Foto oficial de Junior Durski

Junior Durski

Empresário, fundador e CEO do Grupo Madero

Em exercício desde 1999
Biografia

Resumo biográfico

Junior Durski é um empresário paranaense, fundador, controlador e CEO do Grupo Madero, uma das maiores redes de restaurantes do Brasil. Nascido Luiz Renato Durski Junior em 29 de março de 1962, em Prudentópolis, no centro-sul do Paraná, ele tem 64 anos. Ficou conhecido como o "chef" que transformou um hambúrguer de Curitiba em uma rede nacional, e também por polêmicas, como a frase dita no início da pandemia de que o Brasil não poderia parar "por 5 ou 7 mil mortes". Durski passou parte da infância com os avós em Ponta Grossa. Formou-se em direito e chegou a advogar, mas por pouco tempo. Aos 20 anos, foi eleito vereador em Prudentópolis pelo PDS e renunciou ao mandato antes de completar dois anos. Em seguida, adotou a profissão do pai e abriu uma madeireira em Machadinho d'Oeste, em Rondônia, onde ficou cerca de 15 anos. A palavra Madero, que daria nome à sua principal empresa, vem dessa fase no comércio de madeira. A gastronomia entrou na vida dele em 1999, quando abriu o restaurante Durski, no centro de Curitiba, uma casa de alta gastronomia. Em 7 de junho de 2005 inaugurou o primeiro Madero, também na capital paranaense. A rede cresceu com um modelo verticalizado: uma cozinha central em Ponta Grossa produz cerca de 97% dos insumos enviados aos restaurantes. Em 2022, segundo o jornal Plural, eram 258 restaurantes em quase 70 cidades e 5 mil empregados. Em 2014 surgiu o formato Madero Contêiner e, em 2017, a hamburgueria Jeronimo, de serviço mais rápido. O grupo também tem a Dundee, de frango frito. O crescimento acelerado atraiu investidores. Em dezembro de 2018, a Exame revelou as negociações com o fundo americano Carlyle, que ofereceu R$ 700 milhões por uma fatia minoritária e avaliava a rede em até R$ 3 bilhões. Na época, Durski tinha 87% do negócio e havia assumido dívidas para manter o controle. O acordo foi fechado em 2019, com o Carlyle ficando com cerca de 27% da empresa. O apresentador Luciano Huck também era sócio minoritário. A pandemia virou o maior teste da trajetória de Durski. Em março de 2020, ele publicou um vídeo criticando o fechamento do comércio e disse que o Brasil não poderia parar "por conta de 5 mil ou 7 mil pessoas que vão morrer". A fala provocou boicote, críticas nas redes e o desgaste com sócios. Ele pediu desculpas, mas dias depois voltou às redes para dizer que não estava arrependido. Em 1º de abril de 2020, o Madero demitiu 600 funcionários, nove dias depois de o empresário ter prometido manter os empregos; Durski disse que foi "o dia mais triste" da vida dele. Em maio, reclamou da queda do faturamento, e em julho Luciano Huck vendeu toda a sua participação ao fundador. Em 2021, durante a CPI da Pandemia, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) citou o dono do Madero entre empresários que, segundo ele, minimizaram a doença de forma intencional. Outro episódio negativo veio em outubro de 2020. A Controladoria-Geral da União multou o Madero em R$ 442 mil, o valor mínimo legal, por pagamento de propina em dinheiro e alimentos a fiscais do Ministério da Agricultura que inspecionavam unidades em Balsa Nova e Ponta Grossa. A empresa discordou da decisão, anunciou que recorreria e afirmou que, em 2015, tinha sido vítima de extorsão desses fiscais e procurado a Polícia Federal por iniciativa própria. As dívidas se tornaram o principal problema do grupo. Durante a pandemia o Madero abriu cerca de cem unidades com crédito bancário, e o endividamento bruto chegou a R$ 1 bilhão em 2021. Em junho daquele ano, o balanço trouxe ressalva sobre a capacidade de continuidade do negócio. A tentativa de abrir o capital começou no início de 2020, com a ideia de listar ações na Nasdaq, passou para a B3 em 2021, quando a empresa chegou a ser avaliada entre R$ 6 bilhões e R$ 8 bilhões, e acabou cancelada por condições de mercado. No fim de setembro de 2021, a dívida bruta era de R$ 1,017 bilhão, 70% dela de curto prazo, para um caixa de apenas R$ 36,5 milhões; em novembro de 2021, o Carlyle colocou mais R$ 300 milhões, elevando sua fatia para cerca de 35%. Em 2022, o grupo teve receita líquida de R$ 1,48 bilhão, mas prejuízo de R$ 146 milhões, com dívida de R$ 898,8 milhões, equivalente a 70% do faturamento. Em meados de 2023, eram 275 restaurantes de quatro marcas. Em julho de 2023, renegociou R$ 435 milhões com Banco do Brasil, Bradesco e BTG Pactual e fechou unidades pouco rentáveis. Na época, Durski disse que não repetiria a frase da pandemia e lembrou um conselho do avô: quem tem comércio não deve tomar partido. Em dezembro de 2023, admitiu que "faltou critério" na expansão e que "50 lojas por ano é muito". A partir de 2024 os números melhoraram. No terceiro trimestre daquele ano, o Madero lucrou R$ 28 milhões e reduziu a dívida em 28,7%. No primeiro trimestre de 2025, o lucro chegou a R$ 53,2 milhões, com receita de R$ 517,1 milhões, e a empresa pagou dividendos pela primeira vez. No terceiro trimestre de 2026, o lucro foi de R$ 30,8 milhões, alta de 33,3% sobre o mesmo período do ano anterior; o grupo emitiu mais R$ 100 milhões em notas comerciais e começou a vender produtos nos supermercados Festval, no Paraná. No fim de 2025, o grupo somava 355 operações e cerca de 8,1 mil funcionários. Em 2022, a Forbes incluiu Durski pela primeira vez na lista de bilionários brasileiros, com patrimônio estimado em R$ 1,75 bilhão, na 194ª posição, depois de o aporte do Carlyle avaliar o Madero em cerca de R$ 4 bilhões. Ele não apareceu na lista de 2025. Segundo a apresentação institucional do grupo, Durski tem 60% do capital, e o fundo do Carlyle, 34,4%. Na política, Durski foi apoiador de primeira hora de Jair Bolsonaro e chegou a aderir aos protestos de março de 2020 a favor do então presidente e contra o Congresso. Depois, deixou de comentar o tema publicamente. Em abril de 2022, recebeu da Assembleia Legislativa do Paraná o título de cidadão benemérito, aprovado por 34 votos e uma abstenção. Durski é casado com a arquiteta Kethlen Durski. O restaurante Durski, que funcionou por 25 anos em Curitiba, fechou em dezembro de 2024. Em setembro de 2026, o casal anunciou que a casa será reaberta em Guaratuba, no litoral paranaense, depois de comprar uma casa de frente para a baía.
Carreira

Trajetória

  1. 2019 — atual
    Sócio do fundo Carlyle no Madero

    Fechou em 2019 a venda de cerca de 27% da rede ao fundo americano Carlyle e seguiu como controlador e CEO.

  2. 2017 — atual
    Criador da Hamburgueria Jeronimo

    Rede de hambúrgueres de conceito mais rápido lançada em 2017.

  3. 2005 — atual
    Fundador e CEO

    Criou a marca em 2005, em Curitiba; o nome veio da experiência com madeira.

  4. 1999 — atual
    Chef e fundador

    Abriu o restaurante de alta gastronomia no centro de Curitiba em 1999; a casa fechou em dezembro de 2024 e será reaberta em Guaratuba.

  5. 1983 — 1984
    Vereador

    Eleito pelo PDS aos 20 anos; renunciou antes de completar dois anos de mandato.

Projetos e Realizações

Iniciativas

Empresa2005
Madero
Rede de restaurantes

Marca de hambúrgueres e steak houses criada em 2005 e expandida pelo país com cozinha central em Ponta Grossa (PR).

Empresa2014
Madero Contêiner
Formato de restaurante

Formato lançado em 2014 com unidades montadas em contêineres.

Empresa2017
Jeronimo
Hamburgueria

Rede de hambúrgueres lançada em 2017 para não competir diretamente com o Madero.

Empresa1999
Restaurante Durski
Alta gastronomia

Restaurante aberto em 1999 em Curitiba, fechado em 2024 e com reabertura anunciada em Guaratuba em 2026.

Investimento2019
Sociedade com o Carlyle
Private equity

Venda de participação ao fundo americano por R$ 700 milhões em 2019 e novo aporte de R$ 300 milhões em 2021.

Na imprensa

Notícias de outros portais

05 de jul. de 2020

Luciano Huck deixa a sociedade da rede Madero

Luciano Huck vendeu toda a sua participação no Madero ao fundador, Junior Durski, por meio da Joa Investimentos, depois do desgaste causado pelas declarações do empresário sobre a pandemia.

Fonte: Catraca Livre

Causas

Causas e valores defendidos

Livre iniciativa

Defende o comércio aberto e criticou o fechamento de atividades na pandemia.

Vídeos

Aparições em vídeo

Perguntas frequentes

FAQ

Quem é Junior Durski?

Junior Durski é um empresário paranaense, fundador, controlador e CEO do Grupo Madero, rede de restaurantes das marcas Madero e Jeronimo.

Quantos anos tem Junior Durski?

Ele nasceu em 29 de março de 1962, em Prudentópolis (PR). Tem 64 anos.

Qual é o nome completo de Junior Durski?

O nome completo é Luiz Renato Durski Junior.

Junior Durski é bilionário?

A Forbes o incluiu na lista de bilionários brasileiros em 2022, com patrimônio estimado em R$ 1,75 bilhão. Ele não apareceu na lista de 2025.

O que Junior Durski disse na pandemia?

Em março de 2020, disse que o Brasil não poderia parar por 5 mil ou 7 mil mortes. Pediu desculpas, depois disse não estar arrependido e, em 2023, afirmou que não repetiria a frase.

O Madero está endividado?

A dívida chegou a R$ 1 bilhão em 2021 e foi renegociada a partir de 2023. Desde 2024 o grupo voltou a lucrar e, no terceiro trimestre de 2026, teve lucro de R$ 30,8 milhões.

Quem são os sócios do Madero?

Junior Durski tem cerca de 60% do capital, e um fundo do Carlyle tem 34,4%. Luciano Huck foi sócio até julho de 2020.

Por que o restaurante se chama Madero?

O nome vem da experiência de Durski com o comércio de madeira em Rondônia, onde trabalhou por cerca de 15 anos.

O Jeronimo é do mesmo dono que o Madero?

Sim. A hamburgueria Jeronimo foi criada por Junior Durski em 2017 e pertence ao Grupo Madero, assim como a Dundee.

Por que Luciano Huck saiu do Madero?

Huck vendeu sua participação ao fundador em julho de 2020, depois do desgaste causado pelas declarações de Durski sobre a pandemia.

Junior Durski apoia Bolsonaro?

Durski foi apoiador de Jair Bolsonaro e aderiu aos protestos a favor do então presidente em março de 2020. Depois, parou de comentar política publicamente.

Junior Durski é casado?

Sim. É casado com a arquiteta Kethlen Durski.

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