Foto oficial de Affonso Celso Pastore

Affonso Celso Pastore

Economista, ex-presidente do Banco Central e professor da FEA-USP

Em exercício desde 1976
Biografia

Resumo biográfico

Affonso Celso Pastore foi um economista e professor brasileiro, presidente do Banco Central de 1983 a 1985, último dirigente da instituição nomeado durante o regime militar. Antes, foi secretário da Fazenda de São Paulo e professor titular da FEA-USP. Depois, dirigiu a consultoria A. C. Pastore & Associados e se consolidou como um dos principais analistas de macroeconomia do país, conhecido pela defesa da disciplina fiscal e da autonomia do Banco Central. Morreu em 21 de fevereiro de 2024, aos 84 anos. Nas buscas, as pessoas procuram quem foi Affonso Celso Pastore, quando ele morreu, o que fez no Banco Central, o livro póstumo dele e a consultoria que leva o nome dele. Origem e formação Affonso Celso Pastore nasceu em São Paulo em 19 de junho de 1939, filho de Francisco e Aparecida Pastore, descendente de imigrantes italianos. Formou-se em ciências econômicas pela FEA-USP em 1961 e presidiu, em 1959, o Centro Acadêmico Visconde de Cairu. Obteve o doutorado na mesma faculdade, em 1969, com a tese A resposta da produção agrícola aos preços no Brasil (Wikipédia; InfoMoney, 13/04/2023). Carreira acadêmica No início dos anos 1970, dividiu-se entre o Ipea, onde coordenou o núcleo de estudos, e o Instituto de Pesquisas Econômicas da USP, cuja secretaria executiva exerceu de 1971 a 1976. Obteve a livre-docência em econometria em 1973 e integrou o National Bureau of Economic Research (NBER), nos Estados Unidos. Em 1976, tornou-se professor adjunto de econometria da FEA-USP, e em 1978 foi promovido a titular e nomeado diretor da faculdade. Nos anos 1990, voltou à sala de aula na Escola de Pós-Graduação em Economia da FGV e no Ibmec (Wikipédia). Governo e Banco Central Entrou na vida pública em 1966, como assessor de Antônio Delfim Neto, que fora seu professor na FEA e era então secretário da Fazenda de São Paulo. Em 1967, quando Delfim assumiu o Ministério da Fazenda, Pastore integrou a equipe de assessores (InfoMoney, 13/04/2023; Wikipédia). Em março de 1979, o governador Paulo Maluf o nomeou secretário da Fazenda de São Paulo, cargo que deixou em março de 1983 (Wikipédia). Em agosto de 1983, assumiu a presidência do Banco Central, indicado pelo ministro Ernane Galvêas, no auge da crise da dívida externa. No discurso de posse, reafirmou o programa acertado com o FMI e disse que o controle das contas do governo era o pré-requisito de qualquer retomada. No fim de 1984, a negociação com os bancos credores resultou em um acordo plurianual de reestruturação da dívida. Como presidente do Banco Central, teve assento no Conselho Monetário Nacional e no conselho do Banco do Brasil. Transmitiu o cargo em 15 de março de 1985, com a posse do governo civil de José Sarney (Wikipédia). Consultoria e conselhos Ao deixar o governo, abriu em São Paulo a Pastore & Associados, para atender grandes corporações. Em 1985, assumiu uma cadeira no conselho da Caterpillar do Brasil e, em 2002, no conselho do Grupo Gerdau. De 2006 em diante, dedicou-se à A. C. Pastore & Associados, consultoria de cenários macroeconômicos. Foi articulista do Valor Econômico e colunista do Estadão, onde escrevia quinzenalmente, aos domingos (Wikipédia; Estadão, 21/02/2024). Foi membro do Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace), da FGV, que fixou o início da recessão no segundo trimestre de 2014 (Época Negócios, 02/09/2017). Em 2021, confirmou à CNN que aconselharia Sergio Moro em economia na pré-campanha à Presidência, e descartou assumir o ministério (CNN Brasil, 17/11/2021). Posições econômicas Era do campo ortodoxo: sustentava que o equilíbrio fiscal era pré-condição para a estabilidade de preços e para o crescimento sustentado (NeoFeed, 21/02/2024). Combateu o Plano Cruzado, em 1986, e criticou o Plano Collor, e fez ressalvas ao Plano Real, que avaliou inicialmente com cautela (Wikipédia). Em maio de 2023, disse ao Brazil Journal que o governo marchava "a passo batido na direção da dominância fiscal" e que o arcabouço fiscal não resolvia a "doença degenerativa" das contas públicas (Brazil Journal, 19/05/2023). Em fevereiro de 2023, disse ao Estadão que o erro de expansão fiscal cometido por Jair Bolsonaro estava sendo repetido por Luiz Inácio Lula da Silva, e elogiou a atuação do Banco Central (Estadão, 17/02/2023). Em setembro de 2017, disse que o fim da recessão pedia "bombinha, não foguete" (Época Negócios, 02/09/2017). Em fevereiro de 2024, disse, em sua última entrevista ao E-Investidor, que não acreditava em déficit zero (Estadão, 22/02/2024). Livros Entre as obras, estão Inflação e política monetária no Brasil (1969), A oferta de moeda no Brasil (1973) e Exportações agrícolas e desenvolvimento econômico (1979) (Wikipédia). O livro póstumo, Caminhos e descaminhos da estabilização: uma análise do conflito fiscal-monetário no Brasil, da Portfolio-Penguin, foi finalizado dois meses antes de sua morte e lançado em julho de 2024. Explica como o tripé de metas de inflação, câmbio flutuante e superávit primário, em vigor desde 1999, se apoia no equilíbrio fiscal (O Globo, 23/07/2024; Brazil Journal, 11/08/2024; Estadão, 15/08/2024). Morte e legado Pastore morreu em 21 de fevereiro de 2024, em São Paulo (Estadão, 21/02/2024). Economistas, políticos e empresários lamentaram a perda, e o presidente do BC na época, Roberto Campos Neto, disse que ele sempre defendeu a instituição (Valor Econômico e Terra, 21/02/2024). Samuel Pessôa o descreveu como "um patriota que queria ajudar o País" (Estadão, 21/02/2024). Em 2024, Alexandre Schwartsman assumiu a elaboração das análises da consultoria (Estadão, 22/11/2024). Em 17 de junho de 2026, o Insper lançou a Cátedra Affonso Celso Pastore, ocupada por Sergio Firpo, por iniciativa de Claudio Haddad (Estadão, 17/06/2026). Patrimônio Não há patrimônio divulgado em fontes confiáveis. Linha do tempo 1939: nasce em São Paulo. 1961: graduação na FEA-USP. 1969: doutorado na FEA-USP. 1979: secretário da Fazenda de São Paulo. 1983: presidente do Banco Central. 2002: conselho da Gerdau. 2024: morre em São Paulo.
Carreira

Trajetória

  1. 2006 — 2024
    A. C. Pastore & Associados

    Consultoria de cenários macroeconômicos.

  2. 2002 — atual
    Conselheiro do Grupo Gerdau
  3. 1985 — atual
    Conselheiro da Caterpillar do Brasil
  4. 1983 — 1985
    Presidente do Banco Central

    Último nomeado no regime militar.

  5. 1979 — 1983
    Secretário da Fazenda de São Paulo

    Governo Paulo Maluf.

  6. 1976 — atual
    Professor da FEA-USP

    Adjunto em 1976, titular e diretor em 1978.

Projetos e Realizações

Iniciativas

Economia2024
Caminhos e descaminhos da estabilização
Livro

Livro póstumo sobre o conflito fiscal-monetário no Brasil.

Na imprensa

Notícias de outros portais

17 de jun. de 2026

Insper lança Cátedra Affonso Celso Pastore nesta quarta-feira

Cátedra será ocupada por Sergio Firpo, professor titular da instituição. O Insper lança nesta quarta-feira, 17, a Cátedra Affonso Celso Pastore, uma homenagem ao ex-presidente do Banco Central e um dos principais economistas do País. Ela será ocupada por Sergio Firpo, professor titular da instituição. Pastore faleceu em fevereiro de 2024, aos 84 anos. A criação da cátedra partiu de uma iniciativa de Claudio Haddad, fundador do Insper e presidente da Assembleia de Associados.

Fonte: Estadão

22 de nov. de 2024

Alexandre Schwartsman e o desafio de manter vivas as ideias de Affonso Celso Pastore

Economista assume a elaboração de análises econômicas da consultoria que passará a se chamar Pinotti & Schwartsman Associados a partir de 2025. Quando Affonso Celso Pastore morreu, em fevereiro, Maria Cristina Pinotti, sua esposa e sócia na consultoria econômica que levava o sobrenome do ex-presidente do Banco Central viu-se diante da seguinte decisão: fechar a empresa ou convidar alguém para assumir a elaboração das análises econômicas. Se a decisão fosse a segunda — como foi — ela sabia imediatamente quem chamar.

Fonte: Estadão

11 de ago. de 2024

Pastore narra a construção do tripé da estabilidade em livro que é ‘obra de arte’

O Banco Central do Brasil foi criado em 1966, mas só três décadas depois, a partir de 1999, a política monetária passou a ser eficaz no combate à inflação. Isso apenas aconteceu quando, seguindo o exemplo de outros países, o Brasil adotou o chamado “tripé da política macroeconômica,” como explica o economista Affonso Celso Pastore no livro póstumo Caminhos e descaminhos da estabilização – Uma análise do conflito fiscal-monetário no Brasil (Portfolio Penguin; 240 páginas).

Fonte: Brazil Journal

06 de ago. de 2024

Caminhos e descaminhos da estabilização e a contribuição de Affonso Celso Pastore

Uma das lições em livro póstumo do economista é que os Bancos Centrais devem atuar sempre com independência em relação a governos e mercados, mirando o controle da inflação. Affonso Celso Pastore, que nos deixou em fevereiro, foi um economista completo, com atuação destacada na academia, na gestão da política econômica e referência entre as consultorias econômicas independentes atuando no País.

Fonte: Estadão

22 de fev. de 2024

Em última entrevista ao Estadão, Pastore disse não acreditar em déficit zero

Um dos maiores economistas do Brasil e ex-presidente do BC falou com o E-Investidor duas semanas antes de sua morte. O economista Affonso Celso Pastore faleceu nesta quarta-feira (21), aos 84 anos, em São Paulo. O ex-presidente do Banco Central (BC) estava internado após passar por cirurgia no sábado (17) para tratar de um problema vascular na perna. Colunista do Estadão, Pastore concedeu entrevista ao E-Investidor há duas semanas.

Fonte: Estadão

21 de fev. de 2024

Morre o economista Affonso Celso Pastore, aos 84 anos

Economista estava com um problema vascular na perna e havia sido internado para uma cirurgia no sábado. Morreu nesta quarta-feira, 21, o economista Affonso Celso Pastore, aos 84 anos, em São Paulo. Ele estava com um problema vascular na perna, havia sido internado para uma cirurgia no sábado, 17, passou o fim de semana na UTI, mas não resistiu. Pastore era colunista do Estadão e escrevia quinzenalmente, aos domingos. O velório será no cemitério do Morumbi, entre às 13 e 17 horas.

Fonte: Estadão

21 de fev. de 2024

Economistas, políticos e empresários lamentam morte de Pastore: 'Perda enorme para o País'

Personalidades destacam trajetória, rigor científico e importância de Affonso Celso Pastore para o pensamento econômico brasileiro. A morte de Affonso Celso Pastore, de 84 anos, na manhã desta segunda-feira, 21, comoveu economistas do País. Em depoimentos, eles falam de sua paixão pela economia e pelo trabalho dos banco centrais. "Sempre esteve à frente do seu tempo, desde os primeiros anos na USP", diz Ilan Goldfajn, do BID. Era uma pessoa muito querida e muito comentada no âmbito dos banqueiros centrais.

Fonte: Terra

21 de fev. de 2024

MEMÓRIA: O legado ortodoxo do economista Affonso Celso Pastore

Morto aos 84 anos, o professor universitário e ex-presidente do Banco Central influenciou uma geração de economistas. A trajetória de Affonso Celso Pastore, professor universitário e ex-presidente do Banco Centra l, que morreu nesta quarta-feira, 21 de fevereiro, aos 84 anos, em São Paulo, em decorrência de complicações de uma cirurgia para tratar de problemas vasculares, foi marcada por posições firmes e rigor acadêmico na análise econômica.

Fonte: NeoFeed

21 de fev. de 2024

Pastore foi um pensador do Brasil que tratou a economia com rigor e lecionou sob aplausos

Ex-presidente do Banco Central morreu nesta quarta-feira, 21, aos 84 anos; economista estava em plena e intensa atividade profissional e intelectual. A morte de Affonso Celso Pastore aos 84 anos ocorre em idade ainda profícua em termos da sua imensa contribuição para o debate e a implementação de políticas econômicas no Brasil, ao longo de várias décadas. Nesse sentido, é uma perda ainda mais irreparável, pois Pastore encontrava-se em plena e intensa atividade profissional e intelectual.

Fonte: Estadão

21 de fev. de 2024

Affonso Celso Pastore, economista e ex-presidente do Banco Central, morre aos 84 anos - Suno - Investimentos Inteligentes

Affonso Celso Pastore havia sido internado para uma cirurgia no último sábado (17), chegou a ficar na UTI, mas não resistiu. Notícias Economia Affonso Celso Pastore, economista e ex-presidente do Banco Central, morre aos 84 anos É HOJE! A Suno está liberando R$ 300 mil em bônus e vagas limitadas com condições especiais! Morreu nesta quarta-feira (21) em São Paulo, aos 84 anos, o economista Affonso Celso Pastore.

Fonte: Suno Notícias

21 de fev. de 2024

Pastore sempre defendeu o Banco Central, diz Campos Neto; veja mais repercussões

Affonso Celso Pastore morreu nesta quarta-feira aos 84 anos. O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou nesta quarta-feira que o economista Affonso Celso Pastore foi uma pessoa que sempre apoiou o Banco Central, lembrando que ele defendeu a autonomia e outros projetos do órgão. Pastore faleceu nesta quarta-feira aos 84 anos. Campos Neto disse que a morte do ex-presidente do BC é uma “enorme perda” e lembrou que mantinham contato.

Fonte: Valor Econômico

21 de fev. de 2024

Quem foi Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central durante a ditadura militar - ND Mais

O economista e ex-presidente do Banco Central, Affonso Celso Pastore, morreu nesta quarta-feira (21), em São Paulo. O ex-presidente do BC morreu nesta quarta-feira (21), aos 84 anos, em São Paulo. O economista atuava também como colunista do jornal O Estado de São Paulo. Affonso Celso Pastore, nasceu em São Paulo, em 19 de junho de 1939, e terminou sua graduação na Universidade de São Paulo no início dos anos 60.

Fonte: Nd+

21 de fev. de 2024

Em nota de pesar, BC relembra atuação de Pastore à frente do órgão

Presidente da autoridade monetária entre 1983 e 1985, o economista Affonso Celso Pastore deixou 'marca profunda nos estudos de economia desenvolvidos no Brasil', diz nota. O Banco Central (BC) divulgou uma nota de pesar nesta quarta-feira (21/2) pela morte do ex-presidente da instituição, o economista Affonso Celso Pastore, aos 84 anos, que não resistiu após passar por um procedimento cirúrgico.

Fonte: Correio Braziliense

19 de mai. de 2023

Pastore teme dominância fiscal; arcabouço não resolve “doença degenerativa”

No simplismo dos argumentos dos debates instantâneos nas redes sociais, é comum ouvir críticos do Governo e adversários do PT afirmando que o Brasil ruma. O economista Affonso Celso Pastore, tão ortodoxo quanto rigoroso em suas análises, rejeita a comparação. “A Argentina ninguém consegue reproduzir,” Pastore disse ao Brazil Journal. Isso não quer dizer que Pastore, presidente do Banco Central de 1983 a 1985 e um dos mais respeitados macroenomistas do País, não esteja preocupado – e muito.

Fonte: Brazil Journal

13 de abr. de 2023

Affonso Celso Pastore, o incansável estudioso de políticas econômicas

Affonso Celso Pastore é ex-presidente do Banco Central e segue com olhar crítico sobre os rumos do país. Veja fatos de sua trajetória. Ex-presidente do Banco Central segue com olhar crítico sobre os rumos do país O paulistano Affonso Celso Pastore é economista formado pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), com doutorado pela mesma instituição.

Fonte: InfoMoney

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Perguntas frequentes

FAQ

Quem foi Affonso Celso Pastore?

Economista, professor da FEA-USP e presidente do Banco Central de 1983 a 1985.

Quando Affonso Celso Pastore morreu?

Em 21 de fevereiro de 2024, em São Paulo, aos 84 anos.

Quantos anos tinha Affonso Celso Pastore?

Tinha 84 anos; nasceu em 19 de junho de 1939.

Onde Affonso Celso Pastore nasceu?

Em São Paulo.

Quando Pastore presidiu o Banco Central?

De agosto de 1983 a março de 1985.

Qual o último livro de Pastore?

Caminhos e descaminhos da estabilização, lançado em 2024.

O que é a A. C. Pastore & Associados?

Consultoria de cenários macroeconômicos que leva o nome dele.

Onde Pastore estudou?

Economia e doutorado na FEA-USP, em 1961 e 1969.

Pastore foi secretário da Fazenda de São Paulo?

Sim, de março de 1979 a março de 1983, no governo Paulo Maluf.

Qual era a linha econômica de Pastore?

Ortodoxa, com defesa do equilíbrio fiscal e da autonomia do Banco Central.

O que é a Cátedra Affonso Celso Pastore?

Homenagem do Insper lançada em 17 de junho de 2026 e ocupada por Sergio Firpo.

Qual o patrimônio de Pastore?

Não há valor divulgado em fontes confiáveis.

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