Foto oficial de Celso de Mello

Celso de Mello

Jurista, ex-ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal

Biografia

Resumo biográfico

Celso de Mello é um jurista e magistrado brasileiro, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) por 31 anos, de 1989 a 2020. Presidiu a corte entre 1997 e 1999, quando se tornou o mais jovem presidente da história do tribunal, e foi decano, o integrante mais antigo, de 2007 até a aposentadoria. Nasceu em Tatuí (SP) em 1º de novembro de 1945. Conhecido pelos votos longos e didáticos, relatou decisões marcantes, como a que equiparou a homofobia e a transfobia ao crime de racismo, em 2019, e deu o voto de desempate que admitiu os embargos infringentes no julgamento do mensalão, em 2013. Aposentado, publica cartas e artigos sobre o Supremo, a Constituição e a democracia, frequentemente repercutidos pela imprensa. Nas buscas, aparecem a idade, a carreira no STF e suas manifestações recentes. Origem e formação José Celso de Mello Filho é filho de dois professores. Estudou em Tatuí e, entre 1963 e 1964, completou o colegial nos Estados Unidos, em Jacksonville, na Flórida, segundo a Wikipédia. Formou-se em direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Largo de São Francisco, em 1969. Ministério Público e governo Em 1970, foi aprovado em primeiro lugar no concurso do Ministério Público de São Paulo e atuou como promotor em Cândido Mota, no interior paulista, onde ganhou notoriedade por criticar torturas e ilegalidades da ditadura militar. Foi assistente jurídico do secretário estadual da Cultura, Ciência e Tecnologia, José Mindlin (1975-1976), professor de direito civil da PUC-SP (1977-1978) e assessor jurídico na Assembleia Legislativa de São Paulo (1979-1980). Em 1985, o presidente José Sarney o nomeou assessor jurídico do Gabinete Civil da Presidência. Participou do grupo que elaborou o anteprojeto da Lei Orgânica do Ministério Público da União e, em 1986, tornou-se secretário-geral da Consultoria-Geral da República, chegando a exercer interinamente o cargo de consultor-geral. Supremo Tribunal Federal Indicado por Sarney, teve o nome aprovado pelo Senado em 6 de junho de 1989, por 47 votos a 3, e tomou posse em 17 de agosto. Em 1997, aos 51 anos, assumiu a presidência do STF para o biênio 1997-1999. Em 17 de agosto de 2007, tornou-se decano da corte. Entre os votos de maior repercussão estão o que, em 2003, sustentou que o antissemitismo é modalidade do crime de racismo (caso Ellwanger), e o de relator, em fevereiro de 2019, no julgamento que equiparou a homofobia e a transfobia ao racismo. Em 18 de setembro de 2013, desempatou a votação que admitiu os embargos infringentes na Ação Penal 470, o mensalão. Em outubro de 2019, votou pela condenação do ex-ministro Geddel Vieira Lima no caso dos R$ 51 milhões encontrados em um apartamento em Salvador. Em abril de 2020, autorizou a abertura de inquérito sobre a acusação do ex-ministro Sergio Moro de interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal. Aposentou-se em 13 de outubro de 2020, aos 74 anos, depois de 50 anos de serviço público. Seus votos são considerados contribuição importante para a jurisprudência constitucional pós-1988, em especial no controle dos atos do poder público e na proteção dos direitos fundamentais. Depois da aposentadoria Segundo o Estado de Minas (15/09/2026), Celso de Mello se afastou da vida pública de Brasília, mas continua a se manifestar por cartas e artigos. Em dezembro de 2025, defendeu à CNN Brasil o código de conduta proposto pelo presidente do STF, Edson Fachin, que classificou como "moralmente necessário, politicamente republicano e institucionalmente urgente". Em janeiro de 2026, divulgou carta em apoio à proposta (Valor Econômico, 22/01/2026). Em abril de 2026, chamou de "grave equívoco institucional" a rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias ao STF (Poder360, 30/04/2026). Em setembro de 2026, em meio à crise no tribunal ligada ao caso Banco Master, escreveu que "o STF não é escudo protetor de desvios individuais" (O Globo, 08/09/2026) e que "o Supremo é maior do que todos os seus ministros" (Folha de S.Paulo, 16/09/2026). Em outubro de 2026, teve carta lida em ato em defesa da democracia na Faculdade de Direito da USP, a quatro dias do segundo turno da eleição presidencial (BNC Amazonas, 22/10/2026). Depois da eleição, afirmou que "ninguém adquire um mandato presidencial por autoproclamação" (Consultor Jurídico, 28/10/2026). Também lamentou a morte do jornalista Márcio Chaer, diretor do Consultor Jurídico, amigo de mais de 40 anos (Conjur, 03/10/2026). Também escreve artigos para a imprensa sobre temas constitucionais. Em março de 2026, no Dia Internacional da Mulher, publicou em O Globo texto sobre os avanços históricos e constitucionais dos direitos das mulheres. Em agosto de 2026, classificou como "retrocesso social" uma proposta de flexibilização das regras contra o trabalho infantil: "A proibição do trabalho infantil não representa obstáculo ao desenvolvimento da criança; constitui, ao contrário, uma das mais expressivas conquistas éticas do constitucionalismo social contemporâneo" (ICL Notícias, 21/08/2026). Em outubro, defendeu o papel da imprensa em períodos eleitorais: "Em tempos de inquietação, a voz do jornalista pode impedir que o arbítrio se banalize" (O Globo, 09/10/2026). Em setembro de 2025, ao comentar o julgamento da trama golpista, disse ao Estadão (17/09/2025) que o STF mostrou que "não há espaço para aventuras golpistas no Brasil". Obra É autor de Constituição Federal Anotada (Saraiva, 2ª edição em 1986) e de Notas sobre o Supremo Tribunal: Império e República (STF, 2007), além de artigos sobre direitos humanos e a questão judiciária. Patrimônio Não há estimativa publicada sobre o patrimônio de Celso de Mello. Linha do tempo 1945: nasce em Tatuí (SP), em 1º de novembro. 1969: forma-se em direito pela USP. 1970: ingressa no Ministério Público de São Paulo. 1985: torna-se assessor jurídico do Gabinete Civil da Presidência. 1986: assume a secretaria-geral da Consultoria-Geral da República. 1989: toma posse como ministro do STF, em 17 de agosto. 1997: assume a presidência do STF. 2007: torna-se decano da corte. 2013: desempata a votação dos embargos infringentes do mensalão. 2019: relata a equiparação da homofobia ao racismo. 2020: aposenta-se, em 13 de outubro. 2026: defende o código de conduta e critica a crise no STF.
Carreira

Trajetória

  1. 2007 — 2020
    Decano do STF

    Ministro mais antigo.

  2. 1997 — 1999
    Presidência do STF

    Presidente.

  3. 1989 — 2020
    Supremo Tribunal Federal

    Ministro.

  4. 1986 — 1989
    Consultoria-Geral da República

    Secretário-geral.

  5. 1985 — 1986
    Gabinete Civil da Presidência

    Assessor jurídico.

  6. 1979 — 1980
    Assembleia Legislativa de São Paulo

    Assessor jurídico.

  7. 1977 — 1978
    Puc-Sp

    Professor de direito civil.

  8. 1975 — 1976
    Secretaria de Cultura, Ciência e Tecnologia de SP

    Assistente jurídico de José Mindlin.

  9. 1970 — 1989
    Ministério Público de São Paulo

    Promotor de Justiça.

Projetos e Realizações

Iniciativas

Direito1986
Constituição Federal Anotada
Livro

Saraiva.

Direito2007
Notas sobre o Supremo Tribunal
Livro

Império e República.

Na imprensa

Notícias de outros portais

28 de out. de 2026

'Ninguém adquire mandato presidencial por autoproclamação', diz Celso de Mello

'Ninguém adquire mandato presidencial por autoproclamação', diz Celso de Mello. “Ninguém adquire um mandato presidencial por autoproclamação; ninguém pode converter a própria inconformidade com a derrota em título de investidura no poder”. Com essas palavras, o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello comentou a fuga do país do candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Fonte: Consultor Jurídico

22 de out. de 2026

Celso de Mello adverte contra o autoritarismo em ato pela democracia na USP - BNC Amazonas

Em carta lida pelo ex-ministro do STM Flávio Bierrenbach, ministro aposentado do STF afirma que nenhuma vitória eleitoral autoriza o arbítrio e alerta: “O poder é transitório, a Constituição é permanente”. Foi em carta lida nesta quarta-feira (21), durante ato na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Por ela, ele advertiu que nenhuma vitória eleitoral concede ao governante o direito de agir acima da lei.

Fonte: BNC Amazonas, o site de política!

15 de set. de 2026

Celso de Mello reaparece em defesa do STF: saiba por onde anda o decano

Longe dos holofotes, ex-ministro divulga notas em apoio à independência da Corte em meio a polêmicas recentes; entenda sua nova rotina. Seis anos após sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-ministro Celso de Mello mantém a discrição que marcou sua saída da Corte em outubro de 2020. Aos 80 anos, o decano afastou-se da vida pública de Brasília, encerrando uma trajetória de mais de três décadas no mais alto tribunal do país.

Fonte: Estado de Minas

21 de ago. de 2026

Celso de Mello analisa proposta de flexibilização do trabalho infantil: ‘Retrocesso social’

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, comenta, em artigo, a proposta de flexibilização das normas que vedam o trabalho infantil. Para o ministro, “a proibição do trabalho infantil não representa obstáculo ao desenvolvimento da criança; constitui, ao contrário, uma das mais expressivas conquistas éticas do constitucionalismo social contemporâneo”.

Fonte: ICL Notícias

30 de abr. de 2026

Celso de Mello critica rejeição de Messias ao STF

Ministro aposentado diz que decisão do Senado foi “grave equívoco institucional” e vê motivação política na recusa. Ministro aposentado do Supremo diz que decisão do Senado foi “grave equívoco institucional” e vê motivação política na recusa O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello criticou a decisão do Senado Federal de rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a Corte.

Fonte: Poder360

22 de jan. de 2026

Celso de Mello divulga carta em defesa de código de conduta para ministros do STF

Magistrado aposentado da Corte afirma que regras contribuiriam para preservar Supremo. O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello divulgou uma carta nesta quinta-feira (22) em defesa da proposta de um código de conduta para estabelecer diretrizes éticas de atuação de magistrados. A iniciativa é do atual presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

Fonte: Valor Econômico

08 de jan. de 2026

Celso de Mello envia carta a Fachin em memória ao 8 de janeiro

Em mensagem enviada ao STF, o ministro aposentado classifica os ataques de 2023 como um 'assalto' às instituições e defende que a preservação da memória é um instrumento essencial de defesa do futuro democrático. O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello enviou uma carta formal ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, manifestando sua adesão integral às atividades em memória dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Fonte: Correio Braziliense

24 de dez. de 2025

Celso de Mello: código de conduta é "urgente e moralmente necessário"

Ex-ministro do STF defende iniciativa proposta por Fachin para tribunais superiores. Jornalista, poetisa, mulher nordestina, radicada em Brasília com passagem por SP. Informa sobre os bastidores do poder O jurista Celso de Mello, ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), defendeu proposta do presidente da Corte, Edson Fachin, de adotar um código de conduta nos tribunais superiores. À CNN Brasil, Celso de Mello disse que a medida é “moralmente necessária, politicamente republicana e institucionalmente urgente”.

Fonte: CNN Brasil

02 de set. de 2025

Celso de Mello elogia processo sobre trama golpista: "Investigação exemplar"

O ministro aposentado também elogiou a atuação da PF, do Ministério Público e dos advogados dos réus, além de ressaltar a idoneidade do relator do processo, Alexandre de Moraes. O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello elogiou a investigação sobre a trama golpista. A ação penal que tem o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete suspeitos de planejarem um golpe de Estado começa a ser julgada nesta terça-feira, 2, no plenário da Primeira Turma da Corte.

Fonte: Folhape.com.br

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Perguntas frequentes

FAQ

Quem é Celso de Mello?

É um jurista paulista que foi ministro do STF de 1989 a 2020, presidente da corte de 1997 a 1999 e decano.

Qual a idade de Celso de Mello?

Nasceu em 1º de novembro de 1945, em Tatuí (SP), e completou 81 anos em 1º de novembro de 2026.

Quem indicou Celso de Mello ao STF?

O presidente José Sarney, em 1989.

Quando Celso de Mello se aposentou?

Em 13 de outubro de 2020, aos 74 anos.

Quanto tempo Celso de Mello ficou no STF?

Cerca de 31 anos, de agosto de 1989 a outubro de 2020.

Celso de Mello foi presidente do STF?

Sim, no biênio 1997-1999, aos 51 anos, o mais jovem a ocupar o cargo.

O que é decano do STF?

É o ministro mais antigo da corte; Celso de Mello foi decano de 2007 a 2020.

Qual foi o voto de Celso de Mello no mensalão?

Em 2013, desempatou a favor da admissão dos embargos infringentes.

Celso de Mello relatou a criminalização da homofobia?

Sim, em 2019 foi relator do julgamento que equiparou homofobia e transfobia ao racismo.

Onde Celso de Mello estudou?

Formou-se em direito pela USP em 1969.

Celso de Mello foi promotor?

Sim, ingressou no Ministério Público de São Paulo em 1970, em primeiro lugar no concurso.

O que Celso de Mello defende sobre o STF hoje?

Defende o código de conduta para ministros e diz que o STF não pode ser escudo de desvios individuais.

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