Foto oficial de Guilherme Benchimol

Guilherme Benchimol

Fundador e presidente do conselho da XP Inc.

Em exercício desde 2001
Biografia

Resumo biográfico

Guilherme Dias Fernandes Benchimol é um empresário e economista brasileiro, fundador e presidente do conselho de administração da XP Inc., uma das maiores plataformas de investimentos do país. Criou a XP em 2001, em Porto Alegre, com cerca de R$ 10 mil, depois de ser demitido aos 24 anos, e comandou a empresa como CEO até 2021. Sob sua gestão, a XP passou de um escritório de agentes autônomos a uma corretora com rede nacional de assessores, recebeu R$ 6 bilhões do Itaú por 49,9% do capital em 2017 e abriu capital na Nasdaq em dezembro de 2019. Em 2026, a XP tinha 4,8 milhões de clientes ativos e R$ 1,5 trilhão em ativos de clientes, segundo a Forbes Brasil. A Forbes estimou a fortuna de Benchimol em R$ 9,1 bilhões em 2026, a 37ª maior do país. Ele responde, como ex-diretor da XP, a processos da CVM sobre a fiscalização de agentes autônomos, e em julho de 2026 fechou um acordo de R$ 405 mil com o órgão para encerrar um deles. Origem e formação Guilherme Benchimol nasceu no Rio de Janeiro em 1976 e tem 50 anos, segundo a Forbes Brasil (01/10/2026). É filho do cardiologista Cláudio Benchimol e da artista plástica Lígia, e cresceu entre a casa do pai e a da mãe, que eram separados. O avô e o pai eram médicos, e a medicina parecia o caminho natural, mas ele desistiu da carreira depois de acompanhar, adolescente, um procedimento que terminou com a morte de uma paciente. Na adolescência, jogou tênis em competições e chegou a pensar em se profissionalizar. Aos 15 anos, quis deixar a escola pelo esporte, e o pai impôs a condição de que, sem escola, não haveria tênis. Formou-se em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Decidiu trabalhar no mercado financeiro depois de ler sobre o banqueiro Luiz Cezar Fernandes, fundador do Pactual, e assistir a uma palestra dele na PUC-Rio. Início da carreira e demissão Aos 18 anos, começou como estagiário em corretoras do Rio de Janeiro. Passou pela corretora Sênior, pelo banco Icatu, pela Investshop e pelo banco Bozano, onde vendia plataformas de home broker para outras corretoras. Entre 2000 e 2001, a venda do Bozano ao Santander e o estouro da bolha das empresas de internet acabaram com a área em que trabalhava, e ele foi demitido aos 24 anos. Em entrevistas, conta que o pai costumava dizer que "gente boa não era demitida" e que a sensação de fracasso o levou a mudar de estado. Fundação da XP (2001) Em Porto Alegre, aceitou uma vaga numa corretora e conheceu Marcelo Maisonnave. Em maio de 2001, os dois abriram um escritório de agentes autônomos numa sala de 25 metros quadrados, com dois estagiários e computadores usados comprados de uma lan house. O nome vinha de "XPTO", e o "TO" caiu. Para atrair clientes, a empresa dava cursos de educação financeira e ensinava as pessoas a investir na bolsa. Nos primeiros anos, Benchimol vendeu o carro e pediu dinheiro emprestado a um amigo para manter o negócio, segundo o InfoMoney (07/11/2020). A XP comprou uma corretora, montou uma rede de assessores de investimento no Sul e depois no resto do país e se inspirou na americana Charles Schwab, com uma plataforma aberta que vende produtos próprios e de concorrentes. No início dos anos 2010, já era a maior corretora independente do país. Benchimol disse ao Brazil Journal (16/10/2026) que, nessa época, trabalhou dez anos com poucos fins de semana e chegou a pensar em desistir de empreender. Crescimento da XP (2002–2016) Para financiar os primeiros cursos, Benchimol pediu R$ 5 mil emprestados a um amigo e anunciou no jornal Zero Hora um curso de bolsa a R$ 300. Apareceram 30 alunos, e a XP passou a dar aulas todos os fins de semana. Sem dinheiro para pagar a estagiária Ana Clara, os sócios lhe deram 10% da empresa, e ela virou a terceira sócia. Com escritórios parceiros no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná, a XP abria 200 contas por mês e chegou perto de R$ 3 milhões de receita em 2004, segundo o InfoMoney (07/11/2020). Os novos sócios compravam participação dos antigos, num modelo de partnership inspirado no Banco Garantia. Em 2007, a XP comprou a pequena corretora Americainvest e virou corretora de ações. Benchimol voltou ao Rio de Janeiro como dono de uma empresa avaliada em R$ 50 milhões. Na crise de 2008, o Ibovespa despencou, a XP demitiu e cortou salários e desfez a contratação pela CLT dos agentes autônomos, com prejuízo de cerca de R$ 2 milhões. A empresa criou uma área de seguros e reforçou o atendimento a investidores institucionais. Em 2010, a gestora Actis aportou R$ 100 milhões por 20,5% da XP, então avaliada em R$ 500 milhões, com 70 mil clientes e receita de R$ 185 milhões. Depois veio a General Atlantic, numa operação conduzida por Martín Escobari, que avaliou a XP em R$ 1,2 bilhão e aportou R$ 570 milhões. Nesse período, a XP comprou o site InfoMoney e abriu a plataforma a fundos e títulos de outras instituições. Em 2013, vários sócios antigos deixaram a empresa, e Marcelo Maisonnave saiu em 2014. A XP comprou a Clear em 2014 e a Rico em 2016, e a captação mensal passou de R$ 1 bilhão pela primeira vez em 2015. A história da empresa até a entrada do Itaú é contada no livro "Na raça", da jornalista Maria Luiza Filgueiras. Fundos, Itaú e Nasdaq Com aportes de fundos de private equity, a XP ampliou a operação e comprou concorrentes. Em maio de 2017, o Itaú Unibanco acertou a compra de 49,9% do capital da empresa por cerca de R$ 6 bilhões. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou o negócio em março de 2018, com restrições para garantir a autonomia da XP e impedir que ela discriminasse produtos de outros bancos. Em dezembro de 2019, a XP Inc. abriu capital na Nasdaq, em Nova York. Em 2021, o Itaú separou a participação na XP numa nova empresa, a XPart, depois incorporada pela XP, e os papéis passaram a ser negociados também na B3 como BDRs. Em 2026, a XP valia cerca de US$ 10 bilhões na Nasdaq, segundo a Forbes Brasil. Na estreia na Nasdaq, a ação saiu a US$ 27, acima da faixa indicativa, avaliou a XP em cerca de R$ 62,5 bilhões e subiu 27% no primeiro dia, segundo o InfoMoney. No mesmo ano, a empresa começou a montar o Banco XP. Em 2020, Benchimol foi uma das vozes do movimento Não Demita, que pedia às empresas que mantivessem os empregos durante a pandemia. Saída do Itaú O Banco Central vetou a compra do controle da XP pelo Itaú em 2018, e o acordo definitivo foi assinado em agosto daquele ano, com o banco como sócio minoritário. A separação começou em 2021. Em 2022, o Itaú exerceu uma opção de compra e ficou com 11,36% da XP, segundo o Valor Econômico (23/08/2024). A Itaúsa vendeu toda a sua participação em dezembro de 2023 e levantou R$ 1,7 bilhão, segundo a B3. Em agosto de 2024, o Itaú vendeu todas as ações classe A e manteve só ações classe B, equivalentes a 1,54% do capital da XP. Presidente do conselho (desde 2021) Benchimol deixou o cargo de CEO em 2021 e passou à presidência do conselho de administração. O cargo de CEO ficou com Thiago Maffra, então diretor de tecnologia. Ao InfoMoney (01/09/2022), contou que um estudo americano sobre fundadores consolidou a decisão. Em outra entrevista ao InfoMoney (10/10/2026), disse que foi aconselhado por Jorge Paulo Lemann, para quem "a cadeira de CEO fica pequena" para o dono, e que "você só tem um negócio de verdade quando se torna substituível". Como presidente do conselho, diz cuidar de estratégia, governança e formação de lideranças. Em outubro de 2026, a XP anunciou a saída de Martín Escobari do conselho e a entrada de Rodrigo Kede Lima, executivo da Microsoft, segundo o InfoMoney (16/10/2026). Estratégia recente da XP Em julho de 2024, Benchimol disse ao InfoMoney que era "questão de tempo" dobrar o número de assessores de investimentos no país, então 25 mil. Contou também que tem um family office comandado por um ex-sócio da XP e que faz todos os seus investimentos dentro da própria XP. Em junho de 2025, disse à Bloomberg Línea (30/06/2025) que a meta era mais que dobrar a participação de 11% da XP no mercado de investimentos em cinco anos, com foco na qualidade da assessoria, e que a empresa seria "dura" com os escritórios para melhorar o serviço. A XP tinha cerca de 20 mil assessores na rede. Na Expert XP 2025, disse a assessores que usa inteligência artificial antes de toda visita a clientes e que quem não souber usá-la "é carta fora do baralho", segundo o InfoMoney (26/07/2025). Em julho de 2026, defendeu um ajuste fiscal "independente de quem for o presidente" e disse que a XP queria chegar a 22% do mercado de investimentos até 2033, segundo O Globo (28/07/2026). Em outubro de 2026, a plataforma de fundos da XP passou de R$ 500 bilhões em custódia, segundo o Pipeline, do Valor. Instituto B55 Em fevereiro de 2026, Benchimol lançou o Instituto B55 com André Street, fundador da Stone, e David Vélez, fundador do Nubank. O CEO é Cristhiano Faé. A organização sem fins lucrativos atende pequenas e médias empresas que já passaram da fase inicial, mas pararam de crescer. Oferece cursos, imersões, mentorias e acesso a capital, e planeja um campus físico, segundo a Bloomberg Línea (10/02/2026) e O Globo (11/02/2026). O "B" vem de base e o "55" é o código telefônico do Brasil. Jorge Paulo Lemann está entre os mais de vinte embaixadores. Benchimol disse que o instituto não quer "vender cursos de fim de semana". Ideias sobre gestão Em entrevista ao InfoMoney (12/09/2025), ligada ao estudo Founder Liquidity in Brazil, da Endeavor, Benchimol disse que o IPO deve ser o "plano Z" do empreendedor e que sempre preferiu gerar liquidez com dividendos, sem vender ações. Na newsletter Acelerador de Carreira, de O Globo (09/09/2025), contou que, perto dos 35 anos, o "executor fanático" precisou virar estrategista. Com 500 funcionários, não conseguia mais saber de tudo e teve de aprender a delegar. Patrimônio e rankings A Forbes Brasil estimou a fortuna de Guilherme Benchimol em R$ 9,1 bilhões na lista de 2026, o que o colocou na 37ª posição entre 255 bilionários brasileiros. A estimativa usa as cotações de 30 de junho de 2026. Em 26 de outubro de 2026, dia seguinte à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva contra Flávio Bolsonaro, as ações da XP fecharam em queda de 48,36% na Nasdaq, a maior entre as fintechs brasileiras listadas nos Estados Unidos, segundo o Finsiders Brasil (26/10/2026). Os papéis vinham subindo nas semanas anteriores com a aposta do mercado numa troca de governo. Processos na CVM Como diretor responsável da XP pela fiscalização dos agentes autônomos, Benchimol foi alvo de processos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Em um caso antigo, sobre erros no armazenamento de ordens de clientes, foi absolvido, segundo O Globo. Em janeiro de 2025, a CVM abriu processo sancionador contra a XP, Benchimol, o ex-agente autônomo Ricardo de Oliveira Barbosa e o gestor Alexandre Klabin por irregularidades em carteiras da gestora Genus Capital com clientes do escritório Index Capital, entre 2014 e 2017. Em 2017, a XP já havia ressarcido os clientes lesados, informou a coluna Capital, de O Globo. A acusação contra a XP e Benchimol era de não terem fiscalizado adequadamente os agentes autônomos. Em 21 de julho de 2026, o colegiado da CVM aceitou, por unanimidade, o termo de compromisso proposto pela XP e por Benchimol. Os dois se comprometeram a pagar R$ 1,485 milhão à CVM, dos quais R$ 405 mil pagos por Benchimol, além de indenizar uma investidora no processo que ela move na Justiça. O termo de compromisso encerra o processo sem julgamento e sem reconhecimento de culpa. A proposta de Ricardo Barbosa foi rejeitada. Polêmicas Em fevereiro de 2023, um e-mail de Benchimol a assessores da XP criticou escritórios que, segundo ele, estavam "abandonando" clientes e tinham baixo desempenho. Um dos escritórios rebateu e apontou falhas operacionais e relatórios errados da própria XP, segundo a Bloomberg Línea (17/02/2023). O episódio ocorreu durante a mudança da XP no modelo de remuneração dos assessores. Em agosto de 2021, uma foto de uma equipe do escritório Ável Investimentos, credenciado à XP, só com profissionais brancos e poucas mulheres, viralizou nas redes. A ONG Educafro moveu ação civil pública contra a XP e a Ável. Em maio de 2022, o caso terminou em acordo, sem pagamento de danos morais coletivos, com compromissos de contratação de negros e mulheres, segundo o Valor Econômico (26/05/2022). Em 2020, a XP havia anunciado a meta de ter 50% de mulheres entre os funcionários até 2025. Política Benchimol não tem filiação partidária. Em 2022, recebeu críticas de seguidores ao se encontrar com Lula, então pré-candidato do PT. Respondeu no Instagram que exercia seu "papel institucional" de falar com todos os candidatos "de forma isonômica" e lembrou que já havia conversado com João Doria e Eduardo Leite, segundo O Globo. Vida pessoal e atividades Benchimol é casado com Ana Clara Sucolotti, uma das duas primeiras estagiárias da XP, que depois se tornou sócia da empresa, e tem três filhas. Mantém uma newsletter e participa de podcasts e eventos sobre empreendedorismo, como a B55 Conference, em São Paulo, em setembro de 2026, ligada ao Instituto B55, iniciativa sem fins lucrativos de apoio a empreendedores. Em entrevista à Forbes Brasil, disse que "nunca mirou no dinheiro" e que, se pudesse refazer a trajetória, tentaria "curtir um pouco mais a jornada". Linha do tempo 1976: nasce no Rio de Janeiro. Anos 1990: estuda economia na UFRJ e estagia em corretoras. 2000-2001: é demitido do mercado financeiro aos 24 anos e se muda para Porto Alegre. 2001: funda a XP com Marcelo Maisonnave, em maio. 2007: compra a corretora Americainvest. 2010: recebe o primeiro aporte de private equity, da Actis. 2014: compra a Clear; Marcelo Maisonnave deixa a XP. 2016: compra a Rico. 2017: o Itaú compra 49,9% da XP por R$ 6 bilhões. 2018: o Cade aprova o negócio com restrições. 2019: a XP Inc. abre capital na Nasdaq, em dezembro. 2021: deixa o cargo de CEO e assume a presidência do conselho. 2022: o caso da foto da Ável termina em acordo com a Educafro. 2023: a Itaúsa vende toda a sua participação na XP. 2025: a CVM abre processo contra a XP e Benchimol. 2026: lança o Instituto B55 e fecha acordo com a CVM; a XP cai 48% no dia seguinte à reeleição de Lula.
Carreira

Trajetória

  1. 2026 — atual
    Cofundador do Instituto B55

    Com André Street e David Vélez; organização sem fins lucrativos de apoio a pequenas e médias empresas.

  2. 2021 — atual
    Presidente do conselho da XP Inc.

    Cuida de estratégia, governança e formação de lideranças.

  3. 2020 — 2020
    Uma das vozes do movimento Não Demita

    Campanha de 2020 que pedia às empresas que mantivessem os empregos na pandemia (InfoMoney).

  4. 2019 — 2019
    CEO na abertura de capital na Nasdaq

    IPO da XP Inc. em dezembro de 2019.

  5. 2017 — 2021
    Sócio do Itaú na XP

    O Itaú comprou 49,9% da XP por cerca de R$ 6 bilhões.

  6. 2014 — 2017
    Diretor responsável pela fiscalização de agentes autônomos da XP

    Função citada no processo da CVM sobre o período de 2014 a 2017, encerrado por termo de compromisso em 2026.

  7. 2007 — atual
    Dono da corretora XP

    Compra da Americainvest, que transformou a XP em corretora de ações; volta ao Rio de Janeiro.

  8. 2001 — atual
    Cofundador da XP Investimentos

    Fundada em maio de 2001, em Porto Alegre, com Marcelo Maisonnave.

  9. 2001 — 2021
    CEO da XP

    Comandou a empresa da fundação até a troca por Thiago Maffra.

  10. 1994 — 2001
    Estagiário e executivo em corretoras do Rio de Janeiro

    Passou pela corretora Sênior, pelo Icatu, pela Investshop e pelo Bozano.

Projetos e Realizações

Iniciativas

Empresa2001
XP Inc.
Plataforma de investimentos

4,8 milhões de clientes ativos e R$ 1,5 trilhão em ativos de clientes em 2026 (Forbes Brasil).

Negócio2017
Venda de 49,9% ao Itaú
R$ 6 bilhões

Negócio de 2017 aprovado pelo Cade com restrições em 2018.

Negócio2019
IPO na Nasdaq
XP Inc.

Abertura de capital em Nova York em dezembro de 2019.

Programa2001
Educação financeira
Cursos da XP

A XP cresceu dando cursos para ensinar clientes a investir na bolsa.

Programa2020
Meta de 50% de mulheres na XP
Diversidade

Compromisso anunciado em julho de 2020 para 2025.

Negócio2014
Compra da Clear e da Rico
Aquisições

A XP comprou a Clear em 2014 e a Rico em 2016 (InfoMoney).

Empresa2019
Banco XP
Banco do grupo

Estruturado a partir de 2019, com autorização do Banco Central e cartão de crédito com a Visa.

Instituição2026
Instituto B55
Apoio a pequenas e médias empresas

Lançado em fevereiro de 2026 com André Street e David Vélez; cursos, imersões, mentorias e acesso a capital.

Na imprensa

Notícias de outros portais

26 de out. de 2026

Reeleição de Lula faz fintechs brasileiras despencarem na bolsa

No dia seguinte à reeleição de Lula, as ações da XP Inc. fecharam em queda de 48,36% na Nasdaq, a maior entre as sete fintechs brasileiras listadas nos Estados Unidos. Os papéis tinham subido nas semanas anteriores com a aposta do mercado numa vitória de Flávio Bolsonaro.

Fonte: Finsiders Brasil

06 de jan. de 2025

CVM processa XP em caso de ex-assessor que lesou clientes em R$ 20 milhões

A CVM abriu processo sancionador contra a XP, Guilherme Benchimol, o ex-agente autônomo Ricardo Barbosa e o gestor Alexandre Klabin por irregularidades em carteiras de clientes entre 2014 e 2017. Benchimol responde como diretor responsável na época. Em julho de 2026, ele e a XP fecharam termo de compromisso de R$ 1,485 milhão com a CVM, sem reconhecimento de culpa.

Fonte: O Globo

26 de mai. de 2022

XP fecha acordo após polêmica de foto só com pessoas brancas

A ação civil pública da Educafro contra a XP e o escritório Ável, por uma foto de equipe só com pessoas brancas publicada em 2021, terminou em acordo sem pagamento de danos morais coletivos e com compromissos de diversidade nas contratações.

Fonte: Valor Econômico

Causas

Causas e valores defendidos

Empreendedorismo

Participa do Instituto B55 e da B55 Conference, voltados ao desenvolvimento de empreendedores.

Educação financeira

A XP nasceu dando cursos para ensinar brasileiros a investir.

Vídeos

Aparições em vídeo

Perguntas frequentes

FAQ

O que é o Instituto B55?

É uma organização sem fins lucrativos lançada em fevereiro de 2026 por Guilherme Benchimol, André Street (Stone) e David Vélez (Nubank) para ajudar pequenas e médias empresas que estagnaram a voltar a crescer, com cursos, imersões, mentorias e acesso a capital.

Quem é Guilherme Benchimol?

Guilherme Benchimol é economista e fundador da XP Inc., da qual é presidente do conselho de administração. Foi CEO da empresa de 2001 a 2021.

Quantos anos tem Guilherme Benchimol?

Guilherme Benchimol tem 50 anos. Nasceu no Rio de Janeiro em 1976.

Qual é a fortuna de Guilherme Benchimol?

A Forbes Brasil estimou a fortuna de Guilherme Benchimol em R$ 9,1 bilhões em 2026, a 37ª maior do país.

Guilherme Benchimol é dono da XP?

Sim, ele é o fundador e um dos principais acionistas da XP Inc. Desde 2021, preside o conselho de administração.

Quem é o CEO da XP?

O CEO da XP é Thiago Maffra, que sucedeu Guilherme Benchimol em 2021.

Qual é a formação de Guilherme Benchimol?

Guilherme Benchimol é formado em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Como Guilherme Benchimol fundou a XP?

Depois de ser demitido aos 24 anos, mudou-se para Porto Alegre e fundou a XP em maio de 2001, com Marcelo Maisonnave, numa sala de 25 metros quadrados. A empresa cresceu dando cursos de investimento.

De quem Guilherme Benchimol é filho?

Ele é filho do cardiologista Cláudio Benchimol e da artista plástica Lígia.

Guilherme Benchimol é casado?

Sim, com Ana Clara Sucolotti, uma das primeiras estagiárias da XP, que depois virou sócia. O casal tem três filhas.

Quanto o Itaú pagou pela XP?

O Itaú pagou cerca de R$ 6 bilhões por 49,9% da XP em 2017. Em 2021, separou a participação numa nova empresa.

Guilherme Benchimol foi processado pela CVM?

Sim, como ex-diretor responsável pela fiscalização de agentes autônomos. Em julho de 2026, ele e a XP fecharam termo de compromisso de R$ 1,485 milhão, sendo R$ 405 mil pagos por ele, sem reconhecimento de culpa.

Por que as ações da XP caíram em outubro de 2026?

As ações caíram 48,36% em 26 de outubro de 2026, depois da reeleição de Lula. O mercado tinha apostado numa troca de governo.

Guilherme Benchimol apoia algum partido?

Ele não tem filiação partidária. Em 2022, disse que conversava com todos os candidatos de forma isonômica depois de se encontrar com Lula.

Guilherme Benchimol é bilionário?

Sim. A Forbes Brasil estimou sua fortuna em R$ 9,1 bilhões na lista de 2026, na 37ª posição entre os bilionários do país.

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