Foto oficial de Braulina Aurora

Braulina Aurora

Antropóloga, pesquisadora e ativista indígena

Em exercício desde 2013
01Biografia

Resumo biográfico

Braulina Aurora é indígena do povo Baniwa, do clã Waliperedakenai, oriunda da Amazônia. Formada em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília (UnB), cursou mestrado em Antropologia Social na UnB entre 2019 e 2022, com dissertação intitulada 'Indígenas Mulheres: Corpo território em movimento', orientada pela Profa. Dra. Sílvia Guimarães e co-orientada pelo Prof. Dr. Luís Cayon. Atualmente cursa doutorado em Antropologia Social na UnB desde 2024, com bolsa CAPES, sob orientação do Prof. Dr. Luiz Cayon. É pesquisadora que produz debates sobre sociobioeconomia, bioeconomia indígena da Amazônia, ciência das mulheres indígenas, tecnologias sociais e enfrentamento à violência política de gênero. Atuou como presidenta da Associação de Estudantes Indígenas da Universidade de Brasília (AAIUnB). É cofundadora e primeira diretora executiva da Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA), e cofundadora da Articulação Brasileira de Indígenas Antropólogas (Abia). Atua também na Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) no projeto de Justiça de Transição e Reparação Integral para os povos indígenas. É coautora do texto 'Bioeconomia Indígena: Saberes Ancestrais e Tecnologias Sociais'. Defende pautas de demarcação de terras, direitos territoriais, violência contra mulheres indígenas, saúde e sexualidade indígena, gênero, educação indígena nas universidades e combate ao racismo institucional. Em 2023, foi convidada de honra do 19º Festival de Documentários Brasil em Movimento, realizado em Paris, onde participou como palestrante e ativista. Integra o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), conhecido como 'Conselhão', reativado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023, representando os povos indígenas e tradicionais.
02Carreira

Trajetória

  1. 2024atual
    Doutoranda em Antropologia Social

    Universidade de Brasília (UnB), com orientação do Prof. Dr. Luiz Cayon, financiada por bolsa CAPES.

  2. 20192022
    Mestra em Antropologia Social

    Universidade de Brasília (UnB). Dissertação: 'Indígenas Mulheres: Corpo território em movimento'. Orientadora: Profa. Dra. Sílvia Guimarães. Co-orientador: Prof. Dr. Luís Cayon. Bolsista CAPES.

  3. 20172017
    Formação complementar em Direito dos Povos Indígenas

    ONU-Mulheres, ONU e UnB, Brasil. Carga horária: 60 horas.

  4. 20152015
    Seminário de Licenciamento Ambiental: Realidade e Perspectivas

    Instituto Socioambiental (ISA), Brasil. Carga horária: 9 horas.

  5. 2013atual
    Bacharela em Ciências Sociais

    Universidade de Brasília (UnB).

04Na imprensa

Notícias de outros portais

28 de set. de 2023

Antropóloga indígena Braulina Baniwa pede em Paris veto de Lula para Marco Temporal aprovado no Senado

Braulina Aurora Baniwa, antropóloga e ativista indígena do povo Baniwa, foi convidada de honra do 19º Festival de Documentários Brasil em Movimento em Paris. No evento, ela criticou a aprovação do Marco Temporal pelo Senado brasileiro, chamando-o de retrocesso, e pediu que o presidente Lula vete o projeto. A Lei que estabelece o Marco Temporal havia sido rejeitada pelo STF na semana anterior.

Fonte: RFI

04 de mai. de 2023

Conselhão recriado por Lula tem representantes da Amazônia Legal

O Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), reativado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi recriado com representantes da Amazônia Legal, incluindo especialistas em meio ambiente e direitos indígenas. O conselho reúne representantes da ciência, pesquisa, sociedade civil organizada, povos tradicionais e originários, além do setor financeiro e agronegócio. Braulina Baniwa está entre os membros conforme mencionado no contexto de representantes indígenas.

Fonte: Revista Cenarium

03 de out. de 2018

Roda de conversa aborda saúde e sexualidade indígena

Braulina Aurora, junto com estudantes indígenas Dirlene Chagas, Evelyn Nery e Suliete Gervásio da Universidade de Brasília, coordenou uma roda de conversa temática discutindo saúde e sexualidade indígena sob perspectivas pessoais, acadêmicas e culturais. O evento ocorreu na Maloca, Centro de Convivência Multicultural dos Povos Indígenas da UnB, e abordou temas considerados pouco discutidos nas comunidades indígenas.

Fonte: UnB Notícias

25 de abr. de 2017

As escolas têm que pautar a questão da violência contra as mulheres indígenas, diz Braulina Baniwa no Dia Laranja

Braulina Aurora Baniwa, presidenta da Associação de Estudantes Indígenas da Universidade de Brasília (AAIUnB), foi entrevistada pela ONU Mulheres no Dia Laranja Pelo Fim da Violência contra Mulheres Indígenas. Ela discutiu a importância da demarcação de terras para a luta das mulheres indígenas e abordou o contexto de violência enfrentado por mulheres indígenas, enfatizando o papel das escolas na pauta.

Fonte: ONU Mulheres – Brasil

06Causas

Causas e valores defendidos

Direitos territoriais e demarcação de terras indígenas

Defende a demarcação e proteção dos territórios indígenas como fundamento para a vida e dignidade dos povos originários.

Violência contra mulheres indígenas

Trabalha no enfrentamento à violência contra mulheres indígenas dentro e fora das comunidades, incluindo a importância da educação para prevenção.

Saúde e sexualidade indígena

Promove debates sobre saúde sexual e reprodutiva, e práticas culturais indígenas relacionadas ao corpo e bem-estar.

Gênero e questões feministas indígenas

Defende a igualdade de gênero e o protagonismo das mulheres indígenas nos movimentos sociais, academia e políticas públicas.

Educação indígena nas universidades

Trabalha pela permanência, acolhimento e valorização de estudantes indígenas nas instituições de ensino superior.

Racismo institucional

Atua no debate sobre invisibilidade de estudantes indígenas e enfrentamento ao racismo nas universidades.

Bioeconomia indígena e saberes ancestrais

Produz conhecimento sobre sociobioeconomia, bioeconomia indígena da Amazônia e tecnologias sociais indígenas.