Foto oficial de Magda Chambriard

Magda Chambriard

Presidente da Petrobras

Em exercício desde 2024
Biografia

Resumo biográfico

Magda Chambriard é presidente da Petrobras desde 24 de maio de 2024, indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o lugar de Jean Paul Prates. Engenheira civil, trabalhou 22 anos na própria estatal e foi diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP) de 2012 a 2016, no governo Dilma Rousseff. É a segunda mulher a comandar a Petrobras, depois de Graça Foster. Em 2026, conduziu as primeiras descobertas de petróleo da estatal na bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá, e enfrentou críticas de analistas sobre interferência do governo na empresa. Depois da reeleição de Lula, em 25 de outubro, as ações da Petrobras caíram cerca de 10%, e uma declaração dela sobre a queda levou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a pedir explicações à companhia. Formação e carreira na Petrobras Magda Maria de Regina Chambriard nasceu em 30 de junho de 1957, no Rio de Janeiro, e tem 69 anos. Formou-se em engenharia civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1979 e fez pós-graduação em engenharia química na Coppe/UFRJ. Entrou na Petrobras em 1980, como engenheira estagiária, e fez cursos de engenharia de reservatórios e de produção na universidade corporativa da empresa. Trabalhou por mais de 20 anos na área de produção da estatal. Na ANP (2002-2016) Em 2002, foi cedida à ANP como assessora de diretoria. Em 2005, assumiu a Superintendência de Exploração e, a partir de 2006, também a de Definição de Blocos. Em novembro de 2008, depois de sabatina no Senado, tomou posse como diretora da agência. Em março de 2012, Dilma Rousseff a nomeou diretora-geral, no lugar de Haroldo Lima. Na época, O Globo revelou que ela havia recebido salários da Petrobras durante os seis primeiros anos na agência. O pagamento era legal: a lei do funcionalismo federal permite ao servidor cedido manter o salário do órgão de origem, e ela recebia ainda 60% da gratificação do cargo na ANP. O jornal registrou críticas por possível conflito de interesses. Na gestão dela, a ANP realizou em 2013 o leilão do campo de Libra, o primeiro do pré-sal no regime de partilha, vencido por um consórcio de Petrobras, Shell, Total e duas estatais chinesas. Em 2013, em entrevista à BBC em Londres, afirmou que a OGX, de Eike Batista, não poderia ceder a parceiros os direitos sobre blocos arrematados antes de assinar os contratos. Em novembro de 2014, depôs à CPI mista da Petrobras e se recusou a comentar as denúncias de superfaturamento na refinaria Abreu e Lima, mas defendeu a obra. Em março de 2015, disse à Câmara que a Petrobras nunca havia pedido autorização à ANP para as refinarias Premium I e II, no Maranhão e no Ceará, paralisadas depois de consumir cerca de R$ 2,6 bilhões. Deixou a agência em dezembro de 2016, substituída por Décio Oddone, e passou a atuar como consultora no setor de energia. Presidente da Petrobras Lula a indicou em 14 de maio de 2024, depois de demitir Jean Paul Prates, que estava em atrito com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. O conselho de administração a elegeu em 24 de maio, e ela assumiu o cargo no mesmo dia. Na cerimônia de posse, em 19 de junho, na sede da empresa no Rio, disse que a gestão estava "totalmente alinhada" com a visão de Lula e do governo, "acionistas majoritários". A remuneração mensal informada na época era de R$ 130 mil, além de cerca de R$ 1,4 milhão por ano em bônus, segundo O Globo. Em junho de 2024, demitiu dois diretores e levou um executivo da Previ para a diretoria financeira. Na primeira entrevista, defendeu o investimento em fertilizantes, mas disse que a Petrobras "não rasgará dinheiro". Herdou o contrato com a Unigel para arrendar fábricas de fertilizantes, assinado em dezembro de 2023. Uma apuração interna da Petrobras com a KPMG não encontrou irregularidades. Em julho de 2024, o Tribunal de Contas da União concluiu que houve irregularidades, como a subestimação dos riscos. O contrato, de R$ 759,2 milhões, foi encerrado em junho de 2024 sem entrar em vigor. Sobre dividendos, afirmou em novembro de 2024 que "não há mérito nenhum em empilhar dinheiro" e que a estatal distribuiria o que não precisasse reter para investir. Em abril de 2025, o conselho a reconduziu ao cargo, com mandato até 13 de abril de 2027. Em agosto de 2025, perdeu uma disputa com Silveira pela Ouvidoria-Geral da Petrobras: ela defendia uma gerente da área de conformidade, e o conselho escolheu a delegada da Polícia Federal Cristina Bueno Camatta, aliada do ministro. Em julho de 2026, segundo O Globo, Silveira atuou para manter Camatta na Petrobras depois de o governo convocar de volta delegados da PF cedidos a outros órgãos. Em outubro de 2025, depois de o Ibama liberar a perfuração na Foz do Amazonas, disse que o licenciamento foi "absolutamente técnico" e elogiou o órgão. Combustíveis, Braskem e gás em 2026 Em março de 2026, atribuiu a alta do diesel à guerra no Oriente Médio. Em abril, a Petrobras demitiu o diretor de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Schlosser, depois de críticas de Lula a um leilão de gás de cozinha, e analistas ouvidos pelo Estadão viram sinal de intervenção. Em maio, ela disse que o reajuste da gasolina viria "já já" e que estatal e governo preparavam uma subvenção para reduzir o impacto. No mesmo mês, criticou nas redes a venda da BR Distribuidora, da Liquigás e da refinaria de Mataripe: "Para quem foi bom?" Em abril de 2026, foi eleita presidente do conselho de administração da Braskem, depois do novo acordo de acionistas firmado pela Petrobras com a IG4 Capital. Em setembro, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou, a pedido de Renan Calheiros, convite para ela explicar a participação das vítimas do afundamento do solo em Maceió nas negociações sobre a petroquímica. No mesmo mês, disse que a Petrobras não faria aporte sozinha na Braskem. Em agosto, depois de a ANP abrir consulta pública sobre o "gas release", programa para reduzir a concentração no mercado de gás, afirmou que a Petrobras "não é ONG" e poderia rever projetos. Na apresentação do lucro do segundo trimestre, o terceiro maior da história da empresa para um trimestre, disse que "meta é para os fracos". Foz do Amazonas e eleição de 2026 Em 17 de agosto de 2026, ao lado de Lula, confirmou a descoberta de petróleo no poço Morpho, no bloco FZA-M-59, a 175 quilômetros da costa do Amapá: "Tem petróleo, não sabemos o quanto". Em 2 de outubro, anunciou uma segunda descoberta no mesmo poço e disse que "tudo indica" a abertura de uma nova fronteira exploratória. Em 26 de outubro, um dia depois da reeleição de Lula contra Flávio Bolsonaro, as ações da Petrobras caíam cerca de 10%. Em entrevista à Reuters, ela chamou a queda de "movimento especulativo" e disse: "A hora é de comprar (ações). Infelizmente não posso". A CVM pediu à Petrobras que confirmasse a entrevista e explicasse por que não divulgou fato relevante. Em 27 de outubro, a empresa respondeu que a fala não trouxe informação nova nem alteração de estratégia. Segundo O Globo, Lula deve mantê-la no comando da estatal. Linha do tempo 1957: nasce no Rio de Janeiro, em 30 de junho. 1979: forma-se em engenharia civil pela UFRJ. 1980: entra na Petrobras. 2002: é cedida à ANP. 2008: toma posse como diretora da ANP. 2012: é nomeada diretora-geral da ANP. 2016: deixa a agência. 2024: assume a presidência da Petrobras, em 24 de maio. 2025: é reconduzida até abril de 2027. 2026: anuncia descobertas na Foz do Amazonas e preside o conselho da Braskem.
Carreira

Trajetória

  1. 2026 — atual
    Presidente do conselho da Braskem

    Eleita pelos acionistas da petroquímica em 29 de abril de 2026.

  2. 2024 — atual
    Presidente da Petrobras

    Sucedeu Jean Paul Prates. É a segunda mulher no cargo, depois de Graça Foster.

  3. 2012 — 2016
    Diretora-geral da ANP

    Nomeada por Dilma Rousseff em março de 2012, no lugar de Haroldo Lima. Saiu em dezembro de 2016.

  4. 2008 — 2012
    Diretora da ANP

    Tomou posse em novembro de 2008, depois de sabatina no Senado.

  5. 2005 — 2008
    Superintendente de Exploração da ANP

    Responsável pela regulação e fiscalização da exploração; a partir de 2006, acumulou a Superintendência de Definição de Blocos.

  6. 2002 — 2005
    Assessora de diretoria da ANP

    Foi cedida pela Petrobras à agência reguladora.

  7. 1980 — 2002
    Engenheira da Petrobras

    Entrou como engenheira estagiária e trabalhou por mais de 20 anos na área de produção.

Projetos e Realizações

Iniciativas

Regulação2013
Leilão de Libra
ANP, outubro de 2013

Primeiro leilão do pré-sal no regime de partilha, vencido por Petrobras, Shell, Total e duas estatais chinesas.

Gestão2024
Política de dividendos
Petrobras, 2024

Defendeu distribuir o que a empresa não precisar reter para investir: "não há mérito nenhum em empilhar dinheiro".

Gestão2025
Recondução à presidência
Petrobras, abril de 2025

O conselho aprovou o novo mandato, até 13 de abril de 2027, junto com sete diretores.

Exploração2026
Descobertas na Foz do Amazonas
Petrobras, agosto e outubro de 2026

Duas descobertas de petróleo no poço Morpho, no bloco FZA-M-59, a 175 km da costa do Amapá.

Gestão2026
Novo arranjo da Braskem
Braskem, 2026

Assumiu a presidência do conselho da petroquímica depois do acordo de acionistas com a IG4 Capital.

Regulação2026
Reação ao gas release
Petrobras, agosto de 2026

Disse que a estatal poderia rever projetos se a ANP mudar as regras do mercado de gás.

Na imprensa

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Vídeos

Aparições em vídeo

Perguntas frequentes

FAQ

Quem é Magda Chambriard?

Magda Chambriard é engenheira civil e presidente da Petrobras desde maio de 2024. Foi diretora-geral da ANP de 2012 a 2016.

Qual a idade de Magda Chambriard?

Ela nasceu em 30 de junho de 1957, no Rio de Janeiro, e tem 69 anos.

Qual o salário do presidente da Petrobras?

Quando Magda Chambriard assumiu, em 2024, a remuneração informada era de R$ 130 mil por mês, mais cerca de R$ 1,4 milhão por ano em bônus, segundo O Globo.

Quem indicou Magda Chambriard para a Petrobras?

O presidente Lula, em maio de 2024, depois de demitir Jean Paul Prates. O conselho de administração a elegeu em 24 de maio.

Até quando vai o mandato de Magda Chambriard?

Foi reconduzida em abril de 2025, com mandato até 13 de abril de 2027. Segundo O Globo, Lula deve mantê-la no cargo depois da reeleição.

O que Magda Chambriard disse sobre a queda das ações da Petrobras?

Em 26 de outubro de 2026, chamou a queda de cerca de 10% de "movimento especulativo" e disse que "a hora é de comprar". A CVM pediu explicações, e a Petrobras respondeu que a fala não trouxe informação nova.

A Petrobras achou petróleo na Foz do Amazonas?

Sim. Magda confirmou a descoberta no poço Morpho, na costa do Amapá, em agosto de 2026 e anunciou uma segunda em outubro, mas a estatal ainda avalia se há valor comercial.

Magda Chambriard foi a primeira mulher a presidir a Petrobras?

Não. É a segunda, depois de Graça Foster, que comandou a empresa de 2012 a 2015, no governo Dilma Rousseff.

Magda Chambriard já trabalhou na Petrobras antes?

Sim. Entrou como engenheira estagiária em 1980 e ficou 22 anos na estatal, até ser cedida à ANP, em 2002.

Qual a relação de Magda Chambriard com a Braskem?

Desde abril de 2026, preside o conselho de administração da petroquímica. Em setembro, a CAE do Senado aprovou convite para ela falar sobre as vítimas do afundamento do solo em Maceió.

O que o TCU decidiu sobre o contrato da Petrobras com a Unigel?

Em julho de 2024, o TCU apontou irregularidades no contrato, assinado em dezembro de 2023, antes da gestão dela. O acordo foi encerrado em junho de 2024 sem entrar em vigor.

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