Foto oficial de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro

Senador pelo Rio de Janeiro (PL)

Em exercício desde 2019
Biografia

Resumo biográfico

Flávio Nantes Bolsonaro é senador pelo Rio de Janeiro, filiado ao PL, com mandato até 31 de janeiro de 2027. Filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi o candidato do PL à Presidência da República em 2026 e perdeu o segundo turno para Luiz Inácio Lula da Silva. Nascido em 30 de abril de 1981, em Resende (RJ), É advogado formado pela Universidade Candido Mendes e entrou na política aos 21 anos, eleito deputado estadual em 2002. Ficou 16 anos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em quatro mandatos seguidos, e chegou ao Senado em 2018 com 4.380.418 votos, o mais votado do estado naquela eleição. A trajetória de Flávio é marcada por investigações. O caso das "rachadinhas", aberto em 2018 a partir de um relatório do Coaf sobre o ex-assessor Fabrício Queiroz, terminou arquivado em 2022, depois que o STJ e o STF anularam as provas. Em 2026, ele passou a ser investigado no STF pelo financiamento do filme "Dark Horse", sobre o pai, com dinheiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e num inquérito de lavagem de dinheiro ligado ao advogado Willer Tomaz. Na eleição presidencial de 2026, terminou o primeiro turno em primeiro lugar, com 56.104.503 votos (47,03%), e perdeu o segundo turno com 59.826.041 votos (48,21%). Na noite da derrota, disse que não reconhecia o resultado. Dois dias depois, entrou na Argentina com passaporte italiano e seguiu em voo particular para os Estados Unidos, depois de o ministro Alexandre de Moraes, do STF, mandar cancelar seus passaportes brasileiros. Origem e formação Flávio nasceu em Resende, no sul fluminense, filho de Jair Bolsonaro e da publicitária Rogéria Nantes Braga, segundo o g1 (25/07/2026). Por ser o primogênito, recebeu o apelido de "01", inspirado na tradição militar. A mãe, Rogéria Bolsonaro, foi vereadora do Rio de Janeiro em dois mandatos, eleita em 1992 e reeleita em 1996, e em 2026 disputou uma vaga de deputada federal pelo PL, com cerca de 65 mil votos, sem se eleger, segundo O Globo (05/10/2026). Os irmãos Carlos e Eduardo Bolsonaro também seguiram carreira política. Flávio fez curso técnico em eletrônica, formou-se em direito pela Universidade Candido Mendes (UCAM) e fez curso de empreendedorismo na Fundação Getulio Vargas (FGV). Em agosto de 2026, a UFRJ informou que ele não fez a pós-graduação em ciências políticas que aparecia em seu antigo perfil na Alerj, segundo o Correio Braziliense (12/08/2026). No dia seguinte, ele publicou os diplomas de graduação, MBA e especialização, de acordo com o g1 (13/08/2026). Início na vida pública (2000 a 2002) O primeiro cargo de Flávio foi o de assistente técnico da liderança do antigo PPB (hoje Progressistas) na Câmara dos Deputados, em Brasília, de dezembro de 2000 a junho de 2002. A BBC News Brasil (23/01/2019) mostrou que, no mesmo período, ele cursava a faculdade presencial no Rio de Janeiro e fazia estágio na cidade, e que o salário declarado no Imposto de Renda de 2001 era de R$ 4.712. Deputado estadual no Rio de Janeiro (2003 a 2019) Em 2002, aos 21 anos, Flávio se elegeu deputado estadual pelo PPB, com 31.293 votos e o nome de urna "Bolsonaro". Foi reeleito pelo PP em 2006 (43.099 votos), em 2010 (58.322 votos) e em 2014 (160.359 votos), segundo os dados abertos do TSE. Presidiu a Comissão Especial de Planejamento Familiar da Alerj. Entre seus votos estão o único voto contrário, em 2009, ao projeto da deputada Inês Pandeló (PT) que suspende o porte de arma de policiais acusados de violência doméstica, depois sancionado como a Lei estadual 5.402/2009, segundo a Folha de S.Paulo (16/10/2026), e o voto contra a privatização da Cedae, em 2017, de acordo com o g1 (20/02/2017). Como deputado, Flávio apresentou em 2003 moção de louvor ao então tenente Adriano Magalhães da Nóbrega e, em 2005, concedeu a ele a Medalha Tiradentes, segundo os registros da Alerj. Adriano foi apontado depois pelo Ministério Público como chefe da milícia conhecida como Escritório do Crime. A mãe de Adriano, Raimunda Veras Magalhães, trabalhou no gabinete de Flávio e foi denunciada em 2026 por suspeita de lavar dinheiro do filho, segundo O Globo (20/03/2026). Candidatura à Prefeitura do Rio (2016) Em 2016, filiado ao PSC, Flávio disputou a Prefeitura do Rio pela coligação "O Rio precisa de força para mudar" (PSC e PRP) e terminou em quarto lugar, com 424.307 votos, segundo o TSE. No primeiro debate da Band, em 25 de agosto, passou mal e deixou o estúdio antes do fim. Em abril daquele ano, ele e seu segurança, policial militar, trocaram tiros com assaltantes que roubavam um carro à frente do dele na zona oeste do Rio, segundo o Extra (12/04/2016). Caso Queiroz e investigação das rachadinhas (2018 a 2022) Em dezembro de 2018, um relatório do Coaf apontou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, na conta de Fabrício Queiroz, policial militar e ex-assessor do gabinete de Flávio na Alerj. Oito funcionários que passaram pelo gabinete fizeram depósitos para Queiroz, segundo O Globo (08/12/2018). Em janeiro de 2019, um novo relatório mostrou 48 depósitos em dinheiro vivo, de R$ 2 mil cada, que somaram cerca de R$ 96 mil na conta do próprio Flávio entre junho e julho de 2017, feitos no caixa eletrônico da Alerj, de acordo com O Globo (18/01/2019). A suspeita era de "rachadinha", a devolução de parte dos salários de assessores ao parlamentar. Em dezembro de 2019, o Ministério Público do Rio (MP-RJ) afirmou em documento que Flávio seria o líder de uma organização criminosa que desviou dinheiro público entre 2007 e 2018, segundo o Terra (19/12/2019). Queiroz foi preso em 18 de junho de 2020 em Atibaia (SP), num imóvel do advogado Frederick Wassef, que defendia a família Bolsonaro, segundo a BBC News Brasil (18/06/2020). Em 2020, o MP-RJ denunciou Flávio por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita, e apontou Queiroz como operador financeiro do esquema. Flávio sempre negou irregularidades. O caso não chegou a julgamento de mérito. Em 9 de novembro de 2021, a Quinta Turma do STJ anulou, por 4 votos a 1, as decisões do juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio, incluindo as quebras de sigilo, segundo o Estadão (09/11/2021). O STF também anulou provas. Em 16 de maio de 2022, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio rejeitou a denúncia por unanimidade, a pedido do próprio MP, sem impedir uma nova investigação, segundo o g1 (16/05/2022). Em julho de 2024, a Polícia Federal afirmou que a Abin espionou, no governo de Jair Bolsonaro, os auditores da Receita que originaram o caso, de acordo com o g1 (11/07/2024). Senador pelo Rio de Janeiro (2019 a 2027) Flávio foi eleito senador em 7 de outubro de 2018, pelo PSL, com 4.380.418 votos (31,36% dos válidos), à frente de Arolde de Oliveira (PSD), segundo a Agência Senado (07/10/2018). Tomou posse em 1º de fevereiro de 2019, para o mandato que vai até 31 de janeiro de 2027. Os suplentes são Paulo Marinho e Leonardo Rodrigues. O subsídio bruto de senador é de R$ 46.366,19 por mês desde fevereiro de 2025, segundo o Senado. No Senado, foi terceiro-secretário da Mesa Diretora de 2019 a 2020, primeiro vice-presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Guiana, vice-presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) de 2021 a 2023 e relator da comissão mista da Medida Provisória 866/2018. Desde 19 de fevereiro de 2025, preside a Comissão de Segurança Pública (CSP), segundo os dados abertos do Senado. Deixou o PSL em novembro de 2019, ficou sem partido até maio de 2021, passou pelo Patriota e se filiou ao PL em 30 de novembro de 2021. Em sete anos de mandato, Flávio apresentou 433 proposições, entre elas 95 propostas de emenda à Constituição e 60 projetos de lei, sozinho ou em coautoria, segundo o Terra (07/10/2026). Entre eles estão o PL 5.335/2023, sobre regularização de imóveis urbanos em terras públicas, e o PL 4.082/2024, que proíbe a liberdade provisória para presos em flagrante por crimes hediondos. Foi relator da PEC 3/2022, a "PEC das Praias". Em 11 de junho de 2019, recebeu do pai, então presidente, a Ordem do Mérito Naval, segundo o UOL (11/06/2019). Mansão em Brasília e atividade como advogado Em março de 2021, Flávio comprou uma casa de R$ 5,97 milhões no Lago Sul, em Brasília, com um empréstimo de R$ 3,1 milhões do Banco de Brasília (BRB), banco público do Distrito Federal, segundo a DW (02/03/2021). O valor ficava acima do patrimônio declarado ao TSE em 2018. Em junho de 2022, ele disse à Justiça que a renda como advogado ajudou a pagar o imóvel, mas a Folha de S.Paulo (01/06/2022) não encontrou processos em que ele atuasse como advogado no Distrito Federal ou no Rio. Condenações por desinformação e outras polêmicas Em 11 de maio de 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou Flávio, Eduardo Bolsonaro e os deputados Nikolas Ferreira e Carla Zambelli por compartilhar, na eleição de 2022, um vídeo com conteúdo falso que associava Lula ao incentivo ao uso de drogas por crianças, segundo o g1 (11/05/2023). Em 2020, Flávio gravou vídeo de apoio à pré-candidatura a vereadora de Walderice Santos da Conceição, a "Wal do Açaí", ex-funcionária do gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara investigada por suspeita de ser funcionária fantasma, segundo a Folha de S.Paulo (25/09/2020). Em julho de 2025, quando o governo de Donald Trump anunciou tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, Flávio comparou a medida a "bombas atômicas", falou em "guerra" e disse que o Brasil não tinha condições de resistir, segundo o Poder360 (11/07/2025). Em outubro de 2025, sugeriu que os Estados Unidos atacassem barcos com drogas no Rio, o que levou governistas a chamá-lo de traidor, segundo O Globo (23/10/2025). Candidatura à Presidência (2025 e 2026) Em 5 de dezembro de 2025, Flávio anunciou que seria pré-candidato à Presidência, escolhido pelo pai, que estava preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. "Jair Messias Bolsonaro" lhe conferiu "a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação", afirmou, segundo O Globo (05/12/2025). Em junho de 2026, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro disse em vídeo ter sido maltratada por ele; Flávio pediu desculpas em público e os dois se reconciliaram em julho, segundo o g1 (25/07/2026). O PL oficializou a candidatura em 25 de julho de 2026, no Pacaembu, em São Paulo, com discurso do presidente argentino Javier Milei e um vídeo de Jair Bolsonaro gerado por inteligência artificial, segundo o Jornal Nacional (25/07/2026). Em 5 de agosto, Flávio anunciou como vice o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), segundo o g1 (05/08/2026). Em 13 de agosto, o sistema do TSE passou a mostrá-lo como filiado ao Partido Missão, o que impedia o registro; no mesmo dia, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, restabeleceu a filiação ao PL e a candidatura foi registrada, segundo a CNN Brasil (13/08/2026). Caso Dark Horse e relação com Daniel Vorcaro Em 13 de maio de 2026, o site Intercept Brasil divulgou mensagens e áudios em que Flávio cobrava de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pagamentos para "Dark Horse", filme sobre a vida de Jair Bolsonaro. Flávio confirmou ter pedido o dinheiro, mas negou ter recebido vantagens. Disse que buscou "patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai" e que conheceu Vorcaro em dezembro de 2024, quando não havia suspeitas públicas contra ele, segundo a Folha de S.Paulo (13/05/2026). A reportagem apontou R$ 61 milhões pagos por Vorcaro ao filme. Segundo a dona da produtora GoUp, Vorcaro bancou mais de 90% do orçamento, de cerca de US$ 13 milhões (g1, 19/05/2026). Em 23 de julho de 2026, o ministro André Mendonça, do STF, autorizou a Polícia Federal a abrir inquérito sobre os repasses. Em setembro, o g1 (11/09/2026) revelou que Flávio é formalmente investigado por suspeita de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. A revista piauí (01/09/2026) mostrou, com base em relatório do Coaf, um pagamento de US$ 1.666.667 de Vorcaro ao fundo americano Havengate em setembro de 2025, depois da data do último repasse citada por Flávio. O Aos Fatos (24/09/2026) contou 43 declarações enganosas do senador sobre o caso. À TV Globo, Flávio disse que um "contrato não foi cumprido" ao explicar por que pediu R$ 134 milhões para um filme que custou R$ 75 milhões, segundo o g1 (16/10/2026). Eleições e votações Os dados abertos do TSE registram sete candidaturas de Flávio: quatro vitórias para deputado estadual (2002 a 2014), a derrota para prefeito do Rio em 2016, a vitória para o Senado em 2018 e a derrota para presidente em 2026, com o número 22. No segundo turno de 2026, Lula teve 64.256.232 votos (51,79%). No primeiro turno de 2026, Flávio venceu em 14 estados e no Distrito Federal, segundo o g1 (08/10/2026). Na noite de 25 de outubro, disse que era "impossível" reconhecer o resultado e que pediria a anulação da eleição, por causa da decisão do ministro do STF Cristiano Zanin que prorrogou a votação em seções ainda abertas, embora a própria campanha também tivesse pedido mais tempo em cidades com chuva. Ministros do TSE avaliaram que o pedido não deve prosperar, já que 35.521 votos foram registrados depois das 17h e a vantagem de Lula foi de 4,4 milhões, segundo o g1 (26/10/2026). Patrimônio declarado ao TSE As declarações de bens entregues ao TSE mostram a evolução do patrimônio de Flávio: R$ 385 mil em 2006, R$ 690.978,23 em 2010, R$ 714.394,69 em 2014, R$ 1.454.218,06 em 2016, R$ 1.741.758,15 em 2018 e R$ 8.186.555,83 em 2026. Em 2026, os principais itens foram a casa no Lago Sul, em Brasília, declarada por R$ 6.226.043,80, e um fundo de investimento de cerca de R$ 1,09 milhão, além da participação de R$ 10 mil no escritório de advocacia. Empresas e atividade profissional Entre 2015 e 2020, Flávio foi sócio da Bolsotini Chocolates e Café Ltda., franquia da Kopenhagen no shopping Via Parque, na zona oeste do Rio. A participação de 50% foi declarada ao TSE por R$ 50 mil em 2016 e em 2018. A loja foi vendida em 2020, quando era alvo da investigação das rachadinhas, segundo O Globo (03/02/2021). Em 2020, um empresário disse ao MP que a loja fraudava notas fiscais, segundo o Estadão (14/08/2020). Flávio advoga pelo escritório Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia e é sócio da Bravo Grafeno, empresa com capital social de R$ 100 mil que vende capacetes de grafeno e tem Jair Bolsonaro como garoto-propaganda, segundo O Globo (11/12/2025). A empresa funciona na mesma sala comercial usada pelo "Careca do INSS", Antônio Carlos Camilo Antunes, segundo o Brasil de Fato (11/09/2026). Flávio também integrou a defesa do policial militar acusado de matar a menina Ana Clara Machado, de cinco anos, com um tiro de fuzil, segundo o ICL Notícias (31/03/2026). Posições políticas Flávio é identificado com a direita e foi descrito pelo Correio Braziliense (20/02/2026) como líder em ascensão desse campo entre os políticos. Em 2025, chamou a chamada PEC da Blindagem de "PEC da Independência" e defendeu sua tramitação, segundo a CBN (28/08/2025). Em 2026, criticou o fim da escala de trabalho 6x1 e defendeu a remuneração por hora trabalhada, segundo o Valor Econômico (19/05/2026). Em março de 2026, votou a favor do projeto que equipara a misoginia ao crime de racismo, segundo o Metrópoles (25/03/2026), e dias depois chamou o projeto de "armadilha do PT", segundo a Revista Fórum (29/03/2026). Na segurança pública, defendeu em 2019 a redução da maioridade penal para 14 anos em crimes hediondos, segundo a Super Rádio Tupi (28/03/2019), e em dezembro de 2025 disse não defender mais a pena de morte, segundo a Rádio Itatiaia (15/12/2025). Em 2019, opôs-se à criação de uma CPI das milícias no Senado, segundo o Valor Econômico (16/04/2019). Na campanha de 2026, defendeu a ampliação da energia nuclear, com a conclusão de Angra 3, e o incentivo à exploração de petróleo e gás, segundo a Folha de S.Paulo (29/08/2026). Pós-eleição: passaporte e saída do país (outubro de 2026) Na noite da eleição, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que Flávio entregasse os passaportes e o proibiu de deixar o país, no inquérito em que ele e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro num suposto esquema com empresas de Tomaz e casas de apostas. A PF apontou que Flávio era "usuário master" da conta bancária da Alcazar Holdings, empresa de Tomaz, segundo o g1 (26/10/2026). Os dois confirmam a amizade e negam ser sócios ou ter cometido irregularidades. A PF citou riscos "concretos e atuais" de fuga. Moraes também mandou cancelar os passaportes brasileiros de Flávio e entregar qualquer passaporte estrangeiro, o que ele não fez, segundo a Folha de S.Paulo (28/10/2026). Na noite de 27 de outubro, ele entrou na Argentina pela Ponte Internacional Tancredo Neves, em Misiones, com passaporte italiano, e não passou por posto da PF. Não havia ordem de prisão contra ele. A família embarcou num jato Gulfstream G400 da Baires Fly, empresa citada numa investigação argentina de lavagem de dinheiro, que fez escala em Guayaquil, no Equador, segundo a Folha (28/10/2026). Em 28 de outubro, Flávio entrou nos Estados Unidos por Miami com o passaporte diplomático brasileiro. Linha do tempo 1981: nasce em Resende (RJ), em 30 de abril. 2002: é eleito deputado estadual no Rio, com 31.293 votos. 2016: fica em quarto lugar na eleição para prefeito do Rio. 2018: é eleito senador com 4.380.418 votos; surge o caso Queiroz. 2020: Queiroz é preso; o MP-RJ denuncia Flávio. 2021: compra a casa no Lago Sul; o STJ anula as decisões da primeira instância; filia-se ao PL. 2022: o TJ-RJ rejeita a denúncia das rachadinhas. 2023: o TSE o condena por compartilhar vídeo falso sobre Lula. 2025: assume a presidência da Comissão de Segurança Pública; anuncia a pré-candidatura à Presidência. 2026: vêm a público os áudios com Vorcaro; é investigado no STF; vence o primeiro turno e perde o segundo para Lula; deixa o Brasil pela Argentina, com passaporte italiano, rumo aos Estados Unidos.
Carreira

Trajetória

  1. 2026 — 2026
    Candidato à Presidência da República

    Candidato do PL, número 22, com Alfredo Gaspar de vice. Venceu o primeiro turno com 56.104.503 votos (47,03%) e perdeu o segundo com 59.826.041 (48,21%) para Lula, segundo o TSE.

  2. 2025 — atual
    Presidente da Comissão de Segurança Pública do Senado

    Desde 19 de fevereiro de 2025, segundo o Senado.

  3. 2021 — 2023
    Vice-presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR)

    Período de 2021 a 2023, segundo os dados abertos do Senado.

  4. 2019 — atual
    Senador pelo Rio de Janeiro

    Eleito em 2018 pelo PSL com 4.380.418 votos (31,36%), o mais votado do estado. Passou pelo Patriota em 2021 e está no PL desde 30/11/2021, segundo o Senado.

  5. 2019 — 2020
    Terceiro-secretário da Mesa Diretora do Senado

    De 6 de fevereiro de 2019 a 14 de dezembro de 2020, segundo o Senado.

  6. 2016 — 2016
    Candidato a prefeito do Rio de Janeiro

    Disputou pelo PSC, na coligação O Rio precisa de força para mudar (PSC e PRP), e ficou em quarto lugar, com 424.307 votos, sem ser eleito, segundo o TSE.

  7. 2015 — 2020
    Sócio da Bolsotini Chocolates e Café

    Franquia da Kopenhagen no shopping Via Parque, no Rio, com participação de 50% declarada ao TSE. A loja foi vendida em 2020, segundo O Globo (03/02/2021).

  8. 2015 — 2019
    Deputado estadual do Rio de Janeiro (4º mandato)

    Reeleito em 2014 pelo PP com 160.359 votos, segundo o TSE. Deixou a Alerj ao assumir o Senado.

  9. 2011 — 2015
    Deputado estadual do Rio de Janeiro (3º mandato)

    Reeleito em 2010 pelo PP com 58.322 votos, segundo o TSE.

  10. 2007 — 2011
    Deputado estadual do Rio de Janeiro (2º mandato)

    Reeleito em 2006 pelo PP com 43.099 votos, segundo o TSE. Presidiu a Comissão Especial de Planejamento Familiar da Alerj.

  11. 2003 — 2007
    Deputado estadual do Rio de Janeiro (1º mandato)

    Eleito em 2002 pelo PPB com 31.293 votos, com o nome de urna Bolsonaro, segundo o TSE.

  12. 2000 — 2002
    Assistente técnico da liderança do PPB na Câmara dos Deputados

    Primeiro cargo público, em Brasília, de dezembro de 2000 a junho de 2002, enquanto cursava direito no Rio, segundo a BBC News Brasil (23/01/2019).

Projetos e Realizações

Iniciativas

Projeto de lei2023
Pl 5.335/2023
Regularização de imóveis urbanos em terras públicas

Projeto de lei de autoria de Flávio Bolsonaro sobre a regularização de imóveis urbanos ocupados irregularmente em terras da União, dos estados e dos municípios. Fonte: Senado Federal, página da matéria 160817.

Projeto de lei2024
Pl 4.082/2024
Fim da liberdade provisória em flagrante por crime hediondo

Projeto de lei de autoria de Flávio Bolsonaro que proíbe a concessão de liberdade provisória a presos em flagrante por crimes hediondos. Fonte: Senado Federal, página da matéria 165920.

Relatoria2022
Relatoria da PEC 3/2022
PEC das Praias

Flávio foi relator no Senado da proposta que trata da transferência de terrenos de marinha a ocupantes particulares. O Ministério Público Federal considerou a proposta um grave retrocesso ambiental, segundo o Congresso em Foco (05/12/2024).

Relatoria2019
Relatoria da MP 866/2018
Comissão mista do Congresso

Relator da comissão mista que analisou a Medida Provisória 866/2018, em 2019, segundo os dados abertos do Senado.

Atuação legislativa2026
433 proposições no Senado
95 PECs e 60 projetos de lei

Em sete anos de mandato, Flávio apresentou 433 proposições, sozinho ou em coautoria. Dois projetos de sua autoria foram aprovados no Senado e seguem em tramitação na Câmara, segundo o Terra (07/10/2026), com base em levantamento do Valor.

Campanha2026
Plano de governo Para o Brasil Vencer o Atraso
Candidatura presidencial de 2026

Plano de governo registrado no TSE em 13 de agosto de 2026, junto com a candidatura à Presidência pelo PL, segundo a CNN Brasil (13/08/2026).

Empresa
Bravo Grafeno
Empresa de capacetes e viseiras de grafeno

Empresa da qual Flávio é sócio, com capital social de R$ 100 mil, que tem Jair Bolsonaro como garoto-propaganda, segundo O Globo (11/12/2025).

Empresa
Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia
Escritório de advocacia

Escritório pelo qual Flávio atua como advogado. A participação foi declarada ao TSE em 2026 por R$ 10 mil. Em 2026, ele passou a atuar também como advogado do pai, segundo a Rádio Pampa (03/03/2026).

Na imprensa

Notícias de outros portais

28 de out. de 2026

Flávio Bolsonaro e família deixam Equador em voo para Miami, nos EUA

O governo da Argentina confirmou que Flávio Bolsonaro entrou no país com a família na noite de 27 de outubro de 2026, pela ponte entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú. Menos de uma hora depois, a família embarcou num jato particular Gulfstream G400 que fez escala em Guayaquil, no Equador, e seguiu para o aeroporto executivo de Opa-locka, perto de Miami, sem cruzar o espaço aéreo brasileiro. O governo dos Estados Unidos disse que emitirá vistos para a família.

Fonte: G1

28 de out. de 2026

Flávio Bolsonaro usou passaporte italiano para entrar na Argentina e não passou por posto de controle brasileiro

Flávio Bolsonaro entrou na Argentina na noite de 27 de outubro de 2026 com passaporte italiano, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, sem passar por posto da PF. Moraes havia mandado cancelar os passaportes brasileiros dele e entregar qualquer passaporte estrangeiro, o que não ocorreu. Não havia ordem de prisão. Em 28 de outubro, ele entrou nos Estados Unidos por Miami com o passaporte diplomático brasileiro.

Fonte: Folha de S.Paulo

27 de out. de 2026

PF apontou risco de Flávio fugir do Brasil e suspeita sobre dinheiro de Vorcaro ao pedir a Moraes apreensão de passaporte

No pedido ao ministro Alexandre de Moraes, a Polícia Federal apontou riscos "concretos e atuais" de fuga de Flávio Bolsonaro. A PF citou a declaração de Eduardo Bolsonaro defendendo que o irmão deixasse o país em caso de derrota, a presença do advogado Willer Tomaz em Miami desde agosto e a suspeita, ainda em apuração, de que dinheiro de Daniel Vorcaro tenha mantido a estrutura de Eduardo nos Estados Unidos. Flávio não entregou o passaporte até o fim do prazo, às 11h de 27 de outubro.

Fonte: G1

26 de out. de 2026

Ministros do TSE avaliam que pedido de Flávio para anular segundo turno não deve prosperar

Depois de perder o segundo turno, Flávio Bolsonaro disse que pediria a anulação da eleição por causa da decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que prorrogou a votação por duas horas em seções ainda abertas. Ministros do TSE avaliaram, de forma reservada, que o pedido não deve prosperar: 35.521 votos foram registrados depois das 17h, a vantagem de Lula foi de 4,4 milhões de votos e a própria campanha de Flávio havia pedido a extensão do horário em municípios de cinco estados.

Fonte: G1

26 de out. de 2026

Moraes determina que Flávio Bolsonaro entregue passaporte e proíbe que ele deixe o país

Na noite de 25 de outubro de 2026, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, mandou Flávio Bolsonaro entregar os passaportes e o proibiu de sair do país. A decisão foi tomada no inquérito em que ele e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro num suposto esquema com empresas de Tomaz e casas de apostas. A PF diz que Flávio era "usuário master" da conta da Alcazar Holdings e que viagens dele foram pagas por outra empresa do advogado. Os dois confirmam a amizade, mas negam ser sócios ou ter cometido irregularidades.

Fonte: G1

16 de out. de 2026

Flávio Bolsonaro fala sobre pedido a Vorcaro em entrevista à Globo

Em entrevista à jornalista Renata Lo Prete, da TV Globo, Flávio Bolsonaro disse que um "contrato não foi cumprido" ao explicar por que pediu R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro para o filme "Dark Horse", que custou R$ 75 milhões segundo a produtora Go UP. Ele foi questionado sobre o destino de quase R$ 70 milhões transferidos a um fundo nos Estados Unidos administrado por um advogado amigo de Eduardo Bolsonaro. No mesmo dia, a PF pediu ao STF mais 90 dias para a investigação.

Fonte: G1

08 de out. de 2026

Quantos votos teve Flávio Bolsonaro no primeiro turno?

Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno da eleição presidencial de 2026 em primeiro lugar, com 56.104.503 votos, ou 47,03% dos válidos. Lula (PT) teve 53.879.538 votos (45,16%), uma diferença de 2.227.651 votos. Flávio venceu em 14 estados e no Distrito Federal. Em 2022, a situação era inversa: Lula terminou o primeiro turno à frente de Jair Bolsonaro.

Fonte: G1

07 de out. de 2026

O que Flávio Bolsonaro apresentou e aprovou em 7 anos como senador? Confira

Eleito senador pelo Rio de Janeiro em 2018, Flávio Bolsonaro fez 433 proposições em sete anos, segundo levantamento do Valor: 95 propostas de emenda à Constituição e 60 projetos de lei, apresentados sozinho ou em coautoria. Dois projetos de sua autoria foram aprovados no Senado e seguem na Câmara. Ele também retirou de tramitação projetos próprios, como um que revogava regras ambientais e outro que permitia vender medicamentos fora de farmácias.

Fonte: Terra

24 de set. de 2026

Flávio mentiu ao menos 43 vezes sobre elo com Vorcaro

Levantamento da agência de checagem Aos Fatos reuniu 43 declarações enganosas de Flávio Bolsonaro sobre sua relação com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, ao longo de seis meses, e identificou cinco estratégias diferentes de defesa, do desconhecimento à negação. A reportagem foi publicada no dia em que documentos da Polícia Federal mostraram que o senador voou num jatinho do ex-banqueiro. Segundo o texto, há indícios de que Vorcaro pagou ao menos US$ 12,3 milhões ao filme "Dark Horse".

Fonte: Aos Fatos

23 de set. de 2026

Flávio Bolsonaro viajou em jato de Vorcaro

A piauí revelou que Flávio Bolsonaro voltou da Flórida para Brasília em janeiro de 2025, com a família, no jato de prefixo PP-NLR, o mesmo que transportou o ministro Alexandre de Moraes sete meses depois. Na data do voo, a empresa Prime You, que tinha Daniel Vorcaro entre os sócios, já era dona de um terço das cotas da aeronave. O advogado Willer Tomaz, amigo do senador e dono de outra cota, também estava a bordo e confirmou a participação à revista.

Fonte: Revista piauí

11 de set. de 2026

Flávio Bolsonaro é investigado em inquérito no STF aberto para apurar financiamento do filme 'Dark Horse'

O g1 revelou que Flávio Bolsonaro é formalmente investigado pela Polícia Federal no inquérito autorizado em julho pelo ministro André Mendonça, do STF. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção nos repasses de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para a produção do filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro. Flávio nega irregularidades e afirma ter buscado apenas patrocínio privado.

Fonte: G1

01 de set. de 2026

“Liberei mais uma hoje”

A piauí teve acesso a relatório do Coaf que mostra um repasse de US$ 1.666.667 de Daniel Vorcaro ao Havengate Development Fund, fundo americano que administrava o dinheiro do filme "Dark Horse", em 16 de setembro de 2025. Em entrevista à GloboNews, Flávio Bolsonaro havia dito que o último pagamento do banqueiro fora feito em maio de 2025, antes de as suspeitas sobre o Banco Master virem a público. Segundo a revista, o documento mostra que a relação financeira continuou depois dessa data.

Fonte: Revista piauí

13 de ago. de 2026

TSE restabelece filiação de Flávio ao PL e libera registro de candidatura

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou o restabelecimento imediato da filiação de Flávio Bolsonaro ao PL, desde 30 de novembro de 2021, e excluiu o vínculo com o Partido Missão que aparecia no sistema da Justiça Eleitoral e impedia o registro. A decisão liberou o registro da candidatura à Presidência e do plano de governo "Para o Brasil Vencer o Atraso", apresentado no mesmo dia.

Fonte: CNN Brasil

05 de ago. de 2026

Flávio Bolsonaro anuncia Alfredo Gaspar como vice à Presidência

Flávio Bolsonaro anunciou o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente em sua chapa. Gaspar é ex-promotor, foi procurador-geral de Justiça e secretário de Segurança Pública de Alagoas e ganhou projeção como relator da CPMI do INSS. No discurso, Flávio destacou a atuação do deputado na segurança pública e a ligação com o Nordeste.

Fonte: G1

25 de jul. de 2026

PL oficializa candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência em convenção em SP

O PL oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência em convenção no Centro de Convenções do Pacaembu, em São Paulo. O evento teve fala do presidente argentino Javier Milei, vídeos dos irmãos Carlos e Eduardo, vídeo de apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que se reconciliara com Flávio naquela semana, e um vídeo de Jair Bolsonaro gerado por inteligência artificial. O governador Tarcísio de Freitas discursou sobre segurança pública.

Fonte: G1 (Jornal Nacional)

23 de jul. de 2026

Mendonça autoriza inquérito da PF sobre repasses para cinebiografia de Bolsonaro

O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a Polícia Federal a abrir inquérito sobre os repasses de Daniel Vorcaro para o filme "Dark Horse", depois da divulgação das conversas entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro. A PF investiga a destinação de R$ 61 milhões enviados ao exterior para a produtora e se houve troca de favores políticos por dinheiro. A Procuradoria-Geral da República se manifestou a favor da abertura. Flávio nega irregularidades e diz ter pedido apenas financiamento privado.

Fonte: G1

19 de mai. de 2026

Vorcaro bancou mais de 90% do orçamento de filme sobre Jair Bolsonaro, diz dona da produtora

Karina Ferreira da Gama, dona da produtora GoUp, disse à GloboNews e à TV Globo que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi responsável por mais de 90% da verba do filme "Dark Horse", cuja despesa já realizada estava em cerca de US$ 13 milhões. Segundo as investigações da Polícia Federal, a empresa Entre Investimentos e Participações, ligada a Vorcaro, foi a fonte dos recursos. O filme estava em pós-produção.

Fonte: G1

13 de mai. de 2026

Flávio confirma ter pedido dinheiro a Vorcaro para filme de Bolsonaro, mas nega ter recebido vantagens

Depois de o Intercept Brasil divulgar mensagens e áudios, Flávio Bolsonaro confirmou em nota que pediu dinheiro a Daniel Vorcaro para o filme "Dark Horse", sobre o pai, e negou ter recebido vantagens. Disse que conheceu o banqueiro em dezembro de 2024, quando não havia suspeitas públicas contra ele, e defendeu a instalação de uma CPI do Banco Master. Segundo a reportagem confirmada pela Folha, Vorcaro pagou R$ 61 milhões para financiar o longa.

Fonte: Folha de S.Paulo

05 de dez. de 2025

Flávio Bolsonaro confirma pré-candidatura à Presidência em 2026: 'Bolsonaro me conferiu a missão'

O senador Flávio Bolsonaro assumiu publicamente a pré-candidatura à Presidência em 2026 ao divulgar mensagem em que afirma ter sido escolhido por Jair Bolsonaro, então preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, para liderar o projeto político do grupo. "É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil", escreveu. Segundo aliados, o pai pediu que ele viajasse pelo país e intensificasse os embates com Lula.

Fonte: O Globo

11 de jul. de 2024

PF: Abin espionou auditores da Receita que investigaram Flávio Bolsonaro, e presidente discutiu caso com Heleno em reunião gravada

A Polícia Federal afirmou que os auditores da Receita Federal que fizeram o relatório que originou o caso das rachadinhas foram alvo de espionagem ilegal da Abin no governo Jair Bolsonaro. A PF também diz ter encontrado áudio de reunião de 25 de agosto de 2020 em que o então presidente discutiu o caso com o general Augusto Heleno e com Alexandre Ramagem, então diretor da Abin. Flávio negou irregularidades e disse que seus dados sigilosos foram acessados de forma criminosa.

Fonte: G1

11 de mai. de 2023

TSE multa Nikolas, Zambelli, Eduardo e Flávio Bolsonaro por fake news contra Lula em 2022

O Tribunal Superior Eleitoral condenou o senador Flávio Bolsonaro e os deputados Nikolas Ferreira, Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro pela divulgação, na eleição de 2022, de um vídeo com conteúdo falso que associava Lula ao incentivo ao uso de drogas por crianças e adolescentes, à criminalidade e à censura de redes sociais. O vídeo foi gravado por Nikolas e compartilhado pelos demais. O valor da multa ficou para definição posterior, e cabia recurso.

Fonte: G1

01 de jun. de 2022

Flávio Bolsonaro agora diz que renda como advogado ajudou a pagar mansão de R$ 6 milhões

Em defesa apresentada ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal numa ação movida pela deputada Erika Kokay, Flávio Bolsonaro disse ter usado a renda do trabalho como advogado para pagar parte da mansão de R$ 6 milhões comprada em Brasília. A Folha não encontrou processos em que ele atuasse como advogado no Distrito Federal ou no Rio, onde tem inscrição na OAB. Quando a compra foi revelada, em 2021, ele havia atribuído o dinheiro à atividade de empresário.

Fonte: Folha de S.Paulo

16 de mai. de 2022

TJ-RJ rejeita denúncia contra Flávio Bolsonaro no caso das 'rachadinhas'

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio rejeitou a denúncia contra Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas, a pedido do próprio Ministério Público, depois que o STJ e o STF anularam as provas da investigação. A relatora, desembargadora Maria Augusta Vaz Monteiro de Figueiredo, afirmou que a rejeição por falta de justa causa não impede a retomada das investigações. A defesa do senador disse entender que o caso estava encerrado.

Fonte: G1

09 de nov. de 2021

Quinta Turma do STJ anula todas as decisões de primeira instância no inquérito das rachadinhas que atinge Flávio Bolsonaro

Por 4 votos a 1, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça atendeu a defesa de Flávio Bolsonaro e anulou todas as medidas autorizadas pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio, que conduziu o inquérito das rachadinhas por quase dois anos. Com isso, as provas colhidas com autorização da primeira instância não puderam ser aproveitadas. O compartilhamento de dados do antigo Coaf com o Ministério Público, ponto de partida do caso, foi mantido.

Fonte: Estadão

02 de mar. de 2021

Compra de mansão lança mais suspeitas sobre Flávio Bolsonaro

A DW relatou que Flávio Bolsonaro comprou uma mansão de R$ 5,97 milhões num condomínio do Lago Sul, em Brasília, com empréstimo de R$ 3,1 milhões do Banco de Brasília (BRB), banco público do Distrito Federal. O valor era muito superior ao patrimônio declarado pelo senador, então investigado no caso das rachadinhas, em que havia suspeita de lavagem de dinheiro na compra de imóveis. A compra foi revelada pelo site O Antagonista.

Fonte: Dw

18 de jun. de 2020

Fabrício Queiroz: o que se sabe sobre a prisão do ex-assessor de Flávio Bolsonaro em Atibaia

Fabrício Queiroz, policial militar aposentado e ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Alerj, foi preso em Atibaia (SP), num imóvel do advogado Frederick Wassef, que prestava serviços à família do presidente. A prisão foi feita pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo, com mandado da Justiça do Rio pedido pelo MP-RJ, que investigava Queiroz como peça do suposto esquema de rachadinha no gabinete de Flávio. Queiroz e Flávio negaram irregularidades.

Fonte: BBC News Brasil

19 de dez. de 2019

Flávio Bolsonaro é "chefe de organização criminosa", diz MP

Documento do Ministério Público do Rio apontou Flávio Bolsonaro como líder de uma organização criminosa que teria desviado dinheiro público e lavado recursos entre 2007 e 2018, no gabinete de deputado estadual. Na véspera, foram cumpridos 24 mandados de busca em endereços ligados a Flávio, a Fabrício Queiroz e a parentes de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro. A defesa do senador recorreu com habeas corpus. Era uma acusação, ainda sem denúncia formal.

Fonte: Terra

18 de jan. de 2019

Em um mês, Flávio Bolsonaro recebeu R$ 96 mil em depósitos fracionados em dinheiro vivo, aponta Coaf

Um novo relatório do Coaf identificou 48 depósitos em dinheiro vivo, de R$ 2 mil cada, que somaram cerca de R$ 96 mil na conta de Flávio Bolsonaro entre junho e julho de 2017, feitos no caixa eletrônico da Alerj. Em um dos dias, foram dez depósitos em cinco minutos. O Coaf não identificou quem fez os depósitos, mas disse que o fracionamento pode indicar intenção de esconder a origem do dinheiro. Flávio não respondeu à TV Globo.

Fonte: O Globo

08 de dez. de 2018

Oito funcionários fizeram depósitos em conta de ex-assessor de Flávio Bolsonaro

Relatório do Coaf anexado à Operação Furna da Onça mostrou que Fabrício Queiroz, policial militar e ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Alerj, teve movimentação atípica de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Oito funcionários que passaram pelo gabinete de Flávio fizeram depósitos ou transferências para Queiroz, entre eles a filha e a mulher do ex-assessor. O documento deu origem à investigação das rachadinhas.

Fonte: O Globo

07 de out. de 2018

Flávio Bolsonaro e Arolde de Oliveira são eleitos pelo Rio de Janeiro

Com 31,3% dos votos válidos, Flávio Bolsonaro (PSL) foi o mais votado na disputa por uma das duas vagas do Rio de Janeiro no Senado em 2018. A segunda cadeira ficou com o deputado federal Arolde de Oliveira (PSD), que superou por pouco o ex-prefeito Cesar Maia. Flávio, então deputado estadual, era filho do candidato Jair Bolsonaro, que disputaria o segundo turno da eleição presidencial.

Fonte: Agência Senado

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Causas

Causas e valores defendidos

Segurança pública

Preside a Comissão de Segurança Pública do Senado desde 2025, é autor do PL 4.082/2024, contra a liberdade provisória em flagrante por crimes hediondos, e defendeu em 2019 a redução da maioridade penal para 14 anos em crimes hediondos, segundo a Super Rádio Tupi (28/03/2019).

Flexibilização do acesso a armas

Em janeiro de 2026, compartilhou publicação favorável à flexibilização da posse e do porte de armas por civis, segundo a IstoÉ Dinheiro (22/01/2026).

Jornada de trabalho por hora

Criticou o fim da escala 6x1 e defendeu a remuneração por hora trabalhada, segundo o Valor Econômico (19/05/2026).

Energia nuclear e petróleo

Na campanha de 2026, defendeu a conclusão de Angra 3, a ampliação da geração nuclear e o incentivo à exploração de petróleo e gás, segundo a Folha de S.Paulo (29/08/2026).

Pauta cristã conservadora

Evangélico, foi batizado no rio Jordão em 2016 e de novo em janeiro de 2026, durante viagem a Israel, segundo o Jornal do Comércio (24/01/2026).

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Perguntas frequentes

FAQ

Quem é Flávio Bolsonaro?

Flávio Bolsonaro é senador pelo Rio de Janeiro (PL), com mandato até janeiro de 2027, e filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Foi candidato à Presidência em 2026 e perdeu o segundo turno para Lula.

Quantos anos tem Flávio Bolsonaro?

Flávio Bolsonaro tem 45 anos. Nasceu em 30 de abril de 1981, segundo o Senado e o TSE.

De onde é Flávio Bolsonaro?

Flávio Bolsonaro nasceu em Resende, no estado do Rio de Janeiro. Fez carreira política na capital fluminense, onde foi deputado estadual por 16 anos.

Qual é o partido de Flávio Bolsonaro?

Flávio Bolsonaro é filiado ao PL desde 30 de novembro de 2021. Antes passou por PPB, PP, PSC, PSL e Patriota.

Flávio Bolsonaro é de direita ou de esquerda?

Flávio Bolsonaro é de direita. O Correio Braziliense (20/02/2026) o descreveu como líder em ascensão da direita entre os políticos.

Flávio Bolsonaro ainda é senador?

Sim. O mandato de senador pelo Rio de Janeiro vai até 31 de janeiro de 2027, e ele preside a Comissão de Segurança Pública do Senado desde fevereiro de 2025.

Quantos votos Flávio Bolsonaro teve em 2026?

Flávio Bolsonaro teve 56.104.503 votos (47,03%) no primeiro turno e 59.826.041 (48,21%) no segundo, segundo o TSE. Lula venceu com 64.256.232 votos (51,79%).

Quem foi o vice de Flávio Bolsonaro?

O vice na chapa de Flávio Bolsonaro em 2026 foi o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado em 5 de agosto de 2026.

Qual é o patrimônio de Flávio Bolsonaro?

Flávio Bolsonaro declarou ao TSE R$ 8.186.555,83 em bens em 2026, contra R$ 1.741.758,15 em 2018. O principal item é uma casa no Lago Sul, em Brasília, declarada por R$ 6.226.043,80.

Quanto ganha Flávio Bolsonaro?

Como senador, Flávio Bolsonaro recebe o subsídio bruto de R$ 46.366,19 por mês, valor em vigor desde fevereiro de 2025, segundo o Senado Federal.

Qual é a formação de Flávio Bolsonaro?

Flávio Bolsonaro é formado em direito pela Universidade Candido Mendes e fez curso de empreendedorismo na FGV. Em 2026, a UFRJ informou que ele não fez a pós-graduação que aparecia em seu antigo perfil na Alerj.

De quem Flávio Bolsonaro é filho?

Flávio Bolsonaro é o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro e de Rogéria Bolsonaro, ex-vereadora do Rio de Janeiro. É irmão de Carlos e Eduardo Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro está sendo investigado?

Sim. Ele é investigado no STF pelo financiamento do filme Dark Horse com dinheiro de Daniel Vorcaro, do Banco Master, e num inquérito de lavagem de dinheiro com o advogado Willer Tomaz, e nega irregularidades.

Flávio Bolsonaro foi condenado no caso das rachadinhas?

Não. A denúncia do MP-RJ foi rejeitada pelo Tribunal de Justiça do Rio em 16 de maio de 2022, depois que o STJ e o STF anularam as provas, sem impedir uma nova investigação.

Flávio Bolsonaro foi para os Estados Unidos?

Sim. Em 27 de outubro de 2026, ele entrou na Argentina com a família e seguiu em jato particular, com escala no Equador, para Miami, apesar da ordem do STF que o proibia de deixar o país.

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