Júlio Lancellotti

Pároco da Paróquia de São Miguel Arcanjo (Mooca, SP); Vigário Episcopal para a Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo

Em exercício desde 1981
01Biografia

Resumo biográfico

Padre Júlio Renato Lancellotti nasceu no bairro do Brás em São Paulo. Com mais de 40 anos de atuação junto à população em situação de rua, é coordenador e vigário episcopal da Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo desde sua criação. Pároco responsável pela Paróquia de São Miguel Arcanjo, na Mooca, desde 1986, onde iniciou trabalho pastoral com populações de rua, menores infratores e crianças com HIV. Teólogo, educador e técnico em Enfermagem por formação. Referência nacional em defesa dos direitos humanos e atuação junto aos mais vulneráveis. Em fevereiro de 2021, quebrou com marretadas pedras instaladas pela Prefeitura de São Paulo sob viadutos que serviam de moradia para pessoas sem-abrigo, ação que ganhou visibilidade durante a pandemia de Covid-19. Recebeu o prêmio Zilda Arns de Direitos Humanos em agosto de 2021 pela Câmara dos Deputados, e o Colar de Honra ao Mérito em novembro de 2021 pela Assembleia Legislativa de São Paulo, a mais alta honraria do Legislativo paulista. Papa Francisco ligou para o sacerdote em 2020 recomendando que não desanimasse do trabalho com os pobres. Sofreu pressões e ameaças de morte documentadas, incluindo abordagens de policiais militares e resistência de setores da comunidade local ligados à especulação imobiliária. Alvo de investigação pela Câmara Municipal de São Paulo através de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre ONGs. Recusou poder político, afirmando não aspirar a nenhum tipo de poder. Tachado de "padre esquerdista" por políticos de extrema direita, defende convivência com a diversidade e rejeita a noção de que pessoas em situação de rua estão nas ruas por escolha própria, alinhando-se com a compreensão do Papa Francisco de que é a lógica do sistema que produz "descartáveis".
02Carreira

Trajetória

  1. 1986atual
    Iniciação da Pastoral com População de Rua

    Começou trabalho pastoral com populações de rua na Paróquia de São Miguel Arcanjo, marcando o início de sua atuação nesta área.

  2. 1981atual
    Atuação na Pastoral do Povo da Rua

    Mais de 40 anos de atuação contínua junto à população em situação de rua, com foco em convivência, acolhimento e defesa de direitos.

04Na imprensa

Notícias de outros portais

05 de jan. de 2024

Câmara de SP quer investigar padre Júlio Lancellotti em CPI das ONGs

Padre Júlio Lancellotti, pároco da Paróquia de São Miguel Arcanjo na Mooca desde 1986 e coordenador da Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo, é alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a ser instalada na Câmara Municipal de São Paulo. Com mais de 40 anos atuando com a população em situação de rua, o sacerdote de 75 anos tem sido chamado de 'padre esquerdista' por políticos da extrema direita. A investigação faz parte da CPI das ONGs.

Fonte: Estadão

24 de nov. de 2021

Padre Júlio Lancellotti: 'Temos que aprender a conviver com a diversidade'

Entrevista com padre Júlio Lancellotti, uma das referências na defesa dos direitos humanos no Brasil. O religioso fala sobre sua atuação de 35 anos na periferia de São Paulo em amparo a jovens em conflito com a lei, população de baixa renda e em situação de rua, detentos em liberdade assistida e pessoas com HIV/aids. Lancellotti comenta ainda os ataques que sofre de setores da extrema direita e como atua nas redes sociais. O padre ressalta que não busca poder nem reconhecimento, mas segue firme no propósito de acolher os mais vulneráveis.

Fonte: Vermelho

05 de nov. de 2021

Padre Júlio Lancellotti recebe Colar de Honra ao Mérito da Assembleia de SP

Padre Júlio Lancellotti, coordenador da Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de São Paulo, foi homenageado pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) com o Colar de Honra ao Mérito, a mais alta honraria do Legislativo paulista. A honraria foi concedida por sua atuação em defesa dos direitos humanos na capital paulista e durante a pandemia de COVID-19. O colar foi entregue pelo deputado estadual Luiz Fernando (PT), e o vereador Eduardo Suplicy (PT) participou da sessão, relembrando a atuação do padre na Cracolândia e com pessoas em situação de rua.

Fonte: G1

22 de set. de 2020

Padre Julio Lancellotti, o amigo do povo de rua

Perfil do padre Julio Lancellotti, vigário episcopal da Pastoral de Rua da Arquidiocese de São Paulo, que há 35 anos convive com a população em situação de rua. O padre explica sua filosofia de trabalho não como um serviço formal, mas como uma convivência que gera comprometimento e escolhas. Lancellotti ressalta que o conceito de 'bem' é dúbio e que nem todos consideram a defesa dos direitos humanos como algo positivo, reconhecendo que para alguns sua atuação é vista como nociva.

Fonte: Guia Negro

07 de fev. de 2020

Padre Júlio Lancellotti, defensor dos pobres, é alvo de nova ameaça de morte em SP

Padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo, sofreu uma nova ameaça de policiais militares que atuam na região da Mooca, na zona leste de São Paulo. A ameaça ocorreu em 27 de janeiro quando três PMs abordaram três jovens em situação de rua que frequentam a paróquia São Miguel Arcanjo. O pároco credita as perseguições recorrentes ao ódio de alguns setores da sociedade contra a população em situação de rua e à especulação imobiliária. Segundo censo, a região da Prefeitura Regional Mooca concentra 4.779 pessoas em situação de rua.

Fonte: Ponte Jornalismo

15 de jul. de 2017

Padre que assiste morador de rua sofre pressão para deixar paróquia em São Paulo

Padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo da Rua, está sendo alvo de pressão para deixar a paróquia São Miguel Arcanjo, no bairro da Mooca, na Zona Leste de São Paulo. A pressão vem do CONSEG (Conselho Comunitário de Segurança da Mooca), entidade formada por representantes da sociedade civil e poder público. O motivo alegado é o trabalho de ajuda a pessoas em situação de rua que ele desenvolve na paróquia. Segundo o padre, moradores do bairro querem sua remoção, argumentando que ele atrai a população de rua e concentra polos de atendimento que incomodam o bairro.

Fonte: Rede TVT

06Causas

Causas e valores defendidos

Direitos humanos e defesa da população em situação de rua

Atuação contínua há mais de 40 anos em defesa dos direitos e dignidade de pessoas em situação de rua, com foco em acolhimento, alimentação e convivência humanizada.

Combate à tortura e à violência

Luta documentada contra práticas de tortura e violência, com participação ativa em debates e pressão legislativa na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Direitos de minorias e vulneráveis

Defesa dos direitos de menores infratores, pessoas com HIV/aids, catadores de recicláveis, detentos em liberdade assistida e populações marginalizadas.