Rosana Onocko Campos

Médica, psicanalista, professora titular de Saúde Coletiva

Em exercício desde 2004
01Biografia

Resumo biográfico

Médica formada pela Universidade Nacional de Rosário (Argentina) em 1986, com residência em Medicina Interna. Especialista em gestão hospitalar pelo Technion Institute (Israel, 1993). Mestre em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Campinas (1998), doutora em Saúde Coletiva pela Unicamp (2001) e livre-docente (2013). Professora titular desde 2025 no Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, onde leciona desde 2004. Psicanalista. Professora convidada no Departamento de Psiquiatria da Universidade de Yale (2018-2019). Coordena desde 2003 o grupo de pesquisa 'Saúde Coletiva e Saúde Mental: Interfaces'. Coordena desde 2013 o Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental e Coletiva. Coordenou o Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da FCM/Unicamp e a comissão de pós-graduação da FCM/Unicamp (2014-2018). Chefe do Departamento de Saúde Coletiva (março 2021 - maio 2025). Bolsista PQ 2 do CNPq. Foi assessora da Política Nacional de Humanização e da Coordenação Nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde. Presidenta da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) entre 2021 e 2024, sendo a quarta mulher a ocupar o cargo na história da instituição. Participa ativamente da Frente pela Vida, rede de movimentos que lutam pelo fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Desenvolve pesquisa há mais de 20 anos sobre serviços e redes de saúde mental, com ênfase em planejamento em saúde, gestão e subjetividade, políticas públicas, avaliação de políticas e serviços, e pesquisas de implementação. É autora de artigos e livros, incluindo 'Psicanálise & Saúde Coletiva: Interfaces II' (Editora Hucitec, 2024). Coordena desde 2018 o Liame (Laboratório de Implementação e Análise de Modelos de Atenção e Estratégias), ambulatório de assistência a pessoas expostas a violência na Faculdade de Ciências Médicas. Seus trabalhos transitam entre Psicanálise e Saúde Coletiva, buscando interfaces entre os dois campos para compreensão da sociedade brasileira, determinantes sociais da saúde, violência e segregação social.
02Carreira

Trajetória

  1. 20212025
    Chefe do Departamento de Saúde Coletiva da FCM/Unicamp
  2. 20182019
    Professora Convidada no Departamento de Psiquiatria da Universidade de Yale
  3. 20142018
    Coordenadora da Comissão de Pós-graduação da FCM/Unicamp
  4. 20132013
    Livre-docente pela Universidade Estadual de Campinas
  5. 2004atual
    Professora RDIDP da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp
  6. 19982001
    Doutora em Saúde Coletiva

    Universidade Estadual de Campinas, com tese 'O Planejamento no Labirinto, Uma Viagem Hermenêutica'

  7. 19961998
    Mestre em Saúde Coletiva

    Universidade Estadual de Campinas

  8. 19931993
    Especialista em Gestão Hospitalar

    Technion Institute, Israel

  9. 19861989
    Médica residente em Medicina Interna

    Universidade Nacional de Rosário, Argentina

03Projetos & relatorias

Iniciativas legislativas

Liame (Laboratório de Implementação e Análise de Modelos de Atenção e Estratégias)

Ambulatório de assistência a pessoas expostas a violência, criado em 2018 na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. O projeto estabelece tecitura de relações com pacientes e serviços de saúde, oferecendo assistência multidisciplinar.

Grupo de Pesquisa Saúde Coletiva e Saúde Mental: Interfaces

Coordenado desde 2003, desenvolve pesquisa sobre serviços e redes de saúde mental, com ênfase em planejamento, gestão, subjetividade e políticas públicas.

Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental e Coletiva

Programa de formação coordenado desde 2013, dedicado a preparar profissionais para trabalhar no SUS no contexto das Redes de Atenção Psicossocial.

04Na imprensa

Notícias de outros portais

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26 de fev. de 2026

Na escola cívico-militar, quem são os violentos?

Artigo de opinião coescrito por Rosana Onocko-Campos e Deivisson Vianna Dantas dos Santos sobre o modelo de escolas cívico-militares. O texto analisa como o autoritarismo, disciplina e 'tratamento moral' servem para moldar comportamento de jovens, individualizar problemas sociais complexos e estigmatizar o diferente. O artigo é uma crítica às brutalidades realizadas em nome do combate à violência, destacando avanço do modelo em São Paulo e Paraná.

Fonte: Outras Palavras

20 de ago. de 2024

Contra as injustiças sociais, o direito à esperança

Publicação de capítulo do novo livro de Rosana Onocko-Campos intitulado 'Psicanálise & Saúde Coletiva: Interfaces II'. A autora une reflexões da Psicanálise à Saúde Coletiva para abordar caminhos de enfrentamento da crise brasileira. O texto utiliza o pensamento de Winnicott para refletir sobre a superação da violência vivida nas periferias do país. Rosana é identificada como presidente da Abrasco até a primeira metade de 2024 e professora do Departamento de Saúde Coletiva da FCM/Unicamp.

Fonte: Outras Palavras

17 de mai. de 2024

Os desafios da reforma psiquiátrica no Brasil não podem nos acovardar – Artigo de Rosana Onocko-Campos

Artigo de opinião de Rosana Onocko-Campos sobre os desafios da Reforma Psiquiátrica no Brasil. O texto aborda os mantras do movimento (trancar não é tratar, manicômio nunca mais, fora comunidades terapêuticas) e propõe três eixos de intervenção sobre políticas públicas de Saúde Mental: no âmbito do SUS, na intersetorialidade e na cultura e sociabilidade brasileiras. Critica o governo anterior pela paralização de serviços durante a pandemia e defende a recuperação do sentido e funcionamento de serviços comunitários.

Fonte: Abrasco

03 de abr. de 2024

'A saúde é coletiva': Rosana Onocko Campos é a primeira entrevistada do podcast da Abrasco

Lançamento do podcast 'A saúde é coletiva' da Abrasco em 7 de abril de 2024, Dia Mundial da Saúde. Rosana Onocko Campos, pesquisadora, médica, psicanalista e presidente da Abrasco, foi a primeira entrevistada. O episódio inaugural, conduzido pela jornalista Beatriz Pasqualino, abordou questões como o direito à Saúde, avanços e retrocessos no Brasil, privatização e fragmentação do Sistema Único de Saúde (SUS), negacionismo científico, desenvolvimento econômico e perspectivas para o complexo médico-industrial.

Fonte: Abrasco

03 de mai. de 2023

Reestabelecer a proximidade, resgatar a coisa pública e superar a segregação: desafios para romper com a violência brasileira. Entrevista especial com Rosana Onocko-Campos

Entrevista especial com Rosana Onocko-Campos abordando temas relacionados à violência brasileira, especificamente sobre como reestabelecer a proximidade, resgatar a coisa pública e superar a segregação. A entrevista explora perspectivas de Rosana sobre os desafios estruturais da sociedade brasileira na busca por redução da violência.

Fonte: Instituto Humanitas Unisinos (IHU)

10 de dez. de 2021

Saúde coletiva e subfinanciamento do SUS: pautas urgentes para 2022

Entrevista de Rosana Onocko Campos concedida ao Instituto Humanitas Unisinos (IHU). A médica comenta sobre a chamada 'Covid longa' e seus impactos no Sistema Único de Saúde. Também menciona outras doenças que foram negligenciadas durante a pandemia, como aumentos de diagnósticos tardios de câncer, crescimento de taxas de depressão e suicídio em todas as faixas etárias, além de complicações de hipertensão e diabetes mal controladas. Rosana afirma que minimizar esses danos é possível, mas exige esforço direcionado e recursos adequados, e que será necessário combater o subfinanciamento do SUS.

Fonte: Abrasco

20 de out. de 2021

Rosana Onocko vislumbra fim de cenário tenebroso para o setor de saúde: 'Vai passar'

Entrevista com Rosana Onocko Campos, recém-eleita presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) em agosto de 2021. Ela critica duramente o cenário sanitário brasileiro, afirmando que o setor de saúde sofre com a falta de gestão, desmonte de políticas públicas e cortes de gastos, além do pior momento sanitário da história contemporânea causado pela pandemia. Rosana comenta sobre as revelações da CPI que investigou as supostas omissões e irregularidades do Governo Federal no enfrentamento da pandemia, e critica o desmonte do programa nacional de imunizações. Apesar das críticas, expressa otimismo em relação à vocação da Abrasco no engajamento científico e político.

Fonte: Abrasco

06Causas

Causas e valores defendidos

Reforma Psiquiátrica e Luta Antimanicomial

Defesa dos mantras 'Trancar não é tratar', 'Manicômio nunca mais' e política de Redes de Atenção Psicossocial (RAPS)

Fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS)

Participação na Frente pela Vida, rede de movimentos que lutam pelo fortalecimento do SUS e contra seu subfinanciamento

Saúde Mental Coletiva

Pesquisa e formação em saúde mental com ênfase em abordagens comunitárias e psicossociais

Determinantes Sociais da Saúde

Compreensão da saúde a partir das ciências sociais, considerando sociologia, antropologia e história

Assistência a Pessoas Expostas a Violência

Criação e coordenação do Liame para atendimento de pessoas afetadas por violência

Crítica à Segregação Social

Análise da segregação brasileira como obstáculo à construção da coisa pública e do coletivo

08Perguntas frequentes

FAQ

Qual é a formação acadêmica de Rosana Onocko Campos?

Rosana é médica formada pela Universidade Nacional de Rosário (Argentina, 1986) com residência em Medicina Interna (1989). Tem especialização em gestão hospitalar pelo Technion Institute/Israel (1993), mestrado em Saúde Coletiva pela Unicamp (1998), doutorado em Saúde Coletiva pela Unicamp (2001) e livre-docência pela Unicamp (2013). Também é psicanalista e professora titular desde 2025.

Qual foi o papel de Rosana Onocko Campos como presidenta da Abrasco?

Rosana presidiu a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) entre 2021 e 2024, sendo a quarta mulher a ocupar o cargo na história da instituição e tendo comandado o segundo triênio consecutivo de gestão liderada por mulher. Durante sua gestão, focou em questões de defesa do SUS, combate ao subfinanciamento da saúde, saúde mental coletiva e fortalecimento de políticas públicas de saúde.

Quais são as principais áreas de pesquisa e atuação de Rosana?

Rosana atua há mais de 20 anos em pesquisa sobre serviços e redes de saúde mental. Suas principais áreas são: saúde coletiva, gestão e subjetividade, saúde mental, planejamento em saúde, políticas públicas, avaliação de políticas e serviços, e pesquisas de implementação. Integra também a interface entre Psicanálise e Saúde Coletiva para compreensão da sociedade brasileira, determinantes sociais da saúde, violência e segregação social.

Qual é a perspectiva de Rosana Onocko Campos sobre a Reforma Psiquiátrica?

Rosana defende a Reforma Psiquiátrica como movimento contínuo centrado em mantras como 'Trancar não é tratar' e 'Manicômio nunca mais'. Para ela, é necessário expandir serviços de saúde mental comunitários, recuperar o funcionamento de serviços comunitários compromissados, combater a burocratização das instituições, recuperar supervisões clínico-institucionais e lutar contra a medicalização excessiva. Enfatiza a importância de ganhar psiquiatras preocupados com práticas comunitárias e com a qualificação diagnóstica.

Como Rosana Onocko Campos articula Psicanálise e Saúde Coletiva?

Rosana busca conectar dois campos que habitualmente pouco conversam. Ela defende que a Psicanálise deve sair de seu lugar de disciplina fechada e produzir interseções que fertilizem sua renovação disciplinar. Em seus trabalhos, usa conceitos psicanalíticos (como o pensamento de Winnicott sobre o ambiente facilitador) para compreender questões de Saúde Coletiva, determinantes sociais, violência nas periferias e segregação social brasileira. Publicou o livro 'Psicanálise & Saúde Coletiva: Interfaces II' em 2024.