Foto oficial de Maria Silvia Bastos Marques

Maria Silvia Bastos Marques

Economista e executiva

Em exercício desde 2007
Biografia

Resumo biográfico

Maria Silvia Bastos Marques é uma economista e executiva brasileira, conhecida por ter sido a primeira mulher a presidir a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a Icatu Seguros, o BNDES e o Goldman Sachs no Brasil. Doutora em Economia pela FGV, foi secretária municipal de Fazenda do Rio de Janeiro, presidiu a Empresa Olímpica Municipal e é conselheira de administração de grandes empresas. Em 2025, voltou ao setor público como secretária de Grandes Projetos da Prefeitura do Rio. Nas buscas, as pessoas procuram quem é Maria Silvia Bastos Marques, a idade dela, a trajetória na CSN, no BNDES e no Goldman Sachs, e o que ela faz hoje. Origem e formação Maria Silvia Bastos Marques nasceu em Bom Jesus do Itabapoana (RJ), em 27 de dezembro de 1956, e tem 69 anos (Wikipédia). É graduada em Administração Pública e tem mestrado e doutorado em Economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/RJ). Foi pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da FGV e professora do departamento de economia da PUC-Rio (IREE, 29/04/2025). Em entrevista à Época Negócios, em 2016, disse que acreditou por muito tempo que seu caminho era a academia e que se define como "um péssimo exemplo de planejamento" (Época Negócios, 01/08/2016). Setor público Na administração pública, foi coordenadora da área externa da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, assessora especial para desestatização do BNDES e atuou na área financeira e internacional do banco. Foi secretária municipal de Fazenda do Rio de Janeiro de 1993 a 1996, na gestão do prefeito César Maia, e presidiu a Empresa Olímpica Municipal, responsável por coordenar projetos dos Jogos Olímpicos (Wikipédia; Época Negócios, 24/01/2018). CSN Convidada a comandar a CSN, a quinta maior empresa do país, três anos depois da privatização, assumiu a presidência em 1996 e ficou até 2002 (Wikipédia). Foi a primeira mulher a presidir a siderúrgica. Em fevereiro de 1997, a revista Time a incluiu como a única mulher entre os doze executivos mais poderosos do mundo, e em 2001 a Fortune a listou entre as 50 mulheres mais poderosas do mundo dos negócios fora dos Estados Unidos (Wikipédia). Foi eleita Executiva de Valor na primeira edição do prêmio, em 2001, e repetiu em 2002, pela atuação na CSN (Valor Econômico, 20/05/2021). Foi também presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (Wikipédia). Icatu e conselhos Em janeiro de 2007, assumiu a presidência da Icatu Hartford, grupo líder em seguros de vida, previdência e capitalização (Wikipédia). Participou de conselhos de administração de empresas como Souza Cruz, Pão de Açúcar, Vale, Embratel e Petrobras (Wikipédia; Época Negócios, 01/08/2016). Em 2022, era membro dos conselhos de companhias como Ebanx, Vallourec, Grupo Cataratas e Iguá Saneamento (IstoÉ Dinheiro, 05/08/2022). BNDES Em 16 de maio de 2016, o presidente interino Michel Temer a indicou para presidir o BNDES, no lugar de Luciano Coutinho; ela foi a primeira mulher a integrar o governo na nova equipe (Agência Brasil, 17/05/2016). Presidiu o banco de 2016 a 2017 e deixou o cargo em 26 de maio de 2017, alegando razões pessoais (Veja, 26/05/2017). Em 2023, ao comentar empréstimos do BNDES a países vizinhos, disse que o Brasil "já pagou um preço muito alto" e que, se retomar a estratégia, deve fazê-lo de outra forma, citando os novos critérios propostos em sua gestão (Valor Econômico, 24/01/2023). Goldman Sachs Em 2018, foi contratada para presidir o Goldman Sachs no Brasil, no lugar de Paulo Leme (Época Negócios, 24/01/2018). Em novembro de 2018, disse ao Globo que via potencial de R$ 30 bilhões em emissões de ações no país (O Globo, 06/11/2018). Em março de 2019, o banco reestruturou o comando e ela passou a presidir o conselho consultivo do Goldman Sachs Brasil (O Globo, 14/03/2019). Deixou o conselho consultivo no fim de 2020 (O Globo, 11/12/2020). Ideias e entrevistas Em palestra na Fundação Estudar, em São Paulo, em 1º de agosto de 2016, disse que falta ao Brasil senso de urgência para traçar planos e resumiu a ideia com a frase "dez anos e um dia, porque já perdemos o de hoje". Na mesma ocasião, afirmou que decretaria "a grande descomplicação geral", defendeu leis enxutas e estáveis e a aproximação das universidades das empresas, com pesquisa aplicada (Época Negócios, 01/08/2016). A revista informou que, de 2011 a 2014, ela integrou o comitê organizador dos Jogos Olímpicos e assessorou o prefeito Eduardo Paes até abril de 2016. Sobre gestão de equipes, disse procurar perfis ousados, conservadores e controladores e que não contrata quem diz nunca ter errado, porque "todo mundo erra" (Época Negócios, 01/08/2016). Em 2025, no podcast Reconversa, defendeu que o líder, público ou privado, precisa prestar atenção na governança e conhecer os processos, e disse que o país não tem um plano nacional de longo prazo (IREE, 29/04/2025). Em 2021, em live do Valor, falou sobre os desafios das novas lideranças, a diversidade, o ESG e a importância do olhar feminino na gestão (Valor Econômico, 20/05/2021). Em 2024, citou estudo do FMI segundo o qual, se a criminalidade na América Latina caísse ao nível da média mundial, o crescimento econômico da região aumentaria meio ponto percentual (Estadão, 23/02/2024). Atuação recente Em 2022, afirmou que o ESG é uma tendência irreversível no mundo corporativo e que representa uma mudança de cultura (IstoÉ Dinheiro, 05/08/2022). Em 2024, com a economista Joana Monteiro, da FGV, passou a estudar formas de estruturar a governança para enfrentar a violência ligada ao crime organizado, com a proposta de um plano nacional baseado em evidências (Estadão, 23/02/2024). Em dezembro de 2024, foi anunciada como secretária de Grandes Projetos da Prefeitura do Rio, no grupo econômico do prefeito Eduardo Paes, e em abril de 2025 falou ao podcast Reconversa, do IREE, sobre liderança e a baixa produtividade da economia brasileira (IREE, 29/04/2025). Em 6 de agosto de 2025, deixou a secretaria e foi nomeada assessora-chefe especial no Gabinete do Prefeito (Tempo Real RJ, 06/08/2025). É autora do livro "Vontade Inabalável: os erros e acertos de uma executiva pioneira" (IREE, 29/04/2025). Patrimônio Não há patrimônio divulgado em fontes confiáveis. Linha do tempo 1956: nasce em Bom Jesus do Itabapoana (RJ). 1993: assume a Secretaria Municipal de Fazenda do Rio. 1996: assume a presidência da CSN. 2007: assume a presidência da Icatu Hartford. 2016: assume o BNDES. 2018: assume o Goldman Sachs no Brasil. 2024: é anunciada secretária de Grandes Projetos do Rio.
Carreira

Trajetória

  1. 2024 — 2025
    Secretária de Grandes Projetos da Prefeitura do Rio

    Anunciada em dezembro de 2024; deixou em agosto de 2025.

  2. 2018 — 2019
    Presidente do Goldman Sachs no Brasil

    Passou a presidir o conselho consultivo em março de 2019.

  3. 2016 — 2017
    Presidente do BNDES

    Indicada por Michel Temer; deixou o cargo em maio de 2017.

  4. 2011 — 2014
    Comitê organizador dos Jogos Olímpicos do Rio

    Integrou o comitê de 2011 a 2014 e assessorou o prefeito Eduardo Paes até abril de 2016.

  5. 2007 — atual
    Presidente da Icatu Hartford

    Assumiu em janeiro de 2007.

  6. 1996 — 2002
    Presidente da CSN

    Primeira mulher a presidir a siderúrgica; ficou até 2002.

  7. 1993 — 1996
    Secretária Municipal de Fazenda do Rio de Janeiro

    Gestão do prefeito César Maia, de 1993 a 1996.

Projetos e Realizações

Iniciativas

Livro
Vontade Inabalável
Livro

Os erros e acertos de uma executiva pioneira.

Na imprensa

Notícias de outros portais

29 de abr. de 2025

Maria Silvia: Baixa produtividade é a principal questão do Brasil - iree.org.br

Confira a entrevista de Maria Silvia, Secretária de Projetos Estratégicos do RJ ao Podcast Reconversa, apresentado por Walfrido Warde e Reinaldo Azevedo. Em entrevista ao Podcast Reconversa que foi ao ar no dia 29 de abril, a Secretária de Projetos Estratégicos da Prefeitura do Rio de Janeiro, Maria Silvia Bastos Marques, falou sobre liderança e gestão nos setores público e privado e analisou os desafios para o desenvolvimento do país.

Fonte: Iree

23 de fev. de 2024

‘O risco é cruzar o ponto de não retorno na violência e afugentar investidores’, diz Maria Silvia

Executiva diz que sociedade precisa cobrar das autoridades um plano de longo prazo para combater a violência e a expansão do crime organizado; a falta de segurança, diz ela, afeta a qualidade de vida e o crescimento econômico. A executiva fluminense Maria Silvia Bastos Marques é uma pioneira na participação feminina no comando de grandes empresas e instituições do Brasil, desde a década de 1990.

Fonte: Estadão

24 de jan. de 2023

‘Pagamos um preço muito alto’, diz Maria Silvia Bastos sobre empréstimos do BNDES a países vizinhos

Em visita oficial à Argentina, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apontou o banco como possível financiador do gasoduto argentino de Vaca Muerta. O Brasil já pagou preço alto por usar o BNDES para financiar obras em países vizinhos sem os devidos parâmetro e planejamento e, se quiser retomar a estratégia, ainda que não seja a prioridade no momento, vai precisar pensar em outras bases.

Fonte: Valor Econômico

14 de mar. de 2019

Maria Silvia Bastos deixa o comando do Goldman Sachs Brasil e será presidente do conselho consultivo

Executiva ficou um ano à frente do banco e será substituída por comitê de seis executivos. SÃO PAULO - O banco americano Goldman Sachs informou nesta quinta-feira que está reestruturando o comando da instituição no Brasil e a atual presidente-executiva, Maria Silvia Bastos Marques, deixa o cargo e passa a presidir o conselho consultivo do banco. Para ocupar o lugar de Maria Silvia, que ficou no posto por um ano, o banco designou um comitê que será composto por seis executivos.

Fonte: O Globo

06 de nov. de 2018

Maria Silvia, ex-BNDES, vê potencial de R$ 30 bi em emissões de ações no Brasil

Para presidente do Goldman Sachs, cenário externo e pauta de reformas favorecem atração de investimentos no país. RIO - A economista Maria Silvia Bastos Marques, presidente do banco Goldman Sachs no Brasil e ex-presidente do BNDES, está otimista com o governo eleito e espera ver o apetite de investidores no país aumentar. Ela estima que o potencial de emissões de novas ações (IPOs, na sigla em inglês) chegue a R$ 30 bilhões, sem especificar um prazo definido.

Fonte: O Globo

24 de jan. de 2018

Maria Silvia Bastos vai presidir Goldman Sachs no Brasil - Época Negócios

Ex-presidente do BNDES está em processo de contratação, segundo fonte. A executiva era uma das cotadas para substitutir Paulo Leme à frente da instituição, como antecipou o colunista Lauro Jardim, em dezembro. Segundo uma fonte, ela está em processo de contratação. Leme anunciou que deixaria o banco mês passado após três anos na presidência do Goldman. Um dos desafios de Maria Silvia será ampliar o peso do Brasil nas operações globais da instituição.

Fonte: Época Negócios

01 de ago. de 2016

Dez pensamentos para conhecer Maria Silvia Bastos, presidente do BNDES - Época Negócios

O que a executiva pensa sobre a crise no Brasil, educação e o papel do estado como agente de mudança. Após uma longa trajetória como executiva no setor público e privado, ela define-se como descrente de um Brasil que pode, de fato, dar certo. Mas diz que ainda luta pelo país principalmente por querer um cenário melhor para seus filhos gêmeos, de 19 anos.

Fonte: Época Negócios

17 de mai. de 2016

Temer indica Maria Sílvia Bastos Marques para presidir o BNDES - Notícias - Canção Nova

Presidente do BNDES é a primeira mulher no novo Governo. O presidente interino Michel Temer indicou a economista Maria Sílvia Bastos Marques para presidir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no lugar de Luciano Coutinho. Maria Sílvia é a primeira mulher a integrar o Governo, após o anúncio de uma equipe ministerial composta apenas por homens. A informação foi confirmada, nesta segunda-feira, 16, pela assessoria de imprensa do Palácio do Planalto.

Fonte: Notícias

17 de mai. de 2016

Temer escolhe Maria Silvia Bastos Marques, ex-presidenta da CSN, para comandar BNDES

Maria Silvia Bastos Marques é primeira mulher anunciada no primeiro escalão do Governo interino. Marques, administradora e com mestrado e doutorado em economia, já foi diretora no próprio banco nos anos 90, atuou como secretaria de Finanças da Prefeitura do Rio de Janeiro e foi a única mulher a ocupar a presidência da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), maior empresa do setor na América Latina privatizada nos anos 90.

Fonte: El País Brasil

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Aparições em vídeo

Perguntas frequentes

FAQ

Quem é Maria Silvia Bastos Marques?

Economista e executiva brasileira, primeira mulher a presidir a CSN, a Icatu Seguros, o BNDES e o Goldman Sachs no Brasil.

Qual a idade de Maria Silvia Bastos Marques?

Nasceu em Bom Jesus do Itabapoana (RJ), em 27 de dezembro de 1956, e tem 69 anos.

Onde Maria Silvia Bastos Marques estudou?

Graduou-se em Administração Pública e fez mestrado e doutorado em Economia na FGV.

Maria Silvia Bastos Marques presidiu o BNDES?

Sim, de 2016 a 2017, indicada pelo presidente Michel Temer; deixou o cargo em 26 de maio de 2017.

Qual foi a passagem dela pela CSN?

Presidiu a Companhia Siderúrgica Nacional de 1996 a 2002, sendo a primeira mulher no cargo.

Ela foi eleita executiva de Valor?

Sim, em 2001 e 2002, pela atuação na CSN.

Maria Silvia Bastos Marques esteve na lista da Time?

Sim, em fevereiro de 1997, como única mulher entre os doze executivos mais poderosos do mundo.

O que ela fez no Goldman Sachs?

Foi presidente da operação brasileira a partir de 2018 e depois presidiu o conselho consultivo, que deixou no fim de 2020.

Em quais conselhos ela atuou?

Souza Cruz, Pão de Açúcar, Vale, Embratel, Petrobras e, em 2022, Ebanx, Vallourec, Grupo Cataratas e Iguá Saneamento.

O que ela faz atualmente?

Em agosto de 2025, passou de secretária de Grandes Projetos a assessora-chefe especial no Gabinete do Prefeito do Rio.

Maria Silvia Bastos Marques escreveu um livro?

Sim, "Vontade Inabalável: os erros e acertos de uma executiva pioneira".

O que ela diz sobre ESG?

Em 2022, afirmou que o ESG é uma tendência irreversível e uma mudança de cultura nas empresas.

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