Foto oficial de Nelson Tanure

Nelson Tanure

Empresário e investidor

Em exercício desde 1977
Biografia

Resumo biográfico

Nelson Sequeiros Rodriguez Tanure é um empresário e investidor baiano conhecido por comprar participações em empresas em crise e disputar o controle delas. Ao longo de cinco décadas, investiu em estaleiros, jornais, petróleo, telecomunicações, energia, saúde e construção civil, com passagens por PRIO (antiga HRT e PetroRio), Oi, Gafisa, Light, Alliança Saúde, Ligga Telecom e Emae. Desde janeiro de 2026, é investigado no inquérito sobre o Banco Master, em que a Polícia Federal o descreve como "sócio oculto" do banco; ele nega qualquer relação societária com a instituição. Origem e formação Tanure nasceu em Salvador em 21 de novembro de 1951 e tem 74 anos. É filho de pai espanhol e mãe brasileira e tem quatro filhos. Formou-se em administração de empresas pela Universidade Federal da Bahia em 1974 e estudou entre 1975 e 1976 no Institut des Hautes Études de Développement Économique et Social, na França. Começou a vida empresarial ao lado do pai na Cinasa, do setor imobiliário, e mudou-se para o Rio de Janeiro em 1977, aos 25 anos. Em 2015, concluiu o programa Owner/President Management da Harvard Business School. Estaleiros, portos e jornais Na década de 1980, no Rio, comprou uma participação minoritária na Sequip, de serviços de engenharia para a indústria do petróleo. Em 1986, adquiriu o estaleiro Emaq, então em situação falimentar e com as atividades paradas, e vendeu-o em 1994 depois de reorganizá-lo. Comprou também o estaleiro Verolme, que estava em concordata. Em 2000, assumiu o controle da Companhia Docas de Santos, depois rebatizada de Docas Investimentos. Em 2001, arrendou o Jornal do Brasil da família Nascimento Brito e, dois anos depois, assumiu as operações da Gazeta Mercantil, jornal de economia fundado em 1920 e extinto em 2009. Petróleo, telecomunicações e construção Em dezembro de 2013, Tanure comprou participação na petroleira HRT, que em 2015 passou a se chamar PetroRio e em 2022 adotou a marca PRIO. Segundo a Bloomberg Línea (11/03/2025), ele e o filho Nelson Queiroz Tanure, presidente do conselho da empresa, foram buscar executivos que haviam trabalhado na OGX e na OSX de Eike Batista, e as ações saíram de menos de R$ 1 para perto de R$ 40 em uma década. A PRIO produziu em média 70 mil barris de petróleo por dia no terceiro trimestre de 2024. Em 2016, investiu na Oi e participou das disputas societárias em torno da recuperação judicial da operadora. Em abril de 2019, entrou no conselho de administração da Gafisa, da qual tinha cerca de 30% do capital (Brazil Journal, 22/11/2019). Em novembro de 2020, o fundo Bordeaux, de Tanure, arrematou a Copel Telecom em leilão na B3 por R$ 2,395 bilhões, com ágio de 70,94% sobre o preço mínimo (TeleSíntese, 09/11/2020). Meses antes, havia comprado a Sercomtel. Os ativos passaram a formar a Ligga Telecom. Saúde, energia e Braskem Em agosto de 2021, comprou quase 30% da Alliar, grupo de medicina diagnóstica que passou a se chamar Alliança Saúde. Em agosto de 2023, depois de uma oferta pública de ações, passou a deter 93,3% da empresa, ao custo de R$ 891 milhões (Metrópoles, 13/08/2023). Em 2023, ampliou a participação na Light, distribuidora de energia do Rio de Janeiro, e foi eleito para o conselho da companhia em julho. A Light pediu recuperação judicial em maio de 2023 e encerrou o processo em setembro de 2026, depois de cumprir o acordo com os credores (Exame, 10/09/2026). Em abril de 2024, o Fundo Phoenix, do qual Tanure era cotista, venceu o leilão de privatização da Emae, a última estatal paulista do setor elétrico, com oferta de R$ 1,04 bilhão, ágio de 33,68% (IstoÉ Dinheiro, 20/04/2024). Tanure passou a presidir o conselho da empresa. Em maio de 2025, um fundo dele, o Petroquímica Verde, fez proposta não vinculante pelo controle da Braskem, que pertencia à Novonor. A exclusividade de 90 dias terminou em agosto de 2025 sem acordo, e, segundo O Globo, o negócio foi travado pela falta de solução para o passivo do afundamento do solo em Maceió. Caso Banco Master Em 6 de janeiro de 2026, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, autorizou o bloqueio de bens de Tanure a pedido da Procuradoria-Geral da República. A decisão cita a Polícia Federal, segundo a qual há indícios de que ele seria "sócio oculto do Banco Master, exercendo influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas" (Folha, 19/01/2026). Em 14 de janeiro, Tanure foi alvo de busca pessoal na segunda fase da Operação Compliance Zero e teve o celular apreendido no aeroporto do Galeão, no Rio, quando ia embarcar para Curitiba. Segundo a Jovem Pan (11/09/2026), uma ordem da Justiça Federal para bloquear R$ 3,28 bilhões em contas dele encontrou apenas R$ 268,08. A defesa afirma que Tanure "jamais estabeleceu qualquer relação de natureza societária com o Banco Master" e que foi apenas cliente do banco, como de outras instituições financeiras. Mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Master, mostram conversas com Tanure sobre negócios em saúde (Valor, 01/10/2026) e o tratamento de "grande comandante" dado a ele pelo banqueiro (Crusoé, 26/10/2026). Segundo a Folha (16/10/2026), Vorcaro teve acesso a informações de um inquérito sigiloso que envolvia Tanure. Sobre as mensagens de saúde, Tanure disse não ter conhecimento do que teriam conversado os interlocutores. Em março de 2026, a Justiça Federal em São Paulo enviou ao STF um inquérito que apura a acusação do gestor Vladimir Timerman, da Esh Capital, de que Tanure o ameaçou e perseguiu; Tanure nega e diz que Timerman não tem credibilidade (g1, 31/03/2026). As investigações seguem em andamento, e Tanure não foi denunciado no caso Master. Processo da Gafisa Em 28 de janeiro de 2026, a 5ª Vara Criminal Federal de São Paulo aceitou denúncia do Ministério Público Federal contra Tanure por suposto uso de informação privilegiada na compra da incorporadora Upcon pela Gafisa, entre 2019 e 2020, e ele se tornou réu. O caso havia sido enviado ao STF, mas Toffoli não viu relação direta com o Master e o devolveu à Justiça paulista (Folha, 29/01/2026). A defesa disse que poderá agora contestar os fatos no processo, que segue sem sentença. Perda de Emae, Light e Alliança Em janeiro de 2026, o Cade e a Aneel aprovaram a compra da Emae pela Sabesp, depois que a XP executou garantias de dívidas do Fundo Phoenix. Em fevereiro, Tanure, Sabesp e XP fizeram acordo para encerrar a disputa judicial (Folha, 25/02/2026). No mesmo mês, credores executaram garantias e ficaram com ações da Alliança Saúde e da Light; o fundo Opus passou a deter cerca de 49% da Alliança, e Tanure perdeu o controle das duas empresas (g1, 09/02/2026). Patrimônio Tanure não aparece na lista Forbes de bilionários brasileiros de 2025, e não há estimativa pública recente da Forbes ou da Bloomberg para a fortuna dele. Linha do tempo 21/11/1951: nasce em Salvador. 1974: forma-se em administração pela UFBA. 1986: compra o estaleiro Emaq. 2000: assume o controle da Companhia Docas de Santos. 2001: arrenda o Jornal do Brasil. 12/2013: compra participação na HRT, futura PRIO. 04/2019: entra no conselho da Gafisa. 11/2020: arremata a Copel Telecom por R$ 2,395 bilhões. 08/2023: passa a deter 93,3% da Alliança Saúde. 04/2024: fundo ligado a ele vence o leilão da Emae. 05/2025: faz proposta pelo controle da Braskem. 14/01/2026: é alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero. 28/01/2026: torna-se réu no caso Gafisa. 02/2026: credores tomam ações da Light e da Alliança.
Carreira

Trajetória

  1. 2024 — 2026
    Presidente do conselho de administração

    Após a privatização de 2024; a empresa foi vendida à Sabesp em 2026.

  2. 2023 — atual
    Membro do conselho de administração

    Eleito em julho de 2023.

  3. 2021 — 2026
    Controlador

    Chegou a 93,3% da empresa em 2023; perdeu o controle em fevereiro de 2026.

  4. 2020 — atual
    Controlador

    Formada a partir de Copel Telecom e Sercomtel, compradas em 2020.

  5. 2019 — atual
    Membro do conselho de administração

    Entrou no conselho em abril de 2019, com cerca de 30% do capital.

  6. 2013 — atual
    Acionista de referência

    Comprou participação na petroleira em dezembro de 2013.

  7. 2003 — 2009
    Operador

    Assumiu as operações do jornal de economia em 2003.

  8. 2001 — atual
    Arrendatário

    Arrendou o jornal da família Nascimento Brito em 2001.

  9. 2000 — atual
    Controlador

    Assumiu o controle da companhia em 2000.

  10. 1986 — 1994
    Controlador

    Comprou o estaleiro em situação falimentar e o vendeu em 1994.

  11. 1977 — atual
    Sócio

    Início da vida empresarial, ao lado do pai, no setor imobiliário.

Projetos e Realizações

Iniciativas

Petróleo2013
Reestruturação da PetroRio
Hoje PRIO

Investimento iniciado em 2013 na antiga HRT, que se tornou a maior petroleira independente do país.

Telecomunicações2020
Compra da Copel Telecom
R$ 2,395 bilhões

Leilão na B3 vencido pelo fundo Bordeaux em novembro de 2020.

Saúde2023
Oferta pela Alliar
Alliança Saúde

Oferta pública que deu a Tanure 93,3% da empresa em 2023.

Energia2024
Privatização da Emae
R$ 1,04 bilhão

Fundo Phoenix venceu o leilão em abril de 2024.

Petroquímica2025
Proposta pela Braskem
Fundo Petroquímica Verde

Proposta não vinculante pela fatia da Novonor em 2025, encerrada sem acordo.

Na imprensa

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Perguntas frequentes

FAQ

Quem é Nelson Tanure?

Nelson Tanure é um empresário e investidor baiano conhecido por comprar empresas em crise. Investiu em PRIO, Oi, Gafisa, Light, Alliança Saúde e Emae.

Quantos anos tem Nelson Tanure?

Nelson Tanure tem 74 anos. Nasceu em 21 de novembro de 1951, em Salvador.

Quais são as empresas de Nelson Tanure?

Nelson Tanure tem ou teve participação em PRIO, Gafisa, Light, Alliança Saúde, Ligga Telecom, Oi e Emae. Em 2026, perdeu o controle da Alliança, da Light e da Emae para credores.

Como Nelson Tanure ficou rico?

Nelson Tanure fez fortuna comprando participações em empresas em dificuldade e reestruturando-as. O caso mais lucrativo foi a PetroRio, hoje PRIO, comprada em 2013.

Qual é a fortuna de Nelson Tanure?

A fortuna de Nelson Tanure não tem estimativa pública recente da Forbes ou da Bloomberg. Ele não aparece na lista Forbes de bilionários brasileiros de 2025.

Qual é a relação de Nelson Tanure com o Banco Master?

A Polícia Federal aponta Nelson Tanure como sócio oculto do Banco Master, e ele foi alvo de busca em janeiro de 2026. Tanure nega e diz que foi apenas cliente do banco.

Nelson Tanure foi preso?

Não. Nelson Tanure foi alvo de busca pessoal em 14 de janeiro de 2026, teve o celular apreendido e foi liberado.

Nelson Tanure é réu?

Sim, desde 28 de janeiro de 2026, quando a Justiça Federal em São Paulo aceitou denúncia contra Nelson Tanure por suposto uso de informação privilegiada no caso Gafisa. A defesa contesta a acusação.

Nelson Tanure tem filhos?

Nelson Tanure tem quatro filhos. Um deles, Nelson Queiroz Tanure, preside o conselho de administração da PRIO.

Qual é a formação de Nelson Tanure?

Nelson Tanure é formado em administração pela Universidade Federal da Bahia, em 1974. Também cursou programa executivo na Harvard Business School.

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