles, 18/01/2026). Em outubro de 2026, analisou no podcast Hora da Ciência, do Jornal da USP, o risco de o super El Niño provocar uma nova epidemia de dengue. Homenagens Em setembro de 2023, Croda foi homenageado pela Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) como infectologista baiano de referência nacional no combate à covid-19 (Alô Alô Bahia, 20/09/2023). Divulgação científica Croda participa com frequência de lives e programas de divulgação. Em 2020, gravou a série Covid Café, em seu canal no YouTube. Em 2021, explicou no Portal Drauzio Varella o funcionamento da terceira dose e das doses de reforço (15/09/2021). Em outubro e novembro de 2023, foi o médico convidado da série Tem que Ler, do Globo, em que respondeu a dúvidas de assinantes sobre HIV, sífilis, vacinas e gripe aviária e deu dez dicas de prevenção contra vírus e bactérias. Patrimônio Não há estimativa publicada sobre o patrimônio de Julio Croda. Linha do tempo 2019: assume o Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde. 2020: deixa o ministério, em março, por discordar das diretrizes do governo. 2020: passa a coordenar especialistas da Fiocruz e da UFMS na pandemia. 2021: alerta para o colapso de outras cidades após a crise em Manaus. 2022: preside a Sociedade Brasileira de Medicina Tropical e estuda doses fracionadas. 2024: comenta a chegada da vacina Qdenga ao SUS. 2023: é homenageado pela Assembleia Legislativa da Bahia. 2026: avalia que a dengue será um desafio por décadas.
Carreira

Trajetória

  1. 2026 — 2026
    Hora da Ciência

    Entrevista ao podcast do Jornal da USP sobre dengue e El Niño.

  2. 2023 — atual
    Estudo da vacina Qdenga

    Coordenação na UFMS com a Takeda.

  3. 2023 — 2023
    Tem que Ler

    Médico convidado da série do Globo.

  4. 2022 — atual
    Sociedade Brasileira de Medicina Tropical

    Presidente.

  5. 2022 — atual
    Estudo de doses fracionadas

    Pesquisa com Fiocruz e Instituto Sabin.

  6. 2020 — atual
    Coordenação Fiocruz e UFMS

    Coordena especialistas no enfrentamento da covid-19.

  7. 2020 — 2020
    Centro de operações de emergência da covid-19

    Coordenação no Ministério da Saúde.

  8. 2020 — 2020
    Covid Café

    Série de vídeos de divulgação no YouTube.

  9. 2019 — 2020
    Ministério da Saúde

    Diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis.

  10. 2010 — atual
    Ufgd

    Coordenador do curso de medicina em Dourados.

Projetos e Realizações

Iniciativas

Saúde2020
Covid Café
Série

Vídeos de divulgação sobre a pandemia.

Na imprensa

Notícias de outros portais

12 de out. de 2026

Hora da Ciência: conversa com Julio Croda

Neste episódio do podcast Hora da Ciência, do Jornal da USP, o infectologista Julio Croda, professor da UFMS e pesquisador da Fiocruz, analisa o risco de o super El Niño causar uma nova epidemia de dengue no Brasil.

Fonte: Jornal da USP

18 de jan. de 2026

“Dengue ainda será desafio por décadas”, diz Julio Croda, da Fiocruz

Pesquisador da Fiocruz afirma que mesmo com novas tecnologias e vacinas contra dengue, o vírus seguirá sendo uma ameaça. Apesar das boas iniciativas para diminuir os casos de dengue no Brasil, desde o uso de vacinas até novas tecnologias para combater o mosquito, o país deve continuar a enfrentar um número alto de casos da doença pelas próximas décadas.

Fonte: Metrópoles

22 de jan. de 2024

Julio Croda: “É uma revolução no cenário epidemiológico ter a vacina da dengue disponível no SUS”

Em entrevista ao Instituto Humanitas Unisinos, Julio Croda, que coordena na UFMS um estudo em parceria com a Takeda, fabricante da vacina Qdenga, afirma que ter a vacina contra a dengue disponível no SUS é uma revolução no cenário epidemiológico. Nos ensaios clínicos, com duas doses, a vacina teve eficácia geral de 80% e reduziu em 90% as hospitalizações.

Fonte: Ihu

01 de nov. de 2023

Infectologista Julio Croda responde dúvidas sobre HIV, sífilis, vacinas e gripe aviária em live do GLOBO; veja vídeo

Transmissão realizada nas redes sociais do jornal é a nona do novo produto dedicado aos assinantes: Tem que Ler. O GLOBO realizou nesta quarta-feira (1) a nona live do projeto Tem que Ler com o infectologista Julio Croda, pesquisador da Fiocruz, professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT). A mediação foi feita pelo repórter de Saúde Bernardo Yoneshigue.

Fonte: O Globo

30 de out. de 2023

Vacina, higiene e sexo seguro: previna-se de vírus e bactérias com as 10 dicas do infectologista Julio Croda

O GLOBO publica nono episódio da série 'Tem que Ler' com dicas de médicos para uma vida mais longa e feliz. Com a pandemia da Covid-19, a medicina e a ciência estiveram em mais evidência do que nunca. E entre os médicos, existe uma especialidade que ganhou lugar de destaque na busca de compreender esse vírus até então desconhecido e seus modos de transmissão: a infectologia.

Fonte: O Globo

30 de out. de 2023

Tem que Ler: Infectologista Julio Croda tira dúvidas dos assinantes; siga ao vivo

Tem que Ler é um produto exclusivo para assinantes do GLOBO. o infectologista Julio Croda, pesquisador da Fiocruz, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) e professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), é o médico responsável pelo novo produto do GLOBO Tem que Ler, exclusivo para assinantes desta semana. Croda listou 10 dicas para se proteger dos vírus e bactérias e para se viver mais e melhor.

Fonte: O Globo

25 de jul. de 2022

Teremos aumento exponencial de casos de varíola dos macacos no país, diz Júlio Croda

Em entrevista à CNN o infectologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Júlio Croda afirmou que o país deve se preparar para o aumento no número de casos da doença. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência em saúde pública de interesse internacional devido ao surto de varíola dos macacos no sábado (23).

Fonte: CNN Brasil

23 de fev. de 2022

Croda acredita que pandemia pode caminhar para o fim ainda no 1º semestre do ano

Uma das maiores referências brasileiras quando o assunto é a pandemia da covid-19, o pesquisador da Fiocruz e presidente da SBMT (Sociedade Brasileira de Med. Pesquisador e professor da UFMS diz que covid poderá ter caráter "endêmico" Uma das maiores referências brasileiras quando o assunto é a pandemia da covid-19, o pesquisador da Fiocruz e presidente da SBMT (Sociedade Brasileira de Medicina Tropical) Julio Croda acredita que o período pandêmico pode estar chegando ao fim.

Fonte: Campo Grande News

23 de fev. de 2022

'Estamos caminhando para o fim da pandemia', diz Julio Croda

Em entrevista ao GLOBO, o infectologista afirma que o Brasil pode ser um cenário mais favorável ainda neste semestre e alerta para a necessidade de ampliar a quarta dose para os idosos. SÃO PAULO —O infectologista Julio Croda, pesquisador da Fiocruz e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) já era conhecido internacionalmente por sua atuação no enfrentamento à tuberculose.

Fonte: O Globo

23 de fev. de 2022

Fim da pandemia? Saiba o que diz o infectologista Julio Croda

Especialista deu entrevista falando sobre futuro da pandemia. Quase dois anos após o início da pandemia, o fim do surto da covid-19 pode estar próximo. É o que avalia o pesquisador e infectologista Julio Croda, um dos nomes à frente de estudos sobre a doença, desde o início da pandemia. A afirmação do especialista é baseada na análise de números da covid.

Fonte: Primeira Página

15 de set. de 2021

Terceira dose, dose de reforço e variantes do vírus | Julio Croda

Terceira dose da vacina contra a covid? E como funciona a dose de reforço? Estamos protegidos contra variantes? Assista e tire essas e outras dúvidas. O infectologista e pesquisador Julio Croda esclarece as principais dúvidas que surgiram com o avanço da vacinação no Brasil e no mundo.

Fonte: Portal Drauzio Varella - Informação sobre saúde para todos

29 de abr. de 2021

'Marca de 400 mil mortes não significa que pior já passou', diz Júlio Croda

Infectologista da Fiocruz alerta que combinação de falta de vacinas contra a Covid-19 com emergência e espalhamento de novas variantes indica futuro ainda letal a curto prazo. RIO — As 400 mil vidas perdidas para a Covid-19 são um marco da tragédia brasileira na pandemia, mas não significam que o pior tenha passado.

Fonte: O Globo

02 de jan. de 2021

Infectologista Julio Croda e a Pandemia em Campo Grande: Desafios e Reflexões

Aos 42 anos, Julio Croda é o médico infectologista e especialista pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) que virou "figurinha carimbada" no ano em que a pandem. Em MS, o baiano Julio Croda ficou conhecido por ser o médico infectologista que falou sobre o coronavírus "mais do que nunca" Aos 42 anos, Julio Croda é o médico infectologista e especialista pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) que virou "figurinha carimbada" no ano em que a pandemia da covid-19 se instalou.

Fonte: Campo Grande News

28 de abr. de 2020

Manaus e Fortaleza deveriam adotar 'lockdown' contra o coronavírus, diz ex-diretor na gestão Mandetta

Crescimento da transmissão deveria ser interrompido com isolamento máximo, segundo Julio Croda, pesquisador da Fiocruz. Saída do isolamento precisa ser avaliada em cada macrorregião do Brasil, seguindo parâmetros de saúde, afirma. O "lockdown" é o bloqueio total de circulação de pessoas, mais restritivo que o isolamento social. A medida foi adotada em alguns países com alto número de casos de Covid-19, como começou em Wuhan, na China, considerada o epicentro da doença, e também na Espanha e Itália.

Fonte: G1

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Perguntas frequentes

FAQ

Quem é Julio Croda?

É um médico infectologista, pesquisador da Fiocruz e professor da UFMS, conhecido por comentar covid-19, dengue e vacinas.

Onde Julio Croda trabalha?

Na Fiocruz e na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande.

De onde é Julio Croda?

É baiano e vive em Mato Grosso do Sul há mais de dez anos.

Qual a idade de Julio Croda?

Ele tinha 42 anos em janeiro de 2021, segundo o Campo Grande News.

Julio Croda trabalhou no Ministério da Saúde?

Sim, foi diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis na gestão Mandetta.

Por que Julio Croda saiu do Ministério da Saúde?

Deixou a pasta em março de 2020 por discordar das diretrizes do governo, sobretudo sobre isolamento.

O que Julio Croda disse sobre lockdown?

Em abril de 2020, recomendou lockdown em Manaus e Fortaleza por falta de leitos.

O que Julio Croda diz sobre a dengue?

Avalia que a dengue continuará um desafio por décadas, mesmo com vacinas e novas tecnologias.

Julio Croda presidiu a SBMT?

Sim, presidiu a Sociedade Brasileira de Medicina Tropical.

Julio Croda estudou a vacina Qdenga?

Coordenou na UFMS um estudo em parceria com a Takeda, fabricante da vacina.

O que é o método Wolbachia?

É o uso de mosquitos com uma bactéria que reduz a transmissão da dengue; Croda disse que o método mudou o padrão da doença em Campo Grande.

O que Julio Croda disse sobre a mpox?

Em 2022, previu aumento exponencial de casos e criticou a falta de coordenação do Ministério da Saúde.

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