Foto oficial de Jorge Moll Filho

Jorge Moll Filho

Médico e empresário, fundador e presidente do conselho da Rede D'Or

Em exercício desde 1998
Biografia

Resumo biográfico

Jorge Neval Moll Filho é um médico cardiologista e empresário carioca, fundador e presidente do conselho de administração da Rede D'Or São Luiz, a maior rede de hospitais privados do Brasil e a maior empresa de saúde da América Latina. Segundo a Veja Rio, a Rede D'Or tinha 73 hospitais no fim de 2023, abriu capital na B3 em dezembro de 2020 e, em 2022, incorporou a seguradora SulAmérica. Jorge Moll tem 80 anos. Na lista Forbes Brasil 2026, aparece com patrimônio de R$ 19,5 bilhões e está entre os dez brasileiros mais ricos desde 2025. Em outubro de 2026, a família Moll renovou por 20 anos o acordo de acionistas da companhia, com regras de sucessão. Origem e formação Nasceu em 23 de janeiro de 1946, no Rio de Janeiro. Formou-se em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e começou a carreira como cardiologista. Do Labs à Rede D'Or Em 1977, abriu a Cardiolab, primeira unidade do Grupo Labs, rede de laboratórios de diagnóstico. Em seguida, passou a construir hospitais no Rio de Janeiro, como Barra D'Or, Copa D'Or e Quinta D'Or, e depois o Copa Star e, em São Paulo, o Villa Nova Star. O negócio de hospitais surgiu quase por acaso. Em 1994, ainda à frente da Cardiolab, Moll percebeu que os cariocas de alta renda eram mal atendidos na cidade e recorriam à ponte aérea para se tratar no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Foi quando se deparou com o hotel Copa D'Or, em Copacabana, do imigrante português Gaspar D'Orey, de quem já tinha tomado dinheiro emprestado para expandir as clínicas. D'Orey queria voltar a Portugal, mas antes precisava saldar uma dívida com o sócio, o empresário Jacob Barata; entregou o hotel a Barata, e Moll assumiu a dívida. Com o tempo, convenceu Barata a transformar o hotel em hospital, o que aconteceu em 1995, segundo o Estadão. A Veja São Paulo situa a conversão do Copa D'Or no fim da década de 1990. Depois, comprou na Barra da Tijuca um hospital ainda em construção, terminou a obra e inaugurou o Barra D'Or em 1998. Até 2010, todo o dinheiro era reinvestido na empresa, e, segundo pessoas próximas ouvidas pelo Estadão, Moll tinha apenas um apartamento. A virada veio com a entrada de investidores financeiros, a começar pelo BTG Pactual, seguido por um fundo soberano de Cingapura e pela gestora Carlyle, depois que a legislação passou a permitir capital estrangeiro no setor. Em abril de 2015, o Carlyle comprou pouco menos de 9% da empresa por cerca de R$ 1,75 bilhão, segundo fontes de mercado ouvidas pelo Extra; o BTG mantinha então um quarto do grupo, e o controle seguia com a família Moll. "Essa parceria representa mais um marco para a Rede D'Or e está alinhada com a estratégia de longo prazo da companhia", disse Moll na ocasião. A rede tinha 4.500 leitos em 27 hospitais próprios e dois administrados, além de 30 clínicas de oncologia, no Rio, em São Paulo, em Brasília e em Pernambuco, e previa investir R$ 1,5 bilhão naquele ano, com dinheiro do Carlyle destinado a novos hospitais, ampliações e aquisições. Já era descrita como o maior grupo de hospitais do país. A chegada a São Paulo Em 2010, a Rede D'Or entrou em São Paulo: depois de comprar o Hospital Brasil, em Santo André, arrematou as três unidades do São Luiz, no Itaim, no Morumbi e no Jardim Anália Franco, por R$ 1 bilhão, financiado pelo BTG Pactual, e em seguida o Assunção, em São Caetano do Sul. Em 2011, o grupo tinha 22 unidades no Rio, no Recife e em São Paulo e era o maior operador independente de hospitais privados do país, sem ligação com planos de saúde. "Nossas ambições paulistanas não têm limites", disse Moll à Veja São Paulo. No São Luiz do Itaim, a rede previa R$ 35 milhões em reformas, com ampliação da maternidade e da emergência, que passaria de 700 para 1.600 metros quadrados. A expansão foi favorecida pela entrada de 590 mil paulistanos nos planos de saúde em 15 meses, com a ascensão da classe C. A reportagem registrava, porém, o receio de parte dos médicos de que a pressão por resultados piorasse o atendimento. Em 2011, o Labs já somava cerca de 50 unidades. Em 2010, Moll vendeu o Labs ao Grupo Fleury por R$ 1,19 bilhão e usou o dinheiro para comprar hospitais no Rio, em São Paulo, em São José dos Campos, em Brasília e no Recife. A Rede D'Or se tornou conhecida como "máquina de aquisições": fez 17 compras no país nos últimos anos. Em dezembro de 2020, a oferta inicial de ações movimentou R$ 11,3 bilhões. A compra da SulAmérica, avaliada em R$ 7 bilhões, anunciada em fevereiro de 2022 e aprovada pelo Cade em dezembro daquele ano, ampliou a atuação do grupo para seguros e planos de saúde. A operação passou pelo tribunal do Cade em 14 de dezembro de 2022, aprovada por maioria e sem restrições. Em janeiro de 2023, a SulAmérica passou a ter dois CEOs, um para seguros e odontologia e outro para vida, previdência e investimentos, ambos respondendo à Rede D'Or, e Heráclito Brito foi para o conselho da controladora da seguradora. Em julho de 2025, depois de reportagem do Globo sobre conversas envolvendo o Bradesco, maior acionista do Fleury, a Rede D'Or e o Fleury negaram à CVM qualquer negociação de fusão; a Rede D'Or disse que "está permanentemente avaliando oportunidades de expansão". Em 2025, a empresa previa investir R$ 2,5 bilhões na modernização das unidades, com meta de entregar 4 mil novos leitos nos anos seguintes. Em 24 de novembro de 2025, a Rede D'Or passou a valer mais de R$ 100 bilhões na B3, levando o setor de saúde ao maior valor de mercado de sua história, segundo a consultoria Elos Ayta; foi a 13ª empresa brasileira a atingir esse patamar. A rede também mantém com a Atlântica Hospitais, hoje da Bradsaúde, a parceria Atlântica D'Or, com 50,01% da Rede D'Or, que em setembro de 2026 avançou na compra de 49,99% do Hospital Biocor, em Nova Lima (MG), por cerca de R$ 130 milhões, e em terrenos para um novo hospital em Jundiaí (SP). No segundo trimestre de 2026, a Rede D'Or teve lucro líquido ajustado de R$ 1,283 bilhão, alta de 8,5% em um ano, e receita líquida de R$ 14,9 bilhões; a dívida líquida fechou junho em R$ 22,8 bilhões, 1,71 vez o Ebitda. Em 28 de outubro de 2026, Moll participou da inauguração de uma torre de oito andares no UDI Hospital, em São Luís, com investimento de mais de R$ 200 milhões e mais de 80 leitos, e disse que a empresa pretende ampliar a estrutura e incorporar novas tecnologias no Maranhão. Instituto D'Or O Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (Idor), criado em 2010 e ligado à rede, começou com pesquisa em neurociências no Rio e hoje tem laboratórios em dez estados. Em 2012, unificou o programa de estágio nos hospitais; em 2017, lançou o doutorado e uma faculdade de Ciências Médicas; em 2024, o mestrado. Em março de 2026, recebeu o primeiro aval do MEC para um curso de Medicina no Centro do Rio, com cem vagas por ano. A filantropia da família se concentra em pesquisa científica e saúde pública, por meio do instituto. Em 2013, Moll deixou a presidência executiva para o executivo Heráclito Brito e passou a comandar o conselho de administração; em 2022, o cargo de diretor-presidente passou ao filho caçula, economista. Dos cinco filhos, três se formaram em medicina, e outro integra o conselho da empresa. Moll também participa do comitê de fusões e aquisições, onde mantém influência sobre a estratégia de compras. Mesmo assim, manteve a rotina de visitar hospitais e conversar com médicos, inclusive durante a pandemia de covid-19, quando, aos 74 anos e no grupo de risco, não abandonou o trabalho presencial. Pessoas próximas dizem que ele gosta de "sentir o negócio pelo pulso". Em 2020, a Rede D'Or doou metade do lucro líquido do ano ao combate à pandemia. Quando o grupo inaugurava um hospital de campanha, Moll pediu que um segundo fosse construído com urgência; diante da ponderação da equipe de que poderiam faltar insumos e pessoal, respondeu citando Geraldo Vandré: "Quem sabe faz a hora, não espera acontecer". O segundo hospital foi construído. Também acompanha de perto novas tecnologias médicas: em 2024, trouxe de Miami os cirurgiões Rodrigo Vianna e Tiago Machuca para comandar o primeiro centro de transplantes e cirurgias de alta complexidade da rede, em São Paulo, e anunciou um hospital pediátrico no Barra D'Or. Em dezembro de 2024, o Vila Nova Star, hospital de alto padrão da bandeira Star em São Paulo, inaugurou uma torre com mais 140 leitos e um pronto-socorro em suítes individuais, sem fila de espera, e, em fevereiro de 2025, o primeiro serviço pediátrico da bandeira. A unidade concentra parte dos equipamentos da Oncologia D'Or, braço de tratamento de câncer da rede presidido pelo oncologista Paulo Hoff, como o Cyberknife, aparelho de radioterapia que acompanha os movimentos da respiração do paciente. A área de oncologia já somava 30 clínicas em 2015. A bandeira Star, que inclui o Copa Star, no Rio, e o Vila Nova Star, em São Paulo, reúne os hospitais de alto padrão do grupo, com o que a empresa chama de "hotelaria seis estrelas". Patrimônio Antes do IPO, a fortuna da família era estimada em US$ 4 bilhões; depois da abertura de capital, chegou a US$ 17 bilhões. Em março de 2022, a Rede D'Or valia mais de R$ 100 bilhões na bolsa, embora a ação acumulasse queda de 8% desde a estreia, em parte por preocupações ligadas à pandemia. Na Forbes 2025, Moll mais que dobrou sua fortuna e foi o único estreante entre os dez brasileiros mais ricos. Na edição de 2026, aparece com R$ 19,5 bilhões. Segundo o índice de bilionários da Bloomberg, a família Moll perdeu cerca de US$ 2,6 bilhões desde a reeleição de Lula, em 25 de outubro de 2026, a segunda maior perda entre os brasileiros no período. Sucessão Em 16 de outubro de 2026, a Rede D'Or informou um novo aditamento ao acordo de acionistas, válido por 20 anos e com cerca de 50,3% do capital, firmado entre a família Moll e os fundos Delta e Chardonnay. O documento mantém Jorge Moll como presidente do conselho e o filho caçula como diretor-presidente e prevê que, em caso de morte ou incapacidade permanente do fundador, o CEO assuma a liderança da companhia. JPMorgan e BTG avaliaram o acordo como positivo. Para o BTG, os termos buscam "evitar a fragmentação do controle" e preservar a estabilidade acionária ao longo das próximas gerações. O JPMorgan considerou o anúncio construtivo depois da venda de 62 milhões de ações pelo fundo soberano GIC, de Cingapura, em abril de 2026, e manteve recomendação acima da média do mercado, com preço-alvo de R$ 53; o BTG manteve recomendação de compra, com alvo de R$ 58. Segundo o JPMorgan, a ação era negociada a 16 vezes o lucro projetado para 2027. Poucos dias depois, no fim de outubro, as ações recuaram após uma nova venda bilionária de papéis pelo GIC, que levantou entre analistas o alerta de excesso de oferta de ações no curto prazo. O acordo de acionistas inclui ainda regras de voto em bloco e direito de preferência na venda de ações entre os membros da família, além de um novo acordo de cotistas do fundo Chardonnay. Reconhecimento e polêmicas Em setembro de 2021, recebeu o título de cidadão benemérito do Rio de Janeiro, na Câmara Municipal, numa cerimônia com a presença do amigo Rodrigo Maia, que o elogiou por ter mantido a sede da empresa no Rio. No discurso, Moll disse que a rede cresceu na pandemia e se expandia para além das 30 unidades no estado; a empresa tinha então 51 hospitais no país. "Vamos construir uma nova maternidade, um hospital na Barra da Tijuca e também estamos comprando e revitalizando alguns hospitais", disse. No primeiro trimestre de 2021, a rede tinha lucrado R$ 402 milhões, alta de 254,6% em um ano. A homenagem foi proposta pelo vereador Jorge Felippe. Em 2023, foi eleito Carioca do Ano em medicina pela Veja Rio. Em 2023, integrou o Conselhão do governo Lula, o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável da Presidência, e um artigo da professora Ligia Bahia publicado no Viomundo apontou a presença do "grupo privatista da saúde" no colegiado como sinal de alerta para o futuro do SUS. Em 2025, Dasa e Alliança negaram rumores de fusão com a Rede D'Or.
Carreira

Trajetória

  1. 2024 — atual
    Centro de transplantes da Rede D'Or

    Trouxe de Miami os cirurgiões Rodrigo Vianna e Tiago Machuca.

  2. 2023 — atual
    Membro do Conselhão

    Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável.

  3. 2022 — atual
    Compra da SulAmérica

    Aprovada pelo Cade em dezembro de 2022.

  4. 2020 — atual
    Abertura de capital da Rede D'Or na B3

    IPO de R$ 11,3 bilhões em dezembro de 2020.

  5. 2015 — atual
    Entrada do Carlyle no capital da Rede D'Or

    Cerca de 9% por R$ 1,75 bilhão.

  6. 2013 — atual
    Presidente do conselho de administração da Rede D'Or

    Sucedido na presidência executiva por Heráclito Brito.

  7. 2010 — atual
    Compra do Hospital São Luiz

    Três unidades em São Paulo por R$ 1 bilhão.

  8. 1998 — atual
    Inauguração do Barra D'Or

    Hospital na Barra da Tijuca.

  9. 1995 — 2013
    Fundador e presidente executivo da Rede D'Or

    Começou com o Copa D'Or.

  10. 1977 — 2010
    Fundador do Grupo Labs

    Rede de diagnóstico vendida ao Fleury por R$ 1,19 bilhão.

Projetos e Realizações

Iniciativas

Empresa
Rede D'Or São Luiz
Rede hospitalar

73 hospitais em 2023 e meta de 4 mil novos leitos.

Saúde2024
Centro de transplantes
São Paulo

Centro de transplantes e cirurgias complexas lançado em 2024.

Na imprensa

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Causas

Causas e valores defendidos

Saúde

Investe em transplantes, pediatria e novas tecnologias médicas.

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Perguntas frequentes

FAQ

Quem é Jorge Moll Filho?

É um médico cardiologista e empresário, fundador e presidente do conselho da Rede D'Or São Luiz, a maior rede de hospitais privados do Brasil.

Qual a idade de Jorge Moll Filho?

Jorge Moll Filho tem 80 anos. Nasceu em 23 de janeiro de 1946, no Rio de Janeiro.

Qual é a fortuna de Jorge Moll Filho?

A Forbes Brasil 2026 estima o patrimônio dele em R$ 19,5 bilhões.

Quem é o dono da Rede D'Or?

A família Moll controla a Rede D'Or, com Jorge Moll como presidente do conselho. A empresa tem ações na B3 desde 2020.

Quem são os filhos de Jorge Moll?

O filho caçula de Jorge Moll é o diretor-presidente da Rede D'Or, cargo que o pai deixou para presidir o conselho.

Como começou a Rede D'Or?

Começou com a Cardiolab, em 1977, seguida da construção de hospitais no Rio, como Barra D'Or e Copa D'Or.

Jorge Moll Filho vendeu o Labs?

Sim. Vendeu o Grupo Labs ao Fleury em 2010, por R$ 1,19 bilhão, e investiu em hospitais.

O que diz o acordo de acionistas da Rede D'Or de 2026?

O acordo vale por 20 anos, mantém Jorge Moll na presidência do conselho e define a sucessão pelo atual CEO em caso de morte ou incapacidade.

Onde Jorge Moll Filho estudou?

Formou-se em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Jorge Moll Filho está entre os mais ricos do Brasil?

Sim. Entrou no top 10 da Forbes em 2025 e segue na lista em 2026.

Como surgiu o primeiro hospital da Rede D'Or?

Moll assumiu a dívida do dono do hotel Copa D'Or, em Copacabana, e convenceu o novo proprietário a transformar o prédio em hospital, em 1995.

Quem preside a Rede D'Or hoje?

Jorge Moll é presidente do conselho desde 2013; a presidência executiva está com o filho caçula desde 2022.

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