Foto oficial de Sergio Moro

Sergio Moro

Governador eleito do Paraná

Em exercício desde 1996
Biografia

Resumo biográfico

Sergio Fernando Moro é ex-juiz federal, professor de direito e político filiado ao Partido Liberal (PL). Foi eleito governador do Paraná no primeiro turno em 4 de outubro de 2026, com 3.127.911 votos (50,10% dos válidos), e toma posse em 6 de janeiro de 2027, com Edson Vasconcelos (PL) como vice. Desde 2023 é senador pelo Paraná, mandato que passará ao suplente Luis Felipe Cunha (União Brasil). Nascido em Maringá (PR) em 1º de agosto de 1972, Moro ficou conhecido nacional e internacionalmente como o juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba que julgou em primeira instância os processos da Operação Lava Jato, entre 2014 e 2018. Em 2017, condenou o então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do tríplex do Guarujá. A condenação foi anulada em 2021, quando o Supremo Tribunal Federal declarou a suspeição de Moro. Deixou a magistratura em novembro de 2018 para ser ministro da Justiça e Segurança Pública de Jair Bolsonaro e pediu demissão em abril de 2020, acusando o presidente de interferir na Polícia Federal. Depois de tentar a pré-candidatura à Presidência em 2022, elegeu-se senador e se reaproximou de Bolsonaro. Em 2026, filiou-se ao PL e fez campanha ao lado de Flávio Bolsonaro. Origem e formação Moro é filho de Dalton Áureo Moro, professor de Geografia da Universidade Estadual de Maringá, e de Odete Starke Moro, professora de Português e Literatura, ambos naturais de Ponta Grossa. Graduou-se em direito pela Universidade Estadual de Maringá em 1995. Na Universidade Federal do Paraná (UFPR), concluiu o mestrado em direito do Estado em 2000, com dissertação orientada por Clèmerson Merlin Clève, e o doutorado em 2002, com a tese "Jurisdição constitucional como democracia", orientada por Marçal Justen Filho. Em 1998, cursou por um mês o programa de instrução de advogados da Harvard Law School e participou de programas sobre lavagem de dinheiro promovidos pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. Especializou-se em crimes financeiros e publicou em 2010 o livro "Crime de Lavagem de Dinheiro". Magistratura e docência (1996–2018) Moro tornou-se juiz federal substituto em Curitiba em 1996, mesmo ano em que começou a lecionar na UFPR, onde deu aulas de direito processual penal. Em 1998, assumiu como juiz titular em Cascavel (PR) e, de 1999 a 2002, chefiou a 3ª Vara Federal de Joinville (SC). Lá, quando a vara foi transformada em Juizado Especial Federal, cuidou de ações previdenciárias e ambientais. De volta a Curitiba, trabalhou em casos como o escândalo do Banestado e a Operação Farol da Colina. Também foi juiz auxiliar no STF, onde assessorou a ministra Rosa Weber no julgamento do mensalão. Em 2013, ordenou prisões preventivas na Operação Agro-Fantasma, que apurava desvios no Programa de Aquisição de Alimentos, contra a recomendação do Ministério Público Federal de adotar medidas cautelares alternativas. Operação Lava Jato A partir de março de 2014, Moro passou a julgar em primeira instância os crimes apurados pela força-tarefa da Lava Jato, que investigou desvios na Petrobras envolvendo empreiteiras como a Odebrecht, políticos, lobistas e doleiros. A operação teve 175 prisões e, até dezembro de 2016, 120 condenações que somavam 1.257 anos de pena. Moro conduziu os processos em ritmo acelerado e defendia publicamente a prisão após condenação em segunda instância e o fim do foro privilegiado. Em 2017, condenou Lula a nove anos e seis meses de prisão no caso do tríplex. A sentença foi mantida e ampliada pelo TRF-4 e confirmada pelo STJ, o que tornou Lula inelegível pela Lei da Ficha Limpa em 2018. O ex-presidente ficou 580 dias preso. A atuação de Moro gerou críticas. Ele divulgou áudios de interceptações entre Lula e a presidente Dilma Rousseff, gravados depois de ele próprio ter mandado interromper os grampos, e pediu desculpas ao STF. Em 2019, o site The Intercept publicou mensagens trocadas por Moro com procuradores da força-tarefa, a chamada Vaza Jato, que indicavam orientação à acusação. Em 23 de março de 2021, a Segunda Turma do STF decidiu, por 3 votos a 2, que Moro foi parcial ao julgar Lula; em 23 de junho, o plenário confirmou a suspeição e anulou as condenações. Em abril de 2022, o Comitê de Direitos Humanos da ONU também reconheceu a parcialidade. Moro recebeu prêmios nesse período: foi eleito "Brasileiro do Ano" pela IstoÉ em 2014, listado pela revista Time entre as cem pessoas mais influentes do mundo em 2016 e apontado pela Fortune como o 13º maior líder mundial no mesmo ano. Recebeu ainda a Medalha do Pacificador, do Exército, e o título de doutor honoris causa da Universidade de Notre Dame, em 2018. Ministro da Justiça e Segurança Pública (2019–2020) Em 1º de novembro de 2018, Moro aceitou o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro para comandar o Ministério da Justiça, que passou a reunir também a Segurança Pública e parte das competências do extinto Ministério do Trabalho. Pediu exoneração da magistratura, encerrando 22 anos de carreira, e coordenou o grupo de Justiça e Segurança na transição de governo. No ministério, lançou programas como o Em Frente, Brasil e o Vigia, voltado às fronteiras, e determinou a transferência de Marcos Camacho, o Marcola, líder do PCC, para um presídio federal. Em 24 de abril de 2020, pediu demissão e acusou Bolsonaro de tentar trocar a direção da Polícia Federal para proteger aliados e familiares, em violação à promessa de "carta branca". No mesmo dia, entregou ao Jornal Nacional imagens de conversas com o presidente. O depoimento de Moro à PF levou à divulgação, autorizada pelo ministro Celso de Mello, do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril de 2020. Iniciativa privada e pré-campanha de 2022 Após deixar o governo, Moro se inscreveu na OAB do Paraná em setembro de 2020. Foi contratado em novembro de 2020 pela consultoria americana Alvarez & Marsal, que tinha entre os clientes empresas envolvidas na Lava Jato, como Odebrecht e OAS, e deixou a empresa em 31 de outubro de 2021. Em janeiro de 2022, Moro declarou ter recebido US$ 45 mil mensais da consultoria, total de R$ 3,65 milhões em um ano, incluindo bônus. O contrato foi alvo de apuração do Ministério Público de Contas no Tribunal de Contas da União. Em 10 de novembro de 2021, filiou-se ao Podemos como pré-candidato à Presidência. Em 2022, trocou o partido pelo União Brasil e desistiu da disputa presidencial. A Justiça Eleitoral recusou a transferência de seu domicílio eleitoral para São Paulo, e ele voltou a concorrer pelo Paraná. Senador pelo Paraná (2023–2026) Em outubro de 2022, Moro foi eleito senador pelo Paraná com 1.953.188 votos e declarou apoio a Bolsonaro no segundo turno, chegando a acompanhá-lo no debate da Band. Em março de 2023, a Operação Sequaz, da PF, prendeu integrantes do PCC acusados de planejar o assassinato do senador e de sua família, segundo os investigadores em retaliação à transferência de Marcola. O mandato foi questionado na Justiça Eleitoral. PT e PL acusaram Moro de abuso de poder econômico por gastos na pré-campanha presidencial; em abril de 2024, o TRE-PR rejeitou a cassação por 5 votos a 2, e o TSE confirmou a decisão por unanimidade no mês seguinte. Em junho de 2024, a Primeira Turma do STF aceitou denúncia da PGR e tornou Moro réu por calúnia contra o ministro Gilmar Mendes, por causa de um vídeo em que ele dizia, em tom de brincadeira, que iria "comprar um habeas corpus" do ministro. Em 2025, o julgamento de um recurso da defesa foi suspenso por pedido de vista de Luiz Fux. Em 2024, o ministro Dias Toffoli autorizou investigação sobre Moro e procuradores que atuaram na delação do empresário Tony Garcia. Em 2025, Moro foi mencionado no inquérito da Operação Sem Desconto, sobre fraudes no INSS; Toffoli ressaltou não ter identificado conexão direta entre ele e os descontos. No Senado, apresentou o projeto que criou novos tipos penais de obstrução de ações contra o crime organizado e ampliou a proteção a autoridades ameaçadas por facções, sancionado em outubro de 2025. Também atuou para preservar a Lei da Ficha Limpa na votação do PLP 192/2023. Na eleição municipal de 2024, Ney Leprevost, candidato do União Brasil à Prefeitura de Curitiba, chamou Moro de "traidor contumaz" e o acusou de abandonar sua campanha dez dias antes do primeiro turno. Moro respondeu que Leprevost tentava transferir a terceiros a responsabilidade pelo fracasso de sua candidatura. Posições políticas Como juiz, Moro defendeu a prisão após condenação em segunda instância e chamou de "desastre" a mudança desse entendimento. Também defendeu o fim do foro privilegiado, que, segundo ele, "fere a ideia básica da democracia de que todos devem ser tratados como iguais", e apoiou as dez medidas contra a corrupção propostas pelo MPF. Em 2016, criticou o projeto de lei de abuso de autoridade por não proteger juízes pela forma como interpretam as leis. No Senado, concentrou sua atuação em segurança pública e combate ao crime organizado e, em 2026, reagiu à classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos dizendo que "o Brasil não é terra de bandidos". Eleição de 2026 ao governo do Paraná Pré-candidato ao governo desde 2025 pelo União Brasil, Moro teve a candidatura barrada dentro da federação União Progressista pelo PP, aliado do governador Ratinho Junior (PSD). Em março de 2026, filiou-se ao PL, o que levou 53 prefeitos do partido a ameaçar sair da legenda. A coligação reuniu apenas Novo e Podemos. Na campanha, o adversário Sandro Alex (PSD), apoiado por Ratinho Junior, acusou Moro de ter "traído" Bolsonaro. Moro respondeu que em 2022 "Bolsonaro ligou para um paranaense, e não foi o Ratinho, fui eu". Em 3 de outubro, o ministro Gilmar Mendes derrubou decisão do TRE-PR que dava a Moro direito de resposta contra propaganda de Sandro Alex sobre aborto. No dia seguinte, Moro venceu no primeiro turno com 50,10%, em uma apuração decidida apenas com 99,87% das seções totalizadas. Sandro Alex teve 25,37% e Requião Filho (PDT), 23,47%. No segundo turno presidencial, Flávio Bolsonaro venceu no Paraná com 62,58%, mas Lula foi reeleito no país. Moro afirmou que "há questionamentos da oposição que precisam ser esclarecidos" e, depois que Flávio deixou o Brasil, chamou a saída de "compreensível" e criticou a apreensão do passaporte do senador. Posições após o primeiro turno Em entrevista às Páginas Amarelas da Veja (23/10/2026), Moro afirmou que "é preciso apurar tudo", inclusive suspeitas sobre filhos do presidente e ministros do STF, e que "o que não funciona é varrer as coisas para debaixo do tapete". Disse ter assinado o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes "diante das revelações envolvendo Daniel Vorcaro" e citou a CPMI do INSS, onde tentou investigar suspeitas sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Sobre a Lava Jato, declarou que "os paranaenses têm orgulho dela" e que "nenhum inocente foi condenado ou preso". O ex-procurador Deltan Dallagnol, que chefiou a força-tarefa, foi eleito senador pelo Paraná na mesma eleição. Em agosto de 2026, depois de Lula criticar a Lava Jato em entrevista ao Jornal Nacional, Moro chamou o presidente de "transtornado, rancoroso e mentiroso" e defendeu o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF. Em setembro, em entrevista à Gazeta do Povo, defendeu também o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. Transição Ratinho Junior assinou decreto para a transição de governo. Moro anunciou Pricilla Maria Santana, então na Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul, para a Fazenda, em 20 de outubro, e Aparecida de Fátima Gavioli, secretária de Educação de Goiás no governo Ronaldo Caiado, para a Educação, em 27 de outubro. Em vídeo, prometeu um governo "enxuto e eficiente". Vida pessoal Moro é casado com a advogada Rosangela Moro, eleita deputada federal por São Paulo em 2022. Na declaração entregue ao TSE em 2026, informou patrimônio de R$ 1,04 milhão. Linha do tempo 1972: nasce em Maringá (PR), em 1º de agosto. 1995: forma-se em direito pela Universidade Estadual de Maringá. 1996: torna-se juiz federal. 2002: conclui o doutorado na UFPR. 2014: passa a julgar os processos da Lava Jato. 2017: condena Lula no caso do tríplex. 2019: assume o Ministério da Justiça. 2020: deixa o governo Bolsonaro. 2021: o STF declara sua suspeição nos processos de Lula. 2022: é eleito senador pelo Paraná. 2026: filia-se ao PL e é eleito governador do Paraná no primeiro turno.
Carreira

Trajetória

  1. 2026 — atual
    Governador eleito do Paraná

    Eleito pelo PL no 1º turno de 2026 com 50,10%.

  2. 2023 — atual
    Senador pelo Paraná

    Eleito em 2022 pelo União Brasil com 1.953.188 votos.

  3. 2021 — 2022
    Pré-candidato à Presidência pelo Podemos

    Filiado em 10 de novembro de 2021; deixou o partido em 2022.

  4. 2020 — 2021
    Consultor da Alvarez & Marsal

    Área de disputas e investigações; contrato encerrado em 31 de outubro de 2021.

  5. 2019 — 2020
    Ministro da Justiça e Segurança Pública

    Governo Jair Bolsonaro; pediu demissão em 24 de abril de 2020.

  6. 2002 — 2018
    Juiz federal criminal em Curitiba

    Casos Banestado e Farol da Colina; na 13ª Vara Federal, Agro-Fantasma e Lava Jato (2014–2018).

  7. 1999 — 2002
    Juiz da 3ª Vara Federal de Joinville (SC)

    Vara transformada em Juizado Especial Federal em 2001.

  8. 1998 — 1999
    Juiz federal titular em Cascavel (PR)
  9. 1996 — atual
    Professor da Universidade Federal do Paraná

    Lecionou direito processual penal.

  10. 1996 — 1998
    Juiz federal substituto em Curitiba

    Início da magistratura, após concurso.

Projetos e Realizações

Iniciativas

Justiça2014
Operação Lava Jato
Julgamentos em primeira instância

175 prisões e, até dezembro de 2016, 120 condenações que somavam 1.257 anos de pena.

Segurança
Programa Em Frente, Brasil
Ministério da Justiça

Programa de segurança pública lançado na gestão de Moro.

Segurança
Programa Vigia
Ministério da Justiça

Programa voltado à segurança nas fronteiras.

Legislação2025
Lei contra obstrução de ações ao crime organizado
Senado

Cria tipos penais de obstrução e amplia a proteção a autoridades ameaçadas por facções; sancionada em outubro de 2025.

Legislação
Defesa da Lei da Ficha Limpa no PLP 192/2023
Senado

Emenda para evitar a redução do prazo de inelegibilidade de condenados por crimes graves.

Livro2010
Livro Crime de Lavagem de Dinheiro
Publicação

Obra jurídica sobre lavagem de dinheiro.

Na imprensa

Notícias de outros portais

28 de out. de 2026

Em vídeo, Moro diz que governo será ‘enxuto e eficiente’ no Paraná

Em vídeo publicado em 27 de outubro de 2026, o governador eleito disse que sua gestão no Palácio Iguaçu será "enxuta e eficiente". Até então, duas secretarias haviam sido anunciadas para 2027: Fazenda, com Pricilla Santana, e Educação, com Fátima Gavioli.

Fonte: DCmais

27 de out. de 2026

Moro critica apreensão de passaporte de Flávio Bolsonaro

O governador eleito criticou no X a decisão de Alexandre de Moraes que determinou a retenção e o cancelamento dos passaportes de Flávio Bolsonaro. Para Moro, a saída do senador do país era "compreensível" diante da apreensão do documento no dia seguinte à eleição.

Fonte: Tmc

27 de out. de 2026

Moro anuncia segundo nome para o secretariado do Paraná

Moro anunciou a professora Fátima Gavioli, natural de Goioerê e secretária de Educação de Goiás no governo Ronaldo Caiado, como futura secretária de Educação do Paraná. Segundo ele, a escolha foi recomendada por diferentes pessoas, e Gavioli também conversou com Caiado.

Fonte: Gazeta do Povo

26 de out. de 2026

Moro comenta vitória de Lula e endossa questionamentos da oposição

Moro afirmou no X que "a maioria expressiva dos paranaenses se posicionou contra Lula" e que "há questionamentos da oposição que precisam ser esclarecidos" sobre o resultado do segundo turno. Flávio Bolsonaro teve vantagem de 1,72 milhão de votos no Paraná.

Fonte: Metrópoles

25 de out. de 2026

Moro vota com camiseta em defesa da Lava Jato

Moro votou no segundo turno em Curitiba com uma camiseta com a frase "Curitiba prendeu. Brasília soltou". Ele disse que a vitória de Flávio Bolsonaro representaria o "resgate moral" da Lava Jato e apostou numa vantagem de mais de três pontos, o que não se confirmou.

Fonte: O Antagonista

23 de out. de 2026

Sergio Moro: “É preciso apurar tudo”

Nas Páginas Amarelas da Veja, Moro afirmou que "é preciso apurar tudo", inclusive suspeitas sobre filhos do presidente e ministros do STF. Disse ter assinado o pedido de impeachment de Alexandre de Moraes após as revelações envolvendo Daniel Vorcaro e que "nenhum inocente foi condenado ou preso" na Lava Jato.

Fonte: Veja

04 de out. de 2026

Resultado eleições 2026 Paraná: Sergio Moro é eleito governador

A Gazeta do Povo noticiou a eleição de Moro no primeiro turno com 50,10% dos votos válidos (3.127.911), à frente de Sandro Alex (25,37%) e Requião Filho (23,47%). A vitória só foi confirmada com 99,87% das seções totalizadas, e Moro deixará a vaga no Senado para o suplente Luis Felipe Cunha.

Fonte: Gazeta do Povo

Sem imagem

30 de set. de 2026

Na reta final da eleição, adversários de Moro relembram crise com Bolsonaro

Na reta final da campanha ao governo do Paraná, adversários de Moro retomaram o rompimento dele com Jair Bolsonaro em 2020 como principal crítica. O tema voltou no debate da RPC, quando Sandro Alex, candidato apoiado por Ratinho Junior, disse que Moro mudou de posição em relação ao ex-presidente.

Fonte: Bem Parana

28 de nov. de 2025

In Fux We Trust: Ministro pede vista e paralisa julgamento de Moro no STF

O ministro Luiz Fux pediu vista e suspendeu o julgamento virtual, na Primeira Turma do STF, do recurso de Moro contra a decisão que o tornou réu por calúnia contra Gilmar Mendes. A relatora Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin já haviam votado para manter Moro como réu.

Fonte: Jornal do Brasil

27 de out. de 2025

Em recuperação, Ambipar contratou A&M por indicação de Sergio Moro | Radar Econômico

Segundo o Radar Econômico, da Veja, a Ambipar, em recuperação judicial com dívidas acima de R$ 10 bilhões, contratou a Alvarez & Marsal por indicação de Sergio Moro, ex-contratado da consultoria e próximo do principal acionista, Tercio Borlenghi Junior. A empresa negou que a recomendação tenha partido do senador, que não se manifestou.

Fonte: Veja

25 de set. de 2025

Inversão de papéis: Moro será julgado por Cristiano Zanin no STF

A IstoÉ informou que a Primeira Turma do STF, com Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula, julgaria a partir de 3 de outubro de 2025 a ação em que Moro é acusado de caluniar Gilmar Mendes. A denúncia da PGR foi aceita em junho de 2024 e pede a perda do mandato em caso de pena superior a quatro anos.

Fonte: IstoE

24 de mar. de 2021

Inicio

A Segunda Turma do STF decidiu, por 3 votos a 2, que Moro foi parcial ao julgar Lula, depois que a ministra Cármen Lúcia mudou o voto. A defesa apontou, entre outros pontos, a condução coercitiva do ex-presidente, a interceptação de seus advogados e a divulgação da delação de Antonio Palocci perto da eleição de 2018.

Fonte: Agencia Brasil

Galeria

Galeria de fotos

Causas

Causas e valores defendidos

Combate à corrupção

Defesa da Lava Jato, da prisão em segunda instância e do fim do foro privilegiado.

Combate ao crime organizado

Projetos de lei contra facções após o plano do PCC para matá-lo.

Vídeos

Aparições em vídeo

Perguntas frequentes

FAQ

Quem é Sergio Moro?

Sergio Moro é ex-juiz federal da Lava Jato, ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro e senador pelo Paraná desde 2023. Em 4 de outubro de 2026, foi eleito governador do Paraná pelo PL, no primeiro turno.

Sergio Moro foi eleito governador do Paraná?

Sim: venceu no primeiro turno de 2026 com 3.127.911 votos, 50,10% dos válidos, à frente de Sandro Alex (25,37%) e Requião Filho (23,47%). Toma posse em 6 de janeiro de 2027.

Qual a idade de Sergio Moro?

Moro nasceu em 1º de agosto de 1972, em Maringá (PR), e tem 54 anos em outubro de 2026.

Qual é o partido de Sergio Moro?

Moro é filiado ao Partido Liberal (PL) desde março de 2026. Antes, passou pelo Podemos (2021–2022) e pelo União Brasil (2022–2026).

Sergio Moro ainda é senador?

Sim, até assumir o governo do Paraná em janeiro de 2027. A vaga no Senado ficará com o suplente Luis Felipe Cunha (União Brasil).

Com quantos votos Sergio Moro foi eleito senador em 2022?

Moro foi eleito senador pelo Paraná em 2022, pelo União Brasil, com 1.953.188 votos.

Por que Sergio Moro saiu do governo Bolsonaro?

Moro pediu demissão do Ministério da Justiça em 24 de abril de 2020, acusando Jair Bolsonaro de tentar interferir na Polícia Federal para proteger aliados e familiares. Ele disse que o presidente descumpriu a promessa de "carta branca".

Sergio Moro era juiz de qual instância?

Era juiz federal de primeira instância. Comandou a 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, onde julgou os processos da Lava Jato de 2014 a 2018.

Sergio Moro está sendo investigado?

Moro é réu no STF por calúnia contra o ministro Gilmar Mendes desde junho de 2024 e foi alvo de investigação autorizada por Dias Toffoli sobre a delação de Tony Garcia. Em 2024, o TSE rejeitou por unanimidade a cassação de seu mandato.

O que aconteceu com a condenação de Lula por Moro?

O STF anulou as condenações em 2021 e declarou Moro parcial ao julgar Lula, por decisão da Segunda Turma confirmada pelo plenário em 23 de junho de 2021.

Sergio Moro é de direita ou de esquerda?

Moro é um político de direita: filiado ao PL, fez campanha com Flávio Bolsonaro em 2026 e defende o endurecimento penal e o combate à corrupção.

Qual a formação de Sergio Moro?

É formado em direito pela Universidade Estadual de Maringá (1995), com mestrado (2000) e doutorado (2002) em direito do Estado pela Universidade Federal do Paraná, onde foi professor.

Quem é a esposa de Sergio Moro?

Moro é casado com a advogada Rosangela Moro, eleita deputada federal por São Paulo em 2022.

Qual é o patrimônio de Sergio Moro?

Na declaração entregue ao TSE em 2026, Moro informou bens de R$ 1,04 milhão.

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