Foto oficial de Fernando Haddad

Fernando Haddad

Ex-ministro da Fazenda e professor da USP (PT)

Em exercício desde 1997
Biografia

Resumo biográfico

Fernando Haddad é professor de ciência política da Universidade de São Paulo (USP) e político filiado ao PT. Foi ministro da Fazenda de janeiro de 2023 a março de 2026, ministro da Educação de 2005 a 2012 e prefeito de São Paulo de 2013 a 2016, e é conhecido como um dos principais nomes do partido depois de Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2018, substituiu Lula como candidato do PT à Presidência e perdeu o segundo turno para Jair Bolsonaro, com 44,87% dos votos válidos. Disputou o governo de São Paulo em 2022 e em 2026 e foi derrotado nas duas vezes por Tarcísio de Freitas (Republicanos). Na eleição de 4 de outubro de 2026, teve 36,4% dos votos válidos e perdeu ainda no primeiro turno, a quarta derrota seguida nas urnas, segundo O Globo. No Ministério da Fazenda, conduziu o novo arcabouço fiscal, a reforma tributária do consumo e a lei que isentou do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês, compensada por um imposto mínimo sobre altas rendas. No Ministério da Educação, criou o ProUni, o Sisu e o Fundeb e transformou o Enem em porta de entrada para as universidades federais. Depois da reeleição de Lula, em 25 de outubro de 2026, o nome de Haddad passou a ser citado para ministérios do novo governo, como Casa Civil, Relações Exteriores e Segurança Pública, segundo O Globo (26/10/2026). Origem e formação Fernando Haddad nasceu em 25 de janeiro de 1963, em São Paulo, no dia do aniversário da cidade. É filho do comerciante libanês Khalil Haddad, que chegou ao Brasil em 1947 e trabalhou no atacado de tecidos da rua 25 de Março, e de Norma Thereza Goussain Haddad, brasileira filha de libaneses. Cresceu no bairro do Planalto Paulista, estudou no Colégio Bandeirantes e trabalhou como balconista na loja do pai durante a faculdade. Formou-se em direito pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da USP, em 1985, e foi aprovado no exame da OAB no ano seguinte. Na mesma universidade, fez mestrado em economia, concluído em 1990 com a dissertação "O caráter sócio-econômico do sistema soviético", parte dela escrita como aluno visitante da Universidade McGill, no Canadá. Em 1996, concluiu o doutorado em filosofia com a tese "De Marx a Habermas", orientada por Paulo Arantes. Não é formado em economia: a graduação é em direito, e a economia é a área do mestrado. Filiou-se ao PT em 1983, aos 20 anos. Em 1984, presidiu o Centro Acadêmico XI de Agosto e participou do movimento Diretas Já. É casado desde 1988 com a dentista e professora da USP Ana Estela Haddad, que em 2023 assumiu a Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde. O casal tem dois filhos. Segundo o painel de busca do Google, Haddad mede 1,83 m. Primeiros trabalhos e vida acadêmica Antes da vida pública, trabalhou com o cunhado no ramo de incorporação e construção e, em 1988, foi analista de investimentos do Unibanco. Em 1997, foi aprovado em concurso para o Departamento de Ciência Política da USP, onde é professor. A partir de 1998, foi consultor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e coordenou a criação da tabela mensal de preços de carros, a Tabela Fipe, lançada em 2000. Publicou, entre outros, "O sistema soviético e sua decadência" (1992), "Em defesa do socialismo" (1998), "Desorganizando o consenso" (1998), "Trabalho e linguagem para a renovação do socialismo" (2004) e "O terceiro excluído" (Zahar, 2022). Em 2019, passou a escrever como colunista da Folha de S.Paulo. Prefeitura de Marta Suplicy e Ministério do Planejamento (2001-2005) Em 2001, tornou-se chefe de gabinete da Secretaria de Finanças e Desenvolvimento Econômico de São Paulo, comandada por João Sayad, na gestão da prefeita Marta Suplicy (PT). Trabalhou na renegociação das dívidas herdadas pela prefeitura. Em 2003, foi para Brasília como assessor especial do ministro do Planejamento, Guido Mantega, e redigiu o projeto que deu origem à Lei das Parcerias Público-Privadas (PPPs), de 2004. No mesmo ano, assumiu a Secretaria-Executiva do Ministério da Educação, a convite do ministro Tarso Genro, e levou adiante o projeto do ProUni, que trocava impostos devidos por universidades privadas por bolsas para alunos de baixa renda. Ministro da Educação (2005-2012) Haddad tomou posse como ministro da Educação em 29 de julho de 2005, no primeiro governo Lula, e ficou no cargo até janeiro de 2012, já no governo Dilma Rousseff. Foi um dos ministros mais longevos da pasta. Na gestão, o ProUni se expandiu até passar de um milhão de bolsas, e o Fies teve juros reduzidos e fiador dispensado. Foram criados o Fundeb, que substituiu o Fundef e ampliou o financiamento da educação básica, o piso salarial nacional dos professores, o ensino fundamental de nove anos e a obrigatoriedade do ensino dos 4 aos 17 anos, aprovada na Emenda Constitucional 59, de 2009. A rede federal ganhou 14 universidades, mais de 100 campi e os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, criados em 2008. Também foram lançados a Universidade Aberta do Brasil e o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid). Em 2009, o Enem foi reformulado e, com o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), criado em 2010, passou a servir de vestibular para as universidades federais. A estreia do novo formato teve problemas. Em 2009, o Estadão revelou o vazamento da prova, que foi cancelada e reaplicada; a Polícia Federal investigou o caso e os responsáveis foram condenados. Em 2010, houve erros de impressão em cerca de 3,5 mil provas, e em 2011 questões foram antecipadas a alunos de um colégio de Fortaleza. Haddad foi convocado pelo Senado para dar explicações, e as falhas viraram tema da oposição nas campanhas seguintes. Também foram alvo de polêmica o livro didático "Por uma vida melhor", acusado em 2011 de ensinar erros de concordância, e o material contra a homofobia preparado para escolas, apelidado de "kit gay" pelos críticos. A presidente Dilma Rousseff suspendeu a distribuição desse material em 2011. Em 2018, o TSE mandou remover publicações da campanha de Jair Bolsonaro que diziam que Haddad tinha distribuído o "kit gay". Prefeito de São Paulo (2013-2016) Indicado por Lula, Haddad disputou a Prefeitura de São Paulo em 2012. Ficou em segundo lugar no primeiro turno, com 28,98% dos votos, e venceu José Serra (PSDB) no segundo turno com 3.387.720 votos, ou 55,57% dos válidos, segundo o g1 (28/10/2012). O primeiro ano foi marcado pelos protestos de junho de 2013, que começaram contra o aumento da tarifa de ônibus para R$ 3,20. Haddad e o governador Geraldo Alckmin revogaram o reajuste. Em entrevista à BBC Brasil em 2014, o prefeito disse que parte da elite da cidade era "pobre de espírito". A marca da gestão foi a mobilidade urbana: faixas exclusivas de ônibus, cerca de 400 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas, a abertura da avenida Paulista aos pedestres aos domingos e a redução da velocidade máxima nas marginais, em 2015. A prefeitura aprovou o Plano Diretor de 2014 e criou na Cracolândia o programa De Braços Abertos, que oferecia moradia e trabalho a usuários de drogas. Em 2013, a nova Controladoria-Geral do Município ajudou a revelar a chamada máfia do ISS, esquema de auditores fiscais que cobravam propina para reduzir o imposto de construtoras. Em 2016, Haddad tentou a reeleição e perdeu no primeiro turno para João Doria (PSDB), com 16,70% dos votos válidos. Eleição presidencial de 2018 Em agosto de 2018, o PT registrou Haddad como candidato a vice na chapa de Lula, que estava preso em Curitiba. Depois que o TSE barrou a candidatura de Lula com base na Lei da Ficha Limpa, o partido o indicou, em 11 de setembro, como candidato à Presidência, com Manuela d'Ávila (PCdoB) como vice. No primeiro turno, em 7 de outubro, teve 31.342.005 votos (29,28%) e ficou em segundo lugar. No segundo turno, recebeu cerca de 47 milhões de votos (44,87%) e perdeu para Jair Bolsonaro, que teve 57,7 milhões, segundo a Agência Brasil. Em março de 2019, o TSE multou Haddad e a coligação em R$ 176,5 mil por impulsionamento pago de conteúdo contra Bolsonaro na internet. Eleição para o governo de São Paulo em 2022 Em 2022, foi candidato do PT ao governo paulista. Liderou as pesquisas durante parte da campanha, mas terminou o primeiro turno atrás de Tarcísio de Freitas e perdeu o segundo turno com 44,73% dos votos válidos. Ministro da Fazenda (2023-2026) Foi o primeiro ministro anunciado por Lula para o terceiro mandato e tomou posse na Fazenda em janeiro de 2023. No primeiro ano, aprovou no Congresso o novo arcabouço fiscal (Lei Complementar 200/2023), que trocou o teto de gastos por limites de crescimento da despesa ligados à receita, e a reforma tributária do consumo (Emenda Constitucional 132/2023), que substituiu cinco tributos pela CBS e pelo IBS. Lançou o Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas de pessoas físicas. A gestão também ficou associada ao aumento de impostos. A cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, aprovada em 2024 e chamada de "taxa das blusinhas", rendeu a Haddad o apelido de "Taxadd". Ele afirmou, em 2026, que quem começou a cobrar a taxa foram os governadores, com o ICMS sobre importações. Em 2024, o arcabouço passou a limitar o crescimento real do salário mínimo a 2,5% ao ano. Em 2025, o Congresso aprovou a Lei 15.270, que isentou do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês e criou uma tributação mínima progressiva para rendas acima de R$ 600 mil por ano, até 10% para quem ganha mais de R$ 1,2 milhão. No mesmo ano, negociou com os Estados Unidos durante o tarifaço do governo Donald Trump. O PIB cresceu 3,2% em 2023 e 3,4% em 2024, e o desemprego chegou a 5,6% em setembro de 2025, o menor da série da PNAD Contínua, enquanto a Selic terminou 2025 em 15% ao ano. Em outubro de 2026, o TCU julgou regulares com ressalvas as contas de 2024 de Haddad e de outros quatro dirigentes da Fazenda, por falhas na contabilização de créditos tributários, segundo o Correio da Manhã (07/10/2026). Haddad deixou o ministério em 19 de março de 2026 para disputar o governo de São Paulo e foi sucedido por Dario Durigan. Eleição para o governo de São Paulo em 2026 Em julho de 2026, o PT oficializou a candidatura de Haddad ao governo paulista, com o ex-governador Márcio França (PSB) como vice, na coligação "Desperta São Paulo". Durante a campanha, disse que o motorista dele tinha sido seguido por uma viatura da Polícia Militar depois de deixá-lo em casa, em agosto. A Secretaria de Segurança Pública divulgou imagens de câmeras e afirmou que não houve perseguição. O Ministério Público Eleitoral pediu o arquivamento do caso por falta de caráter eleitoral, mas apontou fragilidades na versão do governo estadual, segundo a CNN Brasil (31/08/2026). Na campanha, Haddad defendeu que a Polícia Federal investigasse o caso do Banco Master "onde quer que os tentáculos" tivessem chegado, inclusive no PT, e disse que as suspeitas contra Lulinha, filho de Lula, eram de interesse público. Chamou Flávio Bolsonaro, adversário de Lula, de "risco institucional". Em 4 de outubro de 2026, Tarcísio foi reeleito no primeiro turno com 62,65% dos votos válidos. Haddad teve 8.422.659 votos (36,42%), segundo o Consultor Jurídico. Ele disse ter feito um "grande resultado" numa campanha de "alto nível". No segundo turno presidencial, coordenou a mobilização da campanha de Lula em São Paulo. Patrimônio Na candidatura de 2026, Haddad declarou à Justiça Eleitoral bens no valor de R$ 1,72 milhão, segundo os dados abertos do TSE. Como ministro da Fazenda, recebia o salário de ministro de Estado, que é público. Processos e investigações Em janeiro de 2018, a Polícia Federal indiciou Haddad por caixa 2 na campanha de 2012, num desdobramento da Lava Jato baseado na delação da empreiteira UTC. Segundo a acusação, a UTC pagou R$ 2,6 milhões em dívidas da campanha com gráficas do ex-deputado Francisco Carlos de Souza. Em 2019, o juiz eleitoral Francisco Shintate condenou Haddad a quatro anos e seis meses em regime semiaberto por falsidade ideológica eleitoral. Em 27 de julho de 2021, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo o absolveu por unanimidade, por falta de provas. Pelos mesmos fatos, o Ministério Público de São Paulo o denunciou em 2018 por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em fevereiro de 2019, o Tribunal de Justiça de São Paulo trancou a ação penal por 2 votos a 1, por falta de justa causa: segundo o relator, a gestão Haddad tinha cancelado um contrato da UTC para o túnel da avenida Roberto Marinho. Na esfera cível, a ação de improbidade sobre o caso terminou com absolvição mantida pelo Tribunal de Justiça em 2020. Ele também foi absolvido em ações de improbidade sobre a ciclovia Ceagesp-Ibirapuera e sobre uma suposta "indústria da multa". Em 2018, foi condenado a indenizar em R$ 200 mil o promotor Marcelo Milani, que o havia processado; em 2021, o Tribunal de Justiça reverteu a decisão. Posições políticas Haddad é identificado com a ala moderada do PT e com a defesa de responsabilidade fiscal combinada com programas sociais. É membro fundador do Grupo de Puebla, criado em 2019 por líderes de esquerda da América Latina. Na campanha de 2026, defendeu a criação de uma agência contra facções criminosas em São Paulo e criticou a política de segurança de Tarcísio. Linha do tempo 1963: nasce em São Paulo, em 25 de janeiro. 1983: filia-se ao PT. 1985: forma-se em direito pela USP. 1990: conclui o mestrado em economia. 1996: conclui o doutorado em filosofia. 1997: torna-se professor de ciência política da USP. 2001: assume a chefia de gabinete da Secretaria de Finanças de São Paulo. 2003: vira assessor especial do Ministério do Planejamento. 2004: assume a Secretaria-Executiva do MEC. 2005: torna-se ministro da Educação. 2012: deixa o MEC e é eleito prefeito de São Paulo. 2016: perde a reeleição para João Doria. 2018: é candidato à Presidência e perde para Jair Bolsonaro. 2021: é absolvido pelo TRE-SP no caso de caixa 2 da UTC. 2022: perde a eleição para governador de São Paulo. 2023: toma posse como ministro da Fazenda. 2026: deixa a Fazenda em março e perde a eleição para governador no primeiro turno.
Carreira

Trajetória

  1. 2026 — 2026
    Candidato ao governo de São Paulo

    Perdeu no primeiro turno de 2026 para Tarcísio de Freitas, com 8.422.659 votos (36,42%). O vice da chapa era Márcio França (PSB).

  2. 2023 — 2026
    Ministro da Fazenda

    De janeiro de 2023 a 19 de março de 2026, no terceiro governo Lula. Foi sucedido por Dario Durigan.

  3. 2022 — 2022
    Candidato ao governo de São Paulo

    Perdeu o segundo turno de 2022 para Tarcísio de Freitas, com 44,73% dos votos válidos.

  4. 2018 — 2018
    Candidato à Presidência da República

    Substituiu Lula como candidato do PT em setembro de 2018 e perdeu o segundo turno para Jair Bolsonaro, com 44,87% dos votos válidos.

  5. 2013 — 2016
    Prefeito de São Paulo

    Eleito em 2012 com 55,57% dos votos válidos no segundo turno contra José Serra. Perdeu a reeleição em 2016 no primeiro turno para João Doria.

  6. 2005 — 2012
    Ministro da Educação

    De 29 de julho de 2005 a janeiro de 2012, nos governos Lula e Dilma Rousseff.

  7. 2004 — 2005
    Secretário-executivo do Ministério da Educação

    Na gestão de Tarso Genro, levou adiante o projeto do ProUni.

  8. 2003 — 2004
    Assessor especial do Ministério do Planejamento

    Na equipe de Guido Mantega, redigiu o projeto da Lei das PPPs.

  9. 2001 — 2003
    Chefe de gabinete da Secretaria de Finanças de São Paulo

    Na gestão de Marta Suplicy, com o secretário João Sayad.

  10. 1998 — 2000
    Consultor da Fipe

    Coordenou a criação da Tabela Fipe de preços de carros, lançada em 2000.

  11. 1997 — atual
    Professor de ciência política da USP

    Aprovado em concurso em 1997, aos 34 anos.

  12. 1988 — 1988
    Analista de investimentos do Unibanco

    Trabalhou no banco em 1988, depois de atuar com o cunhado no ramo de incorporação e construção.

Projetos e Realizações

Iniciativas

Programa federal2005
ProUni
Programa Universidade para Todos

Programa que troca isenção de impostos de universidades privadas por bolsas para estudantes de baixa renda. Haddad elaborou o projeto como secretário-executivo do MEC, e o programa passou de um milhão de bolsas na gestão dele.

Emenda constitucional2006
Fundeb
Emenda Constitucional 53/2006

Fundo que substituiu o Fundef e passou a financiar toda a educação básica, da creche ao ensino médio.

Lei sancionada2008
Institutos Federais
Lei 11.892/2008

Criação da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.

Programa federal2009
Novo Enem e Sisu
Reformulação do exame e seleção unificada

Em 2009, o Enem foi reformulado para servir de vestibular; em 2010, o Sisu passou a usar a nota para preencher vagas em universidades públicas.

Lei municipal2014
Plano Diretor de São Paulo
Lei municipal 16.050/2014

Plano aprovado na gestão Haddad que orientou o adensamento ao longo dos eixos de transporte público.

Política municipal2015
Ciclovias e faixas de ônibus em São Paulo
Mobilidade urbana

Implantação de cerca de 400 km de ciclovias e ciclofaixas, faixas exclusivas de ônibus, redução de velocidade nas marginais e abertura da avenida Paulista aos pedestres aos domingos.

Lei complementar2023
Novo arcabouço fiscal
Lei Complementar 200/2023

Regra fiscal que substituiu o teto de gastos e limitou o crescimento da despesa a uma parcela do aumento da receita.

Emenda constitucional2023
Reforma tributária do consumo
Emenda Constitucional 132/2023

Substituiu PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS pela CBS e pelo IBS, num sistema de imposto sobre valor agregado.

Lei sancionada2025
Isenção do IR até R$ 5 mil
Lei 15.270/2025

Isentou do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês e criou tributação mínima de até 10% para rendas anuais acima de R$ 1,2 milhão.

Na imprensa

Notícias de outros portais

26 de out. de 2026

Os possíveis destinos de Haddad no governo e as discussões sobre os rumos da economia no Lula 4

Antes da eleição, Haddad era dado como praticamente certo para a Casa Civil no quarto mandato de Lula. Com o resultado em São Paulo abaixo do esperado, outros petistas, como Camilo Santana, passaram a ser cotados, e Haddad passou a ser citado também para as Relações Exteriores e a Segurança Pública. A coluna discute ainda os rumos da política econômica no novo governo.

Fonte: O Globo

20 de out. de 2026

Marqueteiros de Lula e Haddad trocam ofensas e agravam crise na comunicação do PT

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, e o marqueteiro Otávio Antunes, responsável pela campanha de Haddad em São Paulo, tiveram um bate-boca depois do primeiro turno. O episódio antecedeu novas críticas internas à comunicação da campanha de Lula, reacendidas pelo desempenho do presidente no debate da Band contra Flávio Bolsonaro.

Fonte: O Globo

18 de out. de 2026

Pavanato chama Haddad de "demitido" e leva tapinha no rosto

Depois do debate entre Lula e Flávio Bolsonaro na Band, o deputado Lucas Pavanato (PL-SP) chamou Haddad de "Taxad" e de "demitido", em referência à derrota em São Paulo. Haddad deu tapinhas no rosto do deputado. Perguntado por Pavanato se tinha batido nele, o ex-ministro respondeu: "Imagina, carinho".

Fonte: Poder360

12 de out. de 2026

Haddad: Caso Master é chance de passar o país e Judiciário a limpo

Em entrevista à GloboNews, Haddad disse que o caso do Banco Master é uma "grande oportunidade de passar o país a limpo, incluindo o Judiciário". Avaliou que o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro seria apertado e não confirmou se assumiria a Casa Civil em caso de vitória, mas disse que seguirá na política.

Fonte: G1

07 de out. de 2026

TCU identifica falhas e faz ressalvas às contas de Haddad e cúpula da Fazenda

A Primeira Câmara do TCU julgou, por unanimidade, regulares com ressalvas as contas de 2024 de Haddad e de outros quatro dirigentes da Fazenda: Dario Durigan, Robinson Barreirinhas, Anelize Lenzi e Rogério Ceron. A auditoria apontou falhas na contabilização de créditos tributários e na apresentação das demonstrações contábeis. O tribunal deu quitação aos responsáveis.

Fonte: Correio da Manhã

04 de out. de 2026

Tarcísio supera Haddad com folga e é reeleito governador de SP

Com 99,99% das urnas apuradas, Tarcísio de Freitas teve 14.489.750 votos (62,65%) e foi reeleito no primeiro turno. Haddad ficou em segundo lugar, com 8.422.659 votos (36,42%). Foi a segunda derrota do petista para Tarcísio, depois da eleição de 2022.

Fonte: Consultor Jurídico

04 de out. de 2026

Derrotado no primeiro turno em SP, Haddad diz que obteve 'grande resultado' com campanha de 'alto nível'

Haddad teve 36,4% dos votos válidos, contra 62,6% de Tarcísio de Freitas (Republicanos), e perdeu ainda no primeiro turno, na quarta derrota seguida nas urnas. No discurso, disse ter feito um resultado parecido com o primeiro turno de 2022 e afirmou que a disputa com só dois candidatos reduziu as chances de ir ao segundo turno. Deixou o evento sem falar com os jornalistas.

Fonte: O Globo

04 de out. de 2026

Em sacrifício para atender Lula, Haddad aceita derrota quase certa e deixa o futuro em aberto

Reportagem sobre o dia da derrota de Haddad em São Paulo. O texto lembra que Lula, na convenção de agosto, apresentou Haddad como possível futuro governador e presidenciável, e afirma que o desempenho ruim no estado obriga o PT a rever os planos de sucessão do presidente. Haddad aceitou disputar uma eleição considerada difícil para dar palanque a Lula no maior colégio eleitoral do país.

Fonte: O Globo

03 de out. de 2026

Após crítica, Ricardo Nunes chama Haddad de "sempre perdedor"

Na véspera da eleição, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), chamou Haddad de "sempre perdedor" depois de ser chamado pelo petista de "sempre vereador". A troca de ataques começou numa disputa entre a prefeitura e a campanha de Lula sobre a realização de um ato na avenida Paulista.

Fonte: Poder360

31 de ago. de 2026

MPE pede arquivamento de denúncia envolvendo motorista de Haddad

O Ministério Público Eleitoral de São Paulo pediu o arquivamento da denúncia sobre a suposta abordagem irregular da PM ao motorista de Haddad, por entender que o caso não tinha caráter eleitoral e afastar ilícito eleitoral de Tarcísio de Freitas. O promotor, no entanto, apontou fragilidade na versão apresentada pelo governo paulista e enviou o caso ao Ministério Público de São Paulo.

Fonte: CNN Brasil

19 de ago. de 2026

Haddad defende investigação contra Lulinha e diz que Flávio Bolsonaro é 'risco institucional'

Em sabatina de O Globo, Valor Econômico e CBN, Haddad defendeu que a Polícia Federal e o Ministério Público tenham liberdade para investigar Lulinha, filho de Lula, suspeito de usar conexões com a lobista Roberta Luchsinger para facilitar negócios no governo. Os investigados negam irregularidades. Haddad também chamou Flávio Bolsonaro de "risco institucional".

Fonte: G1

15 de ago. de 2026

Vídeo põe em dúvida denúncia de Haddad contra PMs

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo divulgou imagens que mostram uma viatura passando ao lado do carro do motorista de Haddad, sem parar, na noite de 11 de agosto. Haddad havia dito que o motorista foi seguido como suspeito depois de deixá-lo em casa. O governo afirma que a análise de câmeras não mostrou perseguição.

Fonte: Gazeta do Povo

27 de jul. de 2021

Justiça eleitoral absolve Haddad de acusação de caixa dois nas eleições de 2012

O TRE-SP absolveu Haddad por unanimidade da acusação de caixa 2 na campanha de 2012. O relator, Afonso Celso da Silva, considerou que não havia provas de que ele cometeu o crime. Em 2019, Haddad tinha sido condenado em primeira instância a quatro anos e seis meses em regime semiaberto por falsidade ideológica eleitoral e recorria em liberdade.

Fonte: G1

20 de ago. de 2019

Justiça condena Haddad a 4 anos de prisão por caixa dois em eleição

A Justiça Eleitoral condenou Haddad a quatro anos e seis meses em regime semiaberto por falsidade ideológica eleitoral. Segundo o Ministério Público, a UTC Engenharia pagou R$ 2,6 milhões a gráficas do ex-deputado Francisco Carlos de Souza para quitar dívidas da campanha de 2012. Cabia recurso, e a condenação foi derrubada pelo TRE-SP em 2021.

Fonte: Veja

11 de set. de 2018

PT indica Haddad no lugar de Lula na disputa presidencial

A Executiva Nacional do PT confirmou, em Curitiba, Fernando Haddad como candidato à Presidência no lugar de Lula, preso na Superintendência da PF desde abril e com o registro de candidatura negado pelo TSE com base na Lei da Ficha Limpa.

Fonte: Agência Brasil

04 de set. de 2018

Ministério Público denuncia Haddad por corrupção e lavagem de dinheiro

O Ministério Público de São Paulo denunciou Haddad, então candidato a vice de Lula, por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa, acusando-o de receber R$ 2,6 milhões da UTC para pagar dívidas de campanha. Em fevereiro de 2019, o Tribunal de Justiça de São Paulo trancou a ação penal por falta de justa causa.

Fonte: O Globo

15 de jan. de 2018

PF indicia Haddad por caixa 2 em campanha para prefeitura de SP em 2012

A Polícia Federal indiciou Haddad por falsidade ideológica eleitoral, o caixa 2, num inquérito derivado da Lava Jato. Também foram indiciados João Vaccari Neto, Chico Macena, o ex-deputado Francisco Carlos de Souza e três pessoas ligadas a uma gráfica. Haddad disse que não havia indícios de sua participação e que a única obra da UTC na cidade foi suspensa.

Fonte: O Globo

08 de jan. de 2015

“Não aumentar a tarifa de ônibus seria demagogia, puro eleitoralismo”

Às vésperas de uma possível onda de protestos contra o aumento da passagem, o então prefeito defendeu em entrevista ao El País o reajuste da tarifa de ônibus em São Paulo, dizendo que a medida era necessária para garantir investimentos no transporte. Em junho de 2013, um aumento anterior havia desencadeado os maiores protestos de rua do país em décadas e acabou revogado.

Fonte: El País Brasil

28 de out. de 2012

Fernando Haddad, do PT, é eleito prefeito de São Paulo

Com 100% das urnas apuradas, Haddad teve 3.387.720 votos, ou 55,57% dos válidos, contra 2.708.768 de José Serra (PSDB). A vitória devolveu o PT à Prefeitura de São Paulo oito anos depois da saída de Marta Suplicy.

Fonte: G1

27 de out. de 2011

Haddad diz que vazamento de questões do Enem 2011 foi 'ato delituoso'

O então ministro da Educação classificou como "ato delituoso" a antecipação de questões do Enem 2011 a alunos de um colégio de Fortaleza, que tiveram acesso às perguntas no pré-teste. As questões foram anuladas para esses estudantes, e Haddad disse que seria preciso apurar a responsabilidade criminal e civil.

Fonte: O Globo

Causas

Causas e valores defendidos

Educação pública

Como ministro, criou o ProUni, o Fundeb, o piso nacional dos professores e os Institutos Federais.

Mobilidade urbana

Na prefeitura de São Paulo, priorizou ônibus e bicicletas, com faixas exclusivas, ciclovias e redução de velocidade nas marginais.

Justiça tributária

Defendeu e aprovou a isenção do IR até R$ 5 mil compensada por imposto mínimo sobre altas rendas (Lei 15.270/2025).

Vídeos

Aparições em vídeo

Perguntas frequentes

FAQ

Quem é Fernando Haddad?

Fernando Haddad é professor de ciência política da USP e político do PT. Foi ministro da Fazenda (2023-2026), ministro da Educação (2005-2012) e prefeito de São Paulo (2013-2016).

Qual a idade de Fernando Haddad?

Fernando Haddad nasceu em 25 de janeiro de 1963, em São Paulo, e tem 63 anos.

Fernando Haddad ganhou ou perdeu a eleição de 2026?

Perdeu. Em 4 de outubro de 2026, teve 36,42% dos votos válidos e foi derrotado no primeiro turno por Tarcísio de Freitas, reeleito governador de São Paulo.

Quantos votos Fernando Haddad teve em 2026?

Haddad teve 8.422.659 votos para governador de São Paulo, contra 14.489.750 de Tarcísio de Freitas.

Fernando Haddad ainda é ministro da Fazenda?

Não. Ele deixou o Ministério da Fazenda em 19 de março de 2026 para disputar o governo de São Paulo e foi sucedido por Dario Durigan.

Qual é a formação de Fernando Haddad?

É formado em direito pela USP, com mestrado em economia e doutorado em filosofia pela mesma universidade. Não tem graduação em economia.

Fernando Haddad já foi prefeito de São Paulo?

Sim. Foi prefeito de 2013 a 2016, eleito em 2012 contra José Serra, e perdeu a reeleição para João Doria.

Fernando Haddad já foi candidato a presidente?

Sim. Em 2018, substituiu Lula como candidato do PT e perdeu o segundo turno para Jair Bolsonaro, com 44,87% dos votos válidos.

Qual é o partido de Fernando Haddad?

Haddad é filiado ao PT desde 1983, o mesmo partido do presidente Lula.

Quem é a esposa de Fernando Haddad?

Ele é casado desde 1988 com Ana Estela Haddad, dentista e professora da USP, que assumiu em 2023 uma secretaria do Ministério da Saúde. O casal tem dois filhos.

Qual a altura de Fernando Haddad?

Fernando Haddad mede 1,83 m, segundo o painel de busca do Google.

Qual o patrimônio de Fernando Haddad?

Na candidatura de 2026, ele declarou ao TSE bens de R$ 1,72 milhão.

Fernando Haddad foi condenado?

Foi condenado em primeira instância em 2019 por caixa 2 na campanha de 2012, mas o TRE-SP o absolveu por unanimidade em 2021. A ação por corrupção sobre o mesmo caso foi trancada pelo TJ-SP em 2019.

O que Fernando Haddad fez como ministro da Fazenda?

Aprovou o arcabouço fiscal e a reforma tributária do consumo em 2023 e a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil, em 2025.

Fernando Haddad é professor de quê?

É professor de ciência política na USP desde 1997.

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