Rosana Onocko Campos
Médica, psicanalista, professora titular de Saúde Coletiva
Resumo biográfico
Trajetória
- 2021 — 2025Chefe do Departamento de Saúde Coletiva da FCM/Unicamp
- 2018 — 2019Professora Convidada no Departamento de Psiquiatria da Universidade de Yale
- 2014 — 2018Coordenadora da Comissão de Pós-graduação da FCM/Unicamp
- 2013 — 2013Livre-docente pela Universidade Estadual de Campinas
- 2004 — atualProfessora RDIDP da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp
- 1998 — 2001Doutora em Saúde Coletiva
Universidade Estadual de Campinas, com tese 'O Planejamento no Labirinto, Uma Viagem Hermenêutica'
- 1996 — 1998Mestre em Saúde Coletiva
Universidade Estadual de Campinas
- 1993 — 1993Especialista em Gestão Hospitalar
Technion Institute, Israel
- 1986 — 1989Médica residente em Medicina Interna
Universidade Nacional de Rosário, Argentina
Iniciativas legislativas
Ambulatório de assistência a pessoas expostas a violência, criado em 2018 na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. O projeto estabelece tecitura de relações com pacientes e serviços de saúde, oferecendo assistência multidisciplinar.
Coordenado desde 2003, desenvolve pesquisa sobre serviços e redes de saúde mental, com ênfase em planejamento, gestão, subjetividade e políticas públicas.
Programa de formação coordenado desde 2013, dedicado a preparar profissionais para trabalhar no SUS no contexto das Redes de Atenção Psicossocial.
Notícias de outros portais
26 de fev. de 2026
Na escola cívico-militar, quem são os violentos?
Artigo de opinião coescrito por Rosana Onocko-Campos e Deivisson Vianna Dantas dos Santos sobre o modelo de escolas cívico-militares. O texto analisa como o autoritarismo, disciplina e 'tratamento moral' servem para moldar comportamento de jovens, individualizar problemas sociais complexos e estigmatizar o diferente. O artigo é uma crítica às brutalidades realizadas em nome do combate à violência, destacando avanço do modelo em São Paulo e Paraná.
Fonte: Outras Palavras

20 de ago. de 2024
Contra as injustiças sociais, o direito à esperança
Publicação de capítulo do novo livro de Rosana Onocko-Campos intitulado 'Psicanálise & Saúde Coletiva: Interfaces II'. A autora une reflexões da Psicanálise à Saúde Coletiva para abordar caminhos de enfrentamento da crise brasileira. O texto utiliza o pensamento de Winnicott para refletir sobre a superação da violência vivida nas periferias do país. Rosana é identificada como presidente da Abrasco até a primeira metade de 2024 e professora do Departamento de Saúde Coletiva da FCM/Unicamp.
Fonte: Outras Palavras

17 de mai. de 2024
Os desafios da reforma psiquiátrica no Brasil não podem nos acovardar – Artigo de Rosana Onocko-Campos
Artigo de opinião de Rosana Onocko-Campos sobre os desafios da Reforma Psiquiátrica no Brasil. O texto aborda os mantras do movimento (trancar não é tratar, manicômio nunca mais, fora comunidades terapêuticas) e propõe três eixos de intervenção sobre políticas públicas de Saúde Mental: no âmbito do SUS, na intersetorialidade e na cultura e sociabilidade brasileiras. Critica o governo anterior pela paralização de serviços durante a pandemia e defende a recuperação do sentido e funcionamento de serviços comunitários.
Fonte: Abrasco

03 de abr. de 2024
'A saúde é coletiva': Rosana Onocko Campos é a primeira entrevistada do podcast da Abrasco
Lançamento do podcast 'A saúde é coletiva' da Abrasco em 7 de abril de 2024, Dia Mundial da Saúde. Rosana Onocko Campos, pesquisadora, médica, psicanalista e presidente da Abrasco, foi a primeira entrevistada. O episódio inaugural, conduzido pela jornalista Beatriz Pasqualino, abordou questões como o direito à Saúde, avanços e retrocessos no Brasil, privatização e fragmentação do Sistema Único de Saúde (SUS), negacionismo científico, desenvolvimento econômico e perspectivas para o complexo médico-industrial.
Fonte: Abrasco

03 de mai. de 2023
Reestabelecer a proximidade, resgatar a coisa pública e superar a segregação: desafios para romper com a violência brasileira. Entrevista especial com Rosana Onocko-Campos
Entrevista especial com Rosana Onocko-Campos abordando temas relacionados à violência brasileira, especificamente sobre como reestabelecer a proximidade, resgatar a coisa pública e superar a segregação. A entrevista explora perspectivas de Rosana sobre os desafios estruturais da sociedade brasileira na busca por redução da violência.
Fonte: Instituto Humanitas Unisinos (IHU)

10 de dez. de 2021
Saúde coletiva e subfinanciamento do SUS: pautas urgentes para 2022
Entrevista de Rosana Onocko Campos concedida ao Instituto Humanitas Unisinos (IHU). A médica comenta sobre a chamada 'Covid longa' e seus impactos no Sistema Único de Saúde. Também menciona outras doenças que foram negligenciadas durante a pandemia, como aumentos de diagnósticos tardios de câncer, crescimento de taxas de depressão e suicídio em todas as faixas etárias, além de complicações de hipertensão e diabetes mal controladas. Rosana afirma que minimizar esses danos é possível, mas exige esforço direcionado e recursos adequados, e que será necessário combater o subfinanciamento do SUS.
Fonte: Abrasco

20 de out. de 2021
Rosana Onocko vislumbra fim de cenário tenebroso para o setor de saúde: 'Vai passar'
Entrevista com Rosana Onocko Campos, recém-eleita presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) em agosto de 2021. Ela critica duramente o cenário sanitário brasileiro, afirmando que o setor de saúde sofre com a falta de gestão, desmonte de políticas públicas e cortes de gastos, além do pior momento sanitário da história contemporânea causado pela pandemia. Rosana comenta sobre as revelações da CPI que investigou as supostas omissões e irregularidades do Governo Federal no enfrentamento da pandemia, e critica o desmonte do programa nacional de imunizações. Apesar das críticas, expressa otimismo em relação à vocação da Abrasco no engajamento científico e político.
Fonte: Abrasco
Causas e valores defendidos
Reforma Psiquiátrica e Luta Antimanicomial
Defesa dos mantras 'Trancar não é tratar', 'Manicômio nunca mais' e política de Redes de Atenção Psicossocial (RAPS)
Fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS)
Participação na Frente pela Vida, rede de movimentos que lutam pelo fortalecimento do SUS e contra seu subfinanciamento
Saúde Mental Coletiva
Pesquisa e formação em saúde mental com ênfase em abordagens comunitárias e psicossociais
Determinantes Sociais da Saúde
Compreensão da saúde a partir das ciências sociais, considerando sociologia, antropologia e história
Assistência a Pessoas Expostas a Violência
Criação e coordenação do Liame para atendimento de pessoas afetadas por violência
Crítica à Segregação Social
Análise da segregação brasileira como obstáculo à construção da coisa pública e do coletivo
FAQ
Qual é a formação acadêmica de Rosana Onocko Campos?
Rosana é médica formada pela Universidade Nacional de Rosário (Argentina, 1986) com residência em Medicina Interna (1989). Tem especialização em gestão hospitalar pelo Technion Institute/Israel (1993), mestrado em Saúde Coletiva pela Unicamp (1998), doutorado em Saúde Coletiva pela Unicamp (2001) e livre-docência pela Unicamp (2013). Também é psicanalista e professora titular desde 2025.
Qual foi o papel de Rosana Onocko Campos como presidenta da Abrasco?
Rosana presidiu a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) entre 2021 e 2024, sendo a quarta mulher a ocupar o cargo na história da instituição e tendo comandado o segundo triênio consecutivo de gestão liderada por mulher. Durante sua gestão, focou em questões de defesa do SUS, combate ao subfinanciamento da saúde, saúde mental coletiva e fortalecimento de políticas públicas de saúde.
Quais são as principais áreas de pesquisa e atuação de Rosana?
Rosana atua há mais de 20 anos em pesquisa sobre serviços e redes de saúde mental. Suas principais áreas são: saúde coletiva, gestão e subjetividade, saúde mental, planejamento em saúde, políticas públicas, avaliação de políticas e serviços, e pesquisas de implementação. Integra também a interface entre Psicanálise e Saúde Coletiva para compreensão da sociedade brasileira, determinantes sociais da saúde, violência e segregação social.
Qual é a perspectiva de Rosana Onocko Campos sobre a Reforma Psiquiátrica?
Rosana defende a Reforma Psiquiátrica como movimento contínuo centrado em mantras como 'Trancar não é tratar' e 'Manicômio nunca mais'. Para ela, é necessário expandir serviços de saúde mental comunitários, recuperar o funcionamento de serviços comunitários compromissados, combater a burocratização das instituições, recuperar supervisões clínico-institucionais e lutar contra a medicalização excessiva. Enfatiza a importância de ganhar psiquiatras preocupados com práticas comunitárias e com a qualificação diagnóstica.
Como Rosana Onocko Campos articula Psicanálise e Saúde Coletiva?
Rosana busca conectar dois campos que habitualmente pouco conversam. Ela defende que a Psicanálise deve sair de seu lugar de disciplina fechada e produzir interseções que fertilizem sua renovação disciplinar. Em seus trabalhos, usa conceitos psicanalíticos (como o pensamento de Winnicott sobre o ambiente facilitador) para compreender questões de Saúde Coletiva, determinantes sociais, violência nas periferias e segregação social brasileira. Publicou o livro 'Psicanálise & Saúde Coletiva: Interfaces II' em 2024.