Foto oficial de Zélia Amador de Deus

Zélia Amador de Deus

Professora universitária, doutora em Ciências Sociais, atriz, diretora de teatro e militante dos direitos da população negra

Em exercício desde 1978
01Biografia

Resumo biográfico

Zélia Amador de Deus nasceu em 25 de outubro de 1951 em Salvaterra, no estado do Pará, no território quilombola de Mangueiras. Filha de empregada doméstica adolescente, foi criada pelos avós maternos. Mudou-se para Belém aos 15 anos e estudou no Externato Santo Expedito e Instituto Catarina Labouré. Iniciou forte atuação política durante a ditadura militar, participando de movimentos estudantis. Para pagar seus estudos, dava aulas de matemática e cozinhava para vizinhos. Buscou o teatro para vencer a timidez e tornou-se atriz e diretora. Em 1971 ingressou no Curso de Letras da Universidade Federal do Pará (UFPA). Em 1978 começou sua carreira universitária como docente, ensinando História e Teoria do Teatro e Cênicas. Realizou mestrado em Estudos Literários pela Universidade Federal de Minas Gerais (1998-2001) e doutorado em Ciências Sociais pela UFPA (2004-2008), com pesquisas sobre questões raciais. Na UFPA, foi eleita para diversos cargos: diretora do Centro de Letras e Artes (1989-1993), vice-reitora (1993-1997), e coordenadora do Núcleo de Arte, hoje Instituto de Ciências da Arte (1997-2001). Tornou-se a primeira mulher negra a ocupar uma vice-reitoria entre as 63 universidades federais brasileiras em 1993. Atualmente é superintendente da Superintendência de Políticas Afirmativas e Diversidade (Diverse) da UFPA. É uma das principais protagonistas na luta pela implantação de políticas de ações afirmativas na UFPA, estabelecendo sistema de reserva de vagas nos processos seletivos para pretos, pardos e indígenas. É uma das fundadoras do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa), fundado há 41 anos. Recebeu o título de Professora Emérita da UFPA outorgado pelo Conselho Superior de Ensino e Pesquisa em novembro de 2019. Recebeu o Prêmio BrazilFoundation de Direitos Humanos de uma ONG de Nova York. É membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (Conselhão) do governo Lula. Sua trajetória é documentada no curta-metragem 'Amador, Zélia' (2021), idealizado por Glauco Melo com roteiro de Ismael Machado, produzido com recursos da Lei Aldir Blanc. Reconhecida como uma das maiores ativistas e intelectuais negras do Brasil, dedicou sua vida à construção de uma universidade democrática, inclusiva, plural e antirracista.
02Carreira

Trajetória

  1. 20042008
    Doutorado em Ciências Sociais

    Universidade Federal do Pará. Tese: 'Os Herdeiros de Ananse: Movimento Negro, Ações Afirmativas, Cotas para Negros na Universidade'

  2. 19982001
    Mestrado em Estudos Literários

    Universidade Federal de Minas Gerais. Dissertação: 'Dalcídio Jurandir: Regionalismo, Relações Raciais e de Poder, em Marajó e Três Casas e um Rio'

  3. 19972001
    Coordenadora do Núcleo de Arte

    Posteriormente denominado Instituto de Ciências da Arte

  4. 19931997
    Vice-reitora da UFPA

    Primeira mulher negra a ocupar cargo de vice-reitoria em universidade federal brasileira

  5. 19891993
    Diretora do Centro de Letras e Artes

    Ufpa

  6. 1978atual
    Docente da UFPA

    Professora de História e Teoria do Teatro e Cênicas

  7. 19781979
    Especialização em Teoria Literária

    Universidade Federal do Pará

  8. 19711974
    Graduação em Licenciatura Plena em Língua Portuguesa

    Universidade Federal do Pará

03Projetos & relatorias

Iniciativas legislativas

Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa)

Uma das fundadoras desta instituição, criada há 41 anos, dedicada à defesa dos direitos do povo negro paraense

Política de Ações Afirmativas na UFPA

Principal protagonista na luta pela implantação de sistema de reserva de vagas nos processos seletivos para pretos, pardos e indígenas

Superintendência de Políticas Afirmativas e Diversidade (Diverse)

Coordena políticas de inclusão, diversidade e ações afirmativas na UFPA

04Na imprensa

Notícias de outros portais

28 de fev. de 2025

Meninas e Mulheres na Ciência: Zélia Amador de Deus e a luta por uma universidade mais inclusiva

A UFPA reconheceu Zélia Amador de Deus como a sexta professora agraciada com o título de Professora Emérita da instituição. Conforme a universidade, ela é uma das maiores ativistas e intelectuais negras do Brasil. Sua trajetória acadêmica e militante a tornou um alicerce na construção da UFPA como espaço democrático, inclusivo, plural e antirracista. Zélia é mestra em Literatura e doutora em Ciências Sociais, com estudos relacionados a questões raciais. Na UFPA, exerceu os cargos de vice-reitora (1993-1997) e diretora do Centro de Letras e Artes (1989 a 1993), além de coordenar o Núcleo de Arte (1997 a 2001).

Fonte: UFPA

03 de abr. de 2022

Aumento de professores negros nas universidades é desdobramento recente mais relevante das cotas, diz primeira reitora negra

Zélia Amador de Deus, 70 anos, primeira reitora negra em universidade pública no Brasil, concedeu entrevista ao portal Voz das Comunidades discutindo sobre o impacto das políticas de cotas raciais nas universidades brasileiras. Conforme a reportagem, além de docente da Universidade Federal do Pará (UFPA), Zélia é atriz, fundadora do Centro de Defesa do Negro no Pará e integra a Coalizão Negra por Direitos, que reúne movimentos como Instituto Marielle Franco, Conaq e Uneafro. A matéria destaca que ela recebeu o Prêmio BrazilFoundation de Direitos Humanos, foi tema de documentário em curta-metragem intitulado 'Amador, Zélia' (lançado em 2021) e tem biografia publicada.

Fonte: Voz das Comunidades

06Causas

Causas e valores defendidos

Direitos da população negra

Militante histórica pela igualdade racial e combate ao racismo no Brasil

Políticas de ações afirmativas

Uma das principais protagonistas na luta pela implantação de política de ações afirmativas na UFPA, especialmente sistema de reserva de vagas para pretos, pardos e indígenas

Educação inclusiva e democrática

Dedicada à construção de universidade como espaço democrático, inclusivo, plural e antirracista

Direitos das mulheres

Militante pelos direitos das mulheres, especialmente mulheres negras

Direitos indígenas e quilombolas

Defensora dos direitos de povos indígenas e comunidades quilombolas

Direitos humanos

Luta persistente contra injustiça, violência e preconceito