Ennio Candotti
Físico e professor universitário
Resumo biográfico
Trajetória
- 2013 — 2016Professor voluntário na Universidade Federal do Amazonas (Ufam)
- 2013 — atualProfessor voluntário na Universidade do Estado do Amazonas (UEA)
- 2009 — 2012Professor na Universidade do Estado do Amazonas (UEA)
- 2009 — 2023Fundador e Diretor do Museu da Amazônia (MUSA)
- 1989 — 2007Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)
- 1982 — 1996Editor da revista Ciência Hoje
Iniciativas legislativas
Fundado em 2009 na Reserva Florestal A. Ducke em Manaus, o MUSA foi concebido por Ennio Candotti como um jardim botânico e laboratório vivo. Candotti descreveu o museu como um espaço para 'juntar ideias em torno da questão da valorização do patrimônio natural da região', ressaltando que 'essa floresta é ouro e nós a estamos tratando como cascalho'. O MUSA representa um exemplo de instituição dedicada ao estudo e preservação da biodiversidade amazônica, demonstrando que a região possui um tesouro mais valioso do que petróleo.
Participou da criação e foi editor de Ciência Hoje entre 1982 e 1996, revista dedicada à divulgação científica. Também participou da criação de Ciência Hoje das Crianças, expandindo o acesso à educação científica para público infantil.
Foi editor da revista Ciência Hoy da Argentina em 1988, contribuindo para a divulgação científica em países vizinhos e demonstrando seu comprometimento com a integração científica latino-americana.
Fundou em 2002, com cientistas e comunicadores indianos e de outros países, a International Union of Scientific Communicators, uma associação com sede em Mumbai, Índia, dedicada à promoção da comunicação científica internacional.
Notícias de outros portais

07 de dez. de 2023
O cientista Ennio lutou por uma ciência inclusiva
O físico e professor Ennio Candotti morreu aos 81 anos em Manaus. Presidente de honra da SBPC e fundador do Museu da Amazônia (MUSA), foi reconhecido por suas contribuições notáveis para o avanço da ciência no Brasil. Sua atuação em prol das questões amazônicas foi incansável ao longo de 15 anos, sendo um defensor apaixonado do estudo e da preservação da biodiversidade da região. Participou da criação da Constituição Federal de 1988.
Fonte: Amazônia Real

07 de dez. de 2023
O último adeus a Ennio Candotti no Museu da Amazônia
Ennio Candotti, presidente de honra da SBPC, morreu aos 81 anos em Manaus. O cerimônia de despedida foi realizada no Museu da Amazônia (MUSA), que fundou. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a morte do pesquisador, afirmando que ele sempre foi comprometido com o desenvolvimento científico brasileiro e a preservação do meio ambiente.
Fonte: RealTime1

06 de dez. de 2023
Morre o físico Ennio Candotti, ex-diretor do Museu da Amazônia
O físico ítalo-brasileiro Ennio Candotti morreu aos 81 anos. Nascido na Itália, chegou ao Brasil em 1952 e formou-se em Física pela USP em 1964. Foi professor em várias universidades federais e estaduais. Participou do projeto de concepção do Musa e foi seu primeiro diretor. Presidiu a SBPC em quatro mandatos (1989-1991, 1991-1993, 2003-2005, 2005-2007) e foi declarado Presidente de Honra em 1999. Recebeu o Prêmio Kalinga da Unesco em 1998 para popularização da Ciência. Em 2019 recebeu o título de Cidadão Amazonense.
Fonte: AMAZONAS ATUAL

06 de dez. de 2023
Fundador do Musa, Professor Ennio Candotti morre aos 81 anos em Manaus
Falecimento do professor Ennio Candotti, figura emblemática da ciência brasileira. Candotti nasceu na Itália e chegou ao Brasil em 1952. Graduou-se em física pela USP (1964) e pela Università degli studi di Napoli (1972), naturalizando-se brasileiro em 1983. Deu aulas na UFRJ, Ufes, Ufam e UEA. Criou o Museu da Amazônia em 2009 na Reserva Florestal A. Ducke. Participou da criação de Ciência Hoje e foi seu editor de 1982 a 1996. Presidiu a SBPC em quatro mandatos e era presidente de honra desde 1999.
Fonte: A Crítica

15 de mai. de 2023
'A região amazônica não é o quintal do Brasil', afirma fundador do Musa
Entrevista com Ennio Candotti, fundador do Museu da Amazônia, sobre questões relacionadas à preservação e valorização da região amazônica. Candotti defende que a Amazônia não deve ser tratada como quintal do Brasil, reforçando a importância da região e de suas riquezas naturais.
Fonte: A Crítica
07 de fev. de 2013
Apesar do risco à saúde, Brasil apoia controle sobre mercúrio no garimpo, mas sem proibir o uso
Ennio Candotti, físico com extenso currículo acadêmico, duas vezes presidente da SBPC e diretor do Museu da Amazônia, manifesta profunda preocupação com a contaminação por mercúrio no garimpo. Segundo matéria do Valor Econômico, Candotti afirmou ter mais medo do mercúrio do que do aquecimento global, descrevendo-o como um veneno que se difunde no ambiente, contamina os peixes e as pessoas que os consomem, espalhando-se na atmosfera.
Fonte: EcoDebate
Causas e valores defendidos
Divulgação e Educação Científica
Lutou pela divulgação científica inclusiva e pela educação científica no Brasil, participando da criação de publicações como Ciência Hoje e Ciência Hoje das Crianças
Preservação da Amazônia
Defensor apaixonado pelo estudo e preservação da biodiversidade amazônica ao longo de 15 anos, fundando o MUSA como laboratório vivo para valorização do patrimônio natural da região
Democracia Brasileira
Participou ativamente da defesa da democracia brasileira e teve atuação fundamental nas discussões que levaram à Constituição Federal de 1988
Desenvolvimento Científico Brasileiro
Comprometido com o desenvolvimento científico brasileiro e a valorização da ciência como ferramenta de progresso
FAQ
Qual era a nacionalidade de Ennio Candotti?
Ennio Candotti era ítalo-brasileiro. Nasceu na Itália e chegou ao Brasil em 1952, naturalizando-se brasileiro em 1983.
Quantas vezes Ennio Candotti foi presidente da SBPC?
Ennio Candotti foi eleito presidente da SBPC em quatro mandatos: 1989-1991, 1991-1993, 2003-2005 e 2005-2007. Foi declarado Presidente de Honra em 1999.
Qual foi a principal realização de Ennio Candotti?
Uma de suas principais realizações foi a fundação do Museu da Amazônia (MUSA) em 2009, instituição dedicada ao estudo e preservação da biodiversidade amazônica. Também foi fundamental sua atuação na divulgação científica através da revista Ciência Hoje e sua liderança na SBPC, onde presidiu em quatro mandatos distintos.
Quais universidades Ennio Candotti trabalhou como professor?
Candotti trabalhou como professor em várias instituições: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Aposentou-se em 2008 e posteriormente foi professor voluntário.
Que prêmios Ennio Candotti recebeu?
Ennio Candotti recebeu o Prêmio Kalinga da Unesco em 1998 para popularização da Ciência e o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal de Campina Grande em 2001. Recebeu também o título de Cidadão Amazonense em 2019.
Quando Ennio Candotti faleceu?
Ennio Candotti faleceu em 6 de dezembro de 2023, aos 81 anos, em Manaus.