Foto oficial de Luiza Helena Trajano

Luiza Helena Trajano

Empresária, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza

Em exercício desde 2013
Biografia

Resumo biográfico

Luiza Helena Trajano Inácio Rodrigues é uma empresária paulista, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, uma das maiores redes de varejo do país, e fundadora do Grupo Mulheres do Brasil. Sobrinha dos fundadores da loja aberta em Franca em 1957, comandou a empresa a partir de 1991, levou o Magalu à Bolsa em 2011 e passou a presidência executiva ao filho Frederico Trajano em 2016. Em 2021, foi incluída pela revista Time na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo. Segundo a lista Forbes Brasil 2026, ela e a família têm patrimônio de R$ 1 bilhão, ante R$ 1,1 bilhão no ano anterior. Em 2020, no auge das ações do Magalu, chegou a figurar entre os dez brasileiros mais ricos e como a mulher mais rica do país. Origem e família Luiza Helena nasceu em Franca, no interior de São Paulo, em 9 de outubro de 1948, e tem 78 anos. É filha de Jacira Trajano Inácio e Clarismundo Inácio, de uma família de comerciantes. Começou a trabalhar aos 12 anos, nas férias escolares, na loja dos tios Luiza Trajano Donato e Pelegrino José Donato, porque, como conta, gostava de dar presentes. Aos 18 anos, passou a trabalhar efetivamente na empresa. Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Franca em 1972. Algumas biografias publicadas na internet indicam 1951 como ano de nascimento, mas a data de 1948 é a usada pela Wikipédia e por perfis jornalísticos recentes. Ficou viúva em 2009 e tem três filhos, entre eles Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza. A tia Luiza Trajano Donato, que deu nome à rede e escolheu a sobrinha para tocar os negócios no início dos anos 1990, porque não tinha filhos, morreu em Franca em 12 de fevereiro de 2024, aos 97 anos. Nascida em Cristais Paulista, ela tinha se mudado para Franca para trabalhar como vendedora. No dia da morte, as lojas do Magazine Luiza em Franca fecharam, e Luiza Helena escreveu que a tia era "uma das maiores referências" da vida dela. Da Cristaleira ao Magalu A loja de presentes comprada pelos tios em 1957 chamava-se A Cristaleira e foi rebatizada pelos fregueses de Magazine Luiza, em homenagem à tia, considerada a melhor vendedora da cidade. Luiza Helena passou por setores como cobrança e vendas até assumir a liderança da empresa como diretora-superintendente, em 1991. Sob o comando dela, a rede criou em 1992 as primeiras lojas virtuais, com vendas pela televisão, lançou a Liquidação Fantástica de janeiro e avançou para o Paraná, Mato Grosso do Sul, Triângulo Mineiro e, a partir de 2010, para o Nordeste. O site de comércio eletrônico entrou no ar em 2000. No mesmo ano, foi a primeira mulher, e a dona da única varejista de capital fechado, homenageada no prêmio "Os Bem Sucedidos", da Bovespa. Vieram as compras das Lojas Líder, Lojas Base, Kilar, Madol e, em 2008, a abertura de 46 lojas no mesmo dia em São Paulo. Em agosto de 2011, a presidente Dilma Rousseff a convidou para comandar a futura Secretaria da Micro e Pequena Empresa. Ela disse estar "lisonjeada" e pediu tempo para decidir, mas acabou não aceitando. Em janeiro de 2014, viralizou depois de rebater, no programa Manhattan Connection, da GloboNews, o jornalista Diogo Mainardi, que perguntou quando ela venderia o Magazine Luiza para a Amazon e criticou o varejo brasileiro. Ela disse que a imprensa mostrava "apenas a metade vazia do copo" e, no dia seguinte, enviou a ele dados do IDV que mostravam queda da inadimplência em 2013. O Magazine Luiza abriu capital em 2011. Capitalizada, a empresa comprou o Baú da Felicidade, a Netshoes, a Estante Virtual, a KaBuM! e a Época Cosméticos, entre outras, e virou uma plataforma digital com marketplace. Em 2016, Frederico Trajano assumiu como CEO, e Luiza Helena passou à presidência do Conselho de Administração, cargo que ocupa em 2026. A troca veio num momento difícil: com a recessão e dívidas altas, o valor de mercado da empresa tinha caído para menos de R$ 200 milhões em novembro de 2015, e a consultoria Galeazzi conduzia um corte de custos. Quando Frederico assumiu, em janeiro de 2016, a companhia valia R$ 392 milhões; em setembro de 2017, valia R$ 13,2 bilhões, e a dívida tinha caído de R$ 854 milhões para R$ 268 milhões. O Magalu em 2026 Os resultados recentes são mais fracos. O Magalu teve prejuízo de R$ 33,9 milhões no primeiro trimestre de 2026 e prejuízo ajustado de R$ 50,4 milhões no segundo, com receita líquida de R$ 8,9 bilhões, queda de 2,6%; as vendas das lojas físicas subiram 10,3%, e as do comércio eletrônico caíram 11,9%. Em setembro de 2026, as ações subiram 55,09%, a maior alta mensal desde janeiro de 2023, depois do anúncio de uma parceria com o Mercado Livre, do lançamento de um serviço de entrega de comida em mais de 400 cidades e do quinto corte seguido da Selic, para 13,75%. Mesmo assim, acumulavam queda de 14,42% no ano até 1º de outubro. Pela parceria, o Magalu passou a vender cerca de 27 mil itens de estoque próprio, além de produtos da KaBuM! e da Época Cosméticos, no marketplace do Mercado Livre, em termos parecidos com os de um acordo fechado com a Amazon em junho. O grupo também lançou a aba "Magalu Delivery", com restaurantes, supermercados e farmácias da Aiqfome, plataforma de entregas comprada em 2020. A administração estimou que 75% dos compradores no Mercado Livre seriam clientes novos. Entre as aquisições do período em que ela presidia o conselho, a Netshoes foi comprada em junho de 2019 por cerca de US$ 115 milhões, depois de uma disputa com a Centauro em que a oferta inicial, de US$ 62 milhões, subiu 85% e foi aprovada por 90,32% dos acionistas da Netshoes, e a KaBuM!, em 2021, por R$ 3,5 bilhões, R$ 1 bilhão em dinheiro e o restante em ações. Os fundadores da KaBuM!, os irmãos Ramos, passaram a acusar o Magalu de usar manobras contábeis para reduzir o valor devido; a empresa diz cumprir rigorosamente o contrato. Patrimônio A fortuna de Luiza Helena acompanha as ações do Magalu, das quais a família é a maior acionista. Em 2020, ela estava na oitava posição entre os bilionários brasileiros da Forbes e era a mulher mais rica do país. No início de 2021, a revista estimava US$ 4,4 bilhões. Com a queda das ações, o patrimônio recuou mais de 70% até o fim daquele ano, e em 2022 ela chegou a sair da lista de bilionários. Voltou ao ranking em fevereiro de 2023. Na lista Forbes Brasil 2026, calculada com as ações de 30 de junho, Luiza Helena e família aparecem com R$ 1 bilhão, na 21ª posição entre os bilionários do varejo. Mulheres do Brasil e causas Em 2013, fundou o Grupo Mulheres do Brasil, que começou com cerca de 40 participantes e reúne mais de 130 mil membros em comitês sobre igualdade racial e de gênero, educação, empreendedorismo e combate à violência contra a mulher. O grupo defende cotas para mulheres em cargos de comando. Em agosto de 2026, no Summit Mulheres Profissões, organizado pelo grupo, ela pediu ao ministro do Trabalho, Luiz Marinho, uma lei que garanta 50% de mulheres em cargos de liderança: "Eu queria que você comprasse essa briga conosco". O painel, chamado "No sofá com Luiza", teve também a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e os ministros Márcia Lopes e Pedro Teixeira, e o evento recebeu a ministra do STF Cármen Lúcia. Contou que começou as campanhas contra a violência doméstica depois que uma funcionária do Magalu foi morta, cerca de dez anos antes, e afirmou que, na empresa, "quem pratica [assédio] é demitido por justa causa". Em 2020, o Magalu lançou o primeiro programa de trainee exclusivo para pessoas negras de uma grande empresa brasileira, o que gerou ataques nas redes. Segundo a empresa, 53% dos funcionários eram negros, mas só 16% dos líderes. Em entrevista ao Roda Viva, em outubro de 2020, Luiza Helena disse que se achava não racista até entender o racismo estrutural: "O dia que entendi até chorei". Em outubro de 2021, falou sobre o programa num encontro do projeto de inclusão de jovens negros do Ministério Público do Trabalho em Campinas. Um defensor público federal, Jovino Bento Júnior, entrou com ação pedindo R$ 10 milhões por danos morais coletivos e chamou o programa de "marketing de lacração"; a própria Defensoria Pública da União e outros defensores defenderam a empresa. Em novembro de 2022, a Justiça do Trabalho do Distrito Federal julgou a ação improcedente, afirmando que o programa "demonstra iniciativa de inclusão social". Luiza Helena se diz "completamente a favor das cotas como um processo transitório para acertar desigualdades". Em 2022, depois de ser chamada de "empresária socialista" por Jair Bolsonaro, disse ao UOL ser "socialista desde os dez anos de idade e feminista". Ela também integrou o Conselho Público Olímpico dos Jogos Rio 2016, nomeada por Dilma Rousseff em junho de 2015 para a vaga de Henrique Meirelles, como representante do governo federal na instância máxima da Autoridade Pública Olímpica. Em julho de 2016, caiu enquanto carregava a tocha olímpica em Franca e brincou depois: "Emoção tão grande que caí". Foi copresidente do Fórum Econômico Mundial para a América Latina em 2018. Política sem partido No início de 2021, liderou o movimento "Unidos pela Vacina", da sociedade civil, que se propôs a remover entraves para a compra e distribuição de vacinas contra a covid-19, sem comprar imunizantes. Diante da repercussão, divulgou nota dizendo: "Não sou candidata a presidente do Brasil nem sou filiada a nenhum partido político". Em novembro de 2025, numa conferência de estudantes brasileiros em Boston, contou que em 2018 conversou com Gilberto Kassab sobre ser uma "terceira via", mas desistiu no último dia do prazo, e que, quando seu nome foi citado como possível vice de Lula, pagou um preço: "Lula nunca me chamou, mas paguei um preço. O outro lado dizia que eu ia quebrar". Resumiu: "Eu sou uma política, mas não posso ser partidária", porque tem uma empresa de família ligada ao seu nome. Na mesma palestra, atribuiu parte do sucesso à "capacidade fuçativa", de fazer perguntas e escutar, e criticou executivos que "ficam na bolha": "ser metido está fora de moda. Eu vivo do cliente". Atuação pública em 2025 e 2026 Luiza Helena é presença frequente em debates sobre juros e economia. Em fevereiro de 2025, em encontro na Fiesp, pediu ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que a autoridade parasse de anunciar altas da taxa Selic, dizendo que "as empresas não aguentam mais". Em março de 2026, disse à CNN Brasil que esperava havia um ano pelo corte dos juros. Já em maio de 2023, num evento do BNDES, cobrava um sinal de queda da Selic, então em 13,75%: "Se não vier vai ser muito triste". Na abertura do B20, fórum empresarial do G20, em São Paulo, em outubro de 2024, pediu aos colegas que saíssem "do mundo de diagnóstico" e passassem ao "mundo de fazer acontecer". Em maio de 2026, foi atração do palco principal do Gramado Summit, patrocinado pela Magalu Cloud. Em setembro de 2026, foi uma das 157 signatárias do manifesto "Pela Lei e pelo Brasil", com Armínio Fraga e Luciano Huck, que pediu apuração e um código de conduta ao Supremo Tribunal Federal (STF) diante da crise aberta pelos desdobramentos do caso Banco Master. Em junho, recebeu em Madri, das mãos do rei Felipe VI, o South Summit Leadership Award, e está escalada para dividir com Chieko Aoki, fundadora da Blue Tree Hotels, o painel "Mulheres que Constroem Marcas Fortes" no Meeting Festuris, em Gramado, em 14 de novembro de 2026. Prêmios Entre as honrarias que recebeu estão o Prêmio Claudia de Negócios (2003), o título de Administradora Emérita do Conselho Regional de Administração (2004), a eleição como líder de melhor reputação do país pelo ranking Merco por quatro anos seguidos até 2021, a inclusão no Hall da Fama do World Retail Congress (2018) e a Ordem de Rio Branco, no grau de Comendador (2023). Também foi eleita personalidade do ano de 2020 pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos e pela revista IstoÉ Dinheiro, e o Financial Times a incluiu em 2021 entre as 25 mulheres mais influentes do mundo. Recebeu títulos de cidadã de São Paulo (2013), Araraquara (2015), Guarulhos (2018), João Pessoa (2019) e Recife (2020).
Carreira

Trajetória

  1. 2021 — atual
    Líder do movimento Unidos pela Vacina

    Iniciativa da sociedade civil na pandemia.

  2. 2018 — 2018
    Cogitada como candidata de "terceira via"

    Conversas com Gilberto Kassab; desistiu no último dia do prazo.

  3. 2018 — 2018
    Copresidente do Fórum Econômico Mundial para a América Latina

    Edição realizada em São Paulo.

  4. 2016 — atual
    Presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza

    Frederico Trajano assumiu como CEO.

  5. 2015 — 2016
    Integrante do Conselho Público Olímpico

    Representante do governo federal nos Jogos Rio 2016.

  6. 2013 — atual
    Fundadora do Grupo Mulheres do Brasil

    Movimento pela igualdade de gênero e racial.

  7. 2011 — 2011
    Convidada para a Secretaria da Micro e Pequena Empresa

    Convite de Dilma Rousseff, não aceito.

  8. 1991 — 2015
    Diretora-superintendente do Magazine Luiza

    Lojas virtuais, Liquidação Fantástica, expansão nacional e IPO em 2011.

  9. 1972 — 1972
    Bacharel em Direito

    Faculdade de Direito de Franca.

  10. 1966 — 1991
    Funcionária do Magazine Luiza

    Trabalho efetivo a partir dos 18 anos, em setores como cobrança e vendas.

Projetos e Realizações

Iniciativas

Empresa1957
Magazine Luiza (Magalu)
Rede de varejo e plataforma digital

Nasceu da loja A Cristaleira, em Franca; abriu capital em 2011 e comprou Netshoes, KaBuM! e Época Cosméticos.

Organização social2013
Grupo Mulheres do Brasil
Organização da sociedade civil

Comitês de igualdade racial, educação, empreendedorismo e combate à violência contra a mulher.

Diversidade2020
Trainee para pessoas negras
Programa do Magalu

Primeiro programa de trainee exclusivo para pessoas negras de uma grande empresa brasileira, em 2020.

Na imprensa

Notícias de outros portais

Causas

Causas e valores defendidos

Igualdade de gênero

Defende cotas para mulheres em cargos de comando, pelo Grupo Mulheres do Brasil.

Igualdade racial

Defende cotas como processo transitório para corrigir desigualdades.

Combate à violência contra a mulher

Incentiva denúncias e campanhas do grupo e do Magalu.

Vídeos

Aparições em vídeo

Perguntas frequentes

FAQ

Quem é Luiza Helena Trajano?

É uma empresária de Franca (SP), presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza e fundadora do Grupo Mulheres do Brasil. Comandou a rede de 1991 até 2015.

Qual a idade de Luiza Trajano?

Luiza Helena Trajano tem 78 anos. Nasceu em 9 de outubro de 1948, em Franca (SP).

Qual é a fortuna de Luiza Trajano?

A lista Forbes Brasil 2026 estima o patrimônio dela e da família em R$ 1 bilhão. Em 2020, chegou a ser a mulher mais rica do Brasil.

Como a Luiza Trajano ficou rica?

Com o crescimento do Magazine Luiza, que ela transformou de rede regional em uma das maiores varejistas do país. A família é a maior acionista da empresa, listada na Bolsa desde 2011.

Quem é o atual dono do Magazine Luiza?

A família Trajano é a maior acionista do Magalu, empresa de capital aberto. O CEO é Frederico Trajano, filho de Luiza Helena, que preside o conselho.

Quais são as empresas de Luiza Trajano?

O grupo Magazine Luiza, que reúne marcas como Netshoes, KaBuM!, Época Cosméticos e Estante Virtual.

O que aconteceu com Luiza Trajano?

Ela segue na presidência do conselho do Magalu e em atividade pública. Em 2026, recebeu o South Summit Leadership Award e assinou o manifesto "Pela Lei e pelo Brasil".

Luiza Trajano é a fundadora do Magazine Luiza?

Não, a loja foi comprada em 1957 pelos tios dela, Luiza Trajano Donato e Pelegrino José Donato. Luiza Helena assumiu o comando em 1991.

Luiza Trajano tem filhos?

Sim, tem três filhos. Um deles, Frederico Trajano, é o CEO do Magazine Luiza.

Qual a formação de Luiza Trajano?

É formada em Direito pela Faculdade de Direito de Franca, em 1972.

O que é o Grupo Mulheres do Brasil?

É a organização fundada por Luiza Trajano em 2013 para defender a igualdade de gênero e racial. Reúne mais de 130 mil membros.

Luiza Trajano é viva?

Sim. Quem morreu em fevereiro de 2024, aos 97 anos, foi a tia dela, Luiza Trajano Donato, fundadora do Magazine Luiza.

Luiza Trajano já foi candidata?

Não, ela diz não ser filiada a partido. Em 2018, conversou com Gilberto Kassab sobre uma candidatura de "terceira via", mas desistiu.

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