Foto oficial de Gustavo Pimenta

Gustavo Pimenta

Presidente (CEO) da Vale

Em exercício desde 2023
Biografia

Resumo biográfico

Gustavo Duarte Pimenta é o presidente (CEO) da Vale, uma das maiores mineradoras do mundo, cargo que ocupa desde 1º de outubro de 2024. Economista formado pela UFMG, ficou conhecido por assumir a empresa depois de uma sucessão disputada, em que o governo Lula tentou emplacar um nome próprio, e por assinar no mesmo mês o acordo de R$ 170 bilhões para reparar os danos do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana. Antes de comandar a Vale, foi vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores da própria mineradora, a partir de 2021, e passou 12 anos na AES, grupo americano de energia, onde chegou a diretor financeiro (CFO) global. Também trabalhou no Citigroup, em Nova York, e na KPMG. À frente da Vale, Pimenta aproximou a empresa do governo federal, anunciou investimentos de R$ 70 bilhões no Pará e de cerca de R$ 67 bilhões em Minas Gerais até 2030 e colocou o cobre no centro do plano de crescimento. Em sua gestão, a empresa também enfrentou multas e a suspensão de operações depois de vazamentos em duas minas mineiras, em janeiro de 2026. Origem e formação Gustavo Pimenta nasceu em junho de 1978, segundo o registro de diretores da Companies House, do Reino Unido, e tem 48 anos. É mineiro e tem forte ligação com Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, apontada como sua cidade natal pela TV O Tempo (09/09/2025) e pelo portal DeFato (02/10/2024). O portal DiviNews (27/08/2024) informou que ele nasceu em Belo Horizonte e foi criado em Divinópolis desde criança. É filho de Luciano Pimenta, que foi secretário de Obras de Divinópolis na gestão do prefeito Fábio Notini, e de Ermínia Duarte, psicóloga que trabalhou na prefeitura da cidade, segundo o DiviNews. O DeFato o descreveu como torcedor do Atlético Mineiro e de perfil discreto. Formou-se em economia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e fez mestrado em finanças e economia na Fundação Getulio Vargas (FGV), segundo o perfil oficial publicado pela Vale. Também fez cursos de extensão na Fundação Dom Cabral e em universidades dos Estados Unidos, como Georgetown, Virgínia e Nova York, segundo o DeFato. KPMG e Citigroup (2001 a 2009) Pimenta começou a carreira como auditor sênior da KPMG, onde ficou de 2001 a 2004, segundo o Valor Econômico (27/08/2024). Em seguida foi para o Citigroup, em Nova York, onde trabalhou de 2004 a 2009 como vice-presidente de Estratégia e Fusões e Aquisições. AES (2009 a 2021) Em 2009, Pimenta entrou na AES, multinacional de energia com sede nos Estados Unidos, onde ficou 12 anos. Começou como vice-presidente de Serviços no Brasil, passou pela vice-presidência financeira e de relações com investidores e foi diretor de Planejamento e Estratégia e vice-presidente de Performance e Serviços. Chegou a diretor financeiro (CFO) global da AES Corporation. Também integrou conselhos de empresas do grupo, como a AES Gener, no Chile, e a AES Clean Energy, nos Estados Unidos, segundo o DeFato. Vice-presidente de Finanças da Vale (2021 a 2024) Pimenta chegou à Vale em novembro de 2021, na gestão de Eduardo Bartolomeo, como vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores, segundo o Estadão (05/08/2024). Além das finanças, respondia por Suprimentos e por Energia e Descarbonização. Entre suas metas estava reduzir em 33% até 2030 as emissões de gases de efeito estufa da empresa, segundo o Valor. Em 2023, trabalhou na separação da Vale Base Metals, a unidade de cobre e níquel, e na venda de 13% do capital dessa empresa a investidores sauditas e americanos, numa operação que avaliou o negócio em US$ 26 bilhões, segundo o Brazil Journal (27/08/2024). Desde setembro de 2023, é diretor da Vale Base Metals Limited, registrada no Reino Unido. A sucessão na Vale (2024) A troca de comando na Vale foi conturbada. O governo federal tentou indicar o ex-ministro Guido Mantega para a presidência da empresa, segundo a Veja (28/02/2025) e a Gazeta do Povo (15/02/2025), o que gerou críticas por causa do modelo de corporação sem controlador definido. A consultoria Russell Reynolds montou uma lista de 15 executivos para o conselho de administração, e o nome de Pimenta foi incluído como candidato interno, segundo o Estadão (05/08/2024). Em 26 de agosto de 2024, o conselho elegeu Pimenta por unanimidade para suceder Bartolomeo, cujo mandato terminava em 31 de dezembro. A posse foi antecipada e ocorreu em 1º de outubro de 2024, segundo a InfoMoney (21/09/2024). Remuneração Os documentos regulatórios da Vale indicavam que o presidente da empresa receberia de R$ 50 milhões a R$ 60 milhões por ano, somando salário fixo, bônus, ações e benefícios, segundo o Notícias de Mineração Brasil (01/10/2024). Cerca de 80% desse valor depende do cumprimento de metas. Para 2025, a assembleia de acionistas aprovou remuneração global de R$ 170,2 milhões para todo o Comitê Executivo da Vale, segundo a página de remuneração da empresa. Acordo de Mariana Em 25 de outubro de 2024, menos de um mês depois da posse, a Vale, a BHP e a Samarco assinaram com a União, os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, os Ministérios Públicos e as Defensorias o acordo definitivo de reparação do rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 5 de novembro de 2015 e que matou 19 pessoas. O acordo prevê R$ 170 bilhões e foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal. Pimenta disse que ele trazia "segurança jurídica" à empresa, segundo o Notícias de Mineração Brasil (25/10/2024). O acordo foi criticado. O Movimento dos Atingidos por Barragens afirmou que os termos beneficiavam as empresas, segundo o Valor (19/10/2024). O deputado estadual Leleco Pimentel (PT), da Assembleia de Minas, disse que os atingidos não foram ouvidos (ALMG, 22/10/2024). Em fevereiro de 2025, prefeitos das cidades afetadas reclamaram dos valores e do prazo de 20 anos, e um representante da Advocacia-Geral da União admitiu falhas na negociação, segundo a Veja (13/02/2025). Pimenta defendeu o acordo como o mais abrangente possível diante da complexidade do caso, em entrevista a O Fator (05/09/2025). Relação com o governo Lula Em 28 de janeiro de 2025, Pimenta teve a primeira reunião oficial com o presidente Lula, segundo a Reuters. Em 14 de fevereiro de 2025, em Parauapebas (PA), a Vale anunciou o Programa Novo Carajás, com R$ 70 bilhões em investimentos em minério de ferro e cobre até 2030. No evento, Lula disse que um "fio desencapado" havia criado um "clima desagradável" entre a empresa e o governo e afirmou esperar que isso acabasse com Pimenta, segundo a Gazeta do Povo (15/02/2025). Em entrevista às Páginas Amarelas da Veja (28/02/2025), Pimenta disse que existe "enorme convergência" entre a Vale e o Estado brasileiro. Afirmou que a empresa havia eliminado 57% das barragens a montante, com programa de US$ 5 bilhões. Em agosto de 2025, a Vale retirou a barragem de Forquilha do nível 3 de emergência, a última nessa situação, segundo O Fator. Resultados e estratégia Em 2025, a Vale produziu 336 milhões de toneladas de minério de ferro, 382 mil toneladas de cobre e 177 mil toneladas de níquel, e Pimenta disse que a empresa superou todas as metas do ano (Valor, 13/02/2026). O lucro anual, porém, caiu 56%, para R$ 13,8 bilhões, por causa de baixas contábeis no Canadá e de uma provisão ligada à Samarco, segundo o Valor. O plano estratégico chamado Vale 2030 prevê voltar a crescer no minério de ferro, para cerca de 360 milhões de toneladas por ano, e quase dobrar a produção de cobre, para cerca de 700 mil toneladas até 2035, com a maior parte em Carajás (Valor, 15/10/2026). Em setembro de 2026, Pimenta disse no Itaú BBA Leader Talks que projetos de cobre podem dar retorno de 20% ou mais. Afirmou ainda que a abertura de capital da Vale Base Metals não é iminente. Vazamentos em Minas Gerais (2026) Em 25 de janeiro de 2026, cerca de 262 mil metros cúbicos de água e sedimentos extravasaram da Cava 18 da mina de Fábrica, em Ouro Preto, e houve outro transbordamento na mina da Viga, em Congonhas. O material atingiu córregos que deságuam nos rios Maranhão e Paraopeba. O governo de Minas multou a Vale em R$ 1,7 milhão e suspendeu as operações das estruturas, segundo o Valor (29/01/2026). A Justiça Federal, a pedido do Ministério Público Federal, também suspendeu as atividades da mina de Fábrica. Pimenta atribuiu os vazamentos a uma inundação causada por chuvas fortes, disse que nenhuma barragem foi danificada e afirmou que a empresa estudaria como tornar as unidades mais resistentes às mudanças climáticas (Valor, 13/02/2026). Em 4 de março de 2026, a Vale pagou multa de R$ 13,7 milhões à prefeitura de Congonhas e teve o alvará restabelecido, segundo o BHAZ. Posições públicas Pimenta defende acelerar o projeto de lei dos minerais críticos e se opõe à tributação da exportação de matérias-primas, segundo a CNN Brasil (28/08/2026). No mesmo mês, em evento do Lide, disse que a falta de engenheiros é o "calcanhar de Aquiles" da indústria e que o Brasil deveria voltar a fazer megaprojetos de mineração de US$ 15 bilhões a US$ 20 bilhões (InfoMoney, 28/08/2026). Na reta final da eleição presidencial de 2026, afirmou em Londres que a mineração seria "fundamental e estratégica" para qualquer um dos dois candidatos (Valor, 15/10/2026). À Bloomberg Television, disse que os preços do minério de ferro deveriam estar mais altos e que cerca de 10% da oferta mundial operava com prejuízo por causa dos custos de frete e energia (Bloomberg Línea, 16/10/2026). Linha do tempo 2001 a 2021: KPMG, Citigroup e AES. 2021: vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores da Vale. 2023: diretor da Vale Base Metals. 26/08/2024: eleito presidente da Vale. 01/10/2024: assume a presidência. 25/10/2024: assina o acordo de Mariana. 14/02/2025: anuncia o Programa Novo Carajás com Lula. 25/01/2026: vazamentos nas minas de Fábrica e Viga. 15/10/2026: fala no FT Metals & Mining Summit, em Londres.
Carreira

Trajetória

  1. 2024 — atual
    Presidente (CEO) da Vale

    Eleito por unanimidade pelo conselho em 26 de agosto de 2024 e empossado em 1º de outubro de 2024.

  2. 2023 — atual
    Diretor da Vale Base Metals Limited

    Nomeado em 29 de setembro de 2023, segundo a Companies House do Reino Unido.

  3. 2021 — 2024
    Vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores da Vale

    Desde novembro de 2021, com responsabilidade também por Suprimentos e por Energia e Descarbonização.

  4. 2009 — 2021
    Executivo da AES

    Doze anos no grupo americano de energia: vice-presidente de Serviços no Brasil, diretor de Planejamento e Estratégia, vice-presidente de Performance e Serviços e, por fim, diretor financeiro (CFO) global da AES Corporation. Integrou os conselhos da AES Gener, no Chile, e da AES Clean Energy, nos Estados Unidos.

  5. 2004 — 2009
    Vice-presidente de Estratégia e M&A do Citigroup

    Em Nova York, de 2004 a 2009, período que incluiu a crise financeira de 2008.

  6. 2001 — 2004
    Auditor sênior da KPMG

    Auditoria, de 2001 a 2004, segundo o Valor Econômico (27/08/2024).

Projetos e Realizações

Iniciativas

Acordo2024
Acordo de Mariana
R$ 170 bilhões para reparar o rompimento da barragem de Fundão

Acordo definitivo assinado em 25 de outubro de 2024 por Vale, BHP e Samarco com a União, os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, os Ministérios Públicos e as Defensorias. Foi homologado pelo STF.

Investimento2025
Programa Novo Carajás
R$ 70 bilhões no Pará até 2030

Investimentos em minério de ferro e cobre em Carajás, anunciados em 14 de fevereiro de 2025 em evento com o presidente Lula, segundo a Gazeta do Povo.

Investimento2025
Investimentos em Minas Gerais
Cerca de R$ 67 bilhões até 2030

Plano de investimentos da Vale em Minas Gerais detalhado por Pimenta em entrevista à TV O Tempo em setembro de 2025.

Reestruturação2023
Vale Base Metals
Separação da unidade de cobre e níquel

Pimenta trabalhou na criação da Vale Base Metals e na venda de 13% do capital a investidores sauditas e americanos, a um valor de US$ 26 bilhões, segundo o Brazil Journal.

Estratégia2025
Plano Vale 2030
Crescimento em minério de ferro e cobre

Meta de cerca de 360 milhões de toneladas de minério de ferro por ano e de 700 mil toneladas de cobre até 2035, com a maior parte em Carajás.

Segurança2025
Eliminação das barragens em nível 3 de emergência
Programa de descaracterização

Em 2025, a Vale deixou de ter barragens em nível 3 de emergência e, segundo Pimenta, já havia investido cerca de R$ 12 bilhões na descaracterização de estruturas, com conclusão prevista até 2035.

Na imprensa

Notícias de outros portais

16 de out. de 2026

Vale afirma que custos altos levam 10% do mercado de minério a operar no prejuízo

Em entrevista à Bloomberg Television, Pimenta disse que os preços do minério de ferro deveriam estar mais altos, porque frete e energia mais caros, por causa do conflito no Oriente Médio, deixaram cerca de 10% da oferta marítima mundial no prejuízo, perto de 160 milhões de toneladas. Na mesma semana, o minério caiu abaixo de US$ 90 por tonelada em Cingapura pela primeira vez em dois anos.

Fonte: Bloomberg Línea

21 de set. de 2026

“Nosso potencial de destravar valor está no que já temos”, diz CEO da Vale

No Itaú BBA Leader Talks, Pimenta disse que o maior potencial da Vale está nos ativos que a empresa já tem, em especial os projetos de cobre em Carajás. Afirmou que a produção pode chegar a 700 mil toneladas anuais de cobre, que esses projetos podem render 20% ou mais e que o licenciamento ambiental é um dos principais obstáculos.

Fonte: Broadcast (Agência Minera Brasil)

28 de ago. de 2026

Vale se depara com escassez de engenheiros enquanto foca novos projetos, diz CEO

Em evento do Lide, Pimenta disse que a falta de engenheiros e de empresas de engenharia é o "calcanhar de Aquiles" da indústria e que a Vale às vezes precisa recorrer a profissionais de fora do Brasil. Também defendeu que o país volte a fazer megaprojetos de mineração de US$ 15 bilhões a US$ 20 bilhões.

Fonte: InfoMoney (Reuters)

04 de mar. de 2026

Vale paga multa de R$ 13,7 milhões e volta a operar em Congonhas

A prefeitura de Congonhas restabeleceu o alvará de funcionamento da Vale depois de a empresa cumprir exigências como contenção e limpeza das estruturas e dos córregos atingidos e atualização do plano de emergência. A Vale pagou multa de R$ 13.710.000,32. O Ministério Público Federal havia pedido à Justiça o bloqueio de R$ 1 bilhão e a proibição de venda da mina de Fábrica por causa do vazamento.

Fonte: Bhaz

13 de fev. de 2026

Vale diz que vazamento nas minas de MG foi consequência de inundação causada por chuvas

Na teleconferência sobre os resultados de 2025, Gustavo Pimenta atribuiu os vazamentos de Congonhas e Ouro Preto a uma inundação causada por chuvas fortes. Ele disse que nenhuma barragem foi danificada, que a empresa trabalhava para retomar as operações em duas ou três semanas, a depender das autoridades, e que a Vale estudaria como tornar as unidades mais resistentes às mudanças climáticas.

Fonte: Valor Econômico

13 de fev. de 2026

Superamos todas as metas previstas para 2025, diz CEO da Vale

Na teleconferência de resultados, Pimenta disse que a Vale superou as metas de 2025, com 336 milhões de toneladas de minério de ferro, 382 mil toneladas de cobre, produção recorde no Brasil, e 177 mil toneladas de níquel. No mesmo balanço, o lucro anual caiu 56%, para R$ 13,8 bilhões, por efeitos contábeis não recorrentes.

Fonte: Valor Econômico

29 de jan. de 2026

Após vazamentos, governo de MG multa Vale e suspende operações em minas de Congonhas e Ouro Preto

O governo de Minas Gerais multou a Vale em R$ 1,7 milhão e suspendeu de forma cautelar a operação da mina da Viga, em Congonhas, e da Cava 18 da mina de Fábrica, em Ouro Preto. A medida veio depois do transbordamento de água e rejeitos ocorrido em 25 de janeiro de 2026, que somou 262 mil metros cúbicos e atingiu cursos d'água. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, houve erosão e rompimento de uma barreira de segurança; a Vale falou apenas em transbordamento.

Fonte: Valor Econômico

05 de set. de 2025

Guerra comercial, terras raras, relação com Lula e repactuação de Mariana: Gustavo Pimenta, da Vale, fala a O Fator

Perto de completar um ano no cargo, Pimenta disse que o acordo de Mariana foi o caminho mais viável e o mais abrangente possível. Contou que a Vale não tinha mais barragens em nível 3 de emergência, depois de reduzir o nível de Forquilha, e que investiu cerca de R$ 12 bilhões na descaracterização de estruturas, com conclusão prevista até 2035.

Fonte: O Fator

28 de fev. de 2025

‘Queremos diálogo’, diz presidente da Vale sobre governo Lula

Nas Páginas Amarelas, Pimenta disse que a relação da Vale é com o Estado brasileiro e que há "enorme convergência" entre os dois. Afirmou que a empresa eliminou 57% das barragens a montante, com programa de US$ 5 bilhões, e que a Justiça brasileira é o foro correto para as indenizações de Mariana, e não a ação movida em Londres contra a BHP.

Fonte: Veja

15 de fev. de 2025

Lula elogia gestão de Gustavo Pimenta na Vale

Em evento em Parauapebas (PA), onde a Vale anunciou R$ 70 bilhões em investimentos em Carajás até 2030, o presidente Lula disse que um "fio desencapado" havia criado um clima desagradável entre o governo e a mineradora e que isso acabaria com Pimenta. O jornal lembra que o governo havia tentado interferir na sucessão e emplacar Guido Mantega.

Fonte: Gazeta do Povo

13 de fev. de 2025

Governo faz evento sobre acordo de Mariana, mas leva sermão de prefeitos

Em encontro com novos prefeitos em Brasília, gestores das cidades atingidas pela tragédia de Mariana disseram que os recursos destinados aos municípios no acordo assinado por Samarco, Vale e BHP eram insuficientes e que o prazo de 20 anos para pagamento era excessivo. Um adjunto da Advocacia-Geral da União reconheceu falhas na negociação, como a falta de participação dos prefeitos.

Fonte: Veja

25 de out. de 2024

Acordo de Mariana dá 'segurança jurídica' à Vale

No dia da assinatura do acordo de reparação de Mariana com a BHP e a Samarco, que prevê R$ 170 bilhões, Gustavo Pimenta disse que o termo dava segurança jurídica à empresa. O acordo ainda dependia de homologação, que foi feita depois pelo Supremo Tribunal Federal.

Fonte: Notícias de Mineração Brasil

22 de out. de 2024

Para coordenador da Cipe Rio Doce, novo acordo de Mariana é insuficiente

O deputado estadual Leleco Pimentel (PT), coordenador da comissão interestadual de parlamentares da bacia do Rio Doce, criticou a proposta de acordo divulgada pelo governo federal e pela Vale, que acrescentava R$ 100 bilhões aos R$ 67 bilhões já pactuados. Segundo ele, representantes das comunidades atingidas não foram convidados para as reuniões.

Fonte: Assembleia Legislativa de Minas Gerais

19 de out. de 2024

Movimento dos Atingidos por Barragens critica termos do acordo com Vale em caso Mariana

Integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens criticaram a proposta de repactuação da tragédia de Mariana apresentada em 18 de outubro de 2024, com pagamento de R$ 167 bilhões por Vale, Samarco e BHP Brasil. Para o grupo, os termos beneficiavam as empresas. O acordo foi assinado uma semana depois e homologado pelo STF.

Fonte: Valor Econômico

01 de out. de 2024

Novo presidente da Vale deve receber até R$ 60 mi por ano

Segundo documentos regulatórios da Vale, o novo presidente deve receber de R$ 50 milhões a R$ 60 milhões por ano, somando salário fixo, bônus, ações e benefícios. Cerca de 80% da remuneração do cargo depende do cumprimento de metas.

Fonte: Notícias de Mineração Brasil

27 de ago. de 2024

Quem é Gustavo Pimenta, o novo presidente da Vale

Perfil publicado depois da eleição de Pimenta pelo conselho da Vale. O jornal relata a formação em economia pela UFMG e o mestrado na FGV, a passagem pela KPMG de 2001 a 2004, pelo Citigroup de 2004 a 2009 e os 12 anos na AES. Na Vale, ele respondia por finanças, relações com investidores, suprimentos e descarbonização.

Fonte: Valor Econômico

27 de ago. de 2024

Vale escolhe Gustavo Pimenta como novo CEO

O Brazil Journal noticiou a eleição unânime de Pimenta pelo conselho da Vale, ao fim de processo conduzido pela Russell Reynolds. Para o site, a escolha de um nome interno agradaria ao mercado e encerraria a incerteza sobre uma intervenção direta do governo Lula. O texto lembra que ele conduziu a separação da Vale Base Metals e a venda de 13% da unidade a um valor de US$ 26 bilhões.

Fonte: Brazil Journal

05 de ago. de 2024

Sucessão na Vale: lista para CEO será reduzida de 15 para 5 nomes e deve incluir VP de Finanças

O Estadão/Broadcast informou que a lista de 15 executivos preparada pela consultoria Russell Reynolds para a presidência da Vale seria reduzida a quatro favoritos do conselho, mais um candidato interno, provavelmente Gustavo Pimenta. O jornal descreveu Pimenta como sereno e de fácil interlocução, com domínio das finanças da mineradora e experiência internacional.

Fonte: Estadão

Causas

Causas e valores defendidos

Minerais críticos

Defende acelerar o projeto de lei da política nacional de minerais críticos e é contra tributar a exportação de matérias-primas (CNN Brasil, 28/08/2026).

Formação de engenheiros

Diz que a falta de engenheiros é o principal gargalo da mineração e cita parcerias da Vale com escolas técnicas e com o Sistema S (InfoMoney, 28/08/2026).

Descarbonização

Como vice-presidente, respondia pela meta da Vale de reduzir em 33% as emissões diretas e indiretas até 2030 (Valor, 27/08/2024).

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Perguntas frequentes

FAQ

Quem é Gustavo Pimenta?

Gustavo Pimenta é um economista mineiro que preside a Vale desde 1º de outubro de 2024. Antes, foi vice-presidente de Finanças da própria Vale e CFO global da AES.

Quantos anos tem Gustavo Pimenta?

Gustavo Pimenta tem 48 anos. Ele nasceu em junho de 1978, segundo o registro da Companies House, do Reino Unido.

De onde é Gustavo Pimenta?

Gustavo Pimenta é de Minas Gerais e tem ligação com Divinópolis, apontada como sua cidade natal pela TV O Tempo. O portal DiviNews informou que ele nasceu em Belo Horizonte e foi criado em Divinópolis.

De quem Gustavo Pimenta é filho?

Gustavo Pimenta é filho de Luciano Pimenta, ex-secretário de Obras de Divinópolis, e de Ermínia Duarte, psicóloga que trabalhou na prefeitura da cidade, segundo o DiviNews.

Qual é a formação de Gustavo Pimenta?

Gustavo Pimenta é formado em economia pela UFMG e tem mestrado em finanças e economia pela Fundação Getulio Vargas.

Quando Gustavo Pimenta assumiu a Vale?

Ele foi eleito por unanimidade pelo conselho da Vale em 26 de agosto de 2024 e assumiu a presidência em 1º de outubro de 2024, no lugar de Eduardo Bartolomeo.

Quanto ganha o presidente da Vale, Gustavo Pimenta?

Documentos da Vale indicavam remuneração de R$ 50 milhões a R$ 60 milhões por ano para o cargo, somando salário, bônus, ações e benefícios. Cerca de 80% depende de metas.

Onde Gustavo Pimenta trabalhou antes da Vale?

Ele foi auditor da KPMG, vice-presidente de Estratégia e M&A do Citigroup em Nova York e passou 12 anos na AES, onde chegou a CFO global.

Gustavo Pimenta foi indicado pelo governo Lula?

Não. O governo tentou indicar Guido Mantega, mas o conselho escolheu Pimenta, candidato interno, numa seleção conduzida pela consultoria Russell Reynolds.

O que Gustavo Pimenta disse sobre o acordo de Mariana?

Ele disse que o acordo de R$ 170 bilhões, assinado em outubro de 2024, dava segurança jurídica à Vale. Mais tarde, o definiu como o mais abrangente possível diante da complexidade do caso.

Qual é a meta da Vale para o cobre?

Sob Pimenta, a Vale quer passar de cerca de 380 mil toneladas de cobre por ano para 700 mil toneladas até 2035, com a maior parte em Carajás.

Gustavo Pimenta torce para qual time?

Gustavo Pimenta é torcedor do Atlético Mineiro, segundo o portal DeFato.

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