Foto oficial de Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay)

Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay)

Advogado criminalista

Em exercício desde 1981
Biografia

Resumo biográfico

Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, é um dos advogados criminalistas mais conhecidos do Brasil. Nascido em Patos de Minas (MG) em 22 de setembro de 1957, tem 69 anos e atua há mais de quatro décadas nos tribunais superiores em Brasília, onde defendeu presidentes da República, governadores, senadores, ministros, banqueiros, empreiteiras e celebridades. É sócio fundador do escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados. Conhecido pelo estilo combativo, pela vida social intensa e pelas declarações sem filtro, Kakay também é um ativo comentarista político. Integra o grupo Prerrogativas, de juristas progressistas, escreve uma coluna no jornal O Dia e é presença frequente em entrevistas sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), a Lava Jato e a trama golpista de 2022. Formação e início Kakay cresceu numa casa cheia de parentes em Patos de Minas e é filho de um vaqueiro e boiadeiro, como contou em crônica publicada no Poder360. Em perfil da Revista 61Brasília (2023), disse que queria estudar em Belo Horizonte, mas não tinha dinheiro; aos 18 anos morou em Goiânia e depois foi para Brasília, onde viveu na casa de um tio e começou a trabalhar no mesmo dia em que começaram as aulas. Na Universidade de Brasília (UnB), fundou o centro acadêmico de direito em plena ditadura militar. Formou-se em 1981 e, como orador da turma, dedicou a maior parte do discurso à situação dos presos nas cadeias brasileiras. Segundo o currículo publicado pelo escritório, foi secretário executivo da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana do Ministério da Justiça em 1986 e 1987 e colaborou com as comissões de direitos humanos da OAB-DF e do Conselho Federal da OAB. Em 1º de janeiro de 1994, fundou o escritório Almeida Castro Advogados Associados, hoje Almeida Castro, Castro e Turbay. É membro do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD) e do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM), membro fundador do Instituto de Garantias Penais (IGP) e fundador do Movimento Antiterrorismo Penal. Em 2016, aos 58 anos, a IstoÉ Dinheiro registrava que ele tinha mais de 30 anos de atuação criminal perante o STF. O apelido o acompanha desde a juventude e virou marca profissional: o próprio escritório e a coluna no O Dia usam o nome Kakay. Clientes Segundo o próprio advogado, ele defendeu dois presidentes da República (José Sarney e Itamar Franco), um vice-presidente (Marco Maciel), cinco presidentes de partido ao mesmo tempo, cerca de 40 governadores, ao menos 15 senadores e mais de 20 ministros dos governos Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff. Em 2023, a Revista 61Brasília acrescentava à lista o ex-presidente Fernando Collor e falava em mais de 90 governadores atendidos. Também representou empreiteiras como Andrade Gutierrez, Odebrecht e OAS, bancos como BMG, Sofisa, BMC e Pine e banqueiros como Daniel Dantas, Salvatore Cacciola e Joseph Safra. Entre os clientes políticos estão Aécio Neves, Edison Lobão, Roseana Sarney, Romero Jucá, Ciro Nogueira, Antônio Carlos Magalhães, Paulo Maluf e José Dirceu, de quem é amigo pessoal. No meio empresarial, defendeu o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, na Lava Jato. Em 2012, a Folha de S.Paulo o apresentou como advogado do senador Demóstenes Torres, então investigado por ligações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Em 2018, defendeu o ex-deputado Paulo Maluf, que o ministro Dias Toffoli mandou para prisão domiciliar depois de meses na Papuda; Kakay disse que a decisão "salvou a vida do paciente". Também conseguiu, segundo ele, anular por decisão de Toffoli todos os processos do doleiro Alberto Youssef, personagem central da Lava Jato. Em 2014, assumiu a defesa da Telexfree, acusada de pirâmide financeira, e informou à imprensa que um dos fundadores procurado pela Justiça dos Estados Unidos estava no Espírito Santo. Casos marcantes No julgamento do mensalão, no STF, Kakay obteve a absolvição do publicitário Duda Mendonça e da sócia dele, Zilmar Fernandes, segundo o g1. Ao mesmo tempo, tornou-se desafeto do relator do caso, Joaquim Barbosa, de quem disse que "não deixa nenhum legado". Em 2012, defendeu a atriz Carolina Dieckmann quando fotos íntimas dela foram roubadas do computador e divulgadas na internet. O caso levou o Congresso a aprovar a lei que tipificou a invasão de dispositivos informáticos, conhecida como Lei Carolina Dieckmann. Em outubro de 2025, Kakay brincou com a atriz ao vê-la de tornozeleira eletrônica na novela "Vale Tudo": "Isto é que dá trocar de advogado". Entre 2015 e 2016, com onze clientes investigados na Lava Jato, Kakay disse que o país vivia "sem a menor dúvida" uma "criminalização da riqueza" e passou a ser um dos críticos mais duros do então juiz Sergio Moro, a quem chamou de "ativista político". Prisão após condenação em segunda instância Kakay foi um dos protagonistas da disputa jurídica sobre a prisão após condenação em segunda instância. Em 2016, representou o Partido Ecológico Nacional (PEN) na Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 43, que defendia aguardar o trânsito em julgado antes da prisão, e chamou de "muito grave" a decisão do STF que havia liberado a prisão antecipada. Em fevereiro de 2018, em nome do Instituto de Garantias Penais, pediu ao ministro Marco Aurélio Mello uma liminar para suspender esse entendimento. Em 7 de novembro de 2019, o STF mudou de posição por 6 votos a 5 e passou a exigir o esgotamento dos recursos, decisão que levou à soltura do ex-presidente Lula. Críticas à Lava Jato Em abril de 2016, num congresso de direito eleitoral em Curitiba, berço da Lava Jato, Kakay disse ao O Globo que havia em curso uma "criminalização da política" e que garantias da Constituição estavam sendo "solenemente ignoradas" por causa da "espetacularização do processo penal". Criticou também as 10 medidas contra a corrupção do Ministério Público Federal e a falta de atuação da OAB. Em 2025, num programa da Revista Fórum, chamou a 13ª Vara Federal de Curitiba de "sumidouro de dinheiro", ao comentar a busca e apreensão determinada por Toffoli na vara. Em entrevista à TV GGN, publicada em janeiro de 2026, disse que clientes o procuraram dizendo que a força-tarefa, o então juiz Sergio Moro, procuradores e policiais exigiam que trocassem de advogado; um deles, segundo Kakay, teria ouvido que a família sofreria buscas se ele continuasse no caso. As afirmações são dele e não foram objeto de apuração oficial conhecida. Mariana e a Justiça inglesa Em novembro de 2025, o Tribunal Superior de Justiça de Londres condenou a mineradora BHP pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). Duas associações quilombolas de Conceição da Barra (ES), autoras de um dos processos, foram representadas pelo escritório de Kakay, segundo o Jornal do Brasil. Polêmicas Em 2019, uma foto de Kakay de bermuda e camisa de manga curta nos corredores do STF, que exige roupa social, virou notícia. Ele pediu desculpas publicamente aos membros do Judiciário e disse que nunca teve intenção de desrespeitar o tribunal. Em janeiro de 2020, em um grupo privado de juristas no WhatsApp, Kakay fez um comentário de baixo calão sobre os pais da então ministra Damares Alves, ao criticar a campanha de abstinência sexual do governo. O texto vazou e foi publicado pela Veja. O então ministro da Justiça, Sergio Moro, declarou solidariedade a Damares e disse que as ofensas vinham de "pessoas limitadas". Em abril de 2021, durante um debate no programa Manhattan Connection, o jornalista Diogo Mainardi xingou Kakay ao vivo. O episódio teve grande repercussão nas redes. Carta contra Lula Aliado histórico do PT e anfitrião de encontros políticos em sua casa em Brasília, inclusive uma celebração após a diplomação de Lula em dezembro de 2022, Kakay surpreendeu em fevereiro de 2025 ao enviar a ministros e aliados uma carta aberta em que dizia que Lula, no terceiro mandato, estava "isolado" e "capturado". A carta causou mal-estar no Prerrogativas e levou o Planalto a cobrar explicações, segundo o Estadão. O blog de Octavio Guedes, no g1, relatou que a casa do advogado virou "território proibido" para petistas. Colegas disseram que ele viveu um "dia de Nikolas". Kakay respondeu que recebeu elogios de ministros pela coragem. Caso Master e defesa de Ciro Nogueira (2026) A relação com Ciro Nogueira é antiga. Segundo o Congresso em Foco (2025), Kakay o representa no Inquérito 4720, aberto em 2018 por suspeita de obstrução de Justiça, e o defendeu em dois inquéritos de 2015 sobre suposto recebimento de propina, já arquivados. O escritório de Kakay também defendia o senador na investigação do caso Banco Master no STF. Em 11 de maio de 2026, quatro dias após o senador ser alvo de operação da Polícia Federal, a banca anunciou que deixava a defesa "em comum acordo". Kakay negou atrito, citou dever ético e sigilo profissional para não detalhar os motivos e disse que Ciro continua amigo. O novo advogado do senador, Conrado Gontijo, é afilhado de Kakay, segundo o Correio Braziliense. Análises publicadas na imprensa associaram a saída a uma possível delação do senador, hipótese que o advogado não confirmou e que não tinha comprovação até outubro de 2026. Posições públicas Kakay defende o STF contra ataques bolsonaristas, mas propõe mandato de dez anos para os ministros e o fim do foro privilegiado. Em 2023, disse que a ofensiva do Congresso para derrubar decisões do Supremo "cheira a golpe". Em maio de 2025, disse que um acordo entre Congresso e STF para reduzir as penas dos condenados pelo 8 de janeiro seria "a desmoralização do Supremo" e o prenúncio de anistia a Bolsonaro e de "um novo golpe". Em agosto, previu à IstoÉ que Bolsonaro seria condenado e cairia "no ostracismo". Também afirmou que os réus da trama golpista produziram provas contra si mesmos, que a anistia em discussão no Congresso não tinha respaldo jurídico e que já havia requisitos para a prisão preventiva de Jair Bolsonaro. Na campanha de 2026, retirou o apoio à senadora Leila Barros depois que ela assinou pedido de impeachment de Alexandre de Moraes, criticou o apoio de Michel Temer a Flávio Bolsonaro e denunciou restrições à sua conta de WhatsApp, que atribuiu à "ultradireita". No dia da votação, defendeu a decisão de Cristiano Zanin de prorrogar o horário e disse à CartaCapital que o STF só demorou porque esperava o TSE, que "infelizmente tardou". Depois do segundo turno, chamou Flávio Bolsonaro de "covarde" por não reconhecer a derrota e disse que a vitória de Lula era referência mundial de manutenção da democracia. Livro e coluna Em dezembro de 2021, lançou "Muito além do direito: reflexões sobre o direito, a justiça, a democracia, a poesia e a vida" (Geração Editorial), coletânea de artigos com prefácio do sociólogo português Boaventura de Sousa Santos. Segundo o colunista Afonso Borges, do O Globo, o livro reuniu textos que antes circulavam em grupos de WhatsApp, onde Kakay também gravava às sextas-feiras leituras do "Poesia ao Cair da Tarde". Assina a Coluna do Kakay no jornal O Dia, com textos como "A quem serve Moro?" (2022) e "Passou a boiada" (2023). Vida pessoal Bon vivant assumido, Kakay é conhecido pelas festas que reúnem políticos e magistrados em Brasília e diz em entrevistas que é "bravo" na defesa: "Com meu cliente, ninguém mexe". É pai de três filhos, segundo a Folha (2012) e a Revista 61Brasília (2023); um deles é escritor e lançou livro em 2010, segundo o Consultor Jurídico. Casou-se três vezes. Negócios Além do escritório, Kakay tem negócios fora da advocacia. Em 2012, segundo a Folha, era sócio do restaurante Piantella, um dos mais tradicionais de Brasília e reduto de políticos como Ulysses Guimarães, e da Expand, importadora de vinhos; também era sócio do ex-presidente José Sarney numa fazenda, a Divitex, e da Data Traffic, empresa de lombadas eletrônicas. Não há declaração pública do patrimônio dele. Linha do tempo 1957: nasce em Patos de Minas (MG), em 22 de setembro. 1981: forma-se em direito pela UnB. 1986: assume a secretaria executiva da comissão de direitos humanos do Ministério da Justiça. 1994: funda o escritório Almeida Castro. 2012: defende Carolina Dieckmann no caso que inspirou a lei que leva o nome da atriz. 2014: assume a defesa da Telexfree. 2016: representa o PEN na ação contra a prisão em segunda instância. 2019: o STF derruba a prisão após segunda instância por 6 a 5. 2020: comentário sobre Damares Alves gera reação de Sergio Moro. 2021: lança o livro "Muito além do direito". 2025: carta com críticas a Lula; escritório representa quilombolas na vitória contra a BHP em Londres. 2026: deixa a defesa de Ciro Nogueira no caso Master.
Carreira

Trajetória

  1. 2026 — 2026
    Defesa de Ciro Nogueira no caso Master

    Deixou o caso em 11 de maio de 2026.

  2. 2025 — 2025
    Representação de quilombolas contra a BHP

    Caso Mariana na Justiça inglesa.

  3. 2022 — atual
    Colunista do O Dia

    Artigos de opinião sobre política e direito.

  4. 2016 — 2019
    Representante do PEN na ADC 43

    Ação contra a prisão após segunda instância, julgada em 2019.

  5. 2015 — atual
    Defesas na Lava Jato

    Onze clientes entre políticos e empresários, como Lobão, Jucá, Aécio Neves e André Esteves.

  6. 2014 — atual
    Defesa da Telexfree

    Empresa acusada de pirâmide financeira.

  7. 2012 — 2012
    Defesa de Carolina Dieckmann

    Caso que originou a Lei 12.737/2012.

  8. 2012 — 2012
    Defesa no mensalão

    Absolvição de Duda Mendonça e Zilmar Fernandes no STF.

  9. 1994 — atual
    Fundador do escritório Almeida Castro

    Hoje Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados.

  10. 1986 — 1987
    Secretário executivo da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana

    Ministério da Justiça.

  11. 1981 — 1981
    Graduação em direito

    Universidade de Brasília (UnB).

  12. 1981 — atual
    Advogado criminalista nos tribunais superiores

    Defesa de presidentes, governadores, senadores e ministros.

Projetos e Realizações

Iniciativas

Caso2019
ADC 43 - prisão após segunda instância
Stf

O STF passou a exigir o trânsito em julgado por 6 a 5 em 2019.

Caso2012
Caso Carolina Dieckmann
Lei 12.737/2012

Defesa da atriz no vazamento de fotos íntimas.

Livro2021
Muito além do direito
Geração Editora

Coletânea de artigos.

Caso2025
Quilombolas contra a BHP
Justiça inglesa

Representação de associações quilombolas no caso Mariana.

Mídia2022
Coluna do Kakay
O Dia

Artigos de opinião.

Caso2012
Mensalão: absolvição de Duda Mendonça
STF, Ação Penal 470

Publicitário e sócia absolvidos.

Na imprensa

Notícias de outros portais

02 de fev. de 2020

Kakay ofende Damares

Texto de opinião do colunista José Nêumanne Pinto sobre o comentário do advogado.

Fonte: Estadão

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Aparições em vídeo

Perguntas frequentes

FAQ

Quem é Kakay?

Kakay é o apelido de Antônio Carlos de Almeida Castro, advogado criminalista mineiro radicado em Brasília, conhecido por defender presidentes, políticos, banqueiros e celebridades.

Qual o nome verdadeiro de Kakay?

Antônio Carlos de Almeida Castro.

Qual a idade de Kakay?

Ele nasceu em 22 de setembro de 1957, em Patos de Minas (MG), e tem 69 anos.

Onde Kakay se formou?

Formou-se em direito pela Universidade de Brasília (UnB) em 1981.

Qual é o escritório de Kakay?

É sócio fundador do Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados, em Brasília.

Quem são os clientes de Kakay?

Ele diz ter defendido José Sarney, Itamar Franco, Marco Maciel, cerca de 40 governadores e mais de 20 ministros. Também defendeu Aécio Neves, Romero Jucá, Edison Lobão, José Dirceu, André Esteves e Carolina Dieckmann.

Kakay foi advogado de Carolina Dieckmann?

Sim. Defendeu a atriz em 2012, no caso das fotos íntimas roubadas que deu origem à Lei Carolina Dieckmann.

Kakay é advogado de Ciro Nogueira?

Foi até 11 de maio de 2026, quando o escritório deixou a defesa do senador no caso Master. Kakay disse que a saída foi consensual.

O que Kakay disse sobre Damares?

Em 2020, fez um comentário de baixo calão sobre os pais de Damares Alves num grupo privado de WhatsApp. O texto vazou, e Sergio Moro declarou solidariedade à ministra.

Por que Kakay criticou Lula?

Em fevereiro de 2025, enviou uma carta a aliados dizendo que Lula estava 'isolado' e 'capturado' no terceiro mandato. A carta causou mal-estar no grupo Prerrogativas.

Kakay é petista?

Não é filiado ao PT, mas integra o Prerrogativas, grupo de juristas próximo ao partido, e é aliado histórico de Lula.

Por que Kakay foi ao STF de bermuda?

Em 2019, foi fotografado de bermuda nos corredores do STF, que exige roupa social. Ele pediu desculpas publicamente.

Kakay escreveu livro?

Sim. 'Muito além do direito' (Geração Editora, 2021), coletânea de artigos. Também assina uma coluna no jornal O Dia.

Kakay tem filhos?

Sim, três, segundo a Folha de S.Paulo e a Revista 61Brasília.

Kakay é dono do Piantella?

Em 2012, a Folha o apontava como sócio do restaurante Piantella, em Brasília, além de sócio de uma importadora de vinhos.

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