Foto oficial de Frederick Wassef

Frederick Wassef

Advogado de Jair e Flávio Bolsonaro

Em exercício desde 1992
Biografia

Resumo biográfico

Frederick Wassef é um advogado brasileiro, nascido em São Paulo em 13 de novembro de 1965, conhecido por defender o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro. Filiado ao PL, ganhou projeção nacional em junho de 2020, quando o ex-assessor Fabrício Queiroz foi preso num imóvel dele em Atibaia (SP). Em outubro de 2026, aos 60 anos, segue como advogado de Flávio Bolsonaro e de Jair Bolsonaro. Na véspera da saída de Flávio do Brasil para os Estados Unidos, em 26 de outubro de 2026, esteve com o senador em Brasília; depois disse ter sido surpreendido pela viagem. Ao longo da carreira, foi denunciado na Operação E$quema S, caso anulado pelo STF e arquivado pela Justiça do Rio; foi indiciado pela Polícia Federal no inquérito das joias sauditas, que a PGR pediu para arquivar em 2026; e foi condenado em primeira instância por injúria racial no Distrito Federal, em dezembro de 2025, com direito a recurso. Origem e formação Wassef é paulistano. Tirou a carteira da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo em 1992, segundo O Globo (2020). Em 1992, ainda estudante de direito, aos 26 anos, apareceu no noticiário do caso Leandro Bossi, em Guaratuba (PR), por ter divulgado na cidade o livro da líder espiritual Valentina de Andrade, do grupo Lineamento Universal Superior. Segundo a Gazeta do Povo (2020), houve um pedido de prisão contra ele, negado por falta de provas, e a investigação não apontou crime cometido por ele. Valentina de Andrade, acusada no caso, foi absolvida por falta de provas, segundo o El País (2020). Escritório e clientes Desde 2007, Wassef mantém um escritório de advocacia em Atibaia, no interior paulista. Em 2020, O Globo encontrou poucos processos com o nome dele no Tribunal de Justiça de São Paulo, quase todos de interesse próprio. Ele respondeu, em entrevista à revista Época, que atua de forma discreta, sem assinar peças eletrônicas, e citou como clientes os empresários Flávio Rocha, da Riachuelo, e David Feffer, da Suzano. Foi casado com a empresária de tecnologia Cristina Boner, citada pela Wikipédia como parte do grupo que se aproximou da família Bolsonaro. Aproximação com os Bolsonaro O contato com Jair Bolsonaro começou em 2014, segundo a IstoÉ (2023). Wassef assistiu a um discurso do então deputado no YouTube, telefonou para o gabinete dele na Câmara e marcou um encontro. A partir de 2015, promoveu reuniões de Bolsonaro com empresários. Na campanha de 2018, atuou como advogado da família, inclusive depois da facada sofrida pelo candidato em Juiz de Fora (MG). Caso das rachadinhas e prisão de Queiroz (2019 a 2020) Wassef assumiu a defesa de Flávio Bolsonaro no inquérito do Ministério Público do Rio sobre a devolução de salários de assessores na Assembleia Legislativa, o caso das rachadinhas, em que Fabrício Queiroz era apontado como operador. Em 18 de junho de 2020, Queiroz foi preso num imóvel de Wassef em Atibaia, que funcionava como escritório. Num primeiro momento, o advogado negou ter escondido o ex-assessor. Em 22 de junho, ao SBT, admitiu que o abrigou por razões que chamou de humanitárias. À revista Veja, disse que escondeu Queiroz para proteger Jair Bolsonaro, alegando que havia uma trama para matá-lo e culpar o presidente. Em 21 de junho de 2020, anunciou à CNN Brasil que deixaria a defesa de Flávio para não prejudicar o pai do senador. O episódio levou o senador Fabiano Contarato a pedir à OAB uma punição por ocultação de informações. O presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz, abriu processo disciplinar em junho de 2020. Em setembro do mesmo ano, a coluna de Bela Megale, no O Globo, informou que a tendência era de que ele não fosse punido. O processo das rachadinhas perdeu a base em novembro de 2021, quando o STJ anulou as decisões do juiz Flávio Itabaiana, incluindo quebras de sigilo e a prisão de Queiroz. Em maio de 2022, o Tribunal de Justiça do Rio rejeitou a denúncia contra Flávio, a pedido do próprio MP. Operação E$quema S (2020 a 2023) Em 25 de setembro de 2020, a força-tarefa da Lava Jato no Rio denunciou Wassef e outras quatro pessoas por peculato e lavagem de dinheiro. A acusação dizia que o grupo desviou R$ 4,6 milhões da Fecomércio-RJ, do Sesc e do Senac por meio de contratos de advocacia sem prestação de serviço, com base na delação do ex-presidente da Fecomércio Orlando Diniz. Em 29 de setembro, a 7ª Vara Federal Criminal do Rio aceitou a denúncia. Wassef negou irregularidades e disse que nada tinha a ver com o esquema. Em agosto de 2021, a Segunda Turma do STF decidiu, por 3 votos a 1, que a Justiça Federal não era competente para o caso e anulou os atos do juiz Marcelo Bretas, incluindo buscas e as ações penais. O processo foi para a Justiça estadual. O juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada do Rio, anulou a delação de Orlando Diniz e trancou a apuração, por entender que as condutas não configuravam peculato nem lavagem. O g1 noticiou o arquivamento em julho de 2023. Caso da pizzaria e condenação por injúria racial (2020 a 2025) Em 8 de novembro de 2020, segundo a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal, Wassef ofendeu com termos racistas uma atendente de 18 anos de uma pizzaria em Brasília e a chamou de "macaca". Ele negou e classificou a acusação como fraude. Em fevereiro de 2022, a Justiça do DF o tornou réu por racismo, injúria racial e vias de fato. Em agosto de 2023, o g1 mostrou que o processo estava parado havia um ano e meio porque a Justiça não conseguia notificá-lo; a intimação ocorreu em setembro de 2023, quando ele foi depor na PF sobre as joias. Em 17 de dezembro de 2025, a Justiça do Distrito Federal o condenou por injúria racial a 1 ano e 9 meses de detenção, pena convertida em medidas alternativas, além de multa e indenização por danos morais. Cabe recurso. Wassef nega a acusação e diz ser vítima de perseguição por defender Bolsonaro. Mensagens à jornalista Juliana Dal Piva (2021) Em julho de 2021, a jornalista Juliana Dal Piva, do UOL, autora de reportagens sobre as rachadinhas, recebeu de Wassef uma mensagem em que ele dizia que, na China, ela "desapareceria". A Federação Nacional dos Jornalistas e outras entidades repudiaram o texto como ameaça e pediram providências à OAB. Wassef afirmou ao Consultor Jurídico que criticava ditaduras e defendia a imprensa. Candidatura a deputado federal (2022) Nas eleições de 2022, disputou uma vaga de deputado federal por São Paulo pelo PL, com o nome de urna Dr Frederick Wassef e o número 2239. Recebeu 3.628 votos e ficou como suplente. Atibaia, onde fica o escritório, deu a ele 792 votos, a segunda maior votação depois da capital, segundo dados do TSE. Caso das joias sauditas (2023 a 2026) Em 11 de agosto de 2023, a Polícia Federal fez buscas contra Wassef na Operação Lucas 12:2, que investigava a venda no exterior de presentes recebidos por Jair Bolsonaro em viagens oficiais. Segundo a PF, ele foi aos Estados Unidos recomprar um relógio Rolex que havia sido presenteado pela Arábia Saudita e vendido pelo general Mauro César Lourena Cid, para que o item fosse entregue ao Tribunal de Contas da União. Wassef primeiro negou ter participado das negociações. Em 15 de agosto, confirmou a viagem e a recompra, que disse ter feito com dinheiro próprio. Mostrou um recibo de US$ 49 mil. Os celulares dele foram apreendidos. Em novembro de 2023, um relatório do FBI enviado à PF indicou que a recompra foi paga em dinheiro vivo; no mesmo mês, ele disse à PF que agiu a pedido de Fabio Wajngarten, também advogado de Bolsonaro. Em setembro de 2023, Alexandre de Moraes atendeu a um pedido da OAB e autorizou a entidade a acompanhar a perícia nos celulares, para preservar o sigilo profissional do advogado. Em julho de 2024, a PF o indiciou por associação criminosa e lavagem de dinheiro, ao lado de Bolsonaro, Mauro Cid e outros investigados. Em nota, Wassef afirmou que nem Bolsonaro nem o coronel Cid pediram a compra, que usou recursos próprios para devolver o relógio ao governo e que respondia ao caso "apenas por exercer advocacia em defesa de Jair Bolsonaro". Em outubro de 2024 e em fevereiro de 2025, o ministro Flávio Dino negou seguimento a um habeas corpus em que ele pedia o trancamento da investigação, por entender que esse recurso não cabe contra atos supervisionados pelo próprio STF. Em 4 de março de 2026, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu o arquivamento do inquérito, por entender que não há lei clara sobre a propriedade de presentes dados a presidentes. Em 18 de março, Alexandre de Moraes devolveu o caso à PGR para que ela analisasse dados dos celulares de Wassef. Em 1º de julho de 2026, Moraes mandou abrir uma apuração separada e sigilosa sobre o que a PF chamou de "eventos fortuitos" encontrados nos aparelhos. A OAB pediu ao STF a proteção do sigilo profissional desses dados. Defesa de Bolsonaro e de Flávio (2024 a 2026) Wassef voltou a atuar como advogado de Jair Bolsonaro e de Flávio Bolsonaro. Em julho de 2024, deu entrevista ao Poder360 nessa condição. Em outubro de 2026, depois da derrota de Flávio no segundo turno da eleição presidencial, Moraes mandou o senador entregar o passaporte. Wassef esteve na casa de Flávio em 26 de outubro, entre o fim da tarde e o início da noite. No dia seguinte, com a notícia de que o senador havia deixado o país, o SBT News publicou que, segundo fontes, Wassef ajudou no plano de saída. Em entrevista coletiva, o advogado negou: disse que acordou surpreso, que nunca discutiu fuga com o cliente e que sempre orientou o cumprimento de decisões judiciais. Disse que Valdemar Costa Neto, presidente do PL, também foi pego de surpresa. Dívida de condomínio (2026) Em 27 de outubro de 2026, o Metrópoles noticiou que a Justiça do Distrito Federal liberou ao condomínio onde Wassef tem uma casa R$ 54,8 mil bloqueados nas contas dele, por taxas não pagas desde 2022. O recurso do advogado ao Tribunal de Justiça do DF não suspendeu a execução. Patrimônio e dívidas Na candidatura de 2022, Wassef declarou ao Tribunal Superior Eleitoral um patrimônio de R$ 18 milhões, segundo reportagem do Estadão republicada pelo Correio (BA) em agosto de 2023. Segundo o Metrópoles (2026), ele comprou em 2022 por R$ 3,7 milhões a casa em Brasília que é alvo da cobrança do condomínio. A mesma reportagem de 2023 mostrou contas atrasadas: uma dívida de R$ 3.516,35 de IPTU com a Prefeitura de Atibaia, processos por falta de pagamento de impostos e a obra parada de uma casa em Brasília. O texto contou que, no governo Bolsonaro, ele ganhou o codinome de "anjo" e que, depois da apreensão dos celulares, interlocutores passaram a se afastar dele. Procurado, Wassef se disse vítima de "inverdades". Relatório do Coaf e pagamentos da JBS (2020 a 2021) Dias depois da prisão de Queiroz, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) produziu um relatório sobre as movimentações de Wassef, que deu origem a um inquérito. A investigação apurava pagamentos de R$ 9 milhões da JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, ao advogado entre 2015 e 2019. Em fevereiro de 2021, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região julgou o relatório ilegal, por entender que não havia hipótese legal para a produção dele, e mandou a PF apurar desvios na elaboração do documento. Com isso, o inquérito contra Wassef foi suspenso. Ao Estadão, ele disse que o Coaf agiu "com poder de polícia", que foi "escolhido a dedo" e que o órgão havia sido aparelhado na gestão do ex-ministro Sergio Moro. O Coaf negou atuar como órgão de investigação. Influência política em Atibaia (2024 a 2025) Depois de não se eleger deputado, Wassef voltou a atenção para a política de Atibaia, onde tem casa. Segundo o Estado de Minas (2025), foi um dos principais cabos eleitorais do prefeito eleito em 2024, Daniel Martini, do PL. Viabilizou a participação de Jair Bolsonaro, por ligação de vídeo, na convenção do candidato e levou Flávio Bolsonaro e o senador Marcos Pontes ao palanque. Em fevereiro de 2025, intermediou na prefeitura uma reunião entre Martini e a cúpula da Polícia Civil na região sobre a doação de um terreno para uma nova delegacia. O prefeito chegou a chamá-lo de "deputado sem mandato". Linha do tempo 1965: nasce em São Paulo, em 13 de novembro. 1992: obtém a inscrição na OAB-SP; aparece no noticiário do caso Leandro Bossi, sem acusação formal. 2007: abre escritório em Atibaia (SP). 2014: aproxima-se de Jair Bolsonaro. 2018: atua como advogado da família na campanha presidencial. 2020: Queiroz é preso em imóvel dele; deixa a defesa de Flávio; é denunciado na Operação E$quema S. 2021: TRF-1 anula relatório do Coaf; STF anula a Operação E$quema S; caso Juliana Dal Piva. 2022: vira réu por injúria racial; disputa a Câmara e fica como suplente. 2023: é alvo da PF no caso das joias; a ação do Sistema S é arquivada no Rio. 2024: é indiciado pela PF no inquérito das joias; apoia a eleição do prefeito de Atibaia. 2025: é condenado em primeira instância por injúria racial. 2026: PGR pede arquivamento do caso das joias; Moraes abre apuração separada; Wassef visita Flávio antes da saída do senador do país.
Carreira

Trajetória

  1. 2026 — atual
    Advogado de Flávio Bolsonaro

    Voltou à defesa do senador; esteve com ele em 26 de outubro de 2026.

  2. 2024 — 2024
    Cabo eleitoral na eleição de Atibaia

    Apoiou Daniel Martini (PL), eleito prefeito.

  3. 2024 — atual
    Advogado de Jair Bolsonaro

    Atuou na defesa do ex-presidente, inclusive no período do inquérito das joias.

  4. 2022 — 2022
    Candidato a deputado federal por SP (PL)

    3.628 votos; suplente.

  5. 2019 — 2020
    Advogado de Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas

    Deixou a defesa em 21 de junho de 2020, após a prisão de Queiroz em imóvel dele.

  6. 2018 — 2018
    Advogado da família Bolsonaro na campanha

    Atuou para a família na campanha presidencial, inclusive depois da facada.

  7. 2015 — 2018
    Organizador de encontros de Bolsonaro com empresários

    A partir de 2015, segundo a IstoÉ.

  8. 2014 — atual
    Aproximação com Jair Bolsonaro

    Primeiro contato com o então deputado; depois, organizou encontros dele com empresários.

  9. 2007 — atual
    Escritório de advocacia em Atibaia (SP)

    Sócio de escritório na cidade desde 2007.

  10. 1992 — atual
    Inscrição na OAB-SP

    Obteve a carteira de advogado em 1992.

Projetos e Realizações

Iniciativas

Caso2019
Defesa de Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas
MP-RJ, 2019 a 2020

Atuou na defesa até junho de 2020. O STJ anulou as provas em 2021 e o TJ-RJ rejeitou a denúncia em 2022.

Eleição2022
Candidatura à Câmara dos Deputados
PL-SP, número 2239

3.628 votos e suplência em 2022.

Investigação2023
Recompra do Rolex no caso das joias
Inquérito da PF no STF

Recompra nos EUA de relógio dado a Bolsonaro; indiciamento em 2024; pedido de arquivamento da PGR em 2026.

Investigação2021
Inquérito a partir do relatório do Coaf
Pagamentos da JBS

Relatório julgado ilegal pelo TRF-1 em 2021; inquérito suspenso.

Política2024
Campanha de Daniel Martini em Atibaia
Eleição municipal

Levou Bolsonaro, por vídeo, à convenção do candidato do PL.

Processo2020
Operação E$quema S
Lava Jato do Rio

Denúncia em 2020; anulação pelo STF em 2021; arquivamento no Rio.

Na imprensa

Notícias de outros portais

27 de out. de 2026

Wassef ajudou Flávio em plano de fuga, dizem fontes

O SBT News publicou, com base em fontes, que Wassef ajudou Flávio Bolsonaro a planejar a saída para os Estados Unidos. É relato de fontes, sem confirmação oficial. O advogado não respondeu à reportagem e, depois, negou ter discutido a viagem.

Fonte: SBT News

Sem imagem

17 de dez. de 2025

Advogado de Bolsonaro é condenado por injúria racial

Wassef foi denunciado pelo Ministério Público do DF por ofender uma atendente de pizzaria em 8 de novembro de 2020. A sentença da Justiça do DF é de primeira instância.

Fonte: Agência Brasil

Vídeos

Aparições em vídeo

Perguntas frequentes

FAQ

Quem é Frederick Wassef?

Frederick Wassef é um advogado paulistano, filiado ao PL, que defende Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro. Ficou conhecido em 2020, quando Fabrício Queiroz foi preso num imóvel dele em Atibaia (SP).

Qual a idade de Frederick Wassef?

Ele nasceu em 13 de novembro de 1965, em São Paulo, e tem 60 anos.

Frederick Wassef é formado em quê?

É formado em direito e tem inscrição na OAB de São Paulo desde 1992.

Qual o partido de Frederick Wassef?

É filiado ao PL. Em 2022, disputou uma vaga de deputado federal por São Paulo e teve 3.628 votos, ficando como suplente.

Frederick Wassef foi condenado?

Sim: em 17 de dezembro de 2025, a Justiça do Distrito Federal o condenou em primeira instância por injúria racial contra uma atendente de pizzaria, a 1 ano e 9 meses de detenção convertidos em penas alternativas. Cabe recurso, e ele nega a acusação.

Frederick Wassef foi preso?

Não. Ele foi alvo de buscas da Polícia Federal em 2023, no caso das joias, mas nunca teve prisão decretada.

Qual a ligação de Frederick Wassef com Queiroz?

Fabrício Queiroz foi preso em 18 de junho de 2020 num imóvel de Wassef em Atibaia. O advogado admitiu depois que o abrigou e disse à Veja que o escondeu para proteger Jair Bolsonaro.

O que Wassef fez no caso das joias?

Segundo a PF, ele recomprou nos Estados Unidos um Rolex dado a Bolsonaro pela Arábia Saudita e vendido pelo pai de Mauro Cid. Foi indiciado em 2024; a PGR pediu o arquivamento em março de 2026, e Moraes abriu apuração separada sobre dados dos celulares dele.

Wassef é advogado de Flávio Bolsonaro?

Sim. Deixou a defesa do senador em junho de 2020, voltou a atuar para a família e, em outubro de 2026, se apresentou como advogado de Flávio e de Jair Bolsonaro.

Wassef ajudou Flávio Bolsonaro a sair do Brasil?

O SBT News publicou, com base em fontes, que ele ajudou no plano. Wassef confirmou ter se reunido com o senador em 26 de outubro de 2026, mas negou ter discutido a viagem e disse ter sido surpreendido.

Qual a relação de Frederick Wassef com o caso Evandro?

Em 1992, ainda estudante, ele estava em Guaratuba (PR) divulgando o livro de Valentina de Andrade, investigada no caso Leandro Bossi. Houve um pedido de prisão, negado por falta de provas, e ele não foi acusado.

Quem é a ex-mulher de Frederick Wassef?

Ele foi casado com a empresária de tecnologia Cristina Boner.

O que foi a Operação E$quema S contra Wassef?

Em 2020, a Lava Jato do Rio o denunciou por suposto desvio de R$ 4,6 milhões do Sistema S. O STF anulou a operação em 2021, e a Justiça do Rio arquivou o caso.

Qual o patrimônio de Frederick Wassef?

Na candidatura a deputado em 2022, ele declarou ao TSE um patrimônio de R$ 18 milhões, segundo o Estadão.

Por que Wassef foi cobrado por condomínio em 2026?

Em outubro de 2026, a Justiça do DF liberou ao condomínio R$ 54,8 mil bloqueados nas contas dele, por taxas não pagas desde 2022.

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