Foto oficial de Roberto Setubal

Roberto Setubal

Banqueiro, copresidente do conselho de administração do Itaú Unibanco

Em exercício desde 1980
Biografia

Resumo biográfico

Roberto Egydio Setubal é um engenheiro e banqueiro paulistano, copresidente do conselho de administração do Itaú Unibanco, ao lado de Pedro Moreira Salles, desde 2017. Presidiu o Itaú de 1994 a 2017, período em que o banco comprou bancos estaduais privatizados, uniu-se ao Unibanco e se tornou o maior banco privado do país. Também é vice-presidente do conselho de administração da Itaúsa, holding das famílias Setubal e Villela que controla o banco. Família e formação Roberto Setubal nasceu em São Paulo em 13 de outubro de 1954 e tem 72 anos. É filho do banqueiro Olavo Egydio Setubal (1923-2008), que consolidou o Itaú e foi prefeito de São Paulo e ministro das Relações Exteriores, e irmão de Alfredo Egydio Setubal, também conselheiro do banco, e da educadora Neca Setubal. Formou-se em engenharia de produção pela Escola Politécnica da USP em 1977 e fez mestrado em engenharia em Stanford, nos Estados Unidos, em 1979. Carreira no Itaú Setubal entrou no grupo Itaú em 1980, na Itaplan, braço de engenharia do conglomerado (Exame, 21/02/2013). Queria seguir carreira técnica, em áreas como tesouraria e controladoria, mas foi levado à área comercial por Carlos da Câmara Pestana, então presidente do banco. Foi diretor-geral do Banco Itaú de julho de 1990 a abril de 1994 e integrou o conselho do banco de 1991 a 2003, segundo os documentos do Itaú Unibanco à SEC, a comissão de valores dos Estados Unidos. Em abril de 1994, cerca de quatro meses antes do Plano Real, assumiu a presidência executiva do Itaú. Disse ao Estadão (01/07/2024) que o fim da inflação obrigou os bancos a trocar a renda do floating pela concessão de crédito. Na mesma entrevista, disse que o Plano Real ajudou o país a perceber problemas nas contas fiscais e externas, mas que ainda falta uma agenda de reformas: "Nossa economia não é dinâmica, moderna, com forte crescimento, infelizmente." Entre 1997 e 2001, o Itaú comprou quatro bancos estaduais privatizados: Banerj, Bemge, Banestado e BEG. No mesmo período, de 1997 a 2001, Setubal presidiu a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Também presidiu o conselho do Itaú BBA de 2004 a 2015. Fusão com o Unibanco Em 3 de novembro de 2008, Itaú e Unibanco anunciaram a fusão de suas operações, que criou o Itaú Unibanco Holding, então o maior banco do Hemisfério Sul, depois de cerca de 15 meses de conversas iniciadas com a crise do subprime americano (O Globo, 03/11/2008). Pedro Moreira Salles, controlador do Unibanco, passou a presidir o conselho, e Setubal ficou com a presidência executiva. Segundo a Exame, embora o Itaú fosse quase duas vezes maior, Setubal aceitou dividir meio a meio o controle da holding. Em 2011, a revista Euromoney o escolheu banqueiro do ano. A publicação registrou que o valor de mercado do banco passou de US$ 2 bilhões em 1994 para R$ 109 bilhões no primeiro trimestre de 2011. Em 2015, a Harvard Business Review o colocou em 24º lugar na lista dos 100 presidentes-executivos de melhor desempenho do mundo, o segundo brasileiro da lista. À Euromoney, atribuiu o crescimento à "consistência" ao longo do tempo; a revista destacou as aquisições como motor da expansão do banco. Em fevereiro de 2015, ao comentar a Operação Lava Jato, disse que a exposição do Itaú às empresas investigadas era "muito pequena" e "não relevante" e que não via risco de a Petrobras ficar inadimplente (Exame, 03/02/2015). Conselho do Itaú Unibanco Em novembro de 2016, ao atingir 62 anos, a idade-limite do estatuto para o cargo, Setubal teve anunciado o sucessor, Candido Bracher, depois de mais de 22 anos no comando. Bracher assumiu em 2 de maio de 2017, e Setubal passou a copresidir o conselho com Pedro Moreira Salles. Segundo a Forbes Brasil (02/09/2026), o arranjo simboliza a natureza da fusão: uma estrutura de poder construída sobre as duas famílias. Setubal também integra o comitê de estratégia do banco e entrou em 2017 no conselho da Royal Dutch Shell. Em julho de 2022, Setubal, Pedro Moreira Salles e Candido Bracher assinaram a "Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito", organizada pela Faculdade de Direito da USP em resposta a ataques de Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral (Valor, 25/07/2022). Em setembro de 2025, no Itaú Day, disse ser "muito otimista" e que o mundo vive "um momento de grande transformação". Disputas judiciais e quadro de Tarsila Setubal divorciou-se em dezembro de 2024, e a separação gerou processos criminais, cíveis e de família. Em outubro de 2026, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a decisão de primeira instância que negou a ele o pedido de reaver mais de R$ 135 milhões transferidos à ex-mulher no acordo de divórcio. O banqueiro alegava ingratidão, mas o tribunal entendeu que os repasses fizeram parte de uma transação com concessões mútuas (Folha, 14/10/2026). A defesa disse que vai recorrer. Setubal casou-se novamente em março de 2026. Em outubro de 2026, a BBC News Brasil relatou que o quadro O Sol Poente, de Tarsila do Amaral, avaliado pela Justiça em R$ 250 milhões e considerado desaparecido, foi oferecido a Setubal e visto na casa dele em 2024. Ele não comprou a obra e afirmou ter devolvido o quadro a quem o ofereceu, sem revelar a identidade. A mesma obra havia sido oferecida antes a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Patrimônio Na lista Forbes de bilionários brasileiros de 2025, Setubal aparece na 171ª posição, com patrimônio de R$ 2,2 bilhões, originado de sua participação na Itaúsa. Na edição de 2026, a Forbes contou 11 bilionários ligados às famílias Setubal e Villela por meio da Itaúsa. Linha do tempo 13/10/1954: nasce em São Paulo. 1977: forma-se engenheiro de produção pela Poli-USP. 1980: entra no grupo Itaú. 1990: torna-se diretor-geral do Banco Itaú. 04/1994: assume a presidência do Itaú. 1997 a 2001: preside a Febraban. 03/11/2008: anuncia a fusão com o Unibanco. 2011: eleito banqueiro do ano pela Euromoney. 09/11/2016: Itaú anuncia Candido Bracher como sucessor. 02/05/2017: torna-se copresidente do conselho do Itaú Unibanco. 07/2022: assina a carta pela democracia da USP. 10/2026: TJ-SP nega pedido para reaver R$ 135 milhões do acordo de divórcio.
Carreira

Trajetória

  1. 2017 — atual
    Membro do conselho

    Entrou no conselho e no comitê de auditoria em outubro de 2017.

  2. 2017 — atual
    Copresidente do conselho de administração

    Divide a função com Pedro Moreira Salles desde 2017.

  3. 2008 — 2011
    Presidente executivo

    De novembro de 2008 a abril de 2011, após a fusão.

  4. 2004 — 2015
    Presidente do conselho

    De novembro de 2004 a abril de 2015.

  5. 1997 — 2001
    Presidente

    Presidiu as federações de bancos de abril de 1997 a março de 2001.

  6. 1994 — atual
    Diretor vice-presidente e vice-presidente do conselho

    Diretor vice-presidente desde 1994; hoje é vice-presidente do conselho da holding.

  7. 1994 — 2017
    Presidente executivo

    Comandou o banco de abril de 1994 a maio de 2017.

  8. 1990 — 1994
    Diretor-geral

    De julho de 1990 a abril de 1994.

  9. 1980 — atual
    Engenheiro

    Entrou no grupo Itaú no braço de engenharia do conglomerado.

Projetos e Realizações

Iniciativas

Fusão2008
Fusão Itaú Unibanco
Maior banco do Hemisfério Sul

Anunciada em 3 de novembro de 2008 com Pedro Moreira Salles.

Aquisição1997
Compra de bancos estaduais
Banerj, Bemge, Banestado e BEG

Aquisições feitas pelo Itaú entre 1997 e 2001.

Governança2017
Sucessão no Itaú Unibanco
Transição para Candido Bracher

Planejada desde 2013 e concluída em maio de 2017.

Sociedade civil2022
Carta em defesa do Estado Democrático de Direito
Manifesto da Faculdade de Direito da USP

Assinada por Setubal em julho de 2022.

Na imprensa

Notícias de outros portais

Causas

Causas e valores defendidos

Reformas econômicas

Defende uma agenda de reformas para a economia crescer (Estadão, 01/07/2024).

Vídeos

Aparições em vídeo

Perguntas frequentes

FAQ

Quem é Roberto Setubal?

Roberto Setubal é um banqueiro paulistano, copresidente do conselho do Itaú Unibanco desde 2017. Presidiu o Itaú de 1994 a 2017.

Quantos anos tem Roberto Setubal?

Roberto Setubal tem 72 anos. Nasceu em 13 de outubro de 1954, em São Paulo.

Qual é a fortuna de Roberto Setubal?

A Forbes estimou o patrimônio de Roberto Setubal em R$ 2,2 bilhões na lista de 2025, na 171ª posição. A fortuna vem da participação na Itaúsa.

Roberto Setubal é dono do Itaú?

Roberto Setubal integra a família Setubal, que controla o Itaú Unibanco por meio da Itaúsa, junto com os Villela e os Moreira Salles. É copresidente do conselho do banco.

Quem é o pai de Roberto Setubal?

Roberto Setubal é filho de Olavo Setubal, banqueiro que consolidou o Itaú e foi prefeito de São Paulo e ministro das Relações Exteriores.

Qual é a formação de Roberto Setubal?

Roberto Setubal é engenheiro de produção pela Poli-USP, formado em 1977. Fez mestrado em engenharia em Stanford em 1979.

Quanto tempo Roberto Setubal presidiu o Itaú?

Roberto Setubal presidiu o Itaú por 23 anos, de 1994 a 2017. Foi sucedido por Candido Bracher.

Quem são os irmãos de Roberto Setubal?

Entre os irmãos de Roberto Setubal estão Alfredo Setubal, conselheiro do Itaú, e a educadora Neca Setubal.

Roberto Setubal é casado?

Roberto Setubal divorciou-se em dezembro de 2024 e casou-se novamente em março de 2026.

O que aconteceu no divórcio de Roberto Setubal?

Em outubro de 2026, o TJ-SP negou a Roberto Setubal o pedido de reaver mais de R$ 135 milhões transferidos no acordo de divórcio. A defesa disse que vai recorrer.

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