Foto oficial de Eurico de Jesus Teles Neto

Eurico de Jesus Teles Neto

Advogado e ex-presidente da Oi

Em exercício desde 2014
Biografia

Resumo biográfico

Eurico de Jesus Teles Neto é advogado e economista e foi diretor-presidente da Oi entre novembro de 2017 e janeiro de 2020. Comandou a empresa durante a recuperação judicial de 2016, a maior da história do país até então, com dívida de R$ 65 bilhões. Hoje preside a Comissão Especial de Direito Empresarial do Conselho Federal da OAB e mantém escritório de advocacia empresarial no Rio de Janeiro. Piauiense de Piripiri, nascido em 1956, Eurico Teles passou quase quatro décadas no grupo que deu origem à Oi. Entrou como estagiário na Telebahia, chegou à diretoria jurídica e foi escolhido presidente às pressas, depois da renúncia de Marco Schroeder. Sob seu comando, o plano de recuperação foi aprovado pelos credores em dezembro de 2017 e a empresa recebeu R$ 4 bilhões em dinheiro novo. Como diretor jurídico, foi denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul na Operação Carmelina, que apurou acordos em processos contra a Brasil Telecom. O Superior Tribunal de Justiça trancou a ação penal em 2021. Em 2020, já fora da Oi, foi alvo de busca e apreensão na Operação E$quema S, um desdobramento da Lava Jato no Rio cuja ação penal foi extinta pela Justiça em 2022. Em 2025, lançou o livro "Mediação na Recuperação Judicial no Brasil: O Estudo do Caso Oi". Recebeu títulos de cidadão baiano, cidadão honorário do Rio de Janeiro e cidadão teresinense. Origem e formação Eurico de Jesus Teles Neto nasceu em 29 de dezembro de 1956, em Piripiri, no Piauí. Segundo a TeleSíntese (15/12/2023), é graduado em Ciências Econômicas e em Direito pela Universidade Católica do Salvador (UCSal) e pós-graduado em Direito do Trabalho pela Universidade Estácio de Sá. O nome aparece em parte da imprensa como Eurico Teles de Jesus Neto ou apenas Eurico Teles, forma que ele usa na vida profissional. Telebahia, Telemar e Oi A carreira começou em 1981, na Divisão de Títulos e Valores Mobiliários da Telebahia, estatal baiana do sistema Telebras que, depois da privatização, passou para a Tele Norte Leste, futura Telemar. Em entrevista à PlatôBR (03/04/2025), ele contou que passou de estagiário a gerente dentro da empresa. Foi gerente jurídico de operações e diretor de serviços jurídicos e, com a unificação da Telemar e da Oi, assumiu a diretoria jurídica da companhia. Em 2006, presidiu a Comissão de Telecomunicações da OAB do Rio de Janeiro e, a partir de 2014, foi diretor-adjunto do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). Operação Carmelina Em fevereiro de 2014, a Polícia Federal deflagrou a Operação Carmelina, que investigava o advogado gaúcho Maurício Dal Agnol, responsável por milhares de ações de clientes contra a Brasil Telecom, comprada pela Oi em 2008. Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul (19/08/2016), os agentes apreenderam um contrato de 21 de outubro de 2009, com cláusula de confidencialidade, assinado por Dal Agnol, por outros dois advogados e por Eurico Teles, então diretor jurídico. O documento previa pagamento de R$ 50 milhões a Dal Agnol para que os processos fossem encerrados por metade do valor depositado em juízo. A Época (19/08/2016) informou que a 3ª Vara Criminal de Passo Fundo aceitou a denúncia contra Teles e mais quatro advogados. O MP acusou o grupo de quadrilha, patrocínio infiel e lavagem de dinheiro e sustentou que os acordos prejudicaram os clientes, que não foram informados do contrato. Em 3 de agosto de 2021, a 5ª Turma do STJ concedeu habeas corpus e trancou a ação penal por falta de justa causa. Segundo o Jurinews (17/08/2021), o colegiado concluiu que o diretor jurídico apenas formalizou os acordos de uma política implementada pela empresa e que a denúncia não demonstrou associação estável para cometer crimes nem o destino do dinheiro supostamente lavado. Presidente da Oi (2017–2020) Em 24 de novembro de 2017, Marco Schroeder renunciou à presidência da Oi, em recuperação judicial desde junho de 2016. Segundo a Agência Brasil (27/11/2017), Teles foi anunciado como diretor-presidente interino três dias depois. O Brazil Journal (28/01/2019) relatou que o juiz Fernando Viana, da 7ª Vara Empresarial do Rio, deu a ele poderes para desenhar o plano de recuperação sem passar pelo conselho de administração, num momento de disputa entre credores estrangeiros e acionistas liderados pelo empresário Nelson Tanure. Na primeira entrevista no cargo, à Convergência Digital (30/11/2017), defendeu "uma forma conciliada" e propôs à Advocacia-Geral da União pagar R$ 8,5 bilhões em dívidas com a União em 20 anos. À ConJur (17/12/2017), disse que a recuperação, com 55 mil credores, era o "teste de fogo" da Lei de Falências. O plano previa que os credores pudessem ficar com até 75% do capital e reduzia a dívida financeira de R$ 49,4 bilhões para R$ 23,9 bilhões. A assembleia de credores de 19 e 20 de dezembro de 2017 aprovou o plano com 100% dos votos na classe trabalhista e na de garantia real, 72,17% na de credores quirografários e 99,8% na de microempresas. Ao O Globo (20/12/2017), Teles disse que a Oi estava "pronta para qualquer um que queira comprá-la" e minimizou o voto contrário da Anatel. O plano foi homologado em janeiro de 2018 e reconhecido nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Holanda. Em janeiro de 2019, a Oi concluiu um aumento de capital de R$ 4 bilhões em recursos novos. Saída da Oi e Operação Mapa da Mina Em 10 de dezembro de 2019, a Polícia Federal fez buscas na sede da Oi na Operação Mapa da Mina, 69ª fase da Lava Jato, que investigava pagamentos de R$ 132 milhões da operadora à Gamecorp, empresa de Fábio Luís Lula da Silva. No mesmo dia, Teles anunciou que deixaria o cargo em 30 de janeiro de 2020. Segundo O Globo (10/12/2019), ele negou relação entre os dois fatos e disse que a data seguia um plano de transição homologado pela Justiça. Na entrevista, afirmou que a companhia "é só pepino" e que não recebeu benefícios de governos. Ao Estadão (10/12/2019), disse que não fazia parte da gestão quando a Oi entrou na Gamecorp. Ele deixou a presidência em 30 de janeiro de 2020 e foi sucedido pelo diretor de operações Rodrigo Abreu, segundo o Money Times (31/01/2020). Operação E$quema S Em 9 de setembro de 2020, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Receita Federal cumpriram mandados de busca no escritório de Teles, no centro do Rio, e em sua casa. A operação E$quema S, autorizada pelo juiz Marcelo Bretas, apurava desvios de R$ 151 milhões da Fecomércio, do Sesc e do Senac do Rio por meio de contratos com escritórios de advocacia, a partir da delação do ex-presidente da Fecomércio Orlando Diniz. Segundo a CNN Brasil (09/09/2020), Teles era investigado pela contratação de seu escritório por R$ 5,5 milhões. Em abril de 2022, o juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada do Rio, extinguiu a ação penal contra os advogados da operação e anulou a delação de Diniz. Segundo o Valor (06/04/2022), a sentença apontou "nítido intuito de criminalizar o exercício da advocacia". OAB e advocacia empresarial Em 2019, Teles tornou-se conselheiro federal da OAB e foi designado presidente da Comissão Especial de Falências e Recuperação Judicial do Conselho Federal. Em agosto de 2020, nessa função, moderou o painel sobre crise das empresas e recuperação judicial da Escola Superior de Advocacia Nacional. Depois de sair da Oi, passou a atuar como sócio do escritório Eurico Teles Advocacia Empresarial e, segundo a Veja Rio (04/04/2025), preside a Comissão de Direito Empresarial do Conselho Federal da OAB. Livro sobre o caso Oi Em 3 de abril de 2025, lançou na Livraria da Travessa do Leblon o livro "Mediação na Recuperação Judicial no Brasil: O Estudo do Caso Oi", pela editora Lumen Juris. À PlatôBR (03/04/2025), disse que a empresa fez quase 36 mil acordos de mediação com credores e atribuiu a crise da Oi à alta do dólar, à compra da Brasil Telecom sem auditoria prévia e ao passivo herdado da Portugal Telecom. À Veja (02/04/2025), defendeu que o uso da mediação no caso levou à mudança da Lei de Falências pela Lei 14.112/2020. O livro tem prefácios de Ana Tereza Basílio, presidente da OAB-RJ, e dos advogados Paulo Penalva e José Roberto Sampaio. Reconhecimento e títulos Teles recebeu os troféus Dom Quixote (2009) e Sancho Pança (2010), da revista Justiça e Cidadania; a Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, no grau de comendador, do TST (2010); a Medalha Albert Sabin, da Câmara Municipal do Rio (2010); a Medalha da Inconfidência, do governo de Minas Gerais (2012); e a Medalha Tiradentes, da Alerj. Em 4 de dezembro de 2019, recebeu o título de Cidadão Baiano na Assembleia Legislativa da Bahia. Em dezembro de 2023, a Câmara Municipal do Rio lhe concedeu o título de Cidadão Honorário. Em março de 2025, a OAB-RJ lhe entregou a Medalha Raymundo Faoro. Em 27 de fevereiro de 2026, a Câmara Municipal de Teresina o declarou Cidadão Teresinense, por proposta do vereador Pedro Alcântara. Linha do tempo 1956: nasce em Piripiri (PI), em 29 de dezembro. 1981: começa na Divisão de Títulos e Valores Mobiliários da Telebahia. 2006: preside a Comissão de Telecomunicações da OAB-RJ. 2014: torna-se diretor-adjunto do IAB; PF deflagra a Operação Carmelina. 2016: Justiça de Passo Fundo (RS) recebe denúncia do MP-RS contra ele. 2017: assume a presidência da Oi; credores aprovam o plano de recuperação. 2019: Oi conclui aumento de capital de R$ 4 bilhões; ele anuncia a saída da empresa. 2020: deixa a Oi em 30 de janeiro; é alvo de busca na Operação E$quema S. 2021: STJ tranca a ação penal da Operação Carmelina. 2022: Justiça do Rio extingue a ação penal da Operação E$quema S. 2023: recebe o título de Cidadão Honorário do Rio de Janeiro. 2025: lança livro sobre a mediação na recuperação da Oi. 2026: recebe o título de Cidadão Teresinense.
Carreira

Trajetória

  1. 2020 — atual
    Sócio da Eurico Teles Advocacia Empresarial

    Escritório de advocacia empresarial no Rio de Janeiro.

  2. 2019 — atual
    Conselho Federal da OAB

    Tornou-se conselheiro federal em 2019 e foi designado presidente da Comissão Especial de Falências e Recuperação Judicial. Em 2025, presidia a Comissão Especial de Direito Empresarial.

  3. 2017 — 2020
    Diretor-presidente da Oi

    Nomeado em 27 de novembro de 2017, conduziu o plano de recuperação judicial aprovado em dezembro de 2017 e o aumento de capital de R$ 4 bilhões concluído em janeiro de 2019. Deixou o cargo em 30 de janeiro de 2020.

  4. 2014 — atual
    Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB)

    Diretor-adjunto do IAB a partir de 2014. Segue como membro do instituto, segundo o LinkedIn.

  5. 2006 — 2006
    Presidente da Comissão de Telecomunicações da OAB-RJ

    Comissão da seccional fluminense da OAB.

  6. 2004 — 2017
    Diretor jurídico da Oi

    Assumiu a diretoria jurídica da companhia depois da unificação de Telemar e Oi e acumulou a função com a presidência a partir de 2017.

  7. 1981 — 2004
    Telebahia e Telemar

    Começou como estagiário na Divisão de Títulos e Valores Mobiliários da Telebahia, estatal baiana do sistema Telebras, e foi gerente jurídico de operações e diretor de serviços jurídicos na empresa e na sucessora Telemar.

Projetos e Realizações

Iniciativas

Reestruturação2017
Plano de recuperação judicial da Oi
Aprovado em assembleia de credores em dezembro de 2017

Plano aprovado com 100% dos votos das classes trabalhista e de garantia real, 72,17% dos quirografários e 99,8% das microempresas, homologado em janeiro de 2018 e reconhecido nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Holanda.

Reestruturação2019
Aumento de capital da Oi
R$ 4 bilhões em recursos novos

Etapa prevista no plano de recuperação, concluída em janeiro de 2019.

Livro2025
Mediação na Recuperação Judicial no Brasil: O Estudo do Caso Oi
Lumen Juris, 2025

Livro sobre a mediação com credores na recuperação judicial da Oi, com prefácios de Ana Tereza Basílio, Paulo Penalva e José Roberto Sampaio. Lançado em 3 de abril de 2025 na Livraria da Travessa do Leblon, no Rio.

Reestruturação2017
Acordos de mediação com credores da Oi
Quase 36 mil acordos

Programa de mediação com credores conduzido na recuperação judicial, segundo Teles em entrevista à PlatôBR em 2025.

Na imprensa

Notícias de outros portais

27 de fev. de 2026

Câmara concede três títulos de cidadania nesta sexta-feira (27)

Em sessão solene, a Câmara Municipal de Teresina concedeu o título de Cidadão Teresinense ao advogado Eurico de Jesus Teles Neto, em reconhecimento a serviços prestados ao desenvolvimento educacional, social e econômico da capital piauiense. A homenagem foi proposta pelo vereador Pedro Alcântara. Na mesma sessão foram homenageados o coordenador do DNOCS no Piauí e um bancário.

Fonte: Câmara Municipal de Teresina

04 de abr. de 2025

Adv. protagonista da recuperação judicial no BR lança livro sobre caso Oi

A coluna de Lu Lacerda registrou o lançamento de "Mediação na Recuperação Judicial no Brasil" na Travessa do Leblon, em 3 de abril de 2025, e informou que, na semana anterior, a OAB-RJ entregou a Teles a Medalha Raymundo Faoro. O livro tem prefácios de Ana Tereza Basílio, presidente da OAB-RJ, e dos advogados Paulo Penalva e José Roberto Sampaio, que também atuaram na recuperação da Oi.

Fonte: Veja Rio

02 de abr. de 2025

Protagonista de recuperação judicial no Brasil lança livro sobre Caso OI

À coluna Gente, Eurico Teles disse que o livro, publicado pela Lumen Juris, mostra a mediação como o mecanismo que viabilizou a assembleia de credores e a aprovação do plano da Oi. Segundo ele, a experiência do caso levou à mudança da Lei 11.101/2005 pela Lei 14.112/2020, que passou a prever expressamente a mediação na recuperação judicial.

Fonte: Veja

26 de mar. de 2025

O advogado Eurico de Jesus Teles lança livro sobre o Caso OI

O site antecipou o lançamento do livro "Mediação na Recuperação Judicial no Brasil: O Estudo do Caso OI", marcado para 3 de abril de 2025 na Livraria da Travessa do Leblon. O texto resume a trajetória de Teles, natural de Piripiri (PI), que começou em 1981 na Telebahia e chegou à presidência da Oi em 2017, e descreve a obra como uma análise da Lei de Falências e da reforma de 2020.

Fonte: Me Diz On Line

15 de dez. de 2023

Eurico Teles, ex-Oi, é cidadão honorário do Rio de Janeiro

A Câmara Municipal do Rio concedeu a Eurico Teles o título de Cidadão Honorário, publicado no Diário Oficial do município em 13 de dezembro de 2023. A TeleSíntese relembrou que ele entrou no setor de telecomunicações pela Telebahia e que, como presidente da Oi, conduziu a recuperação com conversão de dívida em ações e aporte de R$ 4 bilhões, o que elevou os investimentos anuais de R$ 5 bilhões para R$ 7 bilhões.

Fonte: TeleSíntese

06 de abr. de 2022

Justiça tranca ação penal contra advogados da Operação E$quema S

O juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada do Rio, extinguiu a ação penal contra os advogados investigados na Operação E$quema S por não ver provas dos crimes e anulou a colaboração premiada de Orlando Diniz, ex-presidente da Fecomércio do Rio, com o MPF. A operação, que em 2020 teve como alvo o escritório de Eurico Teles, foi um dos últimos desdobramentos da Lava Jato fluminense.

Fonte: Migalhas

17 de ago. de 2021

STJ tranca ação por suposta fraude de advogados em processos contra Oi

Em 3 de agosto de 2021, a 5ª Turma do STJ concedeu habeas corpus e trancou a ação penal do MP-RS contra advogados e o ex-presidente da Oi Eurico Teles, aberta a partir da Operação Carmelina. O colegiado entendeu que não havia justa causa: a denúncia não demonstrou associação estável para crimes, não detalhou os 5.557 casos de patrocínio infiel nem o destino do dinheiro. Para a turma, Teles apenas formalizou a política de acordos da empresa.

Fonte: Jurinews

09 de set. de 2020

Operação mira advogados por supostos desvios de R$ 151 milhões do Sistema S

O g1 detalhou a Operação E$quema S, em que o MPF acusou um esquema de tráfico de influência com contratos de escritórios de advocacia pagos pela Fecomércio, pelo Sesc e pelo Senac do Rio, com desvio de R$ 151 milhões. A denúncia foi aceita pelo juiz Marcelo Bretas e 26 pessoas viraram rés. O escritório do ex-presidente da Oi Eurico Teles foi um dos alvos de busca e apreensão.

Fonte: G1

09 de set. de 2020

Advogada de Witzel e ex-CEO da Oi são alvos da Lava Jato

Polícia Federal, MPF e Receita Federal cumpriram mandados de busca nos escritórios de Ana Tereza Basílio e Eurico Teles, no centro do Rio, e na casa de Teles, na Operação E$quema S. Segundo a CNN, ele era investigado pela contratação de seu escritório pela Fecomércio por R$ 5,5 milhões. O caso partiu da delação de Orlando Diniz. Em 2022, a Justiça do Rio extinguiu a ação penal contra os advogados da operação.

Fonte: CNN Brasil

31 de jan. de 2020

Rodrigo Abreu assume presidência da Oi

A Oi comunicou que Eurico Teles renunciou ao cargo de diretor-presidente em 30 de janeiro de 2020 e que Rodrigo Abreu, diretor de operações desde 2019, assumiria a posição no dia seguinte, eleito por unanimidade pelo conselho. A troca encerrou os dois anos e dois meses de Teles no comando da operadora, então em recuperação judicial desde 2016.

Fonte: Money Times

10 de dez. de 2019

Presidente da Oi anuncia saída do cargo após Operação da PF: 'É só pepino'

Em entrevista coletiva no Rio, Eurico Teles disse desconhecer irregularidades nos contratos da Oi com a Gamecorp, investigados na 69ª fase da Lava Jato, e lembrou que não fazia parte da gestão nem do conselho quando a empresa entrou no negócio. "Essa companhia é só pepino", afirmou, citando a recuperação judicial. Segundo a Oi, a operação e o anúncio da saída não tinham relação.

Fonte: Estadão

10 de dez. de 2019

Presidente da Oi deixará cargo e diz que tele é 'só pepino'

Eurico Teles anunciou que deixaria a presidência da Oi em 30 de janeiro de 2020 no mesmo dia da 69ª fase da Lava Jato, que investigava pagamentos de R$ 132 milhões da Oi à Gamecorp, de Fábio Luís Lula da Silva. Em entrevista coletiva no Rio, negou relação entre os fatos e disse que a data seguia o plano de transição homologado em setembro pela 7ª Vara Empresarial. Também afirmou que a empresa não recebeu benefícios de governos.

Fonte: O Globo

24 de dez. de 2017

Presidente da Oi diz que é preciso recuperar espaço da concorrência

Em entrevista ao O Globo, Eurico Teles disse que, com o plano aprovado, a Oi teria crédito de R$ 2 bilhões do China Development Bank para comprar equipamentos e planejava vender ativos como fibra ótica ociosa, o call center de Brasília, imóveis e operações na África e na Ásia. A prioridade de investimento em 2018 seria fibra ótica, cobertura 4G e digitalização. O caixa da empresa era de R$ 7,1 bilhões.

Fonte: O Globo

20 de dez. de 2017

Após aprovar plano de recuperação judicial, Oi busca comprador

Depois da assembleia de credores que durou quase 15 horas e aprovou o plano de recuperação, o presidente da Oi, Eurico Teles, disse que a empresa estava "pronta para qualquer um que queira comprá-la" e citou interesse do China Development Bank. Ele minimizou o voto contrário da Anatel e explicou que as multas administrativas da agência, de R$ 6,1 bilhões, seriam pagas depois de 20 anos de carência.

Fonte: O Globo

19 de ago. de 2016

Diretor da Oi vira réu em processo que apura fraude bilionária no RS

A juíza da 3ª Vara Criminal de Passo Fundo (RS) aceitou a denúncia do Ministério Público gaúcho contra Eurico Teles, então diretor jurídico da Oi, e mais quatro advogados. A acusação partiu de um contrato de 2009 apreendido na Operação Carmelina, que previa R$ 50 milhões ao advogado Maurício Dal Agnol para encerrar ações contra a Brasil Telecom pela metade do valor depositado. Era a fase de denúncia; em 2021 o STJ trancou a ação penal.

Fonte: Época

19 de ago. de 2016

Operação Carmelina: denúncia do MP contra advogados e ex-diretor de Telefonia é recebida pela Justiça

O MP-RS informou que a 3ª Vara Criminal de Passo Fundo recebeu a denúncia contra Maurício Dal Agnol, outros três advogados e o diretor jurídico da Oi à época, Eurico de Jesus Teles Neto, por quadrilha, patrocínio infiel e lavagem de dinheiro. Segundo o órgão, os acordos com clientes de Dal Agnol foram homologados sem que a Justiça soubesse do contrato de R$ 50 milhões. O MP pediu o sequestro de R$ 75,1 milhões.

Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Sul

Causas

Causas e valores defendidos

Mediação na recuperação judicial

Defende a mediação como instrumento para salvar empresas em crise, tema do livro de 2025 e de palestras no CRA-RJ e na OAB.

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Perguntas frequentes

FAQ

Quem é Eurico Teles?

Eurico de Jesus Teles Neto é advogado e economista e foi presidente da Oi de novembro de 2017 a janeiro de 2020, quando conduziu a recuperação judicial da empresa. Hoje preside a Comissão Especial de Direito Empresarial do Conselho Federal da OAB.

Qual a idade de Eurico Teles?

Eurico Teles nasceu em 29 de dezembro de 1956 e tem 69 anos.

De onde é Eurico Teles?

Ele nasceu em Piripiri, no Piauí. Construiu a carreira na Bahia, na Telebahia, e no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha.

Eurico Teles é formado em quê?

É graduado em Ciências Econômicas e em Direito pela Universidade Católica do Salvador e pós-graduado em Direito do Trabalho pela Universidade Estácio de Sá.

Quando Eurico Teles foi presidente da Oi?

Ele assumiu a presidência da Oi em 27 de novembro de 2017, depois da renúncia de Marco Schroeder, e deixou o cargo em 30 de janeiro de 2020. Antes, foi diretor jurídico da companhia.

Por que Eurico Teles saiu da Oi?

A saída seguiu um plano de transição homologado pela Justiça e foi anunciada em 10 de dezembro de 2019. No mesmo dia, a PF fez buscas na Oi na Operação Mapa da Mina, e ele negou relação entre os fatos.

Eurico Teles foi preso?

Não. Ele foi réu na Operação Carmelina, em ação penal trancada pelo STJ em 2021, e teve escritório e casa alvos de busca na Operação E$quema S, cuja ação penal foi extinta em 2022.

O que foi a Operação Carmelina?

Foi uma operação da Polícia Federal de 2014 sobre acordos em ações contra a Brasil Telecom. O MP-RS denunciou Teles, então diretor jurídico da Oi, e o STJ trancou a ação por falta de justa causa em agosto de 2021.

Qual livro Eurico Teles escreveu?

Ele escreveu "Mediação na Recuperação Judicial no Brasil: O Estudo do Caso Oi", publicado pela Lumen Juris e lançado em abril de 2025, sobre os acordos com credores que viabilizaram o plano da Oi.

O que Eurico Teles faz hoje?

Atua como advogado no escritório Eurico Teles Advocacia Empresarial e preside a Comissão Especial de Direito Empresarial do Conselho Federal da OAB.

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