Alexandrino de Salles Ramos de Alencar

Ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht

Biografia

Resumo biográfico

Alexandrino de Salles Ramos de Alencar foi executivo da Odebrecht, atuando como diretor de Relações Institucionais da Braskem e posteriormente como diretor de Desenvolvimento da Odebrecht Infraestrutura. Funcionário da empresa desde 1992, foi preso em junho de 2015 na 14ª fase da Operação Lava Jato, acusado de envolvimento em esquema de corrupção investigado pela operação. De acordo com o delator Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, Alencar teria negociado pagamento de propinas entre US$ 3 milhões e US$ 5 milhões por ano entre 2006 e 2012 em troca de benefícios à Braskem na compra de nafta pela Petrobras. Segundo investigações, Alencar recebeu denúncia em 2019 por corrupção ativa continuada, acusado de negociar vantagens indevidas junto ao ex-presidente Lula e seu irmão Frei Chico, através de mesadas operacionalizadas entre 2003 e 2015. Em acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, Alencar detalhou operacionalização de pagamento em espécie de R$ 21 milhões de caixa dois para partidos aliados (PRB, Pros e PC do B) nas eleições de 2014. Também relatou doação de R$ 200 mil via caixa 2 ao ex-deputado federal Paulo Ferreira e alegou conhecimento sobre compra de imóvel pela Odebrecht em retribuição a Lula. Alencar pediu demissão da Odebrecht após sua prisão, em junho de 2015, afirmando necessidade de se dedicar à sua defesa. O Supremo Tribunal Federal, através do ministro Teori Zavascki, ordenou sua soltura em outubro de 2015. Nega as acusações feitas em seus depoimentos à Polícia Federal.
Carreira

Trajetória

  1. 19922015
    Funcionário da Odebrecht
Na imprensa

Notícias de outros portais

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20 de set. de 2019

Delator diz que negociou propina com ex-diretor da Odebrecht

O delator Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, prestou depoimento à Polícia Federal e afirmou que recebeu propinas de US$ 3 a US$ 5 milhões por ano entre 2006 e 2012 após negociar com Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, então diretor da Odebrecht. Costa relatou ter tido uma reunião em hotel em São Paulo com Alexandrino Alencar e o ex-deputado José Janene (PP), na qual foram tratadas vantagens ilícitas em troca de benefícios à Braskem na compra de nafta da Petrobras. Alexandrino Alencar foi preso na 14ª fase da Operação Lava Jato e pediu demissão da empresa. O juiz Sérgio Moro manteve sua prisão, aguardando decisão sobre prisão preventiva solicitada pela força-tarefa da Lava Jato.

Fonte: Senado Federal

09 de set. de 2019

Lava Jato denuncia Lula por suposta mesada da Odebrecht para o irmão

A Força Tarefa da Lava Jato em São Paulo denunciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu irmão Frei Chico por corrupção passiva continuada. Os donos da Odebrecht, Emilio e Marcelo Odebrecht, e o ex-diretor Alexandrino de Salles Ramos Alencar foram denunciados por corrupção ativa continuada. Segundo o MP, Frei Chico teria recebido mesadas da Odebrecht entre 2003 e 2015, com valor total de R$ 1.131.333,12 em valores atuais, com a intenção de obter privilégios junto ao governo Lula. Lula nega as acusações. A peça foi apresentada à 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

Fonte: UOL Notícias

24 de mar. de 2017

Incomodava Odebrecht o volume de caixa 2, diz delator

Em depoimento à Justiça Eleitoral nas ações de cassação da chapa Dilma/Temer, o ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Alexandrino Alencar relatou o sistema de caixa dois na campanha à reeleição de 2014, contando detalhes como entrega de dinheiro em hotéis e flats para partidos aliados. Alencar afirmou que operacionalizou a entrega em espécie de R$ 21 milhões de caixa dois para PRB, PROS e PC do B. Questionado pelo ministro Herman Benjamin sobre controle do esquema, o delator afirmou que era possível e que a empresa já estava incomodada com o volume desse tipo de pagamento. Alencar defendeu que caixa dois nem sempre significa corrupção.

Fonte: JOTA Jornalismo

24 de mar. de 2017

Delator confirma ao TSE compra de partidos da chapa Dilma-Temer

Segundo depoimento de Alexandrino Alencar, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, à Justiça Eleitoral, a empresa pagou valores significativos em caixa dois para partidos aliados à chapa Dilma-Temer nas eleições de 2014. O depoimento confirma reportagem anterior publicada por VEJA sobre a prática de compra de partidos através de caixa dois durante a campanha presidencial.

Fonte: VEJA

16 de out. de 2015

STF manda soltar ex-executivo da Odebrecht preso na Lava Jato

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, ex-diretor da Odebrecht, acusado de envolvimento no esquema de corrupção dentro da Petrobras descoberto pela Operação Lava Jato. Alexandrino havia sido preso em junho de 2015 na 14ª fase da Lava Jato e estava preso no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Fonte: G1 Paraná

16 de out. de 2015

STF manda soltar primeiro executivo da Odebrecht

Decisão do ministro Teori Zavascki do STF ordenou a soltura de Alexandrino de Alencar, ex-diretor da Odebrecht, que havia sido preso em junho de 2015 na 14ª fase da Operação Lava Jato. A decisão representou o primeiro executivo da Odebrecht a ser solto durante as investigações da operação.

Fonte: Estadão

02 de jul. de 2015

Lava Jato atribui a Marcelo Odebrecht propinas no exterior

Segundo procuradores da Lava Jato, documentos indicam a existência de três empresas que teriam sido usadas fora do Brasil para pagamentos de propina atribuídos a Marcelo Odebrecht, presidente da Odebrecht.

Fonte: Exame

24 de jun. de 2015

Moro decreta prisão preventiva de ex-diretor da Odebrecht

O juiz Sergio Moro decretou a prisão preventiva de Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, ex-diretor da Odebrecht, acusado de envolvimento no esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. A decisão foi proferida após fase de investigação envolvendo denúncias sobre corrupção envolvendo a empresa e diversos políticos.

Fonte: Gazeta do Povo

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23 de jun. de 2015

Diretor da Odebrecht preso na Lava Jato pede demissão

Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, diretor da Odebrecht, apresentou pedido de demissão após ser preso na Lava Jato. O executivo havia sido capturado em operação policial e, em seguida, formalizou sua saída da empresa.

Fonte: Congresso em Foco

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23 de jun. de 2015

EXECUTIVO DA ODEBRECHT SE DEMITE APÓS DEPOIMENTO NA POLÍCIA FEDERAL

Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, executivo da Odebrecht, oficializou sua saída do cargo de diretor de Relações Institucionais da empreiteira pouco depois de depor à Polícia Federal em Curitiba. Alexandrino foi preso na última fase da Operação Lava Jato, deflagrada na última sexta-feira (19 de junho). O ex-diretor é apontado como um dos elos entre a Odebrecht e políticos, incluindo o ex-presidente Lula, com quem fez viagens ao exterior. Em comunicado à diretoria, Alexandrino afirmou que se afastava da função para se dedicar integralmente à sua defesa. Seu advogado protocolou pedido de demissão junto à 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná, buscando evitar prorrogação de prisão temporária.

Fonte: Petronoticias