Foto oficial de Davi Alcolumbre

Davi Alcolumbre

Presidente do Senado e senador pelo Amapá

Em exercício desde 2023
Biografia

Resumo biográfico

Davi Alcolumbre é senador pelo Amapá, filiado ao União Brasil, e presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional pela segunda vez, no biênio 2025-2026. Foi eleito em fevereiro de 2025 com 73 dos 81 votos e articula a reeleição para o comando da Casa em fevereiro de 2027, com apoio da federação União-PP, do MDB e do PSD. O PL lançou Rogério Marinho contra ele. Em 2026, esteve no centro de três crises: a rejeição de Jorge Messias para o STF, as acusações do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que ele nega, e a pressão da oposição para abrir processos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes. Origem e formação David Samuel Alcolumbre Tobelem nasceu em 19 de junho de 1977, em Macapá, e tem 49 anos. É filho de comerciantes de origem judaica marroquina, donos de uma loja de autopeças em Macapá, onde ele trabalhou. Cursou ciências econômicas no Centro de Ensino Superior do Amapá, sem concluir o curso, e em 1996 entrou para a Associação Comercial e Industrial de Macapá. Judeu praticante, de tradição ortodoxa, foi o primeiro judeu a presidir o Senado e o primeiro amapaense a ocupar a Presidência da República, ainda que de forma interina. Vereador e deputado federal (2001-2015) Filiou-se ao PDT em 1999 e, no ano seguinte, aos 21 anos, foi eleito vereador de Macapá. Em 2002, elegeu-se deputado federal pelo PDT. Em 2005, migrou para o PFL, que em 2007 virou DEM, e foi reeleito em 2006 e 2010. Em 2009, licenciou-se para ser secretário de Obras de Macapá. Em 2009, propôs dar ao Aeroporto Internacional de Macapá o nome do tio Alberto Alcolumbre, e a homenagem foi aprovada. Em 2012, disputou a prefeitura da capital e ficou em quarto lugar, com 21.796 votos. No segundo turno, apoiou Clécio Luís (PSOL), numa aliança que chamou de "aliança pela moralidade", e em 2014 recebeu dele o apoio para o Senado. Na Câmara, era visto como um deputado do baixo clero. Em 2013, um levantamento do Estadão mostrou que ele usava toda a cota de combustível do gabinete num posto de um tio. Alcolumbre respondeu que a família era dona da maior parte dos postos do Amapá e que era "inviável não abastecer na empresa de parentes". Senador e primeira presidência do Senado (2015-2021) Em 2014, foi eleito o primeiro senador nascido no Amapá, com 36,3% dos votos válidos, contra 34,3% de Gilvam Borges (PMDB), candidato de José Sarney. Presidiu as comissões de Desenvolvimento Regional e de Meio Ambiente e, em 2017, a CPI do BNDES. Votou pelo impeachment de Dilma Rousseff em 2016. Em 2018, disputou o governo do Amapá e ficou fora do segundo turno, com 23,75% dos votos. Depois da derrota, pediu ajuda a Onyx Lorenzoni (DEM), futuro chefe da Casa Civil, para obter o apoio do presidente eleito Jair Bolsonaro na disputa pelo comando do Senado. À revista piauí, Onyx contou ter dito a Bolsonaro que "o maior construtor de relações do Congresso se chama Davi Alcolumbre". Com o apoio de opositores de Renan Calheiros e de parte da base do novo governo Bolsonaro, venceu a eleição para a presidência do Senado em 2 de fevereiro de 2019, com 42 votos. A sessão foi tumultuada. Na véspera, Alcolumbre, que era candidato, tentou conduzir a sessão preparatória, e a senadora Kátia Abreu tomou das mãos dele a pasta com a ordem do dia. No dia da eleição, a primeira votação foi anulada, e Renan retirou a candidatura no meio da segunda. Esperidião Amin (PP) ficou em segundo, com 13 votos. Senador de primeiro mandato, tornou-se o presidente mais jovem do Senado desde a redemocratização. No comando do Congresso, conduziu a aprovação da reforma da Previdência de 2019. Em 23 de outubro de 2019, com as viagens do presidente Bolsonaro e do vice Hamilton Mourão e a ausência de Rodrigo Maia, assumiu a Presidência da República por dois dias. Em 2020, ano da pandemia, foi alvo de ataques antissemitas na internet e devolveu ao governo a medida provisória que permitia ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, nomear reitores sem consulta às universidades, por considerá-la inconstitucional. Também pautou a emenda constitucional que adiou as eleições municipais daquele ano. CCJ e reeleição ao Senado (2021-2024) Depois de deixar a presidência da Casa, em 2021, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça por dois mandatos seguidos. Em 2022, pelo União Brasil, partido nascido da fusão do DEM com o PSL, foi reeleito senador com 196.087 votos (47,88%), para um mandato que vai até 2031. Segundo a piauí, o então governador Waldez Góes (PDT) desistiu de disputar a vaga num acordo com Alcolumbre e depois virou ministro da Integração de Lula. Segunda presidência do Senado (2025-2026) Em 1º de fevereiro de 2025, foi eleito presidente do Senado pela segunda vez, com 73 votos, contra 4 de Astronauta Marcos Pontes (PL) e 4 de Eduardo Girão (Novo). Descrito por analistas como um político pragmático, com canais abertos tanto com o governo quanto com a oposição, aprovou no primeiro ano pautas do governo Lula como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Também dividiu com o presidente da Câmara, Hugo Motta, notas conjuntas sobre o tarifaço de Donald Trump, em que defenderam diálogo diplomático e comercial e lembraram que a Lei da Reciprocidade poderia ser usada. Em 2025, disse ser vítima de intolerância religiosa, ficou incomunicável por 24 horas no Yom Kippur e expressou "solidariedade ao povo de Israel" depois do assassinato de dois funcionários da embaixada israelense em Washington. Áudio contra o prefeito de Macapá Em março de 2026, o Metrópoles divulgou um áudio em que Alcolumbre orienta o prefeito interino de Macapá, Pedro DaLua (União Brasil), a procurar sozinho, "sem advogado", o desembargador que julgaria uma ação contra o prefeito eleito afastado, Antonio Furlan (PSD), seu adversário político. No áudio, ele chama o magistrado de "meu irmão" e diz ter pedido ajuda para "restabelecer a autoridade do presidente da Câmara" de Vereadores. A disputa era sobre o veto de Furlan ao aumento do orçamento da Câmara Municipal de R$ 3,9 milhões para R$ 5 milhões, que a Justiça acabou determinando. "O prefeito de Macapá tem muita força e tem muito poder, mas ele não pode tudo", diz a voz atribuída ao senador. Rejeição de Messias para o STF Alcolumbre queria o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco na vaga de Luís Roberto Barroso no STF, mas Lula indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias. Em 29 de abril de 2026, o Senado rejeitou Messias por 42 votos a 34, a primeira rejeição de um indicado ao Supremo desde 1894, no governo Floriano Peixoto. Segundo a Agência Pública, Alcolumbre disse ao líder do PL, Sóstenes Cavalcante, antes da votação: "Faça a sua parte, que eu faço a minha". Para o cientista político Creomar de Souza, ouvido pela BBC, a rejeição foi uma vitória de Alcolumbre, mas teria "efeito rebote", e mostrou a dificuldade de Lula de montar uma base sólida no Congresso no terceiro mandato. A votação secreta durou pouco mais de sete minutos, e a oposição comemorou em frente ao plenário. Caso Master Em junho de 2026, a revista Veja publicou que uma proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, rejeitada pela Polícia Federal, citava um suposto pagamento de US$ 30 milhões a Alcolumbre. Ele classificou a acusação como "absolutamente falsa", disse que nunca recebeu dinheiro em contas no Brasil ou no exterior e anunciou medidas judiciais contra o banqueiro. "Não aceitarei intimidação, ameaça ou chantagem", afirmou no plenário, onde recebeu a solidariedade de colegas. Na mesma semana, defendeu o líder do governo, Jaques Wagner (PT), alvo de operação da PF no caso, e disse que a presunção de inocência tinha de prevalecer. Em setembro, a Veja revelou mensagens extraídas do celular de Vorcaro em que Alcolumbre chama o banqueiro de "meu amor" e de "irmão" para "a vida toda", ao agradecer pelos parabéns por sua eleição em 2025. Alcolumbre disse que as "supostas mensagens" não indicam "ilegalidade alguma". Crise no STF e pressão por impeachment de Moraes Em setembro, depois da divulgação de mensagens entre Alexandre de Moraes e Vorcaro, a oposição pressionou Alcolumbre a abrir os pedidos de impeachment contra o ministro. Ele disse que "não é normal" haver 109 pedidos contra ministros do Supremo e lembrou que "todo mundo esqueceu" o pedido de R$ 130 milhões feito a Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro. Áudios obtidos pela PF mostram Flávio Bolsonaro negociando com o banqueiro pagamentos que, segundo o senador, bancariam a produção. Para parlamentares ouvidos por O Globo, o movimento era de sobrevivência política e buscava evitar o fortalecimento de André Mendonça, relator dos casos Master e INSS no STF, com quem Alcolumbre se desgastou na indicação dele à Corte, quando presidia a CCJ. O senador Carlos Viana (Podemos) o representou ao Conselho de Ética por omissão e pediu o afastamento dele da presidência. Alcolumbre condenou os ataques que recebia nas redes sociais. No mesmo mês, Moraes afirmou num despacho que um relatório da PF apontava que o ministro André Mendonça havia direcionado investigações contra Alcolumbre, tratado como "provável alvo estratégico". Segundo O Globo, Alcolumbre, próximo de Moraes, passou a se distanciar de Flávio Bolsonaro e se reaproximou de Lula. Em agosto, depois de um encontro no Palácio da Alvorada, disse que "o diálogo foi restabelecido". Pauta do Senado em 2026 Em 1º de setembro, o Senado aprovou por 63 votos a 4 a indicação de Rodrigo Pacheco, articulada por Alcolumbre, para a vaga de Bruno Dantas no Tribunal de Contas da União. Em 14 de outubro, depois do primeiro turno, o Senado aprovou em dois turnos a PEC do fim da escala 6x1, que reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais sem corte de salários. Para a CNN Brasil, o avanço das PECs da escala 6x1 e da Segurança Pública foi um "presente" de Alcolumbre à campanha de Lula. No dia seguinte, ele retirou de pauta a PEC da Segurança Pública para evitar uma "discussão açodada". A Gazeta do Povo criticou a possibilidade de votação acelerada do novo Código Civil. Depois das eleições Na eleição de 4 de outubro, aliados de Alcolumbre e de Hugo Motta foram derrotados em vários estados. O PL terá cerca de 28 senadores a partir de 2027, e o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, anunciou que lançará Rogério Marinho (RN) contra Alcolumbre. Os dois bateram boca no plenário em 15 de outubro, quando Alcolumbre retirou de pauta a PEC da Segurança. Em 27 de outubro, a federação União-PP, que terá 12 senadores, anunciou apoio à reeleição dele. Um senador ouvido por O Globo avaliou que, com Lula reeleito, a direita tentaria impor um presidente do Senado de oposição. Na noite de 25 de outubro, ao lado de Motta, Alcolumbre reconheceu a reeleição de Lula, "a decisão livre e soberana do povo brasileiro", exaltou as urnas eletrônicas, que completaram 30 anos, cumprimentou Flávio Bolsonaro pela participação na disputa e defendeu a pacificação do país. No dia seguinte, visitou o presidente no Alvorada. Segundo o g1, ele negocia cargos e gabinetes com senadores e aposta em dividir o PL para se reeleger presidente da Casa em fevereiro de 2027. Para o JOTA, ele conta com a aprovação da PEC da escala 6x1 e com traições dentro do próprio PL. A crise com o STF tornou a disputa incerta, segundo o Poder360, porque senadores avaliam que a resistência dele em abrir o impeachment de ministros fortalece candidatos da oposição. A reeleição de Lula também reforçou a articulação para indicar Pacheco ao STF. Linha do tempo 1977: nasce em Macapá, em 19 de junho. 2000: é eleito vereador de Macapá, aos 21 anos. 2002: é eleito deputado federal e reeleito em 2006 e 2010. 2014: é eleito senador pelo Amapá. 2019: é eleito presidente do Senado e exerce a Presidência da República por dois dias. 2021: assume a presidência da CCJ do Senado. 2022: é reeleito senador. 2025: volta à presidência do Senado com 73 votos. 2026: o Senado rejeita Messias para o STF e aprova a PEC do fim da escala 6x1; Alcolumbre nega as acusações de Vorcaro.
Carreira

Trajetória

  1. 2025 — atual
    Presidente do Senado Federal

    Eleito pela segunda vez em 2025, com 73 dos 81 votos.

  2. 2023 — atual
    Senador pelo Amapá

    Reeleito pelo União Brasil em 2022 com 47,88% dos votos válidos.

  3. 2021 — 2024
    Presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado

    Comandou a CCJ por dois mandatos seguidos.

  4. 2019 — 2021
    Presidente do Senado Federal

    Eleito em 2 de fevereiro de 2019 com 42 votos, depois de Renan Calheiros retirar a candidatura.

  5. 2019 — 2019
    Presidente da República em exercício

    Exerceu o cargo por dois dias em outubro de 2019, durante viagens de Bolsonaro e Mourão.

  6. 2018 — 2018
    Candidato ao governo do Amapá

    Ficou fora do segundo turno, com 23,75% dos votos válidos.

  7. 2015 — 2022
    Senador pelo Amapá

    Eleito pelo DEM em 2014, com 36,3% dos votos, contra Gilvam Borges, candidato de José Sarney.

  8. 2012 — 2012
    Candidato a prefeito de Macapá

    Ficou em quarto lugar, com 21.796 votos, e apoiou Clécio Luís no segundo turno.

  9. 2009 — 2010
    Secretário de Obras e Serviços Públicos de Macapá

    Licenciou-se da Câmara para integrar a gestão do prefeito Roberto Góes.

  10. 2003 — 2015
    Deputado federal pelo Amapá

    Eleito pelo PDT em 2002 e reeleito pelo PFL/DEM em 2006 e 2010.

  11. 2001 — 2002
    Vereador de Macapá

    Eleito pelo PDT em 2000, aos 21 anos.

Projetos e Realizações

Iniciativas

Legislação2019
Reforma da Previdência
Senado, 2019

Aprovada sob a primeira presidência de Alcolumbre no Senado, no primeiro ano do governo Bolsonaro.

Legislação2020
Devolução da MP dos reitores
Congresso, junho de 2020

Alcolumbre devolveu ao Planalto a medida provisória que permitia ao ministro Abraham Weintraub nomear reitores sem consulta, por considerá-la inconstitucional.

Legislação2025
Isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil
Senado, 2025

Pauta do governo Lula aprovada sob a segunda presidência de Alcolumbre.

Votação2026
Rejeição de Jorge Messias para o STF
Senado, 29 de abril de 2026

Por 42 votos a 34, o Senado rejeitou o indicado de Lula, a primeira rejeição desde 1894.

Votação2026
Rodrigo Pacheco no TCU
Senado, 1º de setembro de 2026

Indicação de Alcolumbre para a vaga de Bruno Dantas, aprovada por 63 votos a 4.

Legislação2026
PEC do fim da escala 6x1
Senado, 14 de outubro de 2026

Aprovada em dois turnos. Reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salários.

Na imprensa

Notícias de outros portais

Vídeos

Aparições em vídeo

Perguntas frequentes

FAQ

Quem é Davi Alcolumbre?

Davi Alcolumbre é senador pelo Amapá, do União Brasil, e presidente do Senado e do Congresso Nacional. Presidiu o Senado também de 2019 a 2021.

Qual a idade de Davi Alcolumbre?

Ele nasceu em 19 de junho de 1977, em Macapá, e tem 49 anos.

Davi Alcolumbre é de direita ou de esquerda?

Começou na centro-esquerda, no PDT, e desde 2005 está em partidos de centro-direita. Foi aliado de Bolsonaro e de Lula e se define pela articulação com governo e oposição.

Qual a religião de Davi Alcolumbre?

Ele é judeu praticante, de família de origem marroquina. Foi o primeiro judeu a presidir o Senado.

Quando termina o mandato do senador Davi Alcolumbre?

O mandato de senador, conquistado em 2022, termina em janeiro de 2031. O mandato de presidente do Senado vai até 1º de fevereiro de 2027.

Qual o partido de Davi Alcolumbre?

O União Brasil. Antes, passou pelo PDT, pelo PFL e pelo DEM.

Davi Alcolumbre recebeu dinheiro de Vorcaro?

Ele nega. A Veja publicou que uma proposta de delação de Daniel Vorcaro, rejeitada pela PF, citava US$ 30 milhões, e Alcolumbre chamou a acusação de "absolutamente falsa".

O que dizem as mensagens entre Alcolumbre e Vorcaro?

Nas mensagens reveladas pela Veja, Alcolumbre chama o banqueiro de "meu amor" e de "irmão". Ele diz que elas não indicam ilegalidade alguma.

Por que o Senado rejeitou Jorge Messias?

Em 29 de abril de 2026, o indicado de Lula ao STF teve 34 votos a favor e 42 contra. Alcolumbre preferia Rodrigo Pacheco e, segundo a Agência Pública, atuou contra Messias.

Alcolumbre vai abrir o impeachment de Alexandre de Moraes?

Até outubro de 2026, não tinha aberto os pedidos. Ele disse que "não é normal" haver 109 pedidos contra ministros do STF e foi alvo de representação no Conselho de Ética por isso.

Davi Alcolumbre já foi presidente da República?

Sim, de forma interina, por dois dias em outubro de 2019, durante viagens de Bolsonaro e de Mourão.

Alcolumbre será reeleito presidente do Senado?

A eleição é em fevereiro de 2027. Ele tem o apoio da federação União-PP, do MDB e do PSD, e o PL lançou Rogério Marinho contra ele.

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