Marcelo Bahia Odebrecht

Empresário, engenheiro civil, ex-presidente do Grupo Odebrecht

Biografia

Resumo biográfico

Marcelo Bahia Odebrecht nasceu em 18 de outubro de 1968 em Salvador, Bahia. É engenheiro civil formado pela Universidade Federal da Bahia e foi presidente do Grupo Odebrecht entre 2008 e 2015, período em que a empresa atuava como uma das maiores empreiteiras do Brasil. Em junho de 2015, foi preso no âmbito da Operação Lava Jato. Em março de 2016, foi condenado pelo juiz Sergio Moro a 19 anos e 4 meses de prisão por corrupção ativa, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A sentença foi posteriormente reduzida para 10 anos após acordo de colaboração premiada. Em maio de 2024, o ministro Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal anulou todos os atos praticados contra Odebrecht pela Lava Jato, considerando que houve conluio entre magistrados e procuradores, violando o devido processo legal. Em setembro de 2024, a Segunda Turma do STF manteve a nulidade desses atos. Segundo sua própria delação, Odebrecht relatou ter disponibilizado aproximadamente R$ 300 milhões ao Partido dos Trabalhadores entre 2008 e 2015, destinados a campanhas políticas e caixa dois. Cumpriu pena em regime domiciliar a partir de dezembro de 2017 e, após acordo de colaboração premiada, trabalhou no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. É casado com Isabela Cristina Alvarez Odebrecht e tem três filhas.
Carreira

Trajetória

  1. 20082015
    Presidente do Grupo Odebrecht

    Liderou operações da empresa em diversos países com faturamento de aproximadamente R$ 125 bilhões em 2015.

Na imprensa

Notícias de outros portais

25 de mai. de 2026

STF arquiva investigações contra Romero Jucá, Guido Mantega e Fernando Pimentel por falta de provas

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o arquivamento das investigações que envolviam ex-senadores e ex-ministros em caso que apurava supostos atos de corrupção relacionados à aprovação de uma resolução do Senado Federal que interessava ao Grupo Odebrecht. A decisão foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes. O caso teve origem em declarações prestadas por colaboradores da Operação Lava Jato, incluindo o ex-presidente da Odebrecht Marcelo Bahia Odebrecht, além de executivos da empresa. Eles relataram que Romero Jucá teria solicitado vantagem indevida como contrapartida ao seu empenho na aprovação da Resolução nº 13/2012. A Procuradoria-Geral da República reconheceu a ausência de justa causa para a continuidade das apurações.

Fonte: Bahia Notícias

Sem imagem

02 de out. de 2024

Marcelo Odebrecht cumpriu toda sua pena e não se livrou com decisão do STF, dizem advogados

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal referendou a decisão do ministro Dias Toffoli que anulou todos os atos da Lava Jato de Curitiba contra o executivo Marcelo Bahia Odebrecht. O colegiado entendeu que, assim como no caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, houve conluio entre o ex-juiz Sergio Moro e o Ministério Público Federal contra o ex-presidente do grupo Odebrecht. Os advogados criminalistas Nabor Bulhões e Eduardo Sanz ressaltam que Marcelo Odebrecht não se livrou das penas impostas na Lava Jato, afinal cumpriu integralmente as penalidades determinadas pelo seu acordo de colaboração premiada. A decisão reconhece violação do postulado de imparcialidade, mais importante do devido processo legal.

Fonte: Consultor Jurídico

06 de set. de 2024

STF mantém nulidade de atos da Lava Jato contra Marcelo Odebrecht

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria, manteve a nulidade de todos os atos praticados pelo juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba contra Marcelo Bahia Odebrecht. A decisão reconhece conluio entre magistrados e procuradores da República integrantes da operação Lava Jato, que adotaram medidas arbitrárias na condução dos processos contra o empresário. Por maioria, porém, a Segunda Turma não trancou imediatamente os processos penais contra o empresário.

Fonte: Supremo Tribunal Federal

23 de mai. de 2024

Assista ao vídeo em que Marcelo Odebrecht diz ter dado R$ 300 mi ao PT

Vídeo do empresário Marcelo Odebrecht em depoimento ao então juiz Sergio Moro durante a Operação Lava Jato. No depoimento de 10 de abril de 2017, Odebrecht relata como teria sido feito o repasse de R$ 300 milhões da sua empreiteira (hoje Novonor) para o PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Declara que entre 2008 e 2015 seus principais interlocutores para tratar temas junto ao PT Governo eram Guido Mantega e Paulo Pimentel. Menciona dois momentos onde houve pedidos de contrapartida específica para pleitos, enquanto o resto entrava em uma relação ampla onde negociavam valores em função de uma agenda comum.

Fonte: Poder360

21 de mai. de 2024

STF anula decisões proferidas pela Lava Jato contra Marcelo Odebrecht

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou todos os atos praticados pelo juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba contra Marcelo Bahia Odebrecht. O acordo de colaboração de Odebrecht segue válido. Toffoli considerou que houve conluio entre magistrados e procuradores da República integrantes da operação Lava Jato, que adotaram medidas arbitrárias na condução dos processos contra o empresário.

Fonte: Supremo Tribunal Federal

20 de dez. de 2019

Demissão de Marcelo Odebrecht revela guerra familiar e por poder

Matéria sobre a demissão de Marcelo Odebrecht da empresa familiar Odebrecht, revelando conflitos internos e disputas de poder dentro do grupo empresarial. A rescisão envolveu valores significativos e refletiu tensões na sucessão e gestão da maior empreiteira do país.

Fonte: El País Brasil

17 de mar. de 2019

Delator da Lava-Jato, Marcelo Odebrecht pode voltar às ruas e à empreiteira

Marcelo Odebrecht mantinha rotina de natação, triagem de e-mails e refeições familiares desde dezembro de 2017, quando passou a cumprir pena em regime domiciliar fechado em sua mansão em São Paulo. Graças a uma cláusula exclusiva de seu acordo de delação premiada, o ex-presidente do grupo Odebrecht poderia progredir do regime domiciliar para o semiaberto na metade do tempo fixado em sua delação. Com a progressão, teria permissão de sair de casa durante o dia. O acordo de delação não proíbe que seja funcionário da companhia, mas proíbe voltar a posição de comando. O total de dez anos de pena seria mantido.

Fonte: O Globo

12 de abr. de 2017

Odebrecht diz que negociou com Lula caixa 2 para campanha de Haddad

Segundo depoimento de Marcelo Odebrecht no contexto da Lava Jato, o empresário teria negociado financiamento de caixa 2 com Lula para a campanha de Fernando Haddad. Odebrecht relatou seus principais interlocutores para tratar temas com o PT Governo entre 2008 e 2015, mencionando disponibilização de valores que chegaram a aproximadamente R$ 300 milhões de reais acumulados nesse período.

Fonte: Época Negócios

22 de mar. de 2016

Marcelo Odebrecht comandou o esquema de dentro da prisão, diz Lava Jato

Segundo investigações da Lava Jato, Marcelo Odebrecht teria continuado comandando esquema de corrupção mesmo enquanto preso. A Operação Lava Jato levantou evidências de que o ex-presidente da Odebrecht mantinha comunicação e controle das atividades ilícitas durante seu encarceramento.

Fonte: Gazeta do Povo

15 de mar. de 2016

Marcelo Odebrecht: o dilema do príncipe

Matéria que retrata o interrogatório de Marcelo Odebrecht perante o juiz Sergio Moro em outubro de 2015. Preso havia 133 dias, Odebrecht questionou a atuação da força-tarefa da Lava Jato e do próprio juiz, reclamou do vazamento de suas anotações pessoais e de sua prisão preventiva apesar da manifesta intenção de colaborar. Moro condenou Odebrecht a 19 anos e 4 meses de prisão por corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Fonte: Revista Época

08 de mar. de 2016

Marcelo Odebrecht é condenado a 19 anos e 4 meses de prisão

Marcelo Odebrecht, ex-presidente da Odebrecht, foi condenado a 19 anos e 4 meses de prisão em regime fechado por corrupção ativa, associação criminosa e lavagem de dinheiro. O executivo estava preso desde 19 de junho de 2015, quando foi iniciada a 14ª fase da Operação Lava Jato (Operação Erga Omnes). Foram sentenciados com pena idêntica os executivos Márcio Faria da Silva e Rogério Santos de Araújo, ex-diretores da Odebrecht. O juiz Sérgio Moro manteve a prisão cautelar vigente contra os condenados, considerando a gravidade dos crimes e envolvimento em prática habitual, sistemática e profissional de crimes contra a Petrobrás e lavagem de dinheiro.

Fonte: Diário do Comércio