Emílio Alves Odebrecht

Engenheiro civil, ex-presidente do Conselho de Administração da Odebrecht

Biografia

Resumo biográfico

Emílio Alves Odebrecht nasceu em 25 de janeiro de 1945 em Salvador, Bahia. É engenheiro civil formado pela Universidade Federal da Bahia e filho de Norberto Odebrecht. Atuou como presidente do Conselho de Administração da Odebrecht (posteriormente Novonor) por aproximadamente 20 anos, deixando o cargo em abril de 2018, quando foi substituído por profissional externo à família pela primeira vez na história do grupo. Durante a Operação Lava Jato, Emílio depôs como testemunha de defesa de seu filho Marcelo Bahia Odebrecht em março de 2017. Em seu depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, afirmou que os pagamentos não contabilizados (caixa dois) sempre existiram na empresa desde a época de seus antecessores e que continuaram durante a gestão de seu filho. Segundo relatos de 2017, Emílio forneceu depoimento relatando negociações envolvendo obras em sítio, incluindo comunicação com o ex-presidente Lula. O Ministério Público Federal denunciou Lula em maio de 2017 por causa de obras em sítio de Atibaia, em processo que posteriormente foi rejeitado pela juíza Pollyanna Kelly Alves em 2021, que identificou falta de provas e prescrição para acusados acima de 70 anos. Emílio também foi acusado por credores de blindar patrimônio no contexto da crise financeira da Odebrecht. Possui fortuna estimada em 12,9 bilhões de reais. Recebeu a Ordem do Mérito Militar. É pai de Marcelo Odebrecht.
Carreira

Trajetória

  1. 19982018
    Presidente do Conselho de Administração da Odebrecht
Na imprensa

Notícias de outros portais

27 de abr. de 2018

Emílio deixa a Odebrecht após vinte anos

Emílio Alves Odebrecht deixa a presidência do conselho de administração da Odebrecht após vinte anos à frente do grupo. Pela primeira vez, presidência do conselho será ocupada por alguém de fora da família.

Fonte: Veja

Sem imagem

13 de mar. de 2017

Sempre existiu caixa dois, diz Emílio Odebrecht à Justiça

O patriarca do grupo Odebrecht, Emílio Alves Odebrecht, depõe como testemunha de defesa do filho Marcelo Bahia Odebrecht perante o juiz Sergio Moro na Operação Lava Jato. Afirma que pagamentos não contabilizados (caixa 2) sempre existiram desde seu antepassado no Brasil e que tal prática era modelo reinante no país até 2014-2015. Nega corrupção na Petrobrás e argumenta que não foi Marcelo responsável pelos pagamentos não contabilizados.

Fonte: Folha de S.Paulo