Foto oficial de Guilherme Leal

Guilherme Leal

Empresário, cofundador da Natura e filantropo

Em exercício desde 1979
Biografia

Resumo biográfico

Guilherme Peirão Leal é um empresário, filantropo e ativista socioambiental brasileiro, cofundador da Natura, uma das maiores empresas de cosméticos do país. Ao lado de Luiz Seabra e Pedro Passos, transformou a pequena loja da rua Oscar Freire, em São Paulo, num grupo internacional e numa referência em sustentabilidade. Em 2010, foi candidato a vice-presidente da República na chapa de Marina Silva, pelo Partido Verde. Tem 76 anos. Segundo a lista da Forbes Brasil de 2026, tem patrimônio de R$ 3,6 bilhões e ocupa a 105ª posição entre os bilionários brasileiros. Em abril de 2026, deixou o conselho de administração da Natura, com os outros dois fundadores, e passou a integrar um conselho consultivo sem poder de decisão, num momento em que a empresa tenta se recuperar da crise causada pela compra da Avon. Origem e formação Nasceu em Santos, no litoral paulista, em 22 de fevereiro de 1950, o mais novo de quatro irmãos. Formou-se em administração de empresas pela Universidade de São Paulo (USP). Antes da Natura, trabalhou em instituições financeiras e na Ferrovia Paulista S.A. (Fepasa). Natura Em 1979, depois de deixar a Fepasa, tornou-se sócio da Natura, então uma pequena loja de cosméticos fundada por Luiz Seabra. Entre os três sócios, foi o que liderou a aposta em conservação ambiental e desenvolvimento sustentável, que levou a empresa a usar a biodiversidade brasileira como base de inovação. No início dos anos 2000, a Natura lançou a linha Ekos, com ativos da biodiversidade, e se instalou na região Norte. A empresa é carbono neutro desde 2007 e criou, em 2011, um programa de investimentos na Amazônia. "As empresas devem ser agentes de transformações amplas na sociedade e não meros meios de geração de riqueza", costuma dizer Leal. Foi copresidente do conselho de administração da Natura. A expansão global e a crise da Avon A Natura comprou a australiana Aesop em 2013, a britânica The Body Shop em 2017 e anunciou em 2019 a compra da americana Avon, fechada em 2020 por US$ 2 bilhões, o que criou o quarto maior grupo de beleza do mundo. Em 2019, a Exame descreveu a estratégia como "a fórmula para ganhar o mundo". A integração da Avon, porém, não deu certo. Em agosto de 2022, a Natura &Co teve prejuízo de R$ 766 milhões no trimestre, e as ações caíram 10,36% num dia, com a Avon Internacional como a operação mais afetada, segundo o Money Times. Em 2024, o grupo fechou o ano com prejuízo de R$ 8,9 bilhões; em 14 de março de 2025, as ações caíram 29,94% num só pregão, o menor preço em mais de dois anos, segundo o Estadão. Depois de vender a Aesop e a The Body Shop em 2023, o grupo desistiu da ambição global e decidiu concentrar a estratégia na América Latina, segundo o InvestNews. Saída do conselho e entrada da Advent Em 30 de março de 2026, a Natura anunciou um novo acordo de acionistas de dez anos entre os fundadores e a saída de Seabra, Leal e Passos do conselho de administração. Os três passaram a um conselho consultivo, sem atribuições deliberativas, com a função de preservar os valores e a cultura da empresa. A gestora Advent fechou acordo para comprar entre 8% e 10% das ações e se tornar acionista de referência. Analistas chamaram a mudança de "reset institucional", segundo o Valor Econômico. Em agosto, a Advent atingiu 8%, entrou no bloco de controle e os acionistas dispensaram a oferta pública de ações; os fundadores e demais acionistas de referência mantêm cerca de 38,8% do capital, segundo a Forbes Brasil. Patrimônio Leal estreou na lista de bilionários da Forbes em 2006, com US$ 1,4 bilhão; em 2010, tinha US$ 2,1 bilhões. Em janeiro de 2025, doou ações aos filhos e reduziu sua participação na Natura &Co de 7,166% para 4,166%, segundo a Forbes Brasil. Na lista de 2026, aparece com R$ 3,6 bilhões. Candidatura em 2010 Em 2010, filiou-se ao Partido Verde e foi escolhido por Marina Silva para ser seu vice na disputa pela Presidência. A chapa foi oficializada na convenção nacional do PV em 10 de junho de 2010 e recebeu mais de 20 milhões de votos no primeiro turno. Leal foi o maior financiador da campanha, com doação de R$ 11,85 milhões. Em 2012, desfiliou-se do PV e ajudou a criar a Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (Raps), que forma lideranças políticas comprometidas com a sustentabilidade. Acusação de caixa dois Em junho de 2016, o colunista Lauro Jardim, do O Globo, publicou que o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, em negociação de delação premiada na Lava Jato, prometia relatar um pedido de contribuição para a campanha de Marina em 2010, que teria sido feito por Leal e pago fora da contabilidade oficial. Leal confirmou ter se encontrado com Pinheiro, mas negou ter tratado de caixa dois: disse que a OAS sinalizou apoio "certamente dentro dos termos da lei" e que "qualquer outra insinuação é uma inverdade". Marina Silva também negou ter usado recursos não declarados. Filantropia e causas Leal é fundador e ex-presidente do Instituto Ethos, que ajuda empresas a adotar práticas socialmente responsáveis, e participou da criação da Fundação Abrinq, pelos direitos da criança, e do Instituto Akatu, pelo consumo consciente. Integrou os conselhos do WWF-Brasil e do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e, em 2007, ajudou a fundar o Movimento Nossa São Paulo. Faz parte do B Team, grupo de líderes globais que defendem um novo modelo de capitalismo. Em 2008, criou o Instituto Arapyaú, que apoia projetos de desenvolvimento sustentável e ajudou a formar a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, a iniciativa Uma Concertação pela Amazônia e o MapBiomas. A sede nasceu na vila de Serra Grande, em Uruçuca, no sul da Bahia, onde Leal comprou um terreno em 2006. Ali, o instituto apoia a cadeia do cacau cultivado à sombra da Mata Atlântica, no sistema cabruca. Em 2016, Leal fundou a marca de chocolates Dengo, que compra cacau de pequenos produtores da região e tem a meta de dobrar a renda de pelo menos 3 mil famílias até 2030. Defesa da democracia Em 2018, assinou o manifesto "Pela democracia, pelo Brasil", contra a candidatura de Jair Bolsonaro. Em agosto de 2022, assinou a "Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito", da Faculdade de Direito da USP. "Sem política não se muda o país", costuma dizer. Linha do tempo 1950: nasce em Santos (SP), em 22 de fevereiro. 1979: torna-se sócio da Natura. 2006: estreia na lista de bilionários da Forbes. 2008: cria o Instituto Arapyaú. 2010: é candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva. 2012: deixa o PV e ajuda a criar a Raps. 2016: funda a Dengo; nega acusação de caixa dois feita por delator da OAS. 2020: a Natura conclui a compra da Avon. 2024: o grupo tem prejuízo de R$ 8,9 bilhões. 2026: deixa o conselho de administração da Natura; a Advent entra como acionista de referência.
Carreira

Trajetória

  1. 2026 — atual
    Conselheiro consultivo da Natura

    Órgão sem atribuições deliberativas.

  2. 2016 — atual
    Fundador da Dengo

    Chocolates de cacau de pequenos produtores do sul da Bahia.

  3. 2012 — atual
    Cofundador da Raps

    Rede de Ação Política pela Sustentabilidade.

  4. 2010 — 2010
    Candidato a vice-presidente da República

    Na chapa de Marina Silva, pelo PV.

  5. 2008 — atual
    Fundador do Instituto Arapyaú

    Sede em Serra Grande, Uruçuca (BA).

  6. 1979 — atual
    Sócio da Natura

    Entrou na empresa quando era uma pequena loja na rua Oscar Freire.

Projetos e Realizações

Iniciativas

Empresa
Natura Ekos
Biodiversidade

Linha de cosméticos com ativos da biodiversidade brasileira.

Filantropia2008
Instituto Arapyaú
Desenvolvimento sustentável

Apoia a cadeia do cacau no sul da Bahia, o MapBiomas e a Coalizão Brasil Clima.

Empresa2016
Dengo
Chocolates

Meta de dobrar a renda de 3 mil famílias produtoras até 2030.

Causa2012
Raps
Política e sustentabilidade

Rede que forma lideranças políticas.

Filantropia
Instituto Ethos
Responsabilidade social

Fundou e presidiu o instituto.

Causa2007
Movimento Nossa São Paulo
Cidade sustentável

Um dos fundadores.

Na imprensa

Notícias de outros portais

Causas

Causas e valores defendidos

Meio ambiente e Amazônia

Instituto Arapyaú, Coalizão Brasil Clima, MapBiomas e Uma Concertação pela Amazônia.

Responsabilidade social empresarial

Fundador do Instituto Ethos e membro do B Team.

Democracia

Assinou manifestos em 2018 e 2022.

Vídeos

Aparições em vídeo

Perguntas frequentes

FAQ

Quem é Guilherme Leal?

É cofundador da Natura, filantropo e foi candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva em 2010.

Quantos anos tem Guilherme Leal?

Tem 76 anos. Nasceu em Santos (SP) em 22 de fevereiro de 1950.

Qual é a fortuna de Guilherme Leal?

Segundo a Forbes Brasil de 2026, R$ 3,6 bilhões, na 105ª posição entre os bilionários do país.

Guilherme Leal ainda é dono da Natura?

É acionista e integra o bloco de controle, com 4,166% das ações em 2025, depois de doar parte aos filhos. Desde abril de 2026, está no conselho consultivo, e não mais no de administração.

Quem são os fundadores da Natura?

Luiz Seabra, que abriu a loja, e os sócios Guilherme Leal, que entrou em 1979, e Pedro Passos.

Guilherme Leal foi vice de Marina Silva?

Foi candidato a vice na chapa de Marina Silva pelo PV em 2010. A chapa teve mais de 20 milhões de votos.

Qual é a formação de Guilherme Leal?

É formado em administração de empresas pela Universidade de São Paulo (USP).

Guilherme Leal é dono da Dengo?

Sim. Fundou a marca de chocolates em 2016, com cacau de pequenos produtores do sul da Bahia.

O que é o Instituto Arapyaú?

É a organização de desenvolvimento sustentável que Leal criou em 2008, com sede em Serra Grande, no sul da Bahia.

Guilherme Leal foi citado na Lava Jato?

Em 2016, o delator Léo Pinheiro, da OAS, prometeu relatar suposto caixa dois na campanha de 2010. Leal confirmou ter se reunido com ele, mas negou ter tratado de recursos ilegais.

Por que a Natura entrou em crise?

A compra da Avon, em 2020, trouxe dificuldades de integração e custos altos. Em 2024, o grupo teve prejuízo de R$ 8,9 bilhões.

Quem é o dono da Natura e da Dengo?

Guilherme Leal é cofundador e acionista da Natura e fundou a Dengo em 2016. A Natura é controlada por um bloco dos fundadores e outros acionistas de referência, com cerca de 38,8% do capital.

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