Foto oficial de Mayana Zatz

Mayana Zatz

Geneticista e professora da USP

Em exercício desde 1969
Biografia

Resumo biográfico

Mayana Zatz é bióloga molecular e geneticista, professora titular do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do Centro de Pesquisas sobre o Genoma Humano e Células-Tronco da USP. É uma das cientistas brasileiras mais conhecidas, pioneira no estudo de doenças neuromusculares, como as distrofias musculares, e hoje lidera pesquisas sobre longevidade e sobre os genes de brasileiros centenários. Nas buscas, as pessoas procuram a idade de Mayana Zatz, as pesquisas com centenários, a Associação Brasileira de Distrofia Muscular, as células-tronco, os prêmios e as entrevistas no Roda Viva e no The Noite. Origem e formação Mayana Zatz nasceu em Tel Aviv, em Israel, em 16 de julho de 1947, e tem 79 anos. Mudou-se com a família para a França na infância e chegou ao Brasil em 1955, aos 8 anos (Wikipédia; Época Negócios, 07/01/2026). Cursou biologia na USP, onde estagiou com Oswaldo Frota-Pessoa, e formou-se em 1968. Em 1969, iniciou o trabalho de aconselhamento genético de famílias com doenças neuromusculares. Fez mestrado em genética em 1970, doutorado em 1974 e, entre 1975 e 1977, pós-doutorado na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), sob orientação de Michael Kaback e David Campion (Wikipédia). Carreira científica Ao voltar ao Brasil, em 1981, fundou a Associação Brasileira de Distrofia Muscular, da qual é diretora-presidente (Wikipédia). Em 1995, com Maria Rita Passos-Bueno e Eloísa de Sá Moreira, localizou um dos genes ligados a um tipo de distrofia dos membros e mapeou o gene da síndrome de Knobloch. Em 1996, ingressou na Academia Brasileira de Ciências. Foi pró-reitora de pesquisa da USP de 2005 a 2009. Até julho de 2021, publicou 377 trabalhos científicos e mais de 250 artigos de divulgação, como colunista da revista Veja (Wikipédia). Coordena o Genoma USP e o Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco (Época Negócios, 07/01/2026). Duchenne, genes e Projeto Genoma Mayana se interessou por genética ainda no colégio, encantada com as histórias de Louis Pasteur e Marie Curie, e fez biologia porque a medicina ignorava a genética na época. O primeiro foco foi a distrofia muscular de Duchenne, doença degenerativa que atinge crianças e ainda não era estudada no Brasil. A partir de casos como o de uma família com três filhos afetados, criou um dos primeiros bancos de dados genéticos do tema no país, e a equipe descobriu mais de 40 genes ligados a doenças genéticas, o que colocou o Brasil no mapa do Projeto Genoma Humano (Brazil Journal, 20/06/2025). Disse ao Viva que, quando começou, na década de 1970, era "absolutamente impossível" imaginar a edição genética de hoje, e que sua "ídola" é a Nobel Rita Levi-Montalcini (Viva, 08/03/2026). Antes da votação da Lei de Biossegurança, ficou conhecida por defender na TV a pesquisa com células-tronco embrionárias (Revista Pesquisa Fapesp). Células-tronco e doenças genéticas O laboratório dela também faz pesquisas com células-tronco. Em 2010, defendeu mais ousadia nos estudos com células-tronco (O Globo, 23/05/2010). Em 2020, durante a pandemia, anunciou o mapeamento de genes de risco e de resistência para a covid-19, em colaboração com o patologista Paulo Saldiva (R7, 18/06/2020). Em 2022, estava à frente de pesquisas sobre o genoma humano, com atenção à população brasileira, e sobre xenotransplante (Veja, 08/08/2022). Em abril de 2025, falou à TV Gazeta sobre o uso do vírus da Zika em tumores (TV Gazeta, 18/04/2025). Longevidade e centenários Em 2026, Mayana Zatz é conhecida pelos estudos com brasileiros longevos. Ela transformou a saudação judaica "Que você viva até os 120 anos" em objetivo científico, coletou amostras de cerca de 160 centenários e quer tornar a longevidade acessível a todos (Época Negócios, 07/01/2026). Em artigo na revista Genomic Psychiatry, publicado em 7 de janeiro de 2026, ela e colegas do Centro explicam por que o Brasil é um dos recursos mais valiosos do mundo para entender a longevidade extrema; dos 160 centenários coletados, 15 são supercentenários, com mais de 110 anos, e o DNA dos superidosos brasileiros tem sequências e variantes de imunidade que não aparecem em outras populações (Época Negócios, 07/01/2026). Disse ao Estadão que, depois dos 90 anos, a genética pesa mais na longevidade e que a equipe quer descobrir esses genes, não só para viver mais, mas também para criar terapias contra doenças graves (Estadão, 31/01/2026). Em 2023, falou à Vida Simples do projeto de mapeamento genômico da população com mais de 80 anos, criado para montar um banco de dados genômico da população brasileira e saber a prevalência de doenças de início tardio, como Parkinson e hipertensão (Vida Simples, 12/10/2023) e, em agosto de 2026, disse à GloboNews, em entrevista a Roberto D'Avila, que a maioria das mulheres centenárias que a equipe visita é de baixa estatura, o que não é regra para todas as pessoas (Bons Fluidos, 06/08/2026). Ciência no Brasil Em março de 2021, pediu aos parlamentares que derrubassem os vetos à Lei do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) (Agência de Notícias da Indústria, 09/03/2021). Em março de 2022, disse que continuaria pesquisando enquanto tivesse verba (Época Negócios, 08/03/2022). Em julho de 2022, viu nas startups uma oportunidade de transformar a ciência no Brasil (Startupi, 30/07/2022). Em agosto de 2022, defendeu que professores primários deveriam ganhar mais (Veja, 08/08/2022). Em junho de 2025, disse ao Brazil Journal que "dá para fazer ciência de qualidade no Brasil", num laboratório com orçamento limitado (Brazil Journal, 20/06/2025). Prêmios Recebeu a grã-cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico em 2000 e a Medalha de Mérito Científico e Tecnológico do Governo do Estado de São Paulo no mesmo ano; o prêmio latino-americano L'Oréal-UNESCO para mulheres em ciência, em 2001, em Paris; o Prêmio Claudia, em 2001; o título de Personalidade do Ano da Ciência da revista IstoÉ Gente, em 2006; o Prêmio México de Ciência e Tecnologia, em 2009; e o Prêmio Walter Schmidt, da Fanem, em 2009 (Wikipédia). Em 2019, recebeu o Prêmio Dr. Luiz Gastão Rosenfeld, da Abramed, por estimular a melhoria da saúde no Brasil (Abramed, 16/10/2019). Entrevistas Participou do Roda Viva, da TV Cultura, em 2006 e em 31 de janeiro de 2022, do "The Noite", de Danilo Gentili, em julho de 2021, e de podcasts como o Tantos Tempos, com Luiz Felipe Pondé. Em outubro de 2021, disse à Veja Saúde que gosta de caminhar 5 km todos os dias e de se alimentar bem (Veja Saúde, 15/10/2021). Linha do tempo 1947: nasce em Tel Aviv, em 16 de julho. 1955: chega ao Brasil. 1968: forma-se em biologia na USP. 1981: funda a Associação Brasileira de Distrofia Muscular. 1996: ingressa na Academia Brasileira de Ciências. 2005: assume a pró-reitoria de pesquisa da USP, até 2009. 2026: lidera o estudo de brasileiros centenários.
Carreira

Trajetória

  1. 2020 — atual
    Pesquisa sobre covid-19

    Mapeamento de genes de risco e de resistência.

  2. 2005 — 2009
    Pró-reitoria de Pesquisa da USP

    Pró-reitora de pesquisa.

  3. 1996 — atual
    Academia Brasileira de Ciências

    Membro da academia.

  4. 1981 — atual
    Associação Brasileira de Distrofia Muscular

    Fundadora e diretora-presidente.

  5. 1975 — 1977
    Ucla

    Pós-doutorado em genética.

  6. 1969 — atual
    Universidade de São Paulo

    Aconselhamento genético a partir de 1969; professora do Instituto de Biociências.

Projetos e Realizações

Iniciativas

Ciência
Estudo de centenários brasileiros
Pesquisa

Coleta de amostras de cerca de 160 centenários para estudar genes da longevidade.

Na imprensa

Notícias de outros portais

06 de ago. de 2026

Mulheres mais baixas vivem mais? Geneticista explica a possível relação entre altura e longevidade

Mayana Zatz explica por que mulheres mais baixas aparecem com frequência entre as centenárias e o que a ciência sugere sobre essa relação. Em entrevista a Roberto D’Avila, a geneticista Mayana Zatz comentou uma característica entre mulheres centenárias e explicou por que a altura pode estar relacionada à longevidade Existe alguma relação entre altura e longevidade?

Fonte: Bons Fluidos

08 de mar. de 2026

Conheça Mayana Zatz, cientista que busca o segredo dos centenários brasileiros

Saiba quem é Mayana Zatz. Veja desafios da ciência no Brasil, conheça seus estudos sobre longevidade e futuro dos tratamentos para doenças genéticas. Na época – década de 1970 – a cientista não imaginava que a área iria se tornar tão importante para a medicina atual. Hoje, aos 78 anos, ela lidera o Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco da Universidade de São Paulo (Genoma USP). Era uma coisa absolutamente impossível quando comecei”, relembra.

Fonte: Viva

07 de jan. de 2026

'Vamos viver bem até os 120 anos', diz Mayana Zatz, a cientista que desvendou os segredos dos centenários brasileiros

Confira entrevista exclusiva com Mayana Zatz, coordenadora-geral do Genoma USP; ela estuda os brasileiros com mais de um século de vida com o objetivo de tornar essa condição acessível a todos. Nascida em Israel, mas criada no Brasil desde os 8 anos, a geneticista Mayana Zatz transformou uma antiga saudação judaica – “Que você viva até os 120 anos” – em um objetivo científico.

Fonte: Época NEGÓCIOS

20 de jun. de 2025

Mayana Zatz: “Dá pra fazer ciência de qualidade no Brasil”

Num laboratório no Centro de Genoma da USP, com orçamento limitado, a geneticista Mayana Zatz lidera uma das trajetórias científicas mais improváveis. “Se pudesse começar de novo, faria tudo igual,” diz. Mudou-se com a família para a França durante a infância e, em 1955, chegou ao Brasil. Seu interesse pela genética começou ainda no colégio estadual de São Paulo. Encantada pelas histórias de Louis Pasteur e Marie Curie, decidiu que queria ser cientista.

Fonte: Brazil Journal

15 de jul. de 2024

Mayana Zatz e a ciência na fronteira do conhecimento

Por Mateus Vidigal, pós-doutorando no Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco da USP. Desde cedo, demonstrou um interesse profundo pela biologia. Ingressou na Universidade de São Paulo (USP) logo após concluir o ensino médio, graduando-se em Ciências Biológicas, em 1968. Assim, deu início à sua carreira acadêmica, dedicando-se ao estudo das doenças neuromusculares, como a distrofia muscular de Duchenne.

Fonte: Jornal da USP

12 de out. de 2023

Mayana Zatz revela avanços nas pesquisas sobre longevidade

Pesquisadora revela as descobertas da ciência sobre longevidade com os aprimoramentos do mapeamento genômico da população idosa. Pesquisadora fala sobre as descobertas da ciência sobre longevidade com os aprimoramentos do mapeamento genômico da população idosa.

Fonte: Vida Simples

08 de ago. de 2022

Professores primários deveriam ganhar mais, diz geneticista Mayana Zatz

Catedrática da USP, ela acredita que investimento em ciência básica e ensino público de qualidade são fundamentais para construção de um país melhor. Nascida em Israel há 75 anos, a bióloga molecular e geneticista Mayana Zatz é uma das estrelas da ciência brasileira no mundo.

Fonte: Veja

30 de jul. de 2022

Mayana Zatz vê nas startups uma oportunidade de transformar a ciência no Brasil

Já imaginou viver em uma realidade em que é possível viver de forma sã e plena até os últimos dias da vida, sem nenhum tipo de doença incapacitante? Esse é o futuro que Mayana Zatz, bióloga molecular e geneticista, está buscando criar. Prestes a completar 75 anos, a israelense naturalizada brasileira trabalha em uma série […]. Entre algumas dessas áreas, Mayana é professora de genética, coordenadora do CEPID (Centro de Pesquisas sobre o Genoma Humano) e está no board de duas startups brasileiras de biotecnologia.

Fonte: Startupi

08 de mar. de 2022

Mayana Zatz: “Enquanto eu tiver verba, continuarei pesquisando”

Aos 75 anos, Mayana Zatz está mais ativa do que nunca: comanda pesquisas sobre células-tronco, doenças genéticas e envelhecimento - e ainda acha tempo para emprestar seu conhecimento para duas startups. Bióloga molecular e geneticista, ela é uma das mais importantes cientistas do país – apesar de ter nascido em Israel, ela adotou a cidadania brasileira.

Fonte: Época Negócios

28 de jan. de 2022

Mayana Zatz: Um olho na razão, outro no coração

Mayana Zatz é uma cientista respeitada, com a descoberta de alguns genes importantes assinalada em seu currículo, premiada no Brasil e no exterior, e declara com todas as letras que adora o que faz. Mais: considera uma sorte muito grande poder trabalhar naquilo que gosta. É também uma mulher capaz de se engajar com paixão nas causas em que acredita e lutar aguerridamente por seus pontos de vista, como se pôde ver nos dias que antecederam a votação da Lei de Biossegurança pela Câmara dos Deputados: de repente, seu rosto bonito parecia onipresente na televisão. No Jornal Nacional, no Fantástico,.

Fonte: Revistapesquisa.fapesp.br

18 de jun. de 2020

Mayana Zatz vai mapear genes de risco e de resistência para covid-19

Diretora do Centro de Pesquisas sobre o Genoma Humano da USP quer identificar mutações do coronavírus para casos graves e assintomáticos. Entender por que o coronavírus evolui para casos graves em uma parcela da população enquanto outra permanece assintomática é um dos grandes desafios na luta contra a pandemia. Para Mayana Zatz, diretora do Centro de Pesquisas sobre o Genoma Humano da USP, a resposta pode estar na genética.

Fonte: R7

16 de out. de 2019

Mayana Zatz recebe Prêmio Dr. Luiz Gastão Rosenfeld

O Prêmio Dr. Luiz Gastão Rosenfeld é um reconhecimento a profissionais que estimulam o desenvolvimento e a melhoria da saúde brasileira, e acontece durante o FILIS – Fórum Internacional de Lideranças da Saúde. A vencedora de 2019 foi a bióloga molecular e geneticistaMayana Zatz, que recebeu a premiação das mãos de Priscilla Franklim Martins, CEO da Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica)[...].

Fonte: Abramed

23 de mai. de 2010

Geneticista Mayana Zatz defende mais ousadia nos estudos com células-tronco e revela avanços ...

SÃO PAULO - A notícia de que cientistas do J. Craig Venter Institute, dos EUA, desenvolveram a primeira célula controlada por um genoma sintético no mundo alegrou a bióloga molecular e professora do Departamento de Biologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), Mayana Zatz. Não que Mayana não seja uma entusiasta das descobertas no campo das biociências, mas seu lado racional, como em muitos cientistas, fala mais alto.

Fonte: O Globo

Vídeos

Aparições em vídeo

Perguntas frequentes

FAQ

Quem é Mayana Zatz?

Bióloga molecular e geneticista, professora da USP e coordenadora do Centro de Pesquisas sobre o Genoma Humano e Células-Tronco.

Qual a idade de Mayana Zatz?

Nasceu em Tel Aviv em 16 de julho de 1947 e tem 79 anos.

Onde Mayana Zatz nasceu?

Em Tel Aviv, Israel. Chegou ao Brasil em 1955.

Onde Mayana Zatz estudou?

Biologia na USP (1968), mestrado e doutorado em genética na USP e pós-doutorado na UCLA.

Do que trata a pesquisa de Mayana Zatz?

Doenças neuromusculares, células-tronco, genes de risco da covid-19 e, hoje, genes da longevidade em brasileiros centenários.

Quantos centenários o estudo de Mayana Zatz já coletou?

Cerca de 160 amostras, segundo a Época Negócios, em janeiro de 2026.

O que é a Associação Brasileira de Distrofia Muscular?

Entidade fundada por Mayana Zatz em 1981, da qual é diretora-presidente.

Mayana Zatz foi pró-reitora da USP?

Sim, foi pró-reitora de pesquisa de 2005 a 2009.

Que prêmios Mayana Zatz recebeu?

Entre outros, a grã-cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico (2000), o prêmio L'Oréal-UNESCO (2001) e o Prêmio México de Ciência e Tecnologia (2009).

Mayana Zatz é da Academia Brasileira de Ciências?

Sim, ingressou em 1996.

Quando Mayana Zatz foi ao Roda Viva?

Em 2006 e em 31 de janeiro de 2022.

O que Mayana Zatz diz sobre longevidade?

Que, depois dos 90 anos, a genética pesa mais na longevidade e que a equipe quer descobrir esses genes.

Perfis relacionados

Outros perfis